Criança de 11 anos é acusada de organizar rede de pedofilia

Cinco crianças já passaram por exames sexológicos no Instituto de Medicina Legal de Caruaru (IML). Algumas até já foram ouvidas e confirmaram que eram abusadas sexualmente.

As investigações começaram em maio deste ano e trazem dados chocantes.“As investigações levam a crer que essa rede de pedofilia era organizada por uma das crianças, um garoto de 11 anos, que ficava responsável por marcar os encontros e receber o dinheiro”, adiantou a delegada Alessandra Brito, que está a frente do caso.

http://bezerrosagora.blogspot.com.br/2010/09/crianca-de-11-anos-e-acusada-de.html

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Embrapa usa bactérias para criar medicamentos

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As armas biológicas, com seus efeitos devastadores e desconhecidos pela maioria dos pesquisadores e cientistas, podem ser consideradas as mais temidas existentes. Ao serem transformados geneticamente em laboratórios, vírus e bactérias tornam-se mais resistentes aos tratamentos médicos. Ao mesmo tempo, esses micro-organismos podem matar ou incapacitar pessoas, animais e plantas.

A história mostra que o uso desse tipo de arma não é recente. Na Antiguidade, exércitos usavam cadáveres em estado de putrefação para contaminar o abastecimento de água de uma cidade ou jogavam por cima das muralhas inimigas cadáveres de vítimas de varíola ou de peste bubônica.

O aspecto mais sombrio e negativo de micro-organismos foi mostrado no filme Anthrax – A Arma Terrorista. A bactéria antrax é roubada de um laboratório de pesquisas agrícolas deixando uma comunidade aterrorizada, já que uma pequena dose do bacillus anthracis – nome científico – é suficiente para devastar a população de uma cidade inteira.

Em Jaguariúna (SP), ao contrário do roteiro do filme, vírus e bactérias tem a capacidade de tornar-se produtos benéficos para o ser humano. Corantes, cosméticos para clarear a pele, herbicidas, antibióticos para combater bactérias resistentes e remédios para tratamento de câncer são alguns dos produtos que podem ser desenvolvidos a partir de fungos, bactérias, vírus e leveduras, itens da primeira coleção de micro-organismos implementada pela Embrapa Meio Ambiente.

“É um tesouro, matéria-prima para descoberta de novos materiais bioativos, fármacos, produtos para a agricultura, para a medicina, para os cosméticos. Esses micro-organismos tem demostrado seu potencial e são avaliados aqui no laboratório”, explica o curador da coleção, o pesquisador Itamar Melo.

http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2013/07/embrapa-usa-bacterias-para-criar-medicamentos.shtml

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‘Se uma pessoa é gay e busca Deus, quem sou eu para julgá-la?’, diz papa

FABIANO MAISONNAVE
ENVIADO ESPECIAL A ROMA

Na mais ousada declaração de um pontífice sobre homossexualismo, o papa Francisco disse que os gays “não devem ser marginalizados, mas integrados à sociedade” e que não se sente em condição de julgá-los.

“Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”, afirmou Francisco aos cerca de 70 jornalistas que embarcaram a Roma com ele. “O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados à sociedade.”

As declarações foram em resposta a recentes revelações de que um assessor próximo seria homossexual e a uma frase atribuída a ele no início de junho, de que havia um “lobby gay” no Vaticano. Segundo ele explicou ontem, o problema não é ser gay, mas o lobby em geral.

“Vocês vêm muita coisa escrita sobre o “lobby gay”. Eu ainda não vi ninguém no Vaticano com um cartão de identidade dizendo que é gay. Dizem que há alguns. Acho que, quando alguém se encontra com uma pessoa assim, devemos distinguir entre o fato de que uma pessoa é gay de formar um lobby gay, porque nem todos os lobbies são bons. Isso é o que é ruim.”

“O problema não é ter essa tendência [gay]. Devemos ser como irmãos. O problema é o lobby dessa tendência, da tendência de pessoas gananciosas: lobby político, de maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema.”

Questionado sobre o movimento carismático no Brasil, Francisco disse que, no início, chegou a compará-los com uma “escola de samba”, mas que se arrependeu: diz que os movimentos “bem assessorados” são parte da “igreja que se renova”.

Antes de aceitar perguntas, Francisco disse que “foi uma bela viagem” e elogiou o “povo brasileiro”. “Espiritualmente me fez bem, estou cansado, mas me fez bem”, afirmou.

“A bondade e o coração do povo brasileiro são muito grandes. É um povo tão amável, que é uma festa, que no sofrimento sempre vai achar um caminho para fazer o bem em alguma parte.

Um povo alegre, um povo que sofreu tanto. É corajosa a vida dos brasileiros. Tem um grande coração, este povo.”

O papa elogiou os organizadores “tanto da nossa parte quanto dos brasileiros”, com menções à parte artística e religiosa. “Era tudo cronometrado, mas muito bonito.”

Sobre a segurança, uma grande preocupação principalmente no início, o papa lembrou que “não teve um incidente com esses jovens, foi super espontâneo”.

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“Com menos segurança, eu pude estar com as pessoas, saudá-los, sem carro blindado. A segurança é a confiança de um povo. Há sempre o perigo de um louco, mas com esse temos o Senhor. Eu prefiro esta loucura, e ter o risco da loucura, que é uma aproximação.”

Francisco ressaltou ainda a estimativa oficial de 3,2 milhões de fiéis e a presença de peregrinos de 178 países.

Mesmo depois do domingo intenso, que incluiu um novo percurso de papamóvel e três pronunciamentos, Francisco, 76, respondeu às perguntas de pé por quase 90 minutos, não parando nem durante uma zona de turbulência e com aviso de atar os cintos ligado.

Enquanto falava, surpreendia ao colocar a mão no bolso de sua vestimenta papal com a naturalidade de uma roupa qualquer. Para ouvir melhor um jornalista, se inclinou para frente e apoiou as mãos sobre uma poltrona. Chegou até a se abaixar para pegar um fone de ouvido que caiu na sua frente, mas alguém foi mais rápido.

A seguir, a entrevista a bordo do “volo papale”, em que ele defende maior participação da mulher, explica o processo de reforma do Vaticano e fala sobre a sua relação com Bento 16, entre outros temas:

Pergunta – Nestes quatro meses, o senhor criou várias comissões. Que tipo de reforma tem em mente? O sr. quer suprimir o banco do Vaticano?
Papa Francisco – Os passos que eu fui dando nestes quatro meses e meio vão em duas vertentes. O conteúdo do que quero fazer vem da congregação dos cardeais. Eu me lembro que os cardeais pediam muitas coisas para o novo papa, antes do conclave. Eu me lembro de que tinha muita coisa. Por exemplo, a comissão de oito cardeais, a importância de ter uma consulta externa, e não uma consulta apenas interna.
Isso vai na linha do amadurecimento da sinodalidade e do primado. Os vários episcopados do mundo vão se expressando em muitas propostas que foram feitas, como a reforma da secretaria dos sínodos, que a comissão sinodal tenha característica de consultas, como o consistório cardinalício com temáticas específicas, como a canonização.
A vertente dos conteúdos vem daí. A segunda é a oportunidade. A formação da primeira comissão não me custou pouco mais de um mês. Pensava em tratar a parte econômica no ano que vem, porque não é a mais importante. Mas a agenda mudou devido a circunstâncias que vocês conhecem.
O primeiro é o problema do IOR [banco do Vaticano], como encaminhá-lo, como reformá-lo, como sanear o que há de ser sanado. E essa foi então a primeira comissão.
Depois, tivemos a comissão dos 15 cardeais que se ocupam dos assuntos econômicos da Santa Sé. E por isso decidimos fazer uma comissão para toda a economia da Santa Sé, uma única comissão de referência. Notou-se que o problema econômico estava fora da agenda. Mas essas coisas atendem.
Quando estamos no governo, vamos por um lado, mas, se chutam e fazem um golaço por outro lado, temos de atacar. A vida é assim. Eu não sei como o IOR vai ficar. Alguns acham melhor que seja um banco, outros que seja um fundo, uma instituição de ajuda. Eu não sei. Eu confio no trabalho das pessoas que estão trabalhando sobre isso.
O presidente do IOR permanence, o tesoureiro também, enquanto o diretor e o vice-diretor pediram demissão. Não sei como vai terminar essa história. E isso é bom. Não somos máquinas. Temos de achar o melhor. A característica de, seja o que for, tem de ter transparência e honestidade.

