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Conheça os sons de um PC doente
22 de setembro de 2013 | Autor:

Estalos, apitos, zumbidos e chiados podem ser o sinal de problemas em seu computador. Aprenda quais as principais causas e possíveis soluções.

Você já ouviu seu PC recentemente? Prestou bastante atenção aos sons que ele faz? Com sorte ele não deve ter muito a dizer. Mas se por acaso ele estala, apita, assobia, ou soa como um helicóptero tentando decolar, são boas as chances de que ele esteja com algum problema. Neste artigo compilamos alguns dos sons com os quais você deve se preocupar: clique nos links ao longo do texto para aprender qual o som de um ventilador com problemas, ou de um HD prestes a pifar.

O clique da morte

O primeiro som vem de uma coleção publicamente disponível de sons produzidos por HDs com defeito compilada pela DataCent, uma empresa especializada na recuperação de discos rígidos baseada em Ontario, no Canadá. Como exemplo, este é o som de um HD da Western Digital com problema nas cabeças de leitura/gravação de dados:

Com a maior popularidade dos discos de estado sólido, HDs “barulhentos” estão se tornando um problema menos comum. Mas esta forma de armazenar nossos “bens” digitais mais preciosos ainda estará entre nós por anos.

Sempre que você acessa ou salva uma informação em um HD, os “pratos” dentro dele giram a velocidades absurdas, entre 5.600 a 10.000 rotações por minuto, e uma minúscula cabeça magnética percorre sua superfície em busca dos dados. É um mecanismo incrivelmente delicado, e há vários fatores que podem fazer com que as coisas saiam de alinhamento.

Portanto, sempre que você ouvir “cliques”, como acima, ou ruídos anormais vindos do HD, deve se preocupar. A cabeça responsável pela leitura e gravação de informações pode estar com problemas, e o disco à beira da morte. Faça um backup imediato de seus dados, e vá à sua loja favorita procurar um novo.

Marimbondos no ventilador

O “sopro” constante que muitas pessoas associam como sendo o som típico de um PC vem dos ventiladores do gabinete e do processador. Considere este som como música para seus ouvidos, porque estes componentes ajudam seu PC a se manter em uma temperatura adequada para o funcionamento retirando o ar quente de componentes vitais. Se o computador superaquecer, você poderá dizer adeus à estabilidade.

As BIOS modernas são capazes de regular a velocidade de rotação dos ventiladores para se adaptar a mudanças na temperatura. Se o seu PC está “trabalhando duro” em uma tarefa, como conversão de vídeo ou um jogo, ele pode precisar de mais ar para se manter na temperatura adequada, o que resulta em mais ruído vindo dos ventiladores. Não se preocupe, pois este ruído é passageiro. Mas se os ventiladores funcionam continuamente a todo o vapor e fazem tanto barulho quanto um furacão de categoria 5, é hora de investigar.

Alguns ventiladores, como este modelo da Antec, tem chaves para controlar a velocidade de rotação (no destaque)Alguns ventiladores, como este modelo da Antec, tem chaves para controlar a velocidade de rotação (no destaque)

 

Muitos ventiladores tem chaves que permitem alterar sua velocidade em tempo real, às vezes integradas ao próprio corpo ou ao cabo que os liga à placa-mãe. Mudar a posição da chave para uma rotação mais baixa vai passar menos ar através do sistema, mas também consumirá menos energia e fará menos barulho.

Outra opção é instalar software capaz de controlar a velocidade dos ventiladores, como o SpeedFan. Este utilitário assume o controle deles e regula quando devem rodar na velocidade máxima e quando devem ser mais lentos. Também dê uma olhada na tela de configuração da BIOS da máquina, onde geralmente há opções para definir a velocidade dos ventiladores manualmente.

Se você ouve um “zumbido” estridente que parece um bando de marimbondos raivosos, como abaixo, é provável que novamente o ventilador seja o culpado:

Nesse caso abra o gabinete, olhe ao redor dos ventiladores e veja se não há um fio solto que esteja entrando em contato com as lâminas do ventilador. Este é um problema fácil de resolver, mas o som pode dar um belo susto em qualquer usuário de PC.

Discos “do barulho”

Os discos ópticos estão virando “tecnologia do passado”, mas muitos PCs ainda tem algum tipo de leitor ou gravador de CDs ou DVDs. É comum um drive óptico fazer um barulho quando lê ou grava o disco, já que ele gira em alta velocidade como os pratos dos HDs. Este é o som de um drive óptico saudável:

É fácil esquecer um disco dentro do drive, o que pode fazer com que faça barulho quando o PC liga ou em momentos “aleatórios” quando um programa tenta acessar o drive. Se o seu drive óptico faz barulho com frequência, abra a bandeja e veja se não há um disco lá dentro.

Um drive vazio não tem o que girar, e não deve fazer nenhum barulho. Se ainda faz você talvez tenha um drive óptico defeituoso, provavelmente com uma peça quebrada ou solta.

“Bipes” da BIOS

A BIOS de um PC tem sua própria forma de se comunicar com os usuários, na forma de sequências de “bipes” que representam certos erros. Um único bipe curto sempre que o PC é ligado é normal, e significa que a máquina passou pelo POST (uma série de testes realizados sempre que é ligada) e tudo está bem. Mas um PC que emite bipes extras, está tentando te dizer alguma coisa. Neste exemplo, a máquina está reclamando de que não há memória na placa-mãe:

Outras combinações de bipes podem indicar problemas com a alimentação, pentes de memória com defeito, um componente mal encaixado ou até mesmo uma placa-mãe praticamente “morta”. É importante traduzir os bipes corretamente antes de agir, já cada fabricante tem seu próprio conjunto de códigos e significados. Consulte o manual de seu PC ou da placa-mãe: se você não tiver eles à mão, provavelmente poderá encontrá-los na internet procurando no Google pelo nome ou modelo da máquina ou placa seguido da palavra “manual”.

Alto-falantes

Alto-falantes podem fazer barulhos assustadores quando menos se espera. Se você ouve um “estalo” alto vindo deles sempre que liga ou desliga o PC, não se preocupe: sua máquina provavelmente tem alto-falantes amplificados, e eles fazem esse barulho sempre que começam (ou deixam de) receber energia.

Se o plugue do alto-falante não estiver inteiramente inserido no conector, você pode ouvir ruído e zumbidos, como uma rádio fora do ar. Este é um exemplo:

Se esse é o problema, verifique os cabos que ligam os alto-falantes ao PC e certifique-se de que todos estão inseridos corretamente.

Outro problema é interferência: se você ouve “vozes” baixinhas vindas dos alto-falantes, especialmente quando o volume está mais alto e não há nenhum som sendo reproduzido pelo PC, não se preocupe: provavelmente eles estão captando alguma transmissão de rádio da vizinhança. Pode ser uma rádio AM comercial com um transmissor mais potente, ou uma rádio “pirata” de seu bairro. Uma solução é encurtar os fios que ligam os alto-falantes ao PC, se possível. Se não resolver, você pode tentar passar os cabos por um anel de ferrite. Quatro ou cinco voltas com o cabo pelo anel devem resolver.

Um PC quieto é um PC feliz

A boa notícia é que os PCs modernos tem poucas partes móveis, então há poucos componentes que podem estar causando ruídos estranhos. E com um pouquinho de investigação você geralmente poderá identificar o culpado e pensar em uma solução rapidamente. E da próxima vez que seu PC começar a fazer ruídos estranhos, fique atento! Pode ser um pedido de socorro.

* Com informações adicionais de Rafael Rigues, PCWorld Brasil

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Selecionamos as melhores opções para você utilizar o sistema da Microsoft de forma completa ou apenas como um aplicativo no seu computador; lista traz BootCamp, Desktop7, Fusion4 e VirtualBox

Por Macworld / EUA

Apesar dos ganhos recentes do Mac em participação no mercado, o Windows continua sendo o sistema operacional dominante, especialmente nas empresas. Isso significa que pode haver momentos em que você precise rodar o SO da Microsoft: talvez exista um aplicativo da sua companhia que só esteja disponível para Windows, ou você é um desenvolvedor web e precisa testar seus sites em um navegador verdadeiramente nativo para Windows.

Ou talvez você queira jogar games para computador que não estejam disponíveis para Mac OS X. Independentemente da razão, há diversas maneiras do seu Mac rodar Windows. Se você precisa apenas de um aplicativo Windows, pode fazer isso com o CrossOver, que consegue rodar programas do Windows sem exigir que você realmente instale o sistema da Microsoft.

Mas se precisa de um aplicativo mais flexível e completo de Windows, existem diversas outras opções. Você pode usar o Boot Camp, da própria Apple, que permite instalar o Windows em uma partição separada do seu disco rígido (HD). Ou pode instalar um dos três softwares de virtualização a seguir: Parallels Desktop 7, VMware Fusion 4 ou VirtualBox, sendo que cada um deles consegue rodar o Windows (ou outro sistema operacional) como se fosse apenas outro aplicativo do Mac OS X.

Entre essas quatro opções, o Boot Camp oferece o melhor desempenho; seu Mac é inteiramente focado para rodar Windows. Mas você precisa reiniciar seu sistema para usá-lo, por isso não é possível trabalhar com o sistema da Microsoft ao mesmo tempo que usa o Mac OS X; é Mac ou Windows, mas não os dois juntos. Apesar de o VirtualBox ser gratuito, sua configuração é complicada e o programa carece de alguns ajustes e opções que você possa querer. O que deixa o Parallels Desktop e o VMware Fusion como suas melhores alternativas.

Para ver qual é melhor para suas necessidades, fizemos testes, comparando-os em desempenho geral e tarefas específicas. Veja o resultado abaixo:

Desempenho geral
Tanto o Parallels Desktop 7 quanto o Fusion se saem bem em rodar o Windows 7 em um Mac. Testamos os dois programas com o pacote de testes WorldBench 6, e os resultados foram apertados: de maneira geral, o Fusion derrotou o Parallels por uma pequena margem (113 contra 118, o que significa que o Fusion foi 18% mais rápido). O Desktop 7 foi mais rápido do que o Fusion em alguns testes individuais, e vice-versa, e no restante das categorias as diferenças foram quase inexistentes.

Ao analisar esses números até sua essência, o que você tem são duas maneiras rápidas e capazes de rodar o Windows no seu Mac.

Vencedor: nenhum (empate)Vencedor: nenhum (empate)

Tipos específicos de desempenho

Apesar de eles terem sido praticamente iguais no uso geral, há três situações específicas, em que aparecem as maiores diferenças.

Games
Se você quer rodar o Windows em uma máquina virtual para jogar games que não estão disponíveis para Mac, então sua escolha será o Parallels Desktop 7. Nos testes, ele superou o Fusion, especialmente em títulos mais novos.

Uma das razões para isso é que o Parallels suporta até 1 GB de vídeo RAM (VRAM), contra apenas 256 MB no Fusion. O Parallels também possui suporte melhor para DirectX; um dos games testados ficou ótimo no Parallels com o DirectX, mas horrível no Fusion; mudar para o OpenGL no Fusion resolveu o problema, mas nem todos os jogos oferecem essa opção.

De modo geral, o engine 3D do Parallels parece funcionar muito melhor para games no Windows do que o engine do Fusion. Por isso, se jogar é o seu objetivo, o Parallels é o programa a ser escolhido.

Vencedor: Parallels Desktop.

Game "BMW Racing" rodou muito bem no Parallels Desktop 7Game “BMW Racing” rodou muito bem no Parallels Desktop 7

Linux com gráficos aprimorados
A segunda grande diferença entre os dois apps: apenas o Parallels inclui gráficos 3D acelerados em máquinas virtuais Linux. Por isso, use o Parallels se precisar disso.

Vencedor: Parallels Desktop.

Virtualização
A terceira grande diferença: se você quer explorar outros sistemas operacionais além do Windows, o Fusion oferece um universo mais amplo de alternativas. Ambos os programas suportam aplicações virtuais “baixáveis” de sistemas operacionais pré-configurados, geralmente empacotados com aplicativos específicos. A biblioteca de aplicativos do Fusion é enorme, com mais de 1.900 itens disponíveis. A do Parallels, por outro lado, possui apenas 98.

Vencedor: Fusion

Compra e licença
Ambos possuem preços na casa dos 180 reais, mas nos dois casos os valores são uma espécie de alvo em movimento. Por exemplo, atualmente a VMware está oferecendo o Fusion por um preço promocional de 50 dólares. Enquanto isso, a Parallels vende o Desktop 7 por 180 reais no Brasil, ou por 90 reais para quem for atualizar uma versão antiga do software. E se você estiver usando o Fusion atualmente, a Parallels te vende o Desktop 7 por 30 dólares. Não importa quanto você estiver pagando por um programa de virtualização, lembre-se que você também precisa levar em conta o preço do próprio Windows.

Há um grande custo escondido nesses preços: a licença do software. A licença do Fusion (para usuários não-corporativos) permite instalar e usá-lo em quantos Macs você quiser. Por outro lado, o Desktop 7 exige uma licença por máquina e usa ativação para checar esses números de série. Por isso, se você quiser rodar programas de virtualização em mais de um Mac, o Fusion vai custar menos – potencialmente muito menos.

Vencedor: Fusion

Instalação e operação geral
Instalar o Fusion 4 é uma tarefa surpreendemente simples: basta arrastar e soltar o programa em qualquer diretório que preferir. Mais importante: as extensões são desativadas quando você sai do software. O Parallels, por outro lado, precisa de um instalador e suas extensões são instaladas na pasta Sistema (System) e estão sempre presentes, mesmo quando o desktop não está rodando. Além disso, dois processos em segundo plano continuam rodando após você sair do Parallels. Eles não usam muita memória RAM ou poder da CPU, mas estão lá.

Vencedor: Fusion

E o vencedor é…
Então, qual solução de virtualização você deve comprar? Nos testes, o Fusion levou vantagem, mas você pode priorizar os recursos da maneira que preferir. Por isso, é recomendado que baixe uma versão trial de cada um deles e veja como eles se saem ao lidar com suas necessidades específicas. Para saber mais sobre o Parallels 7, confira nosso review completo do software.

http://macworldbrasil.uol.com.br/dicas/2012/01/19/comparativo-saiba-qual-a-melhor-maneira-de-rodar-windows-no-seu-mac/

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Há alguns anos publiquei aqui uma técnica simples para obter direitos de administrador ou de qualquer outra conta no Windows XP. Passaram-se vários anos e a mesma falha persiste, sendo válida ainda no Windows 8. É incrível como a Microsoft aparenta não estar nem aí. A técnica continua válida na versão atual e permite trocar a senha de administrador, criar novas contas de usuário, acessar arquivos supostamente protegidos, etc. Inclusive no Windows Server 2012!

A tática consiste basicamente em trocar o arquivo sethc.exe pelo cmd.exe, e então teclar Shift 5 vezes na tela de logon (ou Shift + Alt + PrintScreen). Com isso o prompt de comando é aberto na tela de logon, antes de qualquer usuário local entrar com sua senha. O prompt tem direitos administrativos: dá para chamar, por exemplo, control userpasswords2 para criar novas contas ou alterar senhas.

Estar conectado ou não a uma rede não faz diferença: a vulnerabilidade exige acesso local, para que seja possível substituir um arquivo. Com acesso remoto seria necessário ter direitos administrativos, já que não daria para dar boot com um liveCD/USB ou outro HD. Supondo que um usuário remoto já possua direitos administrativos, esta tática é inútil visto que ele já tem o que é possível obter desta forma.

Limitação de responsabilidade
Por mais que dicas como estas possam soar como negativas, eu prefiro uma verdade frustrante do que um mundo da fantasia aconchegante. Em sua configuração padrão o Windows não é seguro (quase nenhum sistema é). Qualquer pessoa com acesso físico à máquina pode causar grandes estragos, como roubar arquivos ou trocar senhas, por exemplo. Negar a verdade é ir na contramão.

Não é bonito sair redefinindo a senha de computadores alheios, o que pode ser até mesmo crime em boa parte dos países. Mas no seu computador você tem todo o direito de fazer o que quiser: inclusive alterar recursos do software ou do sistema para uso próprio. Esta dica consiste em basicamente substituir um arquivo por outro. Não é nada ilegal. O uso que será feito dela é que pode vir a ser, dependendo do caso – basicamente dependendo da propriedade do computador. Se é em uma máquina sua, nada demais.

Esta dica pode servir para recuperar a senha de administrador em casos de esquecimento, em casos de compra ou doação de PCs usados, em casos de pais para monitorar o comportamento dos filhos, ou mesmo entre namorados e namoradas… Pode ser útil também em casos de auditoria ou computação forense, embora o uso de ferramentas específicas para isso seja mais comum. Enfim, use por sua conta e risco.

Além do mais, prefiro que as pessoas saibam dessa possibilidade, pois só sabendo é que irão correr atrás de meios de proteção. Se você tem computadores com Windows e acha que a senha de administrador, por si só, garante alguma segurança… Você está enganado(a). É necessário algo mais (comentarei no final do texto).
Como redefinir a senha de administrador do Windows, criar novas contas, etc

Resumindo ao máximo:
Renomeie o arquivo sethc.exe para qualquer outra coisa, e crie uma cópia do cmd.exe com o nome sethc.exe. Eles ficam na pasta WindowsSystem32. A forma como você fará a substituição é indiferente, o que importa é que o arquivo seja substituído.

Inicie o Windows normalmente. Na tela de logon, tecle SHIFT umas cinco vezes (rapidamente). Ou tecle Shift + Alt + Print Screen. O programa de opções de acessibilidade seria aberto numa determinada tela específica, mas como você o trocou pelo cmd, quem é aberto é o prompt de comando.

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Programa de configuração das teclas especiais, úteis para casos de acessibilidade. Normalmente esta tela é chamada ao teclar SHIFT 5 vezes seguidas.

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Prompt de comando na tela de logon: direitos administrativos sem sequer saber alguma senha local. Nem todos os programas gráficos rodam, mas o de alteração de senha funcionou sem problemas tanto no Windows 8 como no Server 2012 (caso da imagem).

Na tela de login é usada uma conta especial com privilégios elevados. Para trocar as senhas ou criar novas contas de usuário, rode o control userpasswords2 (há um espaço depois do control).

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Nas versões antigas do Windows dava para carregar o desktop ali mesmo, sem precisar criar uma conta. Bastava chamar o explorer.exe, como fiz nesse caso com o XP:


No Windows 8/Server 2012 não consegui: ele começa a carregar o que parece ser a barra de tarefas, mas dá uma série de erros e o desktop não é finalizado. Diversos outros programas não abrem também, mas o control userpasswords2 funcionou.

Testando mais um pouco (rodei o dwm antes do explorer) vi que realmente a barra inferior era a barra de tarefas, mas não completa. Clicando nela com o botão direito do mouse deu para acessar o menu de contexto, e por ele adicionar alguns elementos, como a barra de endereços e a da pasta do desktop. Resultado:

Vários programas rodando no Windows sem ter feito login previamente   clique para ampliarVários programas rodando no Windows sem ter feito login previamente
Clique para ampliar

Uuários leigos certamente irão falar que não dá para renomear o sethc, que a dica não vale porque já precisaria ter direitos de administrador para renomeá-lo, etc… Ok, cansei de receber mensagens do gênero quando comentei do caso no Windows XP. Acontece que não é necessário estar logado no Windows para renomear estes arquivos. Basta usar qualquer liveCD/USB de Linux para acessar a pasta system32 na partição do Windows…

Como usar tais liveCDs é algo que foge totalmente ao objetivo deste texto, há informações mais do que suficientes sobre isso em toda a web, inclusive neste site. Se antes era necessário instalar o ntfs-3g manualmente no modo live em boa parte das distros, hoje o cenário é diferente, a maioria lê e escreve em partições NTFS “out of the box”. Ficou até mais fácil.

Como se proteger?
Deixar de usar Windows é uma possibilidade, haha. Fora isso, a melhor forma de proteção que eu poderia recomendar é usar o Bitlocker, recurso nativo de algumas edições do Windows que criptografa todo o conteúdo do volume (seja HDD ou SSD).

Assim nem mesmo com um liveCD de Linux, Windows ou qualquer outro sistema será possível capturar os arquivos, já que estes sistemas não conseguirão ler os dados criptografados no HD. Se a criptografia do Bitlocker puder ser quebrada, aí já caímos numa outra questão…

Camadas de proteção além do sistema operacional também podem ser interessantes, como senha no BIOS a cada inicialização (e não apenas para alterar as opções no SETUP). Assim pode-se desativar a possibilidade de dar boot por outras unidades (CD, DVD, etc), dificultando radicalmente o uso de um liveCD/USB.

Algumas placas-mãe oferecem suporte a boot por outras unidades ao teclar determinada tecla durante a inicialização, como F12 ou F8. Isso independe da ordem dos dispositivos na lista de preferências alterada pelo SETUP. É necessário ver se dá para desativar este recurso caso a caso.

Ainda assim, o acesso físico é uma desgraça: algum funcionário, parente ou amigo (dependendo do lugar) poderia abrir seu computador e conectar um HD com outro sistema antes do seu (deixando-o numa porta SATA anterior à do seu HD, por exemplo…). Nesse caso extremo o roubo de dados independe do sistema instalado.

A senha do SETUP pode ser cancelada simplesmente removendo a bateria, na maioria dos casos… Proteger o gabinete com travas de segurança, cadeados e outros meios poderia ser mais eficiente. Controlar o acesso e usar câmeras de vigilância permanente nos locais onde ficam os computadores seria a saída mais completa contra acesso físico não autorizado. As câmeras não garantem nada, mas pelo menos facilitariam a identificação do ladrão de dados digitais :p

Conclusão
A senha do Windows, por si só, não vale quase nada. Para proteger seus dados é necessário se preparar para outras alternativas de segurança, sendo a criptografia de partições ou unidades inteiras uma das melhores formas atuais.

Muito além do ambiente empresarial, trocar o sethc pelo cmd para mudar a senha de administrador é algo fácil de usar em ambientes domésticos também. Um uso legítimo, como já comentei, se dá ao redefinir sua própria senha em casos de esquecimento. Para nós do GdH e boa parte do público deste texto esse cenário é improvável, mas basta pensar nos usuários comuns de computadores que deixam apenas uma conta configurada em login automático (com direitos administrativos). É muito comum esquecer a senha nessas situações, eu mesmo já precisei atender diversos amigos, primos, tios… O que boa parte das pessoas fazem nesses casos é reinstalar o Windows, e aí já deu para ver a dor de cabeça…

Muitos preferem que este tipo de informação fique guardado a sete chaves, indisponível ao público. Eu já penso o contrário, e sinto muito se você discordar. Vulnerabilidades devem ser divulgadas, isso incentiva tanto a prevenção, evitando descuidos, como a correção mais rápida por parte dos desenvolvedores. Considerando que esta falha pode ser usada em diversas versões do Windows… É, de fato a Microsoft não parece estar preocupada.

São vários anos pasados e várias versões do Windows em que a brecha do sethc está presente, e nada é feito para mudar – ou se foi feito, não foi feito com tanta eficiência assim. Não sei você, mas eu me sinto incomodado em saber que a senha de administrador do meu computador ou notebook não fornece a segurança que ela tenta passar. Qualquer outra pessoa na minha casa ou empresa com acesso físico ao meu PC pode acessar facilmente meu histórico de navegação, minhas senhas salvas na web, meus arquivos pessoais que deveriam estar “protegidos” pelas ACLs do Windows…

É verdade que há outras formas de redefinir a senha de administrador do Windows ou tentar quebrá-la por força bruta, mas estas outras formas não fazem parte do objetivo deste texto (uma boa é o chntpw). O maior objetivo aqui é chamar a atenção para o problema e ver se a Microsoft se toca, corrigindo de uma vez por todas isso.