Uma fotografia do sr. deu a volta ao mundo, quando o sr. desceu as escadas do helicóptero, carregando sua mala preta. Artigos de todo o mundo comentaram o papa que sai com sua própria mala. Foram levantadas hipóteses também sobre o conteúdo da mala. Por que o sr. saiu carregando a maleta preta, e não seus colaboradores? E o sr. poderia dizer o que tinha dentro?
Não tinha a chave da bomba atômica. Eu sempre fiz isso, Quando viajo, levo minhas coisas. E dentro o que tem? Um barbeador, um breviário (livro de liturgia), uma agenda, tinha um livro para ler, sobre Santa Terezinha. Sou devoto de Santa Terezinha. Eu sempre levei a minha maleta. É normal. Temos de ser normais. É um pouco estranho isso que você me diz que a foto deu a volta ao mundo. Mas temos de nos habituar a sermos normais, à normalidade da vida.

Por que o senhor pede tanto para que rezem pelo senhor? Não é habitual ouvir de um papa que peça que rezem por ele.
Sempre pedi isso. Quando era padre, pedia, mas nem tanto nem tão frequentemente. Comecei a pedir mais frequentemente quando passei a bispo. Porque eu sinto que, se o Senhor não ajuda nesse trabalho de ajudar aos outros, não se pode. Preciso da ajuda do Senhor. Eu de verdade me sinto com tantos limites, tantos problemas, e também pecador. Peço a Nossa Senhora que reze por mim. É um hábito, mas que vem da necessidade. Sinto que devo pedir. Não sei

Na busca por fazer essas mudanças, o sr. disse que existem muitos santos que trabalham no Vaticano e outros um pouco menos santos. O sr. enfrenta resistências a essa sua vontade de mudar as coisas no Vaticano? O sr. vive num ambiente muito austero, de Santa Marta. Os seus colaboradores também vivem essa austeridade? Isso é algo apenas do sr. ou da comunidade?
As mudanças vêm de duas vertentes: do que pediram os cardeais e também o que vem da minha personalidade. Você falou que eu fico na Santa Marta. Eu não poderia viver sozinho no palácio, que não é luxuoso. O apartamento pontifício é grande, mas não é luxuoso. Mas eu não posso viver sozinho. Preciso de gente, falar com gente. Trabalhar com as pessoas. Porque, quando os meninos da escola jesuíta me perguntaram se eu estava aqui pela austeridade e pobreza, eu respondi: “Não, por motivos psiquiátricos.”
Psicologicamente, não posso. Cada um deve levar adiante sua vida, seguir seu modo de vida. Os cardeais que trabalham na Cúria não vivem como ricos. Têm apartamentos pequenos. São austeros. Os que eu conheço têm apartamentos pequenos.
Cada um tem de viver como o Senhor disse que tem de viver. A austeridade é necessária para todos. Trabalhamos a serviço da igreja. É verdade que há santos, sacerdotes, padres, gente que prega, que trabalha tanto, que vai aos pobres, se preocupa de fazer comer os pobres. Têm santos na Cúria. Também têm alguns que não têm muitos santos. E são estes que fazem mais barulho. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que nasce. Isso me dói. Porque são alguns que causam escândalos. São escândalos que fazem mal. Uma coisa que nunca disse: a Cúria deveria ter o nível que tinha dos velhos padres, pessoas que trabalham. Os velhos membros da Cúria. Precisamos deles. Precisamos o perfil do velho da Cúria.
Sobre resistência, se tem, ainda não vi. É verdade que aconteceram muitas coisas. Mas eu preciso dizer: eu encontrei ajuda, encontrei pessoas leais. Por exemplo, eu gosto quando alguém me diz :”Eu não estou de acordo”. Esse é um verdadeiro colaborador. Mas, quando vejo aqueles que dizem “ah, que belo, que belo” e depois dizem o contrario por trás, isso não ajuda.

O mundo mudou, os jovens mudaram. Temos no Brasil muitos jovens, mas o senhor não falou de aborto, sobre a posição do Vaticano em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. No Brasil foram aprovadas leis que ampliam os direitos para estes casamentos em relação ao aborto. Por que o senhor não falou sobre isso?
A igreja já se expressou perfeitamente sobre isso. Eu não queria voltar sobre isso. Não era necessário voltar sobre isso, como também não era necessário falar sobre outros assuntos. Eu também não falei sobre o roubo, sobre a mentira. Para isso, a igreja tem uma doutrina clara. Queria falar de coisas positivas, que abrem caminho aos jovens. Além disso, os jovens sabem perfeitamente qual a posição da igreja.

E a do papa?
É a da Igreja, eu sou filho da Igreja.

Qual o sentido mais profundo de se apresentar como o bispo de Roma?
Não se deve andar mais adiante do que o que se fala. O papa é bispo de Roma e por isso é papa, o sucessor de Pedro. Não é o caso pensar que isso quer dizer que é o primeiro. Não é esse o sentido. O primeiro sentido do papa é ser o bispo de Roma.

O sr. teve sua primeira experiência multidinária no Rio. Como se sente como papa, é um trabalho duro?
Ser bispo é belo. O problema é quando alguém busca ter esse trabalho, assim não é tão belo. Mas, quando o Senhor chama para ser biso, isso é belo. Tem sempre o perigo e o pecado de pensar com superioridade, como se fosse um príncipe. Mas o trabalho é belo. Ajudar o irmão a ir adiante. Têm o filtro da estrada.
O bispo tem de indicar o caminho. Eu gosto de ser bispo. Em Buenos Aires, eu era tão feliz. Como padre, era feliz. Como bispo, era feliz e isso me faz bem.

E ser papa?
Se você faz o que o Senhor quer, é feliz. Esse é meu sentimento.

Igreja no Brasil está perdendo fieis. A Renovação Carismática é uma possibilidade para evitar que eles sigam para as igrejas pentecostais?
É verdade, as estatísticas mostram. Falamos sobre isso ontem com os bispos brasileiros. E isso é um problema que incomoda os bispos brasileiros.
Eu vou dizer uma coisa: nos anos 1970, início dos 1980, eu não podia nem vê-los. Uma vez, falando sobre eles, disse a seguinte frase: eles confundem uma celebração musical com uma escola de samba.
Eu me arrependi. Vi que os movimentos bem assessorados trilharam um bom caminho. Agora, vejo que esse movimento faz muito bem à igreja em geral. Em Buenos Aires, eu fazia uma missa com eles uma vez por ano, na catedral. Vi o bem que eles faziam.
Neste momento da igreja, creio que os movimentos são necessários. Esses movimentos são um graça para a igreja. A Renovação Carismática não serve apenas para evitar que alguns sigam os pentecostais. Eles são importantes para a própria igreja, a igreja que se renova.

A igreja sem a mulher perde a fecundidade? Quais as medidas concretas? O senhor disse que está cansado. Há algum tratamento especial neste voo?
Vamos começar pelo fim. Não há nenhum tratamento especial neste voo. Na frente, tem uma bela poltrona. Escrevi para dizer que não queria tratamento especial.
Segundo, as mulheres. Uma igreja sem as mulheres é como o colégio apostólico sem Maria. O papal da mulher na igreja não é só maternidade, a mãe da família. É muito mais forte. A mulher ajuda a igreja a crescer. E pensar que a Nossa Senhora é mais importante do que os apóstolos! A igreja é feminina, esposa, mãe.
O papel da mulher na igreja não deve ser só o de mãe e com um trabalho limitado. Não, tem outra coisa. O papa Paulo 6° escreveu uma coisa belíssima sobre as mulheres. Creio que se deva ir adiante esse papel. Não se pode entender uma igreja sem uma mulher ativa.
Um exemplo histórico: para mim, as mulheres paraguaias são as mais gloriosas da América Latina. Sobraram, depois da guerra (1864-1870), oito mulheres para cada homem. E essas mulheres fizeram uma escolha um pouco difícil. A escolha de ter filhos para salvar a pátria, a cultura, a fé, a língua.
Na igreja, se deve pensar nas mulheres sob essa perspectiva. Escolhas de risco, mas como mulher. Acredito que, até agora, não fizemos uma profunda teologia sobre a mulher. Somente um pouco aqui, um pouco lá. Tem a que faz a leitura, a presidente da Cáritas, mas há mais o que fazer. É necessário fazer uma profunda teologia da mulher. Isso é o que eu penso.