Minhas sugestões, caso alguém da MS veja isso: recomendar a criptografia via Bitlocker por padrão nas edições do Windows em que o recurso está disponível; ou algo mais imediato e provavelmente simples: rodar com privilégios reduzidos o sethc chamado na tela de logon. Opções de acessibilidade não deveriam constituir sinônimo de vulnerabilidade de acesso local.

Longe de mim dizer que Linux ou OS X seriam muito mais seguros em suas configurações default, o caso é que a brecha existe no sistema mais popular nos desktops e não pode ser simplesmente ignorada.

Para ver como alterar a senha de administrador em outras versões do Windows ou mesmo no Linux, confira este meu tutorial de 2007. O termo “hackear” não é incorreto, pois pode significar alteração, quebra da senha original e/ou troca por uma nova usando métodos não oficiais, etc.

É uma falha ou não é, afinal?
Por fim, muitos podem considerar que isto não é um problema, e provavelmente por isso não foi resolvido até agora.

Eu até entendo que alguns consideram não ser problema do Windows porque das duas uma: o usuário já tem acesso de administrador para renomear os arquivos e não precisará fazer isso para obter um privilégio que já tem; ou o usuário tem acesso físico à máquina, então automaticamente tem direito a fazer qualquer coisa com ela.

Eu discordo dessa postura porque ela se parece com uma forma de mera isensão de responsabilidade. A senha de administrador, queira ou não, passa confiança. Por mais que não seja verdade, muita gente realmente acredita que ela protege o computador contra acesso não autorizado. Patrões e supervisores muitas vezes acreditam que ela impede os usuários de instalarem outros softwares ou acessarem arquivos locais de outras pessoas. E na prática não impede, já que basta bootar um liveCD/USDB e…

O problema não parece residir essencialmente no Windows, mas no conjunto todo. Considerando que o Windows é o sistema operacional mais utilizado em desktops/workstations; considerando que boa parte das pequenas e médias empresas não sabem proteger o hardware contra acesso físico não autorizado, sem contar os usuários domésticos; considerando que a cultura de usuários de informática não avançados faz as pessoas confiarem cegamente na senha de administrador… Eu julgo que é uma falha.

Vi isso na pele quando ajudei a fazer manutenção numa rede com diversos PCs com Windows 2000 numa biblioteca pública em São Paulo: todo mundo ao meu redor, sem exceção, pensava que a senha de administrador era algo inviolável. Ninguém sabia o que era SETUP, e achavam que USB era algo exclusivo para transferir fotos ou vídeos, ou conectar teclados e mouses…

O sethc.exe é útil, mas precisa realmente rodar com privilégios administrativos? Ou seria preguiça de alterar o código de legado herdado das versões antigas do Windows, já que para fornecer aquelas opções ele pode requerer poderes administrativos na tela de logon?

Não sei. Sei que se o sistema fosse meu eu faria algo para torná-lo mais seguro, ainda mais sabendo que é usado por milhares de empresas e fornecido mediante uma licença comercial.

Sendo um ataque vindo de um meio externo (com o Windows a ser atacado estando desligado), a culpa não é exatamente do Windows. Mas custaria proteger um pouco mais isso? Outros métodos de redefinição da senha usando arquivos capturados com o Windows desligado também são preocupantes. O mais seguro parece ser mesmo ativar a criptografia da unidade inteira.

Se você não achar que se trata de uma falha mas sim de um ‘recurso’ ou ‘característica’, tudo bem: fica a dica então como forma fácil de redefinir a senha de administrador ou criar novas contas, ainda assim útil em inúmeras situações :)

Uma última observação: a dica de substituir o sethc para o cmd e chamá-lo na tela inicial funcionou aqui no Windows 8 Pro, em todos os PCs nos quais testei; e também no Server 2012 rodando numa máquina virtual, utilizando a demonstração gratuita fornecida pela própria Microsoft. Com o Bitlocker criptografando a partição do Windows todas as tentativas foram frustradas, naturalmente, mantendo as contas protegidas mesmo com acesso físico garantido.

http://www.hardware.com.br/dicas/windows8-redefinir-senha-administrador.html

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Como baixar vídeos do YouTube
22 de setembro de 2013 | Autor:

Quer salvar um vídeo do YouTube no seu computador para gravar num pen drive ou HD e acessá-lo a qualquer momento, mesmo quando estiver sem conexão à internet?

INFO separou oito métodos fáceis e rápidos de baixar vídeos do YouTube (e outros sites similares como Vimeo, MetaCafe e DailyMotion). São opções que funcionam para quem usa Windows, Mac OS ou Linux.

Confira os passos recomendados para baixar qualquer vídeo do YouTube.

1 – Keepvid.com

Uma das formas mais simples de copiar vídeos do YouTube para seu PC ou Mac é colando a URL do vídeo desejado no site Keepvid.com. Este método é particularmente atraente porque dispensa o usuário de instalar qualquer programa em seu computador.

Então, copie o link do vídeo e cole-o no campo de busca do Keepvid.com. Aí, basta clicar no botão “download”, localizado no lado direito do campo de busca. Mas tenha atenção, pois alguns anúncios publicitários com a mensagem “Download Now” podem enganar o usuário e levá-lo a uma página de propagandas. Se você clicar no botão correto, o vídeo será carregado no Keepvid e o usuário terá a opção de escolher em qual formato deseja salvar o arquivo. O site gera vídeos com as extensões 3GP, FLV, MP4 e WebM. Escolha um destes (MP4 é o formato mais popularmente aceito por players de vídeo) e clique em cima de “>> Download <<”.

Então, você poderá indicar em qual diretório deseja gravar o vídeo (Meus Documentos, por exemplo) e o arquivo será gravado em seu PC. Uma dica importante: o Keepvid é um software que funciona no método “máquina virtual”, ou seja, só roda em máquinas com plug-in Java instalado e atualizado. Então, caso seu computador não tenha a versão mais recente do Java, atualize-o antes de tentar o download.

2 – Voobys

Outro serviço que permite baixar vídeos do YouTube sem instalar programas no computador é o site voobys.com. Para baixar o arquivo em seu PC ou Mac, apenas troque a palavra “youtube” por “voobys” na URL do vídeo original e acesse o link alterado.

Por exemplo:

www.youtube.com/watch?v=ZnyhG2spWzc

Altere por

www.voobys.com/watch?v=ZnyhG2spWzc

Quando carregar a URL modificada, o site perguntará em qual formato deseja salvar o vídeo e em qual diretório de seu computador irá salvá-lo. O Voobys pode levar um tempinho para converter o vídeo, mas ao final do processo gravará o arquivo corretamente em sua máquina. Além dos formatos tradicionais (como MP4 e Mpeg), o Voobys permite salvar arquivos com extensão FLV, para serem executados em aplicativos com Flash.

Assim como o Keepvid, este site usa uma aplicação em Java para converter e gravar vídeos. Logo, será necessário ter a versão mais recente do Java instalada em sua máquina.

3 – JDownloader

Uma alternativa mais poderosa para baixar vídeos na web é recorrer ao JDownloader, programa capaz de fazer download de todo tipo de arquivo na internet, incluindo fotos, PDFs e planilhas. É preciso instalar a aplicação de 25 MB na sua máquina, mas o esforço vale a pena.

Afinal, este software é capaz de baixar arquivos escondidos por trás dos burocráticos serviços de hospedagem, que pedem o preenchimento de captcha ou a espera de alguns segundos para o início do download.

Apesar da interface tosca, o JDownloader é simples de usar. Para copiar um vídeo do YouTube, vá na aba Linkgrabber e clique em Adicionar URLs. Após isso, selecione “Adicionar todos os pacotes” e, em seguida, em “Iniciar Download”.

Baixe o JDownloader no Downloads INFO – http://info.abril.com.br/downloads/jdownloader

4 – YouTube HD Transfer

O YouTube HD Transfer é um programa criado para baixar vídeos em alta definição no seu PC.

O método é bem simples: basta colar o link do vídeo desejado na aba inicial do programa e clicar em “download”. Ao criar uma cópia em seu HD, o programa permitirá ao usuário escolher a definição do arquivo (Full HD, por exemplo é 1080p) e escolher a extensão FLV ou MP4.

Uma das vantagens desse software é que ele permite copiar as legendas e marcações em um arquivo separado, o que garante muito mais qualidade para a reprodução desses caracteres na TV. Como arquivos em HD costumam ser grandes, o download pode ser um pouco demorado, mas o esforço é muito válido.

Afinal, quando o processo for concluído você terá um filme em alta definição para executar na TV de casa, transferi-lo para seu tablet ou mesmo rodá-lo no PC sem se preocupar com os engasgos causados pelo buffering de uma transmissão por streaming.

Baixe o YouTube HD Transfer no Downloads INFO – http://info.abril.com.br/downloads/youtube-hd-transfer

5 – Chrome YouTube Video Download

Adeptos do navegador do Google podem usar o plugin “Chrome YouTube Downloader” para baixar vídeos de modo simples e rápido. Uma vez instalado o add-on em seu browser, uma opção de download passa a ser exibida automaticamente abaixo de cada vídeo que você visualizar nas páginas do YouTube.

Aí, basta clicar em download, escolher a extensão (FLV, MP4 ou MP3) e o download será feito.

Baixe o Chrome YouTube Downloader no Downloads INFO – http://info.abril.com.br/downloads/chrome-youtube-downloader

6 – FlashGot

Quem prefere navegar na web usando Firefox, pode recorrer ao add-on FlashGot . De modo similar ao plugin para Chrome, esta extensão permite baixar vídeos de vários serviços de streaming (inclusive YouTube).

Para isso, basta clicar em Ferramentas, na barra superior, e em seguida ao menu FlashGot.

7 – No Linux

Quem não curte software proprietário tem ainda mais facilidade para copiar vídeos do YouTube.

Deixe o vídeo carregar até o final… e uma cópia do arquivo estará registrada no diretório TMP.

Então, vá até esta pasta, copie o arquivo e cole em um diretório não temporário, como a pasta “meus vídeos”… e pronto. O vídeo estará salvo na íntegra com a palavra Flash no início do nome. Basta alterar para a extensão .flv.

8 – Não use 3outube ou kickyoutube

Muitos usuários escreveram para a INFO nos últimos meses sugerindo as ferramentas 3outube e kickyoutube. São serviços similares ao Keepvid.com, muito populares na web até 2010. O conceito aplicado foi o mesmo do Voobys: alterar a URL e gravar o arquivo no seu disco. Os dois serviços, no entanto, deixaram de funcionar. Então, escolha qualquer um dos métodos anteriores e bom download!

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Adoro atalhos de teclado, especialmente aqueles que me ajudam a navegar mais facilmente pelo sistema. E se há um lugar onde é necessário mais facilidade, é no Windows 8. O novo sistema operacional da Microsoft foi criticado (inclusive por mim) por ser pouco intuitivo, com várias funções e recursos úteis e populares (como o comando “Desligar”) em locais difíceis de encontrar. http://pcworld.uol.com.br/especiais/windows8/

Leia também
10 dicas para dominar o Windows 8 http://goo.gl/xKIEJ

Muitas vezes o teclado é mais rápido, ou prático, que o mouse ou a tela sensível ao toque. Conheça cinco atalhos para ganhar mais agilidade no seu dia-a-dia com o novo Windows

Felizmente, a Microsoft não se esqueceu de colocar alguns atalhos de teclado úteis no Windows 8. Aqui estão cinco deles que você deveria aprender rapidinho:

Windows+C: Abre uma barra de ferramentas (chamada pela Microsoft de “Charms Bar”) na lateral direita da tela, com acesso rápido a funções como busca, compartilhamento e configurações.

Windows+D: Abre o bom e velho Desktop. Uma vez nele, pressionar Windows+D novamente minimiza/restaura todas as janelas, como no Windows 7. Para voltar à tela Iniciar, pressione a tecla Windows.

Windows+I: Acesso direto ao painel de configuração, onde você irá encontrar, entre outras opções, um botão para desligar o PC.

Windows+PrintScrn: Tira um screenshot, uma “foto” da tela, e a salva (no formato PNG) em uma subpasta chamada Screenshots dentro de sua pasta de imagens.

Windows+X: abre um menu com atalhos para opções de gerenciamento de energia, gerenciar de dispositivos, gerenciamento de discos e o prompt de comando.

Pronto, estes são os cinco atalhos de teclado do Windows 8 que todo usuário deve conhecer. Encontrou outros que acha interessantes? Compartilhe-os com os outros leitores deixando um comentário abaixo.

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Todos os dias dezenas de dados sensíveis, como cláusulas confidenciais de contratos, valores de salários e até planos de ação para lançar novos produtos ou serviços, circulam pelas redes internas de empresas de todos os portes. Com a adoção de serviços de computação em nuvem, então, esses dados podem ser acessados a partir de qualquer dispositivo, em qualquer lugar do mundo.

Os ganhos de produtividade e a mobilidade oferecida pelos novos sistemas de tecnologia, no entanto, não precisam estar acompanhados de aumento nos riscos de perder informações. De acordo com Francisco de Godoy, especialista em segurança da informação da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), o investimento em ferramentas de criptografia, backup e software de verificação de códigos maliciosos pode tornar altamente segura a troca de dados entre colaboradores.

Edvaldo Santos, analista de segurança da consultoria Arcor, alerta, no entanto, para a necessidade das empresas em treinar seus funcionários para cumprir políticas de segurança de dados. “Há muitos recursos tecnológicos eficazes para proteger informações privadas. Em qualquer caso, contudo, o elemento humano é sempre uma parte sensível. Se os colaboradores não forem treinados adequadamente, todo o investimento em software e sistemas seguros poderá se perder”, diz Santos.

Veja as cinco ações mais importantes que uma empresa deve tomar para proteger seus dados, de acordo os especialistas Edvaldo Santos e Francisco de Gogoy.

1. Adote a criptografia – Arquivos com relatórios sensíveis, como planilhas financeiras, planos de marketing e minutas de contratos, devem ser protegidos por sistemas de criptografia. Há diversas soluções disponíveis no mercado, algumas gratuitas, que transformam o arquivo em um conjunto de códigos indecifrável. A não ser, é claro, por quem possui a senha para abri-lo. Esse cuidado protege dados sensíveis que circulam por e-mail ou estão guardados em notebooks ou smartphones, que podem ser perdidos ou roubados.

2. Exija o uso de senhas fortes – De nada adianta o investimento em criptografia ou redes de dados privativas, como as VPNs, se os colaboradores criarem senhas fracas, com poucos dígitos e combinações simples, como data de nascimento, número do telefone ou nome do time de futebol. Segundo os especialistas, o ideal é exigir a criação de senhas com oito ou mais caracteres, misturando o uso de letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais, como vírgulas ou asterisco. Além disso, as senhas devem expirar em prazos regulares, forçando a troca da chave de acesso.

3. Adote Redes Privadas Virtuais (VPNs, sigla em inglês) – É o nome que se dá ao tipo de conexão privada entre um dispositivo autenticado e a nuvem de uma empresa ou a internet. Assim, o smartphone de um executivo com acesso a dados restritos da empresa deve fazer login numa VPN, uma rede por onde só trafegam usuários autenticados e sem a interferência de terceiros, que poderiam “capturar” dados que circulam numa conexão comum, como um Wi-Fi público, por exemplo.

4. Adote termos de confidencialidade – Muitas vezes, funcionários, colaboradores terceirizados e fornecedores de serviços de TI precisam acessar dados confidenciais de sua empresa para realizar suas tarefas cotidianas. A recomendação dos especialistas é que as empresas acordem termos de confidencialidade com esses agentes. Além de aumentar o grau de comprometimento dos colaboradores com a segurança da informação, esse cuidado também dá proteção legal à empresa no caso de vazamentos de dados.

5. Treine seus funcionários – A recomendação mais importante dos especialistas é para que as empresas invistam em treinamentos de segurança. Os colaboradores não podem, por exemplo, criar uma senha difícil e, depois, deixá-la anotada em um pedaço de papel sobre a mesa. Ou, ainda, compartilhar a senha com colegas e amigos do escritório. O treinamento, além de ensinar aspectos técnicos da proteção de dados, deve ser capaz de engajar os colaboradores para que compreendam as ameaças virtuais e os graves prejuízos que podem causar à empresa caso não cumpram as medidas indicadas para proteção dos dados.

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A coluna Cesar Brod desta semana traz o artigo O Programa TI Maior e o Software Livre, ou não….

O artigo na integra encontra-se em http://www.Dicas-L.com.br/brod/brod_201211222036.php
Resumo

Nosso ingênuo colunista Cesar Brod acredita que o governo brasileiro deveria abandonar a distinção entre software livre e proprietário e simplesmente definir que “tecnologia de hardware, software e serviços é toda aquela passível de pleno acesso à sua forma de construção, seja na forma de especificações, código-fonte de software, processos ou qualquer tipo de conhecimento que constitua a sua base. O conhecimento desta tecnologia, assim definida, será de acesso público a toda e qualquer pessoa (jurídica ou física).” Pra acabar com qualquer confusão mesmo!

RSS: http://www.Dicas-L.com.br/brod/index.xml

Obrigado,

Rubens

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Grupo quer ampliar remédio sem prescrição
22 de setembro de 2013 | Autor:

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

Um outro debate em curso no mundo das farmácias é o aumento da oferta de medicamentos isentos de prescrição médica.

Existe um grupo de trabalho na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) discutindo a reclassificação de vários produtos que hoje são vendidos com exigência de prescrição médica.

Segundo levantamento da Abimip (Associação Brasileira dos Medicamentos Isentos de Prescrição), se isso fosse aprovado, seria possível eliminar 200 milhões de receitas médicas por ano.

Dados do WSMI (World Self-Medication Industry) mostram que a Nova Zelândia é o país com mais medicamentos isentos de prescrição, num total de 143, seguido pela Coreia com 134. Na Argentina são 67.

No Brasil, há 32 categorias de medicamentos isentos de prescrição (MIPs).

“O país está muito atrasado nessa área. Deveria se concentrar no controle dos medicamentos com maiores riscos sanitários”, diz Sergio Mena Barreto, presidente -executivo da Abrafarma.

Segundo ele, não se justifica haver tantas substâncias sob prescrição quando o nível de segurança delas já está bem estabelecido.

Um exemplo é o omeprazol, medicamento que possui ação como antiácido, com mais de 20 anos de uso.

Hoje, 23 milhões de unidades são vendidas por ano, sendo que mais de 80% ocorre por procura espontânea.

“Com o valor gasto em uma consulta para ter uma receita de um medicamento para tratar um simples sintoma como dor muscular, é possível comprar um frasco de medicamento para tratar a hepatite C”, diz Aurélio Saez, um dos diretores da Abimip.

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Uma nova resolução do CFF (Conselho Federal de Farmácia) autoriza os farmacêuticos a prescreverem remédios que não exijam prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos.

A medida será publicada na próxima quarta no “Diário Oficial da União” e tem 180 dias para ser implantada.

Com a norma, eles poderão tratar o que chamam de “transtornos menores”, como uma dor de cabeça ou diarreia. O cliente que chegar ao balcão da farmácia para comprar um analgésico poderá passar por uma “consulta” e receber um receituário com a assinatura e o carimbo do farmacêutico.

A prescrição, no entanto, não será obrigatória.

Outra ideia, mas que ainda depende de acordos para vigorar, é que os farmacêuticos possam renovar receitas médicas em casos de algumas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

O paciente passaria pelo médico, receberia o diagnóstico e a primeira receita. A partir daí, o farmacêutico poderia orientar e assumir os cuidados do doente (medir a glicemia ou a pressão arterial) e, se tudo estiver bem, repetir a receita do médico.

A medida é polêmica e deve provocar reação das entidades médicas. “A lei do Ato Médico abriu brecha para qualquer um prescrever medicamentos. É bem complicado”, reagiu Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).

A lei, aprovada em junho, deixou de prever como exclusivo do médico o ato de prescrever tratamentos após os vetos feitos pela presidente Dilma Rousseff.

Para Azevedo, o diagnóstico de “qualquer doença” e os respectivos tratamentos são atribuições exclusivas do médico. “Uma simples aspirina pode matar. Pode causar reação alérgica, sangramentos. De quem será a responsabilidade legal por esse doente?”

Do farmacêutico, garante o presidente do CFF, Walter Jorge João. “Estamos tendo essa coragem de dar mais responsabilidade ao farmacêutico. Ele não é profissional só do medicamento, ele também tem que cuidar do paciente.”

Segundo ele, tendo um papel mais ativo, o farmacêutico poderá reverter a cultura da automedicação do brasileiro. “O Brasil é o quinto país que mais se automedica no mundo. E isso resulta em muitos casos de intoxicação por medicamentos.”

REPETIR RECEITA

Sergio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias), discorda do argumento. “Isso é bobagem. Só 3% das intoxicações são por automedicação. Prescrever receita para medicamentos isento de prescrição é um paradoxo. São drogas seguras, de baixíssimo risco”, diz.

Para ele, os farmacêuticos deveriam concentrar esforços para poder renovar o receituário médico, função que já desempenham nos EUA.

“Lá eles podem, inclusive, mudar a dosagem de um remédio prescrito pelo médico. O farmacêutico brasileiro precisa ser mais bem visto. Ele é muito desvalorizado, especialmente pelos médicos.”

Em nota, o CFM (Conselho Federal de Medicina) informa que “aguardará a publicação da norma e tomará a providências cabíveis”.

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O alarmante futuro da medicina
22 de setembro de 2013 | Autor:

A ciência moderna deu ao mundo a possibilidade da evolução rápida, através da genética prática, bem como a possibilidade de sua destruição rápida e total através das armas nucleares.

Agora nós agarramos as doenças por suas moléculas. Pode ser identificado o gene que causa – por exemplo – a anemia falciforme hereditária. ou hemofilia, ou a fibrose cística. Ou a hemofilia, ou a fibrose cística. Ou a coréia de Huntington, que permite uma saúde perfeita na juventude, depois condena seu herdeiro a 10 anos de demência e morte.

Todas essas vitimas não-nascidas podem ser poupadas por meio do aborto, ou talvez evitadas pela escolha genética dos parceiros. “Tendo observado os hábitos de casamento dos homens durante alguns anos, não estou otimista sobre o futuro dessa forma de abordagem resolveu o professor de medicina de Oxford, Sir David John Weatherall (1933). Acrescenta, também sensatamente, ao lobby dos que acham que os pacientes devem decidir: “Pais (e pacientes) procuram o médico esperando ajuda, e o conselheiro muitas vezes deve estar preparado para oferecer conselho ativo, a fim de ajudar e partilhar da tomada de decisão. Na verdade o clinico sensível geralmente nota o alívio dos pais quando uma parte do peso de uma decisão tão importante é retirada dos seus ombros.”

A falha de sermos mortais, caro Brutus, não está em nós, mas nos nossos genes. É triste para a medicina o fato de os nossos esforços para prevenir certas doenças terem sido até aqui inúteis e confusos. Cigarros e álcool matam, bem como a glutonaria e a preguiça, mas muitas pessoas com excesso de peso chegam a uma idade avançada sem nenhum exercício além o de erguer o braço para acender a luz. Estamos começando a ver agora os genes causadores da diabetes, do câncer do cólon, da hipertensão, do enrijecimento das artérias. Logo apanharemos e jogaremos fora os genes que provocam outras doenças comuns. Mais tarde, seremos capazes de implantar outros, mais desejáveis. Se um casal quer filhos ruivos como Mozart e inteligentes como Einstein, que joguem críquete como Jack Hobs, sem problema. o homem estende a mão para a suprema habilidade de controlar o ambiente e a si mesmo. A utopia paira, ameaçadora, no ar.

Isso se tornará tão importante para a humanidade que haverá programas de televisão sobre o assunto. Os grandes e os bons, que querem ser maiores e melhores, vão se reunir em grandes convenções. Pessoas importantes expressarão suas crenças e seus preconceitos mais profundos, que geralmente são permutáveis. Os políticos, para quem a eternidade é a próxima eleição, semearão idéias floridas para ganhar votos. A tolerância será explodida alegremente pelas dignas organizações familiares que confundem a importância da vida humana com a sua. Como o aborto e a pesquisa do embrião, o compromisso moral vai evoluir para leis que salvem as aparências, acreditando que estão salvando suas almas. Nossa inteligência cria problemas que nossa inteligência não sabe resolver. Volta, Sócrates, pedimos desculpas pela cicuta.