Queremos saber qual a sua relação de trabalho com Bento 16, não a amistosa, a de colaboração. Não houve antes uma circunstância assim. Os contatos são frequentes?
A última vez que houve dois ou três papa, eles não se falavam. Estavam brigando entre si, para ver quem era o verdadeiro. Eu fiquei muito feliz quando se tornou papa. Também, quando renunciou, foi, pra mim, um exemplo muito grande. É um homem de Deus, de reza. Hoje, ele mora no Vaticano.
Alguns me perguntam: como dois papas podem viver no Vaticano? Eu achei uma frase para explicar isso. É como ter um avô em casa. Um avô sábio. Na família, um avô é amado, admirado. Ele é um homem com prudência. Eu o convidei para vir comigo em algumas ocasiões. Ele prefere ficar reservado. Se eu tenho alguma dificuldade, não entendo alguma coisa, posso ir até ele.
Sobre o problema grave do Vatileaks [vazamento de documentos secretos], ele me disse tudo com simplicidade. Tem uma coisa que não sei se vocês sabem: Em 8 de fevereiro, no discurso, ele falou: “Entre vocês está o próximo papa. Eu prometo obediência”. Isso é grande.

O sr. falou com os bispos brasileiros sobre a participação das mulheres na igreja. Gostaria de entender melhor como deve ser essa participação. O que sr. pensa sobre a ordenação das mulheres?
Sobre a participação das mulheres na igreja, não se pode limitar a alguns cargos: a catequista, a presidente da Cáritas. Deve ser mais, muito mais. Sobre a ordenação, a igreja já falou e disse que não. João Paulo 2° disse com uma formulação definitiva. Essa porta está fechada. Nossa senhora, Maria, é mais importante que os apóstolos. A mulher na igreja é mais importante que os bispos e os padres. Acredito que falte uma especificação teológica.

Nesta viagem, o sr. falou de misericórdia Sobre o acesso aos sacreamentos dos divorciados, existe a possibilidade de mudar alguma coisa na disciplina da igreja?
Essa é uma pergunta que sempre se faz. A misericórdia é maior do que o exemplo que você deu. Essa mudança de época e també tantos problemas na igreja, como alguns testemunhos de alguns padres, problemas de corrupção, do clericalismo A igreja é mãe. Ela cura os feridos. Ela não se cansa de perdoar.
Os divorciados podem fazer a comunhão. Não podem quando estão na segunda união. Esse problema deve ser estudado pela pastoral matrimonial. Há 15 dias, esteve comigo o secretário do sínodo dos bispos, para discutir o tema do próximo sínodo. E posso dizer que estamos a caminho de uma pastoral matrimonial mais profunda. O cardeal Guarantino disse ao meu antecessor que a metade dos matrimônios é nula. Porque as pessoas se casam sem maturidade ou porque socialmente devem se casar. Isso também entra na Pastoral do Matrimônio.
A questão da anulação do casamento deve ser revisada. É complexa a questão pastoral do matrimônio.

Em quatro meses de Pontificado, pode nos fazer um pequeno balanço e dizer o que foi o pior e o melhor de ser Papa? O que mais lhe surpreendeu neste período?
Não sei como responder isso, de verdade. Coisas ruins, ruins, não aconteceram. Coisas belas, sim. Por exemplo, o encontro com os bispos italianos, que foi tão bonito. Como bispo da capital da Itália, me senti em casa com eles. Uma coisa dolorosa foi a visita a Lampeduse [ilha que recebe imigrantes africanos], me fez chorar. Me fez bem. Quando chegam estes barcos, que os deixam a algumas milhas de distância da costa e eles têm de chegar (à costa) sozinhos, isso me dói porque penso que essas pessoas são vítimas do sistema sócio-econômico mundial.
Mas a coisa pior é o nervo ciático, é verdade, tive isso no primeiro mês. É verdade! Para uma entrevista, tive de me acomodar numa poltrona e isso me fez mal, era dolorosíssimo, não desejo isso a ninguém. O encontro com os seminaristas religiosos foi belíssimo. Também o encontro com os alunos do colégio jesuíta foi belíssimo. As pessoasconheci tantas pessoas boas no Vaticano. Isso é verdade, eu faço justiça. Tantas pessoas boas, mas boas, boas, boas.

Tem a esperança de que esta viagem ao Brasil contribua para trazer de volta os fiéis? Os argentinos se perguntam: não sente falta de estar em Buenos Aires, pegar um ônibus?
Uma viagem do papa sempre faz bem. E creio que a viagem ao Brasil fará bem, não apenas a presença do Papa. Eles (os brasileiros) se mobilizaram e vão ajudar muito a igreja. Tantos fiéis que foram se sentem felizes. Acho que será positivo não só pela viagem, mas pela jornada, um evento maravilhoso. Buenos Aires, sim, sinto falta. Mas é uma saudade serena.

O que o senhor pretende fazer em relação ao monsenhor Ricca e como pretende enfrentar toda esta questão do lobby gay?
Sobre monsenhor Ricca, fiz o que o direito canônico manda fazer, a investigação prévia. E nessa investigação não tem nada do que o acusam. Não achamos nada. É a minha resposta.
Quero acrescentar uma coisa a mais sobre isso. Tenho visto que muitas vezes na igreja se buscam os pecados da juventude, por exemplo. E se publica.
Abuso de menores é diferente. Mas, se uma pessoa, seja laica ou padre ou freira, pecou e esconde, o Senhor perdoa. Quando o Senhor perdoa, o Senhor esquece.
E isso é importante para a nossa vida. Quando vamos confessar e nós dizemos que pecamos, o senhor esquece e nós não temos o direito de não esquecer. Isso é um perigo.
O que é importante é uma teologia do pecado. Tantas vezes penso em São Pedro, que cometeu tantos pecados e venerava Cristo. E esse pecador foi transformado em Papa.
Vocês vêm muita coisa escrita sobre o lobby gay. Eu ainda não vi ninguém no Vaticano com um cartão de identidade dizendo que é gay. Dizem que há alguns. Acho que, quando alguém se vê com uma pessoa assim, devemos distinguir entre o fato de que uma pessoa é gay e formar um lobby gay, porque nem todos os lobbys são bons. Isso é o que é ruim.
Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-lo? O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados na sociedade. O problema não é ter essa tendência. Não! Devemos ser como irmãos. O problema é o lobby dessa tendência, da tendência de pessoas gananciosas: lobby político, de maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/07/1318313-se-uma-pessoa-e-gay-e-busca-deus-quem-sou-eu-para-julga-lo-diz-papa.shtml

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‘Se uma pessoa é gay e busca Deus, quem sou eu para julgá-la?’, diz papa

FABIANO MAISONNAVE
ENVIADO ESPECIAL A ROMA

Na mais ousada declaração de um pontífice sobre homossexualismo, o papa Francisco disse que os gays “não devem ser marginalizados, mas integrados à sociedade” e que não se sente em condição de julgá-los.

“Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”, afirmou Francisco aos cerca de 70 jornalistas que embarcaram a Roma com ele. “O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados à sociedade.”

As declarações foram em resposta a recentes revelações de que um assessor próximo seria homossexual e a uma frase atribuída a ele no início de junho, de que havia um “lobby gay” no Vaticano. Segundo ele explicou ontem, o problema não é ser gay, mas o lobby em geral.

“Vocês vêm muita coisa escrita sobre o “lobby gay”. Eu ainda não vi ninguém no Vaticano com um cartão de identidade dizendo que é gay. Dizem que há alguns. Acho que, quando alguém se encontra com uma pessoa assim, devemos distinguir entre o fato de que uma pessoa é gay de formar um lobby gay, porque nem todos os lobbies são bons. Isso é o que é ruim.”

“O problema não é ter essa tendência [gay]. Devemos ser como irmãos. O problema é o lobby dessa tendência, da tendência de pessoas gananciosas: lobby político, de maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema.”

Questionado sobre o movimento carismático no Brasil, Francisco disse que, no início, chegou a compará-los com uma “escola de samba”, mas que se arrependeu: diz que os movimentos “bem assessorados” são parte da “igreja que se renova”.

Antes de aceitar perguntas, Francisco disse que “foi uma bela viagem” e elogiou o “povo brasileiro”. “Espiritualmente me fez bem, estou cansado, mas me fez bem”, afirmou.

“A bondade e o coração do povo brasileiro são muito grandes. É um povo tão amável, que é uma festa, que no sofrimento sempre vai achar um caminho para fazer o bem em alguma parte.

Um povo alegre, um povo que sofreu tanto. É corajosa a vida dos brasileiros. Tem um grande coração, este povo.”