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Retrocesso ao Darwinismo
22 de setembro de 2013 | Autor:

Como Lister descobriu a assepsia, sem saber coisa alguma sobre estreptococos, e Lind curou o escorbuto sem conhecer a vitamina C, assim também Darwin fundou a genética, sem saber coisa alguma sobre o ADN.

Charles Robert Darwin (1809-82) passou cinco anos, desde o Natal de 1831, navegando pelos mares do sul a bordo do HMS Beagle, de 242 toneladas, 90 pés de comprimento, três mastros, o tamanho de iate de um dos mais modestos milionários. Uma vez que viajava com 73 passageiros, não deviam ter muito conforto. Ele navegou de Devon até o Rio, deu a volta no Cabo Horn e fez escala na Nova Zelândia e na Austrália, antes de passar pelo Cabo da Boa Esperança e voltar para casa, atravessando novamente o Atlântico Sul até o Brasil, antes de chegar a Famouth, no dia 2 de outubro de 1836 Em 16 de setembro de 1835 Darwin aportou nas ilhas Galápagos, na costa do Equador no oceano Pacifico, e lá ele viu a eternidade nos tentilhões.

Galápago é a palavra espanhola para tartaruga. Nas ilhas, Darwin encontrou tartarugas enormes, do tamanho de porcos de raça. Darwin explorou as 12 ilhas Galápagos durante um mês. Descobriu, entusiasmado, que os repteis. pássaros, peixes, insetos e plantas das ilhas eram um pouco diferentes dos que existiam no resto do mundo. Eram até diferentes de ilha para ilha. Os tentilhões tinham bicos curtos e fortes para quebrar as nozes, numa das ilhas. Em outra, onde não havia nozes, seu bicos eram mais delicados, próprios para apanhar insetos. Bicos longos para encontrar as larvas, em outra ainda. Os tentilhões viviam em função dos seus bicos, que haviam evoluído através de gerações e gerações para comer o que existia no lugar em que viviam. Darwin achou que devia haver alguma coisa nessa particularidade.

Quando desembarcou, Darwin recebeu uma herança de 5.000 libras por ano. Comprou uma casa enorme em Downe, Kent, além de Orpington (aberta à visitação, bom pub local). Nela passou 23 anos pensando nos tentilhões das Galápagos, antes de publicar A origem das espécies por meio da seleção natural, em 1859. Foi abalado pela ameaça inesperada de perder a glória de sua descoberta, surgida em junho, antes da publicação do seu livro, na pessoa de Alfred Russell Wallace (1822-1913), um naturalista que tivera a mesma idéia. Foi como Rosy e Watson.

A suspeita de que os animais e as plantas do mundo não eram réplicas idênticas dos originais criados na oficina celeste há muito tempo se esboçava na mente humana, desde a Babilônia (onde se interessavam pela variedade das crinas dos cavalos). Essas mentes incluíam as de Bacon, Buffon, Goethe, Lamarck, Herbert Spencer e Sir Charles Lyell. Lyell era um geólogo, que deu a Darwin a idéia de interpretar a continuação do presente por meio da evolução do passado. Idéias genéticas ocorreram também ao monge Gregor Johann Mendel (1822-84), da Morávia, que cruzou as variedades de ervilhas comuns,  plantadas por ele em Brno, em 1853, e que permaneceram invisíveis no ar científico até o fim do século. Ocorreu também ao avô de Darwin, Dr. Erasmus. Nesse meio tempo, Darwin havia casado com uma prima em primeiro grau, teve 10 filhos, dos quais sete sobreviveram, e finalmente foi vitimado pela hipocondria.

A afirmação de Darwin de que Sir Thomas Browne havia sugerido, no seu Religio Medici que o Genesis não era tão confiável quanto os horários das estradas de ferro vitorianas foi considerada uma afronta da ciência à Igreja. A discussão chegou ao auge em 30 de junho de 1860, entre os soluços e desmaios das senhoras, no Museu da Universidade, ao lado de Parks, em Oxford.

A Igreja tinha um caso. Todos sabiam que o mundo fora criado em 4004 a.C., às 9 horas da manha de domingo, 23 de outubro, como havia calculado uns dois séculos antes o arcebispo de Armagh e vice-chanceler da Universidade de Cambridge. Assim em quem acreditar? Em Darwin ou na palavra de Deus?

“Soapy Sam” Wilberforce, bispo de Oxford, saiu em campo para arrasar Darwin” na trigésima reunião anual da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, convenientemente realizada na frente da casa episcopal. O bispo repudiou sarcasticamente um dos que duvidavam de modo hostil da Igreja: “Será através da sua avó ou do seu avô que o Sr. Huxley afirma descender dos macacos?” A vespa cientifica, com seu pince-nez, Dr. Thomas Henry Hudey (1825-95), replicou: “Certamente eu preferiria descender de um macaco do que de um homem que prostitui sua educação e sua eloquência à adoração do preconceito e da mentira.” Esse atrevimento era tão chocante quando jogar tinta nas meias do falecido Dr. Amold Rugby. Um dos detratores de Darwin na hora do chá, em Oxford, era o vice-almirante Robert Fitz Roy, ex-capitão do Beagle, que havia lido um artigo sobre “Tempestades britânicas” e agora brandia sua Bíblia com fúria violenta contra o antigo companheiro de bordo, e que cinco anos depois cortou a própria garganta.

O pensamento de Darwin continua conosco. As vítimas da anemia falciforme ultrapassavam em número os sobreviventes da malária. E hoje existem brancos e negros no planeta porque as pessoas com pele negra levam mais tempo para fabricar – através da luz do sol – a vitamina D nos seus organismos. A falta da vitamina D causa raquitismo e osteomalacia. Quando o homem deixou o sol equatorial para o norte frio, a procura de alimento, só os de pele branca sobreviveram e se multiplicaram tornando-se cada vez mais brancos. (Isso pode ser bobagem. As mulheres asiáticas, na Grã-Bretanha, ficam com os ossos quebradiços porque comem chapattis, que contém fitato, o qual evita a absorção da vitamina D. Mas isso também pode ser tolice. Assim são as alarmantes piadas da medicina.)

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Genes
22 de setembro de 2013 | Autor:

A genética é uma matéria tão opaca e tediosa quanto a filosofia teológica, mas, como essa filosofa, contém o segredo da vida eterna.

  • A hereditariedade está nos cromossomos, entre fios de cabelos negros e muito crespos, obviamente vistos no microscópio, dentro do núcleo de cada célula.
  • Esses fios de cabelos em 44 pares de cromossomos, e dois mais, um cromossomo X mais um X, nas mulheres, e um cromossomo X mais um Y nos homens.
  • Todas as células de qualquer corpo tem o mesmo número de cromossomos idênticos, exceto as células sexuais, que têm mais a metade desse número. Quando esses cromossomos sexuais femininos e masculinos se encontram, depois do encontro do homem com a mulher, se o Y gosta mais do Y, eles têm um  menino, se gosta mais de um X, uma menina.
  • Os cromossomos consistem em genes.
  • Os genes são compostos de várias hélices de ADN de comprimentos diferentes. São grupos de muitos nucleotídeos, que são substâncias químicas constituídas de nitrogênio, açúcar pentose e fosfato. A ordem desses  nucleotídeos diferencia um gene do outro.
  • Os genes de cada pessoa são diferentes de todos os outros, exceto no caso de gêmeos idênticos,

O número de células no corpo e três, seguido por doze zeros, uma porção. O ADN em cada célula tem mais ou menos dois metros de comprimento. Se for desenrolado completamente, pode ir à Lua e voltar 8.000 vezes. É bastante fino. Os geneticistas gostam de dar essa  informação para mostrar a dificuldade do estudo que herdam.

Mesmo assim, a genética começa a estruturar um mapa chamado genoma, que mostra quais os genes que refletem várias doenças. Cada gene anormal, responsável por uma determinada doença, está sempre no mesmo lugar do seu cromossomo. Desse modo é possível identificar o gene que causa, por exemplo, a anemia falciforme em cada cromossomo examinado. Os entusiastas podem-se movimentar com uma seringa tirando amostras de sangue nos casamentos e nos funerais.

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A hélice dupla
22 de setembro de 2013 | Autor:

Desde 1799, a cervejaria Green King, de Bury St. Edmunds, fornece cerveja Abbot aos  estudantes de graduação de Cambridge. Ela flui deliciosamente no Eagle Pub, em Botoph Lane, perto do Laboratório Cavendish e na frente da Escola de Medicina, na Down Street, onde os mais inteligentes costumavam almoçar. Para os estudantes de medicina, os físicos e químicos do Cavendish eram um grupo diferente, que teve uma das muitas especulações mundiais confirmadas pela descoberta da hélice dupla da molécula ADN.

A estrutura foi descrita em 1953 pelo americano James Dewey Watson (1928) e o inglês  Francis Harry Compton Crick (1916). A idéia não era nova, e data de 1519 Francisco I da França, um ano antes do seu encontro com Henrique VIII no Field of the Cloth of Gold, começou a construir o Château de Chambord. No meio da torre da casa da guarda há uma magnífica escada em espiral como duas hélices superpostas, que nunca se encontram. No centro há aberturas decorativas que permitem enxergar de  uma hélice para a outra. Pode ser vista nos dias de visita dos Châteaux do Loire. (Muscadet é excelente, e os rillettes de porceau berre Blanc.)

A escada dupla, em Cambridge, tinha no lado externo dois corrimões sinuosos de fosfato de sacarose, os degraus são compostos das bases adenina, tiamina, guanina e citosina, unidades me pares pelo hidrogênio, que representa o eixo central. A espiral é chamada ADN – ácido desoxirribonucléico. O ARN é o padrão para as proteínas que formam células do corpo, de desenhos variados, mas todas com escadas espirais de ADN.

A descoberta do esqueleto arquitetônico do ADN deu origem a um livro de suspense fascinante, leve, erudito, escrito por James Watson, no gênero de Dorothy Sayers, na época.

Os personagens são:

  • (1) O próprio. O intruso de Chicago nos aconchegos e esnobes claustros de Cambridge. Extremamente inteligente, ambicioso, impetuoso, intuitivo, encantadoramente gauche, sociável, com uma queda para viagens ao exterior.
  • (2) Francis Crick, de Mill Hill, em Londres, de fala rápida e sonora com uma risada trovejante, entendido em teorias sobre a estrutura da proteína, incentivado por Watson para continuar a investigar as idéias numerosas que nascem no seu cérebro. Recentemente casado pela primeira vez morando perto do único restaurante chinês de Cambridge.
  • (3) Maurice Hugh Frederick Walkins (1916), biofíco no King’s College, no Strand, Londres. Solteiro e cavalheiro inglês.
  • (4) Rosalind Franklin (1920-56) A Dama Negra dos cromossomos. Newnham, depois pesquisa do carvão. Especializou-se primeiro em metas e minerais. Usou essa técnica para investigar o ADN, independentemente. No laboratório Maurice Wilkins, do King’s, que aceitava mulheres cientistas com a intrigada obediência com que os fazendeiros, durante a guerra, recebiam as Moças de Land De uma família judia de banqueiros, ricos, morava elegante no bairro de South Ken e viajava para o exterior em terceira classe com pouco dinheiro, para conhecer o mundo, Solteira, não amada e, ao que parece ninguém gostava dela.
  • (5) Linus Carl Pauling (1901), professor de química no Instituto de Tecnologa da Califórnia, candidato ao premio Nobel, vitima de McCarthy, a ameaça invisível.

O enredo era a corrida para descobrir o mistério do ADN, que todos temiam fosse ganha pelo poderoso e rico americano Pauling. Há ciúmes fascinantes, duplicidades, conspirações, vaidades e atitudes teatrais. Watson odiava os vestidos de Rosalind Franklin e seu mau gosto de intelectual afetada, criticava seus penteados, sua maquiagem e a achava mal-humorada, intolerante e rabugenta. Insistia em chamá-la de “Rosy”, o que a deixava furiosa. No Cavendish ele se consolava dizendo que “o melhor lugar para uma feminista era no laboratório de outra pessoa”.

A descrição de uma visita de Watson ao Kings, no stand:

“De repente Rosy veio do outro lado do balco do laboratório, que nos separava, e caminhou para mim. Temendo que, na sua fúria me atacasse, eu… recuei rapidamente para a porta aberta.”

O assalto –  quem sabe, assassinato? – foi evitado pela cavalheiresca intervenção de Maurice Wilkins. Essa cena desagradável jamais teria acontecido entre médicos, embora um comunicado do presidente na sociedade Real de Medicina, em 1963, mencione troca de socos entre Sir Peter Freyer e Hurry Fenwick, devido a uma controvérsia sobre métodos de remoção da próstata.

 O professor de física de Cavendish era Sir William Lawrence Bragg (1890-1971), prêmio Nobel de física com sua cristalografa dos raios X 1915. Como qualquer chefe de laboratório, ele devia preferir uma vida calma às rusgas e entusiasmos dos assistentes mais novos, cujo trabalho, ele sabia por experiência, podia estremecer o mundo ou ser completamente sem valor.

 Porém, Sir Lawrence sentiu-se na obrigação de contribuir com um prefácio para o livro desdenhoso de Watson, A hélice dupla, no qual ele usa uma franqueza parecida com a do diarista Pepys. Evidentemente, ele era um mestre da atenuação solene.

 Watson venceu a corrida. Ou foi ejetado para o posto? A investigação dos cristais de ADN por meio dos raios X, feita por Rosy, começou a desembaraçar sua estrutura molecular, entre janeiro de 1951 e junho de 1952. No dia 6 de fevereiro de 1953, Wilkins (de modo pouco elegante) mostrou uma das radiografas de Rosy para Watson, que exclamou: “Veja, aqui está a hélice e aquela maldita mulher não a vê. Então, talvez Rosy tenha sido a primeira a descobrir a idéia reprodutora do século. Mas, no meio do entusiasmo, ninguém lembrou de perguntar. Ela nunca se conformou. Morreu de câncer na primavera de 1958, aos 37 anos. Trinta e quatro anos depois, a English Heritage resolveu por uma placa no seu apartamento.

 A Hélice Dupla foi brevemente proclamada por Watson e Crick num artigo de 900 palavras, na revista Nature, de abril de 1953. Porém, Crick havia anunciado: “Nós encontramos o segredo da vida!”  tomando sua cerveja Abbot, durante almoço no Eagle.

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Glândulas musicais
22 de setembro de 2013 | Autor:

Robert James Graves, de Dublin (1796-1853), um homem de ação que foi preso na Áustria como espião e esmagou uma rebelião no Mediterrâneo, observou em 1835:

“Palpitações longas e violentas nas mulheres, todas com uma peculiaridade em comum, o aumento da gandula tireóide… os olhos assumem um aparência singular, pois parecem aumentados, de modo que quando ela dorme, ou tenta fechá-los, as pálpebras não se fecham.”

 Desse modo, ficamos conhecendo para sempre a doença de Graves, provocada por uma hiperatividade da tireóide.

 A gandula pruitaria, na base do cérebro, tornou-se, mais tarde, a regente da orquestra endócrina, um conjunto de sete instrumentos. Foi Harvey Williams Cushing (1869-1939), professor de cirurgia no Hospital Johns Hopkins e em Harvard, quem iniciou a orquestra. Ele começou identificando a pituitária em 1912, e descreveu a Síndrome de Cushing em 1932, na qual o doente apresenta o rosto redondo como a lua.

Thomas Addison (1795-1860), filho de um merceeiro, um homem rude que foi de Newcastle para a Guy’s, em Londres, em 1849, deu seu nome à anemia fatal sem causa conhecida, a “anemia perniciosa” Em 15 de março de 1855 ele descreveu para a Sociedade Médica do Sul de Londres uma segunda doença de Addison, uma disfunção das glândulas endócrinas supra-renais que provocava pigmentaçao da pele e risco de vida. Essa foi a overture não ouvida da orquestra endócrina. Addison teve a infelicidade, partilhada por outro homem de Guys, Thomas Hodgkins, de estar tão adiante do seu tempo que ninguém deu atenção ao seu estudo. Ele sofreu uma crise de melancolia e logo depois morreu, em Brighton.

 Em 1935, os médicos estavam equipados com injeções de fígado contra a anemia perniciosa. Em 1922, Sir Frederick Banting(1891-1941) e Charles Herbert Best (1899-1978) os armaram com insulina contra a diabetes. Eles podiam ainda usar como munição as vitaminas de Sir Gowland Hopkins, e tocaiar as doenças com as inoculações de Sir Almroth Wright.

 A medicina se desfazia lentamente dos seus valores vitorianos de dieta, evacuação regular, caldo de carne, descanso e silencio, um regime tão repousante que, para algumas mulheres, signifcava imobilidade durante três meses, deitadas na cama sem visitas jornais ou cartas, o único alivio sendo o realejo no fim da rua. Pacientes com mais sorte eram despachadas em viagens para lugares ensolarados, um modo conveniente para o médico se livrar delas.

 Até a segunda metade do século XX, a farmácia dos médicos continuou como um pente de balas vazio. Agora começavam a aparecer os armeiros. Hoje temos antibióticos eficazes, medicamentos contra pressão alta, contra arritmia, antieméticos, antidepressivos anticonvulsivos, esteróides contra artrite, broncodilatadores, diuréticos, cicatrizantes das úlceras estomacais e duodenais, medicamentos contra a doença de Parkinson e drogas citotóxicas contra o câncer. As leucemias da infância perderam seu terror, e algumas doenças selvagemente fatais como o seminoma dos testículos perderam seu caráter maligno. Vivemos mais tempo e melhor. O efeito desse avanço vitorioso é menos de júbilo universal do que a reclamação generalizada de nossos políticos no sentido de que vencer essa guerra significa a falência do Serviço Nacional de Saúde e o aumento do lucro das indústrias farmacêuticas.

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O começo da medicina
22 de setembro de 2013 | Autor:

Os médicos aventuraram-se no século munidos de armas muito leves. Receitavam mercúrio para sífilis e tinha, digitalis para reforçar o coração, iodo para bócio, cólquico para a gota, cloral para os nervosos, um alcalóide de pomegranato para tênia ou solitária. A partir de 1867 passaram a ter nitrato de amil para angina, e foi Thomas Sydenham quem pela primeira vez receitou ferro para a anemia. Os livros grossos de medicina de 1900 são to precisos no que diz respeito ao diagnóstico quanto os de hoje, mas todos os capítulos são trágicos porque falta a eles o final feliz do tratamento eficaz.

 Claude Bernard (1813-78), filho do dono dos vinhedos de onde vinha o Beaujolais, quando era um jovem assistente de farmácia em Lyons escreveu uma comédia musical A rosa do Ródano – que foi um sucesso tão grande de bilheteria que ele se dedicou ao teatro e escreveu a peça em cinco atos, Artur da Bretanha, e a apresentou para a opinião do crítico parisiense Saint-Marc Girardin, que o aconselhou a estudar medicina.

 Bernard era um médico laboratorista, um pesquisador cuidadoso. “Tire sua imaginação, como tira seu casaco, quando entrar no laboratório, mas a retome novamente, como veste o casaco quando sai dele.” Em 1857 ele descobriu que o figado produz açúcar, independente do açúcar que o indivíduo ingere. Então os órgãos do nosso corpo não eram um ajuntamento diverso, cada um funcionando para destruir e expelir substâncias químicas ingeridas. Eles podiam criar suas substancias químicas, por meio das quais um órgão podia ajudar o outro. Bernard chamou a isso le milieu intérieur – o clima existente dentro de nós, como existe fora. Essa introspecção introduziu a endocrinologia na medicina.

 Claude Bernard  também destronou o estômago do seu posto de monarca da digestão e instalou o pâncreas como seu príncipe poderoso. Estudou a função pancreática implantando uma cânula num cachorro roubado, que escapou e voltou para o dono, um inspetor de policia. Os antivivisseccionistas de 1850 então discordaram da idéia de permitir que a inteligência excepcional e as idéias originais de Claude Bemard viessem a beneficiar a humanidade presente e futura. Felizmente, o inspetor de polícia ficou do lado dele. A mulher de Bemard também não o compreendia.

 Ivan Petrovich Pavlov (189-1936) era também um pesquisador muito hábil, cuja descoberta da salivação do cachorro ao ver ou farejar o alimento, ou até mesmo ao ouvir uma campanha deu o nome ao frequentemente adaptado “reflexo condicionado” de Pavlov. Contudo, a fama devia ser de Diderot, que escreveu em O sobrinho de Rameau, um século antes:

 “Ele tinha uma máscara igual ao rosto do Tratador das Focas, tarde pediu emprestado o amplo manto de um lacaio. Ele pôs a mascara no rosto. Vestiu o manto. Chamou o cão, o acariciou e deu a ele um biscoito. Então, mudando rapidamente de roupa, ele não era mais o Tratador das Focas, mas Bouret, e chamou o cão e o chicoteou. Com menos de dois ou três dias repetindo essa farsa, de manha à noite, o cão aprendeu a fugir de Bouret, o General-Fazendeiro, e a correr para Bouret, o Tratador das Focas.”

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A mulher médica
22 de setembro de 2013 | Autor:

Muliebrity era uma necessidade tradicional no tratamento dos doentes. Para sua cura, sua função era mais duvidosa. Sir William Jenner (1815-98) – o médico que usou o burro mecânico para vaporizar ácido carbólico na axila da rainha Vitória, e espirrou o ácido no rosto dela durante a resplandescente meia-idade de Florence Nightingale dizia, choroso, que tinha só uma filha, mas preferia seguir seu enterro do que vê-la se tornar uma estudante de medicina. O próprio Lister criou objeções ao projeto de dar seu nome à nova cadeira de cirurgia em Glasgow: “Considerando as relações que a nova cadeira terá com o ensino das mulheres.” O resto dos profissionais da medicina necessariamente sensatos não concordou com a idéia de a morte ser preferível a aprender como evitá-la.

Elizabeth Blackwell (1821-1910), filha de um religioso refinador de açúcar, com uma família de nove filhos e quatro tias solteiras em Bristol, emigrou para Nova York quando tinha 11 anos. Aos 26, depois de ser rejeitada pela escola de Filadélfia e outras nos EUA, Elizabeth entrou para o Colégio de Medicina Genebra, NY. Formou-se como primeira da classe, estabelecendo um padrão de aplicação acadêmica que as estudantes de medicina se esforçam para superar. Sua primeira dificuldade foi encontrar moradia porque as donas das pensões negavam-se a alugar quartos para moças desacompanhadas. Em 1857, Elizabeth Blackwell fundou a Enfermaria Nova York para Mulheres Indigentes, dirigida por mulheres. Ela comandou as enfermeiras durante a Guerra Civil. Solteira, adotou uma órfã.

Elizabeth Garrett Anderson (1836-1917) foi a primeira dama da medicina britânica, e Sophia Jex-Blake (1840-1913), uma das primeiras escocesas (embora em Edimburgo as mulheres fossem segregadas na escola). Na I Guerra Mundial, mulheres médicas receberam patentes de oficiais do exército britânico, com divisas nos punhos, como os homens. Agora as estudantes de medicina Grã-Bretanha são em maior número do que os homens. E se as mulheres reclamam de discriminação em certas especialidades, como cirurgia, isso se deve à realidade biológica de que ser um cirurgião só precisa de alguns segundos para fazer um filho, mas as mulheres levam um pouco mais de tempo. A Igreja da Inglaterra, no momento, sofre de uma neurose ridícula em relação a mulheres sacerdotes; isso, sob o disfarce de argumentos teológicos, litúrgicos e sociais, expressa o temor bem fundado dos partidários de Sir William Jenner de que as mulheres podem tomar seu lugar.