O papa elogiou os organizadores “tanto da nossa parte quanto dos brasileiros”, com menções à parte artística e religiosa. “Era tudo cronometrado, mas muito bonito.”

Sobre a segurança, uma grande preocupação principalmente no início, o papa lembrou que “não teve um incidente com esses jovens, foi super espontâneo”.

Se tivessem escutado o Prof. Dr. Eneias….

O Brasil não estaria afundado na M* da corrupção. Vejam o clipe abaixo e tirem suas conclusões.

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Vejam a mensagem ao abrir o vídeo: os petralhas também tentam tirar a verdade do ar.

FORA PT! Bando de vigaristas.

Cliquem no vídeo e o assistam no Youtube ou cliquem aqui

Se este vídeo sumir do Youtube me avisem, pois eu tenho uma cópia dele.

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Ultrabook da Toshiba pode ser comandado com a voz

Modelo Satellite E45t

A Toshiba anunciou recentemente uma nova linha de portáteis que inclui um Ultrabook projetado para que seus usuários possam interagir usando a voz. O Satellite E45t tem uma tela de 14 polegadas com resolução HD (1366 x 768 pixels) e hardware e software que lhe permite reconhecer comandos falados. Os usuários podem ditar uma mensagem que será postada no Facebook ou Twitter, fazer uma busca por um vídeo no YouTube ou até mesmo tocar uma música, sem precisar usar o teclado ou mouse.

Segundo Carrie Cowan, gerente sênior de marketing de produtos do Grupo de Produtos Digitais da Toshiba America, o Ultrabook é capaz de reconhecer comandos de voz a uma distância de até 90 cm do usuário. A máquina tem com dois microfones para melhor captação do som e roda o software Dragon Assist para reconhecer e executar os comandos. O portátil é baseado em um processador Intel Core i5 de quarta geração, da família Haswell.

“Com toque e voz, estamos no rumo de uma interface natural”, disse Cowan, indicando que estamos menos dependentes do teclado e do mouse. De acordo com testes da Toshiba o reconhecimento de voz também pode ser usado em navegadores, media players e outros programas de uso comum, como o Microsoft Office.

O Satellite E45t também tem suporte a redes Wi-Fi de quinta-geração (802.11ac), portas USB 3.0 e webcam integrada. O chassis é feito de alumínio, o que ajuda a deixar a máquina mais leve e mais resistente: o peso é de cerca de 1.8 Kg. A autonomia de bateria segundo o MobileMark, um teste padrão na indústria, é de 7.5 horas, mas em “uso misto” deve chegar a 8 ou nove horas, disse Cowan. Há uma unidade SSD de 32 GB usada como cache para acelerar o desempenho do sistema e um HD de 500 GB para armazenamento de dados.

O Toshiba Satellite E45T estará disponível em 4 de Agosto nos EUA, diretamente da Toshiba ou em revendas como a Best Buy. Versões dele estarão disponíveis em outras partes do mundo.

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Brasileiros descobrem que casca de banana pode despoluir a água

Cascas de banana trituradas podem funcionar como um remédio eficaz em águas poluídas por pesticidas. Esse poder de despoluir a água por um custo zero foi descoberto por uma equipe de cientistas liderados pela pesquisadora Claudineia Silva, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.

Para chegar nessa conclusão, os pesquisadores coletaram amostras nos rios Piracicaba e Capivari, e na estação de tratamento de água da cidade. Nesses rios, as águas ficam poluídas pelos pesticidas atrazina e ametrina, muito usados em plantações de cana-de-açúcar e milho.

Em seguida, os pesquisadores secaram cascas de banana maduras em um forno a 60ºC por um dia, resultado que também pode ser obtido ao expor o material ao Sol durante uma semana. Após essa primeira etapa, as cascas foram trituradas e peneiradas. O processo gerou um pó de consistência parecida com a de uma ração. Esse material foi, então, misturado com a água, agitado por 40 minutos e filtrado. “A reposta foi ótima. Essa biomassa conseguiu absorver 90% dos pesticidas”, afirma Claudineia.

Esse método tem uma vantagem sobre procedimentos tradicionais. Atualmente, os tratamentos de água não são suficientes para remover resíduos de agrotóxicos de tal forma a atingir o padrão de potabilidade e evitar riscos à saúde humana.

O carvão ativado (o mecanismo mais usado), por exemplo, é um método caro de despoluição. “A casca de banana teria custo zero. Qualquer um poderia usar essa técnica, principalmente em regiões mais pobres. Qualquer pessoa pode pegar uma casca de banana, secar ao sol, bater no liquidificador e jogar na água”, diz Claudineia.

A casca da banana corresponde de 30% a 40% de peso total da fruta. Esse material costuma ser usado, principalmente, para produção de adubos, ração animal e para a produção de proteínas, etanol, metano, pectina e enzimas. A casca tem grande capacidade de absorção de metais pesados e compostos orgânicos, principalmente devido à presença de grupos hidroxila e carboxila da pectina em sua composição.

O método pode ser usado no tratamento de água de abastecimento público, vindas de regiões com intensa prática agrícola, como é o caso das cidades da região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que são abastecidas pelo aquífero Guarani, e na região de Piracicaba.

Essa poluição é decorrente do crescimento da população durante as últimas décadas, o que provocou um aumento das atividades industriais e problemas ambientais. A poluição da água é uma das maiores preocupações atuais, pois pesticidas são tóxicos a organismos aquáticos, como peixes, crustáceos e moluscos.

Os resultados da pesquisa foram publicados na edição 61 do mês de abril da revista “American Chemical Society” e do “Journal of Agricultural and Food Chemistry”. “A ideia é boa, mas ainda precisamos continuar os estudos em uma grande escala, como um teste piloto em um tanque. Ainda vamos ver como iremos fazer esse procedimento”, afirma Claudineia.

http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/2013/07/brasileiros-descobrem-que-a-casca-de-banana-pode-despoluir-a-agua.shtml

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Café reduz risco de suicídio, diz estudo (artigo original)

O café é uma bebida polêmica. Enquanto alguns estudos afirmam que o excesso de cafeína pode causar transtorno mental ( http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/excesso-de-cafe-pode-causar-transtorno-mental-03062013-19.shl ), outros ressaltam seus benefícios. Uma nova pesquisa associou o consumo do café com a redução de cerca de 50% do risco de suicídio em homens e mulheres.

Os cientistas envolvidos no projeto são da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos EUA. O trabalho foi publicado no periódico científico “The World Journal of Biological Psychiatry”.

Foram analisados dados de três grandes pesquisas feitas nos Estados Unidos entre 1988 e 2008. Entre os mais de 200 mil participantes estavam consumidores de bebidas com e sem cafeína.

As informações revelaram que as chances de suicídio caem pela metade entre adultos que consomem entre duas e quatro xícaras de café diariamente, quando comparados aos que tomam a bebida descafeinada, aos que ingerem pouco ou não tomam café.

A explicação para esse fato pode estar no efeito que a cafeína causa no organismo humano. Estimula o sistema nervoso central e age como um antidepressivo ao aumentar a produção de neurotransmissores no cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina. Os pesquisadores acreditam que isso explica as menores taxas de depressão encontradas entre apreciadores do café em estudos anteriores.

Apesar de diminuir o risco de suicídio, os cientistas recomendam que adultos deprimidos não tomem mais café, porque quando o consumo da substância é maior do que o habitual, pode causar efeitos colaterais.

O excesso de cafeína pode causar sintomas de intoxicação, como inquietação, nervosismo, excitação, rubor, desconforto gastrointestinal, espasmos musculares, confusão na fala, insônia e alteração do ritmo cardíaco.

http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2013/07/cafe-pode-agir-como-um-antidepressivo-natural-diz-estudo.shtml

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Com um vazio do tamanho de Paris, Detroit negocia cortes

Na luta para sair da concordata, a prefeitura da cidade americana de Detroit, que já foi o símbolo do poder industrial americano, estuda acabar com o plano de saúde e reduzir as pensões de 23 mil servidores aposentados.

Sala do Banco Nacional de Detroit, abandonado; crises aceleraram êxodo da população - clique para ampliarSala do Banco Nacional de Detroit, abandonado; crises aceleraram êxodo da população – clique para ampliar

É o ponto mais polêmico da restruturação de uma dívida de cerca de US$ 20 bilhões. Mais difícil é reconverter a cidade que já abrigou 1,8 milhão de habitantes e que hoje tem 700 mil habitantes.

Detroit tem 370 km quadrados, o equivalente à ilha de Manhattan, San Francisco e Boston juntas. Um terço desse território está vazio –a cidade inteira de Paris caberia nos terrenos baldios tomados por mato alto de Detroit.

São 100 mil terrenos vazios, boa parte após a demolição das antigas estruturas.

No ano passado, a prefeitura leiloou 12 mil terrenos, com valor mínimo de US$ 500 (R$ 1.150) cada. Mais da metade não teve interessados.

Esses 100 mil terrenos não incluem igrejas, teatros, cinemas e fábricas abandonados, como a gigantesca sede da Studebacker-Packard que fazia carros de luxo. Inaugurada em 1911, está fechada desde 1958. Tem 325 mil m², quase 15 vezes o tamanho da paulistana Estação da Luz.

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Quadrilhas têm furtado bueiros e quase todo o metal que se encontra nas ruas e até dentro das casas abandonadas. Moradores colocam sacos de lixo azuis em cima dos buracos, para que passantes desprevenidos não caiam.

“Gatunos somem até com os tubos do encanamento, invadem as propriedades e levam tudo”, descreve Erin Kelly, gerente da chamada Iniciativa da Economia Verde, organização que estuda o que fazer com tanto espaço vazio.

“Surgem hortas comunitárias o tempo todo, vizinhos plantam tomates, verduras nos terrenos baldios. É o lado bom de ter espaço e quase nenhuma fiscalização”.

Houve cerca de 100 mil despejos com a crise hipotecária de 2008. Só na última década, 250 mil pessoas deixaram a cidade. A arrecadação de impostos municipais, de US$ 1 bi em 2012, tem caído 10% ao ano desde 2008.

Das 349 mil casas de Detroit, 80 mil se encontram abandonadas –33 mil em risco de desabamento.

Várias delas acabam se tornando ponto de tráfico e consumo de drogas, e até cadáveres são jogados ali (o índice de homicídios na cidade é cinco vezes o de São Paulo).

Dos 350 parques e praças da cidade, apenas 107 estão abertos, mas 51 devem ser fechados nos próximos meses; 40% da iluminação pública está desativada.

O Corpo de Bombeiros tem fechado alguns quartéis e vendido propriedades para se autofinanciar.

REESTRUTURAÇÃO

Metade da dívida de cerca de US$ 20 bilhões é de obrigações com os aposentados, cujas pensões o interventor estadual que anunciou a concordata da prefeitura quer reduzir. Atualmente, a prefeitura possui 9.000 funcionários, que teriam também benefícios cortados.

Policiais e bombeiros aposentados recebem US$ 2,5 mil por mês (R$ 5.750), mas a média dos aposentados municipais é o equivalente a R$ 3.650 (pouco acima do limite de pobreza calculado nos EUA). O fim da cobertura de saúde é dada como certo.

A lista de sacrifícios é acompanhada de perto por dezenas de municípios endividados americanas que querem ver como a maior cidade do Estado de Michigan vai sair da falência.

No ano passado, o prefeito Dave Bing ofereceu a possibilidade de que vizinhos de casas abandonadas ou terrenos baldios pudessem adquirir a propriedade contígua por simbólicos US$ 200 (R$ 460), que podem ser trocados por compras de materiais de construção.

É uma maneira de se desfazer das 55 mil casas que passaram às mãos da prefeitura por abandono ou pela falta de pagamento de impostos durante anos.

Sala do Banco Nacional de Detroit, abandonado; crises aceleraram êxodo da população

Sala do Banco Nacional de Detroit, abandonado; crises aceleraram êxodo da população

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Muito boa…

Lula vai a uma igreja e se ajoelha na frente de Jesus crucificado, rezando:

Lula: – Jesus, estou totalmente arrependido de minhas maldades e gostaria de redimir meus pecados.

Jesus: – Está bem. Que tens feito?

Lula: – Depois de oito anos no governo, deixei meu povo arruinado e na miséria.

Jesus: – Dê graças ao Pai!

Lula: – Também traí o povo e meu partido, que me deram apoio e, quando precisaram de mim, dei-lhes as costas. Expulsei do partido os Verdadeiros petistas!

Jesus: – Dê graças ao Pai!

Lula: Economizei verbas da saúde, educação, moradia, conservação de estradas, pesquisas científicas, tudo para encher os cofres do PT. Mandei comprar toalhas e lençóis importados, de linho egípcio, para o Palácio Alvorada e Granja do Torto. Enchi os depósitos do palácio com todos os tipos de bebidas caras, mesmo a Marisa só gostando de cachaça.

Jesus: – Dê graças ao Pai!

Lula: Comprei um avião a jato novo, importado, dando emprego para estrangeiros e não para os brasileiros que trabalham na Embraer. É que, receber mala preta da Embraer ia dar zebra . Protegi as maracutaias do Zé Dirceu, do Waldomiro e do tesoureiro do partido. Comprei votos de Deputados e senadores com liberação de verbas de emendas deles ao orçamento.

Jesus: – Dê graças ao Pai!

Lula: Arregacei com os velhinhos, cobrando novamente dos aposentados a contribuição previdenciária, sem qualquer contra prestação do Estado para eles. Comprei o apoio da Rede Globo com liberação de financiamento pelo BNDES, para eles pagarem dívidas vencidas, negocinho de pai para filho com o dinheiro do povo. Coloquei o protetor de marginais Tomás Bastos Como Ministro da Justiça.

Jesus: – Dê graças ao Pai!

Lula: Protegi os delinquentes do MST e dei apoio às invasões do MST para desestabilizar a democracia e tentar dar um golpe e assumir como o Fidel. Agora não sei como fazer para parar aquele bando de marginais aproveitadores FDP. Dei apoio ao Hugo Chavez, o maior bandido da América Latina, apesar dele ter mandado o Evo Morales privatizar a Petrobrás e me ter dado um pé na bunda.

Jesus: – Dê graças ao Pai!

Lula: – Protegi o Meirelles e o presidente do Banco do Brasil quando a imprensa apurou as realidades sobre as delinquências dos dois.

Jesus: – Dê graças ao Pai!

Lula: – Coloquei meu filho Lullinha, um mané que tinha um mísero emprego no Zoológico de São Paulo com um salário de R$ 1.800,00 por mês na diretoria da Oi, com um salario de R$ 50.000,00 mais mordomias. Em poucos anos ele tem uma fazenda de gado de muitos milhões e recentemente comprou o maior reprodutor do país por uma grana pretíssima.

Jesus: – Dê graças ao Pai!

Lula: – Na época de sindicalista no ABC eu recebia uma grana preta das montadoras de veículos quando eles estavam super estocados e precisavam de uma grevezinha para dar tempo de esvaziar os estoques e depois fazer um acertinho merreca com a peãozada .

Jesus: – Dê graças ao Pai!

Lula: – Recebi tanta grana de empresários nacionais e estrangeiros de propina, fora o que sobrou do mensalão, que estou na lista da Forbes com um patrimônio pessoal de US$ 2 Bilhões, mais até que o Abilio Diniz do Pão de Açucar que precisou ralar muito para chegar a US$ 1,6 bilhão.

Jesus: – Dê graças ao Pai!

Lula: – Mas, Jesus, estou realmente arrependido e a única coisa que o Senhor tem para me dizer é: “dê graças ao Pai”?
Jesus: – Sim, agradeça ao Pai que estou aqui pregado na cruz, porque senão desceria dela para te encher de porrada, seu ignorante, analfabeto, deslumbrado, traidor, ladrão, sem vergonha, mentiroso, golpista, corrupto, aproveitador … Vai trabalhar vagabundo!

Nota: Quem receber esta corrente tem obrigação ética e cívica de retransmiti-la ao menos para 10 amigos. Se esta corrente não continuar o Lula será eleito, depois do desgoverno de sua “protegida”. Garotinho será novamente governador, o Jader Barbalho vai voltar à presidência do Senado e Marta Suplicy continuará na política.

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Nanotecnologia prevê o fim de comprimidos e agulhas

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A nanociência, representada em filmes como o Homem de Ferro 3 e A Viagem Fantástica, deixou as telas de cinema para tornar-se realidade, por exemplo, na pesquisa de novos medicamentos para tratamento de diabetes, dores crônicas, náuseas, hipertensão e anticoncepcionais. Em 1940, o cientista Albert Sabin, criador da vacina contra a poliomielite, já pesquisava o uso de nanopartículas de ouro no tratamento de reumatismo.