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A testa febril
22 de setembro de 2013 | Autor:

Três dos eixos centrais da medicina não era médicos. Charles Darwin era um naturalista navegador, Luís Pasteur era um químico industrial e Florence Nightingale era enfermeira.

Florence Nightingale (1820-1910) e lendária pelos motivos errados. Até a lâmpada está da Dama está errada, iluminando hora a antiga nota de 10 libras, hora a faixa de pedestres na rua da porta do culto clube Ateneu, para cavalheiros, em Pall Mall. Ao longo de seis quilômetros e meio de corredores que compunham as enfermarias de Scutari, ela balançava uma lâmpada de plano do exército turco, enrugada como uma lanterna chinesa, com uma vela de luz amarelada na base. Como a outra mão ela segurava as três essências da política: saber o que queria saber, saber quem podia dar a informação e saber quanto teria de esperar por ela. Podia ter governado o país tão bem quanto Lord Palmerson, se não tivesse ido diretamente para a cama, quando voltou da Crimeia,  de onde não levantou durante 50 anos. Florence Nightingale tinha muitas outras peculiaridades, como bater irritantemente as tampas abertas das privadas.

Quando foi posto em andamento o destino de Churchill como Primeiro Lord do Almirantado, em 1911, Forence Nightingale foi lançada pela Instituição para cuidar de senhoras Respeitáveis em Circunstâncias Desafortunadas, Harley Street, nº 1, um ano antes da Guerra da Criméia. Ela era a superintendente, com o toque de Branca de Neve entre os Sete Anões. Imediatamente despediu o médico residente, passou a encomendar os mantimentos por atacado do Fortnum e os vegetais, por sacos, do Covent Garden; fazia ela própria a geléia, instalou elevadores para alimentos, água quente e campainhas para as pacientes, matou os ratos, os camundongos e outros parasitas e eliminou o perigo das explosões de gás. Em seis meses Florence Nightingale diminuiu pela metade o preço da estada das senhoras internadas. Ela sabia como conseguir o que queria: “Se um conserto não for feito, eu acampo com minhas 12 pacientes no meio da Praça Cavendish e deixo que a polícia e o comitê venham me prender como desocupada.”

Ela só podia ser inglesa. Os Nightingale, de Embley House, em Hampshire, eram viajantes elegantes (Florence nasceu em Florença, podia se chamar Rimini), e da alta sociedade de Londres (metade de um andar do Hotel Carlton, na temporada, duas filhas apresentadas à corte). Florence Nightingale conhecia Sidney Herbert, o Secretário na guerra (não da guerra, ele tomava conta dos livros). Uma vigorosa atividade política conseguiu do gabinete de Lord Aberdeen o voto unânime para sua promoção de Harley Street para superintendente do Estabelecimento de Enfermagem feminina do Hospital Geral Inglês, na Turquia, e dentro de uma semana ela partiu de Dover com 40 enfermeiras.

Florence Nightingale reorganizou imediatamente o hospital que fora criado pelo exército, simplesmente pintando de branco as paredes internas do quartel Selinie, em Scutari. É um prédio enorme, com quatro torres, uma em cada canto, que pode ser visto de Istambul, no outro lado do Bósforo (a paklava doce turca é deliciosa, e o raki é uma variação do gim tônica). Florence Nightingale cintilou intensamente, destacando— se do resto da guerra, que nada tinha de organizada. Em seguida, organizou os uniformes e a alimentação do exército britânico local, gastando nos bazares de Constantinopla as 30.000 libras concedidas pelo Times, depois de ter organizado o embaixador britânico, que havia planejado construir uma igreja protestante com esse dinheiro.

Quando a dor angústia  franziam a testa, Florence Nightingale tinha coisas mais importantes para fazer do que ser um anjo de bondade. Estava sempre organizando o enterro dos pacientes — bem como suas cartas para casa —, mas deixava o trabalho para as enfermeiras sujas. Para ela, eram mulheres “velhas demais, fracas demais, bêbadas demais, sujas demais, calejadas demais ou incapazes de fazer qualquer outra coisa”. As suas enfermeiras haviam embarcado com ela, em Dover, para o inimaginável, por 12 shilings por semana, mais um quarto de litro de cerveja no almoço e um copo de Marsala no jantar. Três anos depois da guerra da Crimeia, as ordens de Florence Nightingale para elas apareceram em Notas de Enfermagem, um pequeno volume que trazia na conta capa da segunda edição de 1895 os os nomes dos dois outros livros, igualmente práticos, Pig-skiing or Hog-Hunting, do capitão Baden Powell, Cricket, Jerkes in from short Leg, de Quid, e as conveniências da estrada de ferro de Bailey parea homens e mulheres.

  • Não faça do seu quarto de doente uma corrente de ar para toda a casa.
  • Comparações estatísticas absurdas são feitas na conversa comum pelas pessoas mais sensatas para benefício do doente.
  • As médias de mortalidade só nos dizem que tentos por cento vão morrer. A observação deve nos dizer quais desses cem vão morrer.
  • Ajude o doente à variar seus pensamentos.
  • Os pacientes não gostam de enfermeiras que usam roupas farfalhantes. Sobre esse assunto, Florence Nightingale acrescenta:
  • Eu gostaria também que as pessoas que usam tecidos transparentes pudessem ver a indecência dos próprios vestidos como os outros os vêem. Uma mulher respeitável. inclinando-se para a frente, vestida com esse tipo de tecido, se expõe tanto para o paciente deitado quanto qualquer dançarina da ópera no palco. Mas ninguém amais dirá a ela essa verdade desagradável.

A luz do gênio é percebida em lampejos. Ela escreveu também Notas sobre Enfermagem para as Classes Trabalhadoras.

Na cama, em South Street, Mayfair, Florence Nightingale organizou o Departamento Médico do Exército, a Escola Nightingale para Enfermeiras, no Hospital St. Thomas, e o serviço sanitário da Índia. Recebeu visitantes da sala do Gabinete das nossas embaixadas, dos palácios episcopais e do Palácio de Buckingham com a ordem do Mérito, pouco antes da sua morte. Um dos visitantes era de Oxford.

“Primeiro venho eu: meu nome é Jowett.

Não há nenhum conhecimento que eu não saiba.

Sou mestre desse colégio.

O que eu não sei não é conhecimento”

O qual queria levá-la para Balliol e casar com ela.

Há alguns anos escrevi um romance no qual indico que Florence Nightingale, por suas declarações quando tinha 41 (“Acredito que eu sou como um homem… Minha experiência com as mulheres é quase tão grande quanto a Europa. E bastante íntima também. Eu vivi e dormi na mesma cama com condessas inglesas e moças prussianas do campo.. Nenhuma mulher despertou mais paixão entre as mulheres do que eu”) era lésbica. Essa denúncia tornou-se um brinquedo popular no play-ground da literatura. O lesbianismo é tão irrelevante para uma pessoa com as qualidades de Florence Nightingale quanto a sensibilidade a correntes de ar. Para ela, teve uma vantagem. Impediu que casasse com Jowett.

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Uma peça antiga
22 de setembro de 2013 | Autor:

Entre o discreto estalar das elegantes poltronas de couro, o tilintar do cristal, o suave farfalhar do Times nos clubes masculinos de Pall Mall, estão estranhas peças antigas que nem os membros mais antigos sabem identificar.  A banqueta forrada de veludo com borlas, para a gota, debaixo da confortável poltrona do clube, permitia o dedo grande do pé, enfaixado e tão sensível que o zumbido de uma mosca era antecipado com alarme, ser mantido abençoadamente na horizontal.

Muitas doenças têm clubes, com endereços e telefones, desde os Alcoólatras Anônimos e Tratamento da Artrite até as Doenças Venéreas. Algumas doenças crônicas se transformaram em clubes informais, uma camaradagem entre os membros para compensar o triste fato de não haver tratamento para elas. No começo do século XX os sanatórios para tuberculosos, nos Alpes suíços ofereciam a camaradagem do refeitório militar durante a guerra, com um índice de mortalidade bastante inquietante. A gota era doença própria dos clubes de cavalheiros. Suas vítimas, homens claudicantes, com o pé enfaixado, de muletas, gordos, corados, mal-humorados imponentes, inflamavam a imaginação de Gillray, Rowlandson de todos os cartunistas, como as juntas dos seus próprios dedos grandes do pé.

Era uma zombaria mal orientada. Sir Thomas Browne descobriu, em meados do século XVII, que: ” quantos homens famosos, imperadores e pessoas cultas são exemplos dessa doença, provando que não é uma doença de todos, mas de homens sensatos e de valor. “

Seis admiráveis vítimas dessa doença histórica:

  • Byron. (” A gota, que enferruja as juntas aristocráticas “..)
  • W. S. Gilbert. (“um gosto pela bebida combinado com gota o havia curvado para sempre. “)
  • Jaroslav Hasek. O bom soldado Svejk. (“O coronel se transfomou depois de um ataque de gota, de um cordeiro pacifico num tigre feroz… ele rugia com a voz terrível de um homem assado lentamento num espeto: “Saiam todos” Tragam-me um revolver!”)
  • Sydney Smith, humorista. (observo que a gota ama ancestrais e genealogia. São necessárias cinco ou seis gerações de cavalheiros ou nobres para dar a ela a força máxima.”)
  • James Thomson, poeta, (“A gota insone aqui conta os cantos dos galos, um lobo agora o mastiga, agora uma serpente o pica.”)
  • Antony Trollope. (“Velhos cav alheiros geralmente são mal-humorados. A gota e aquela outra coisa, vocês sabem”.)

A gota é sem dúvida uma doença dos literatos.

Havia gota nos esqueletos do ano 3 dC, nos Costwolds. Os romanos engoliam a propensão para a gota com o chumbo dos seus copos de vinho. “Os pobres raramente têm gota”, observava o The Heaven of Health, em 1584. Isso porque os pobres viviam de pão de cevada e queijo, ao passo que a classe dos gotosos comia proteína, que contribui para a doença. O vinho do porto acendia o pavio.

Thomas Sydenham (1624-89) escreveu Tratado sobre a gota, em 1863, onde diz: “A vítima vai para a cama e dorme com boa saúde. Mais ou menos às duas da manhã é acordada por uma dor forte no dedo grande do pé.. é tão acentuada a sensibilidade da parte afetada que não suporta o peso das cobertas nem a vibração de passos no chão do quarto. A noite é passada em tortura e insônia…” O médico escreveu com tanta percepção clínica porque sofria horrivelmente de gota também.

Sydenham, de Wynford Eagle, em Dorset, descreveu graficamente todas as doenças. A coréia de Sydenham, “a dança de São Vito”, nas crianças infectadas por streptpcocos, foi um dos seus originais. Ele notou a diferença entre o sarampo e a escarlatina. “O sarampo geralmente ataca crianças… inquietação, sede, falta de apetite, língua esbranquiçada (mas não seca)… e no quarto dia aparecem no rosto e na testa pequenas manchas vermelhas, como picadas de mosquitos”.

Língua esbranquiçada? Talvez Sydenham tenha notado também os pontos brancos na boca, que permitem um diagnóstico precoce dois séculos antes de Henry Kople (1858-1927), do Hospital Monte Sinai, em Nova York.

Sydenham é chamado de “Hipócrates inglês”, porque ele eliminou as teorias, o misticismo e a magia que infestavam a medicina daquele tempo, Reviveu a idéia de Hipócrates de tratar o paciente na própria cama, por causa do que ele viae o que sabia. Ele preferia Dom Quixote aos livros de medicina. Além disso, possuía o supremo dom clinico de reconhecer quando podia fazer o melhor possível por um paciente e para sua reputação simplesmente não fazendo coisa alguma.

Seu ardente pupilo foi o médico-pirata Thomas Dover, que contraiu varíola e tratou a febre com o método de Sydenham de quarto frio, ar fresco, nada de cobertas e doze garrafas de cerveja fraca a cada 24 horas, Ele distribuía ópio para todos, temperado com açafrão, canela e cravo. Sydenham era modesto, impassível, distante, compassivamente prestando contas a Deus por seus pacientes. Fora um dos capitães de cavalaria de Cromwell e tinha uma das admiráveis qualidades de Cromwell, a de farejar a merda no vento da história.