A tecnologia avançada permitirá que pacientes não precisem mais ingerir medicamentos em forma de comprimidos ou aplicar injeções. Já estão no mercado os remédios transdérmicos, administrados por aplicações diretas ou por adesivos que liberam a substância de modo constante. A principal vantagem é a de eliminar ou reduzir os efeitos colaterais.

“Em pouco tempo não vamos precisar tomar mais nada por via oral. No futuro todos os medicamentos serão transdérmicos. Quando a pessoa estiver com dor de cabeça, vai passar o medicamento na têmpora e a dor vai melhorar. No futuro, não vai precisar mais engolir um remédio”, explica o professor de biotecnologia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Marco Botelho.

Segundo Botelho, há estudos para que a aplicação de insulina em pacientes com diabetes dispensem o uso de agulha para dar lugar ao remédio transdérmico. O tratamento de tumores também pode ser beneficiado, com o uso de medicamentos inteligentes, em doses muito menores, que reconhecem e atacam diretamente o tecido doente. Tudo isso é fruto da nanotecologia, explicou.

O avanço nos estudos da ciência também abriu caminho para os nanocosméticos. Atualmente, o setor empresarial já oferece produtos de preenchimento de rugas por meio de micropartículas de rejuvenescimento, protetor solar mais potente e maquiagem com brilho diferenciado.

A Agência Brasileira de Inovação – antiga Finep – tem em curso, uma chamada pública no valor de R$ 30 milhões para o desenvolvimento de produtos ou processos inovadores. O edital voltado para a nanotecnologia, prevê R$ 8 milhões em pesquisas na área higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

De acordo com o coordenador de micro e nanotecnologias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Flávio Plentz, o Brasil é o segundo mercado de produtos cosméticos e de higiene pessoal no mundo. “É uma área de muito sucesso. Temos várias empresas produzindo e comercializando produtos na área de nanocosméticos. Tem muitos grupos de pesquisas ativos e é uma área que tem impacto econômico muito grande”, analisa.

No país, o grupo Boticário investe 2,5% de seu faturamento anual em pesquisas na área de nanotecnologia. A empresa trabalha com estudos no setor desde 2002 e já tem no mercado produtos anti-idade e filtros solares que atuam na redução de rugas.

“Com a evolução das pesquisas, chegamos também ao pioneirismo da triplananotecnologia, que tem como diferencial a chamada “liberação direcionada”, ou seja, as minúsculas partículas de ingredientes ativos penetram nas diferentes camadas da pele de acordo com a necessidade de cada uma delas”, explica o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do grupo, Richard Schwarzer.

http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2013/07/nanotecnologia-preve-o-fim-de-comprimidos-e-agulhas.shtml

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Paciente com plano de saúde é VIP no Hospital das Clínicas

Enquanto os clientes com convênios médicos são rapidamente atendidos, os pacientes do SUS enfrentam filas

Anúncio de que hospital quadruplicará serviços prestados a convênios preocupa pessoas que não têm plano de saúde

Você chega por uma alameda arborizada, entra em um prédio limpo, bem iluminado, com funcionárias gentis em uniformes impecáveis.

Sentado em confortável cadeira anatômica, você olha para a figueira secular em um jardim interno decorado em estilo oriental. Com atraso de 25 minutos, o médico, um professor da prestigiosa Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, chama-o para a consulta.

Não, não se trata do hospital Sírio-Libanês, do Albert Einstein ou congênere. O hospital top de linha descrito é o símbolo da medicina pública paulista, o Hospital das Clínicas, na zona oeste de SP.

Esse pedaço do HC, na rua Doutor Ovidio Pires de Campos, atende a doentes com planos de saúde. Na fachada do prédio, lê-se: “Central de Convênios”. Ali não é lugar para gratuidades.

Na porta do Instituto de Ortopedia e Traumatologia, que fica na mesma rua da Central de Convênios, acontece o seguinte diálogo:

“Eu gostaria de passar por uma consulta. Dor na coluna.”

A moça na portaria indaga: “Onde a senhora mora?”.
“Pinheiros.”

“Tem encaminhamento? Passou pela UBS [posto de saúde] antes? Não?

Então não tem jeito. Sem encaminhamento, não tem como ser atendido.”

“Mas não tem atendimento para plano de saúde?”

“A senhora tem plano? Por que não disse antes? É só subir ao primeiro andar.”

Dez minutos depois, a paciente sai do prédio com a consulta marcada para o dia 1º de junho, às 14h30, em um ambulatório que serve exclusivamente aos convênios.

No setor destinado ao SUS (térreo do mesmo prédio), lotado na quinta-feira, a paciente I., desempregada, 60 anos, portadora de múltiplos tumores ósseos, é uma entre mais de cem pessoas a esperar sua consulta. I. conta que já teve de aguardar um ano por uma ressonância magnética. Resultado do exame nas mãos, esperou mais seis meses pela consulta.

No setor de convênios, tudo voa. A paciente pergunta ao atendente quanto tempo teria de esperar entre uma indicação de cirurgia e a operação propriamente dita. Resposta: “No máximo, 15 dias.”

Os pacientes SUS estão apreensivos com o anúncio feito pelo superintendente do HC, Marcos Fumio Koyama, de que quadruplicará nos próximos quatro anos o número de serviços prestados a convênios. Hoje, 3% dos atendimentos são vendidos aos planos. A previsão é atingir 12%.

Para a enfermeira aposentada M., 60, com diverticulite (inflamação na alça do intestino), “os planos de saúde já dispõem de mordomias demais no HC. Não é justo pacientes que só contam com o SUS terem de esperar enquanto doentes com convênios, com todas as opções que têm, passam na frente”.

A Folha testou, na última terça-feira, os prazos para marcação de consultas no setor de convênios.

Dor no joelho? Consulta dali a três dias. Ansiedade? Consulta com psiquiatra geral seis dias depois. Uma tomografia de tórax? O Instituto de Radiologia providencia em três dias.

LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

LUCCA ROSSI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0705201106.htm

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“É irresponsável trazer médicos sem verificar sua competência”, diz CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou comunicado nesta quarta-feira (21) para informar que considerou eleitoreiro, irresponsável e desrespeitoso o anúncio de importação de médicos cubanos feito pelo Ministério da Saúde. Em nota, a entidade condenou veementemente a entrada desses profissionais sem que seus diplomas médicos sejam revalidados e que se comprove o conhecimento da língua portuguesa. Para o CFM, a medida agride direitos individuais e humanos, e ainda expõe a saúde da população a situações de risco.

“É uma irresponsabilidade trazer médicos de fora – sejam cubanos ou brasileiros formados no exterior – sem a devida verificação da competência técnica deles”, disse o presidente do CFM Roberto D’Ávilla. Ele se refere à dispensa da revalidação do diploma dos profissionais que vêm pelo acordo de cooperação e também dos inscritos no programa Mais Médicos.

“A gente sabe que os médicos cubanos na Venezuela ou na Bolívia não fazem uma boa medicina. Isso que [dizem] que a medicina cubana é boa é um mito, uma mentira; as estatísticas cubanas são totalmente alteradas”, acrescentou.

“Esse governo está usando uma medida improvisada, eleitoreira, sem se preocupar com a saúde da população”, concluiu. O médico também ressaltou que o conselho irá exercer o papel de fiscalizador para evitar danos provocados por esses profissionais.

Veja a nota na íntegra:

O Conselho Federal de Medicina (CFM) condena de forma veemente a decisão irresponsável do Ministério da Saúde que, ao promover a vinda de médicos cubanos sem a devida revalidação de seus diplomas e sem comprovar domínio do idioma português, desrespeita a legislação, fere os direitos humanos e coloca em risco a saúde dos brasileiros, especialmente os moradores das áreas mais pobres e distantes.

Trata-se de uma medida que nada tem de improvisada, mas que foi planejada nos bastidores da cortina de fumaça do malfadado Programa “Mais Médicos”. O anúncio de nesta quarta-feira (21) coloca em evidência a real intenção do Governo de abrir as portas do país para profissionais formados em Cuba, sem qualquer avaliação de competência e capacidade. Estratégia semelhante já ocorreu na Venezuela e na Bolívia, com consequências graves para estes países e suas populações.

Conforme já denunciado pelas entidades médicas, a gestão temerária do Ministério da Saúde nunca priorizou o profissional formado no país ou os estrangeiros com competência atestada pelo Revalida. O Programa “Mais Médicos”, com seus prazos inexequíveis e falhas de sistemas, desde sua concepção já apontava para o desfecho anunciado.

Alertamos à sociedade que o Brasil entra perigosamente no território da pseudo-assistência calcada em evidentes interesses pessoais e políticos-eleitorais. Todos os brasileiros devem ter acesso ao atendimento universal, integral, gratuito e com equidade, conforme previsto pela Constituição ao criar o Sistema Único de Saúde (SUS). Não há cidadãos de primeira e segunda categoria, e é isso que essa medida cria.

Além disso, o anúncio dessa importação mostra também o desrespeito do Governo Federal com os direitos humanos, individuais e do trabalhador. De forma autoritária e demagógica, em nome de soluções simplificadas para problemas complexos, o Governo – preocupado com marcas de gestão de olhos numa possível candidatura – rasgou a lei e assume a responsabilidade por todos os problemas decorrentes de seu ato demagógico e midiático.

Contra tudo isso e para garantir os direitos dos cidadãos brasileiros, serão envidados esforços, inclusive as medidas jurídicas cabíveis, para assegurar o Estado Democrático de Direito no país, com base na dignidade humana.

A sociedade não deve aceitar passivamente essa proposta e, portanto, os Conselhos de Medicina conclamam o Poder Legislativo; o Poder Judiciário; o Ministério Público; as universidades; a imprensa; e todos os movimentos da sociedade civil organizada a se posicionarem contra esta agressão à Nação e em benefício de um sistema público de saúde de qualificado.

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/08/21/e-irresponsavel-trazer-medicos-sem-verificar-sua-competencia-diz-cfm.htm

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O Impeachment de Dilma

O impeachment, na minha visão, funciona como o botão que se aperta para dar descarga na privada. Você já fez o que precisava ser feito e não precisa mais olhar os seus dejetos, misturados ao papel higiênico usado. E se tudo ainda não for pelo buraco adentro, engolido pelo jorro de água, você aperta o botão de novo. Simples, o impeachment.

Hoje, milhões de brasileiros apertaram o botão que deveria fazer sumir essa bosta de governo petista. Há um misto de repugnância e exasperação nas pessoas. Digamos – para continuar com a imagem escatológica – que estamos sofrendo uma insuportável prisão de ventre que faz doer a barriga, em espasmos. Nossos intestinos estão cheios, empanturrados com fatos e verdades não só sobre as mazelas do Planalto.

Mas o Congresso… Meu Deus, três bandidos condenados na Comissão de Justiça? O Renan, julgado corrupto, decidindo o que serve para nós, povo brasileiro? Os congressistas, deputados federais, a maioria sendo processada por “malfeitos”, para usar a expressão do FHC? Seriam eles o nosso purgante salvador? Nem pensar. Mais da metade desses indivíduos nem eleitos foram. Eram vice, pagaram as despesas de campanha, o titular se retirou para alguma “boca” combinada previamente e o agora premiado senador senta sua bunda na cadeira para fazer negócios.

Concorrência pública?… Quem dá mais comissão leva. Esses caras exageraram, canalhas contumazes, viciados por anos e anos de impunidade.Eles tem alçadas de poder, verbas de tudo quanto é jeito, sinecuras – e agora preparam seus filhotes para lhes suceder na boca rica. O nepotismo corre solto. Não há o que se esperar deles, não virá de lá nenhuma atitude cívica – como votar o impeachment da Dilma.

Pois eles também deveriam ser “impichados”. Vale o mesmo sentimento para com a Justiça, que a imprensa todo dia mostra como um vulgar balcão de negócios e interesses. A Petrobrás, o BNDES, as estatais… Tudo aparelhado pelo Lula e sua quadrilha. A Dilma preside esse lupanar (palavra antiga, puteiro seria melhor) com seu beicinho arrogante, perpetrando absurdos com a cumplicidade de seus 39 (trinta e nove) ministros. Nem vou listar os despautérios, quem não é analfabeto, do MST ou bóia-fria sabe de cor que aquela senhora Dilma extrapolou.

Ela, no passado, conseguiu até falir uma lojinha de badulaques chineses, seu maior empreendimento até ser guindada a ministra pelo pior dos brasileiros vivos, essa desgraça chamada Lula. Então é o seguinte: hoje, as manifestações apertaram o botão da privada, coletivamente, num ato de dignidade e consciência política. Mas lá dentro da privada a merda rodou, rodou – e não foi embora. Falta um balde de água. Falta uma mudança total, de tudo. Falta uma greve geral que tenha a força de liquidar essa quadrilha do PT, incrustada no poder.

Falta o impeachment da Dilma. Quem será essa pessoa que vai salvar os restos deste país?

Por Diogo Mainardes, jornalista, via Facebook.

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Ex-assessora de Lula indiciada pela PF teve passaporte especial

A Presidência da República concedeu um passaporte que prevê tratamento especial a Rosemary Nóvoa de Noronha em viagens internacionais para acompanhar Luiz Inácio Lula da Silva, então titular do Palácio do Planalto.

Entre 2007 e 2010, ela viajou com o então presidente para 23 países, em virtude de pelo menos 30 eventos –de posses de presidentes a encontros de chefes de Estado.

Rose, como é conhecida, ex-chefe do escritório regional da Presidência em São Paulo, foi indiciada na semana passada na Operação Porto Seguro da Polícia Federal.

Ela é acusada de fazer parte de uma organização infiltrada no governo para obtenção de pareceres técnicos fraudulentos. No sábado, Rose foi exonerada do cargo de confiança que ocupava.

Em janeiro de 2007, a pedido da Presidência, o Ministério das Relações Exteriores concedeu a ela um passaporte diplomático, conhecido como “superpassaporte”. Caracterizado pela capa vermelha, ele é destinado a poucas autoridades.

O documento, emitido sem custo para o titular, permite acesso a fila de entrada separada nos aeroportos e torna dispensável o visto nos países que o exigem. O tratamento tende a ser menos rígido.

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Rosemary de Noronha em festa do programa “Superpop”, da RedeTV!, em 2010

INTERESSE DO PAÍS

O passaporte de Rose esteve válido até 31 de dezembro de 2010, véspera da posse da presidente Dilma Rousseff. Em 2011, o documento não foi renovado. Não há registro de viagens internacionais de Rose a serviço do governo desde então.

O documento especial de Rose foi concedido sob a justificativa de ser do “interesse do país”, um caso excepcional, já que o cargo que ela ocupava não consta da lista de autoridades do decreto que regulamentava a concessão à época.

O decreto 5.978/2006, assinado pelo ex-presidente Lula, dava os “superpassaportes” para presidentes, vices, ministros, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros de tribunais superiores e ex-presidentes.

Entre os países visitados por Rose estão Alemanha, Portugal (duas vezes), México, Cuba (duas vezes), El Salvador (três vezes), Rússia, Coreia do Sul, França, Inglaterra, África do Sul, Guatemala, Costa Rica, Paraguai, Venezuela, Chile, Argentina (duas vezes), Gana, Peru, Espanha, Ucrânia, Bolívia, Bélgica e Uruguai.

Em dezembro de 2007, ela foi com Lula à posse da presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Também participou da posse do presidente de El Salvador, Mauricio Funes, em junho de 2009.

No mesmo ano, acompanhou Lula na 2ª Cúpula dos países do G20, em Londres. Em 2008, novamente foi a uma cúpula do G20, em Seul, na Coreia do Sul.

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Em janeiro de 2010, a Folha revelou que filhos e netos de Lula haviam recebido, a pedido do ex-presidente, passaportes diplomáticos, também “por interesse do país”.

As reportagens geraram uma ação do Ministério Público Federal para cassar os documentos. Quatro filhos os devolveram e outro o teve cancelado pela Justiça.

O Itamaraty resolveu alterar as regras de emissão 19 dias após a primeira reportagem: agora, só com “solicitação formal fundamentada” e com a divulgação no “Diário Oficial da União”.

Entre 2006 a 2010, durante o segundo mandato de Lula, o Ministério das Relações Exteriores concedeu 328 passaportes diplomáticos por “interesse do país”.

OUTRO LADO

Rosemary Nóvoa de Noronha, foi procurada diversas vezes entre a tarde de domingo e o início da noite de ontem para comentar sobre seu passaporte e a operação da PF, mas não foi localizada.

Foi deixado recado na secretária do celular utilizado por Rose, mas não houve retorno. Contatado, um assessor de Rose na Presidência disse que iria repassar o recado da reportagem.