Depois de Sydenham, a política externa da Grã-Bretanha estabeleceu oficialmente a gota com o Tratado Methuen, de 1703. O objetivo era atrair os portugueses para fora da França, estabelecendo um imposto de sete libras por 253 galões de vinho do porto contra 55 libras por 253 galões de clarete. Os cavalheiros ingleses podiam agora tomar garrafas de vinho do porto a noite, uma vez que não tinham nada para fazer depois de ler o último volume de Pamela, exceto conversar à mesa do jantar até desaparecerem debaixo dela.

Com a louvável igualdade social da nossa era, a gota agora é acessível a seis entre 1.000 britânicos.

O Tratado Methuen foi anulado em 1835.

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O diagnóstico é tudo
22 de setembro de 2013 | Autor:

Os médicos da era vitoriana eram brilhantes na identificação de todas as doenças cuja cura eles desconheciam por completo.

  • Percussão. o musical Leopold Auenbrugger a (1722-1809), filho do taverneiro de Graz, aplicou a forma de verificação da quantidade de vinho nos barris do pai – batendo na madeira com as pontas dos dedos – para descobrir a existência de fluidos no peito dos pacientes. Os médicos vienenses consideraram o método ultrajante e sem dignidade. Jan Nicholas Corvisart (1755-1821), médico de Napoleão, achou explêndida a ideia e em 1808 a espalhou por toda Paris – como Sir Samuel Wilks, honradamente dando crédito ao seu autor.
  • Ausculação. Para ouvir o coração e os pulmões, todos os médicos, desde Hipócrates, encostavam o ouvido no peito do paciente. Esse método foi descrito por René Theophile Hyacinthe somente ineficaz, mas Laennec (1781-1826) como “não somente ineficaz, mas inconveniente, indelicado e, nos hospitais, até mesmo desagradável”. Muitos médicos pousavam a cabeça sobre colos suaves e adormeciam. Assim, em 1816 Paris produziu outro auxiliar do diagnóstico quando Laennec atendeu uma jovem de seios tão avantajados que ele impulsivamente enrolou uma folha de papel, ouviu de uma distância decente e inventou o estetoscópio. O primeiro era um rolo oco de madeira, passou para uma corneta acústica e depois para o conhecido estetoscópio para os dois ouvidos, equivalente à bengala do cabo oco de ouro.
  • O pulso. Era difícil medir a pulsação antes de surgirem os ponteiros de segundos dos relógios de bolso. O estudante de medicina Galileu (1564-1613) meda seu pendulo pelas batidas de seu coração, depois inteligentemente inverteu a idéia,  passando a medir o pulso pelo movimento do pêndulo. Um professor de Pádua, Sanctorius Sanctorius (1561-1636), em 1625 inventou o pusilógio, um relógio de pulso que depois de dois séculos foi aperfeiçoado em Lichfield por Sir John Foyer (169-1734, passando a marcar os minutos sanctorius passou grande parte da vida sentado numa máquina de pesar para ver quanto peso ganhava com cada refeição, antecipando a ciência do metabolismo do século XX e a obsessão em perder peso.
  • A temperatura. Galileu havia inventado um termômetro sanctorius o aperfeiçoou para set usado em seres humanos, mas tinha 33 centímetros de comprimento e precisava ser chupado durante 20 minutos. O estudioso Sir Thomas Cifford Albutt (1836-1925), o original Dr. Lydgate de George Eliot em Middlemarch, o reduziu a algo que as enfermeiras podiam guardar no bolso. Carl Reinhold Augustwunderlich (1815-1877), de Württemberg, inventou o gráfico da temperatura e, em 1868, compreendeu que a elevação da temperatura do corpo humano que ele registrava não era, necessariamente, como se pensava na época, uma doença. “Ele encontrou a febre como uma doença e a deixou como um sintoma”

Benjamin Rush (1745-1813), o Hipócrates da Pensilvânia, um quacre contrário à guerra, escravatura, aos enforcamentos e ao álcool (atitude muito boa para sua clínica, foi signatário da Declaração da Independência e declamou: “A medicina é minha esposa e a ciência minha amante” (Não acho que essa violação do sétimo mandamento seja lisonjeira para a dona dos seus afetos”, comentou Sir Oliver Wendell Holmes, de Boston) Rush descobriu que a inflamação era o efeito da doença, e não a causa. Wunderlich e Rush tiveram uma visão bastante clara da infecção, antes que a microbiologia prática no fim do século XX a tornasse tão pouco notável quanto uma fotografia.

  • Raios X. Wilhelm Konrad Roentgen (1815-1922), professor de física em Würzburg, na Bavária, trabalhando até mais tarde numa noite de sexta-feira, 8 de novembro de 1895, notou que alguns cristais distantes iluminavam-se no laboratório escuro quando a eletricidade passava pelo tubo de vácuo que ele estava usando dentro de uma proteção de papelão. Ele afastou mais os cristais do tubo. Novamente se acenderam. Pôs um livro entre eles e a corrente elétrica. Um pedaço de madeira. Depois, placas de metal. Continuaram a brilhar Pôs a mão no meio. Mein Gott! seus ossos ficaram visíveis. Ganhou o prêmio Nobel em 1901. Roentgen era um homem simples, triste, sonhador e modesto que detetava a publicidade, e deu as 5o.ooo kroner do prémio Nobel para sua universidade, recusou chamar os raios de Roentgen e a explorá-los comercialmente, disse a todo mundo que o Kaiser ia perder a guerra e morreu sozinho e na pobreza.

Pierre Curie (1859-1906) sua mulher polonesa, ex-governanta de crianças Marie Sklodowska Curie (em 1867-1934), descobriram o rádio em 1897. Pierre fui atropelado em Paris, e Marie morrer de anemia causada por exposição ao norte.

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Pompa e triste circunstância
22 de setembro de 2013 | Autor:

A bengala de cabo de ouro, de 1827, é a biografia indiscreta de uma bengala com brasão de armas usada sucessivamente por cinco médicos da moda, depois de 1689. Primeiro foi John Radcliffe (1650-1714), que deu a Oxford a Câmera Radcliffe, a Biblioteca Radcliffe e a Enfermaria Radcliffe. Era médico de Guilherme III, que era impaciente, rabugento, bebia muito e devorava as raras ervilhas verdes sem oferecer nenhuma rainha. Não era fácil tratar o rei. Para sangrá-lo, o médico precisava de autorização do Conselho Privado, o arrogante Radcliffe teve uma desavença com Sir Godfrey Kneller por causa de uma porta de jardim usada pelos dois. “Sir Godfrey pode fazer o que quiser com a porta, exceto pintá-la.” Ao que o artista respondeu, através do seu cavalariço “Diga ao doutor Radcliffe que posso aceitar qualquer coisa dele, menos cuidados médicos.” Muito bem, comentaram rindo os freqüentadores de Taverna em Fleet Street, onde Radcliffe despendia generosamente parte das 5.000 libras que ganhava por ano (mais tarde, Sir Godfrey pintou a cena).

O guinéu chegou com a restauração, arredondando os honorários dos médicos, pagos pelos nobres, em 6s8d (está assim no livro). Embora só tivesse sido cunhado depois de 1813, o guinéu continuou como a elegante unidade monetária dos médicos até a divisão decimal do dinheiro, em 1971. As despesas de viagem por carruagem eram extras. A consulta de um médico de Londres em Pitlochry custava 1.500 guinéus. Quando tinha 60 anos, Radcliffe se apaixonou e foi alvo de charges na imprensa Quando a rainha Anne morreu ele estava com gota, e o Parlamento o culpou por não atendê-la, mas Radcliffe se desculpou devidamente, morrendo três meses depois.

“Nunca li Hipócrates em toda a minha vida” disse Radcliffe secamente para um jovem médico que perguntou se ele lia

Hipócrates em grego O senhor não precisa”, disse imediatamento jovem. “O senhor é o próprio Hipócrates” Assim, Richard Mead (1673-1754) providenciou para ser herdeiro da clinica e da bengala com cabo de ouro de Radcliffe. Mead começou a curar as pessoas pelo correio escrevendo receitas por meio guinéu, na Coffee House em Covent Garden, sem se dar ao trabalho de ver os pacientes. No fim do dia ele ta para Batson. Ganhava 7.000 libras por ano. “O doutor Mead”, disse o doutor Johnson. viveu mais tempo em plena luz do sol do que qualquer outro homem.”

A bengala que amaciava as palmas daqueles médicos de dedos de ouro esa agora no Colégio Real de Médicos, fundado por Thomas Linacre (1461-1524), um Fellow de All Souls, Oxford, que conseguiu com Henrique VIII carta patente para os clínicos, em 1518, 22 anos antes de os cirurgiões conseguirem. O Colégio tinha autoridade para expulsar da prática médica os charlatães, monges, artesões e mulheres que provocavam sofrimentos intensos, danos e destruição em muitos súditos do Rei, especialmente àqueles incapazes de discernir os charlatães dos verdadeiros médicos. Essa autoridade era realmente exercida em 1630 e 1637 mandou cortar as orelhas de dois curandeiros não-qualificados. O Bispo de Londres foi apaziguado com a permissão de continuar a licenciar médicos com a mesma liberdade com que ordenava sacerdotes. O Colégio Real de Médicos, exposta a bengala com cabo de ouro, fica hoje perto do zoológico.

Outros valiosos decoradores de dos séculos da medicina:

– O médico do doutor Johnson, William Heberden (1710-1801), que descreveu a angina pectoris e os nódulos de Heberden (artrite nas pontas dos dedos).

– O excêntrico e rígido quacre Thomas Hodgkin (1789-1866), considerado no Guy’s como o tipo de pessoa que eles não queriam na sua equipe de médicos. Ele se contentou com o cargo de curador do Hospital-Museu, onde descobriu, em espécimes patológicos, o aumento simultâneo do baço, no abdome e glândulas linfáticas espalhadas pelo corpo. Durante 33 anos ninguém deu atenção a essa correlação, até que o médico do Guy’s, Sir Samuel Wilks (1824-1911) a ressuscitou e honestamente a denominou doença de Hodgkin.

– A doença que provoca tontura, desequilíbrio e surdez de um dos ouvidos, descrita por Prosper Menière (1799-1862), da Instituição de Surdos-mudos de Paris, um més antes de morrer de gripe.

– Sir William Withey Gull, baronete (1816-90), medico da rainha Vitória, sensatamente suspeitava da eficácia de todos os medicamentos e escreveu Reumatismo Tratado com Agua de Menta. Ele tratou o príncipe de Gales de febre tifóide (não existia tratamento), e criou aforismos:

Não uma febre tifóide, mas um homem com febre tifóide.

(O médico trata um paciente, não uma doença.)

Selvagens explicam, a ciência investiga.

Sobre uma neurótica difícil: a senhora X é ela mesma multiplicada por quatro.”

 Um século depois, Sir William tornou-se alvo de acusações absurdas dos caçadores do herói folclórico inglês Jack, o Estripador. Naquele outono sinistro de 1888 Gull estava com 71 anos, havia sofrido uma crise de isquemia cerebral um ano antes e padecia de artrite em todo seu corpo napoleônico. O que sugere que ele devia ter meios mais confortáveis de passar as noites do que se escondendo nas vielas de Whitechapel, iluminadas à gás, esfaqueando prostitutas. Ele deixou 344.000 libras, um recorde na profissão.

– Sir William Richard Gowers de Yorkshire (1845-1915),

neurologista, foi o primeiro a usar a “lanterna mágica”, o

ofalmoscópio, para examinar a retinado olho, e definiu o trato de

Gowers na medula espinhal.

– Sir Hans Sloane (1660-1753), o médico que tinha um jardim

exótico em Chelsea e fundou o Museu Britânico, deu nome à Praça

Sloane , à Avenida e ao Hans Crescent, todos na rua do

Harrods, também Sloane Rangers.

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