A assessoria do Instituto Lula informou que só o Ministério das Relações Exteriores poderia explicar a expedição do passaporte diplomático em nome de Rose. Sobre as tarefas desempenhadas por ela nas viagens, respondeu: “As perguntas podem ser feitas para a chefia de pessoal do Itamaraty, que coordenava as comitivas”.

O Itamaraty confirmou que o pedido da Presidência ocorreu em 2007 com a justificativa de que Rose iria “participar do escalão avançado da viagem de uma autoridade brasileira ao exterior”.

Também informou que o passaporte foi dado em caráter excepcional, “em função do interesse do país”.

A propósito da resposta, que atribuiu o pedido do passaporte à Presidência, a Folha voltou a enviar pergunta ao Instituto Lula, mas não houve resposta até a conclusão desta edição.

=> http://www1.folha.uol.com.br/poder/1191761-ex-assessora-de-lula-indiciada-pela-pf-teve-passaporte-especial.shtml

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Em vez de sepultar Donadon, Câmara se mata

Josias de Souza

28/08/2013

— Na hora de vir pra cá, eu fui tomar banho. E faltou água na torneira. Lá não tem chuveiro. É uma torneira. Água fria. E justamente hoje faltou água.

Plenário da Câmara, noite do dia 28 de agosto de 2013. O clima era de velório. Na tribuna, Natan Donadon, um cadáver político, pronunciava suas penúltimas palavras.

— Eu tava todo ensaboado. E acabou a água do presídio. Eu tive que recorrer a um preso, do lado da minha cela. Ele tinha umas garrafinhas de água. Pedi a ele. E acabei de tomar banho com essas poucas garrafinhas que ele me emprestou.

Em noite constrangedoramente deplorável, o plenário da Câmara perdeu a tradicional aparência de feira livre. Hipnotizados, os presentes dedicavam 100% de sua atenção a Donadon. Pela primeira vez na história do Legislativo, um presidiário ocupava a tribuna.

De todos os persistentes terrores brasileiros, o pior é o terror do sistema prisional. O flagelo é a síntese do que o pedaço bem nascido do Brasil pensa dos sem-berço. As cadeias são infernais porque elas só são infernais para bandidos pretos e pobres. Não é lugar para brasileiros acima de um certo nível de renda e de poder.

De repetente, o STF condenou Donadon a mais de 13 anos de cana dura. E ele foi transferido do mundo das facilidades e dos privilégios para a Penitenciária da Papuda, em Brasília. “Os companheiros de prisão chamam de ‘P-Zero’, prisão zero, porque não tem nada”, disse, ao relatar seus primeiros dois meses de inferno.

— Vim algemado de lá pra cá. Nunca tinha entrado num camburão na minha vida. Nunca pensei que isso fosse acontecer. Vim algemado pelas mãos, atrás [didático, o orador leva as mãos às costas, juntando os punhos]. Eu tenho uma certa fobia. Pedi aos agentes pra me trazer na frente. Mas eles disseram que não poderia. Deus me acompanhou. Me deu força, me deu resignação.

O plenário estava reunido para parafusar a tampa do caixão que o Supremo fechara, decretando a cassação do mandato do preso. E Donadon, munido de autorização judicial, revirava no caixão. Nas entrelinhas do seu discurso, o condenado passava aos seus pares, por assim dizer, um recado. Era como se dissesse: “Eu sou vocês amanhã.” Soou dramático.

— Esses 60 dias que eu estou preso lá, tenho sofrido muito. Tenho sofrido muuiiiito. É desumano o que um prisioneiro passa. A minha família tem sofrido muito. Por favor, me absolvam. Essa Casa é independente!

Sentenciado em última instância, sem possibilidade de recorrer, Donadon revelou-se um presidiário de mostruário. Como todo detento que se preza, declarou-se “inocente”. Terminado o discurso, abriu-se o painel de votação. E o plenário começou a esvaziar.

Muitos deputados, cumprida a obrigação de votar, foram embora. Outros tantos bateram em retirada sem votar. Dos 513 deputados, 470 registraram presença ao longo do dia. Desse total, apenas 405 levaram o voto ao plenário. Como que farejando o cheiro de queimado, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara, esticou a sessão a mais não poder. Queria que todos votassem.

Iniciada às 19h, a sessão foi encerrada às 23h04. Para que o mandato do condenado Donadon fosse passado na lâmina, eram necessários pelo menos 257 votos. “A Câmara não vai cometer hara-kiri político”, disse um otimista Chico Alencar (PSOL-RJ), antes que o resultado fosse estampado no painel eletrônico: “sim”, 233; “não”, 131. “Abstenção”, 41. A Câmara, que sempre teve um comportamento de alto risco, cometeu suicídio. Tornou-se uma instituição-zumbi. Numa tentativa de reduzir os danos, Henrique Alves anunciou que Donadon não terá de volta o salário e demais benefícios. Será convocado o suplente.

Sacramentado o vexame, o ainda deputado federal Natan Donadon levantou as mãos para o alto. Atrás da última fileira de poltronas, festejou a morte do plenário como uma vitória do corporativismo. Depois, foi reconduzido ao camburão. Algemado, voltou para o xilindró. Antes, foi ao microfone de apartes para cumprir um compromisso que assumira com seus companheiros de cárcere.

— Eles falaram pra mim assim: ‘nao esqueça de falar da nossa alimentação. É muito ruim a alimentação do presídio. Não é de boa qualidade. Tenho a síndrome do intestine irritado. Associado ao estresse, tenho passado muito dificuldade lá. Tá dado o recado. Eles pediram pra eu falar. É preciso melhorar a comida dos presidiários da Papuda.

O Brasil dispõe de mais uma jabuticaba: um deputado federal corrupto e presidiário. É coisa única no mundo. “Graças a Deus, a Câmara está fazendo justiça”, disse a anomalia, a caminho do camburão.

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Em entrevista a ‘El País’, Dilma diz que ‘acata’ sentenças do STF

Quem é essa criminosa (assassina, sequestradora, assaltante de bancos, quartéis e casas de armas, ladra do cofre do ex-governador Alencar de Bharros) para não acatar uma sentença do SFT? Ela é a maior beneficiada com a condenação do assassino José Dirceu!

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A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista ao jornal espanhol “El País”, publicada neste domingo (18), que “acata” as sentenças do STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do mensalão, mas ponderou que ninguém está “acima dos erros”.

“Sou radicalmente favorável a combater a corrupção, não só por uma questão ética, mas por um critério político. […] Há muitos procedimentos jurídicos neste terreno e como presidente da República não posso me manifestar sobre as decisões do STF. Acato suas sentenças, não as discuto. O que não significa que ninguém neste mundo de Deus esteja acima dos erros e das paixões humanas”, disse a presidente.

Essa foi a primeira declaração de Dilma sobre o mensalão após a condenação dos petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares pelo STF.

A entrevista foi realizada na última segunda-feira (12), dia em que o Supremo estabeleceu para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu penas que, somadas, chegam a dez anos e dez meses de prisão. Dirceu foi condenado no julgamento do mensalão pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa.

A presidente defendeu realizações dos mandatos de Lula e citou a criação do Portal da Transparência e da Lei de Acesso à Informação. “Poucos governos têm feito tanto pelo controle do gasto público como o do presidente Lula”, disse.

CRISE EUROPEIA

Dilma criticou as políticas de ajuste fiscal como forma para combater a crise europeia. “Não acredito que o problema da Europa seja seu modelo de Estado de bem-estar. O problema é que foram aplicadas soluções inadequadas para a crise e o resultado é o empobrecimento das classes médias. Neste ritmo, haverá uma recessão generalizada”, disse.

Para a presidente, a melhor maneira de combater a crise europeia seria com investimento e estímulos ao crescimento.

Dilma disse ainda acreditar que o euro seja um projeto inacabado, e que, na prática, não funciona como uma moeda única.

MENSALÃO

Há três meses, o Supremo iniciou o julgamento do mensalão, o mais complexo da história da Corte.

O julgamento está em sua fase final, em que os ministros do STF definem as penas de cada um dos 25 réus condenados.

Depois que as penas dos condenados forem fixadas, os ministros terão de redigir o acórdão em que serão resumidas as conclusões do caso.

Só depois disso é que o tribunal poderá expedir as ordens de prisão dos condenados. O mais provável é que isso só ocorra no primeiro semestre do próximo ano.

O esquema de compra de apoio político no Congresso, que ficou conhecido como mensalão, foi revelado pela Folha em 2005, em entrevista do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), dando origem ao principal escândalo do governo Lula e provocando uma CPI no Congresso.

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