{"id":10115,"date":"2010-05-02T15:01:21","date_gmt":"2010-05-02T15:01:21","guid":{"rendered":"http:\/\/opatriota.org\/?p=10115"},"modified":"2021-04-02T04:56:29","modified_gmt":"2021-04-02T04:56:29","slug":"mitologia-grega-misterios-de-e-leusis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.ddns.net\/?p=10115","title":{"rendered":"Mitologia Grega &#8211; Mist\u00e9rios de e-L\u00eausis"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Para  quem n\u00e3o programa computadores, as linguagens parecem grego.  Influ\u00eancias  e-litistas se aproveitam do prevalente analfabetismo  digital (anunzerismo?) para  estabelecer mitos diversos, que se  sustentam em crendices populares a despeito  das incompatibilidades com a  ci\u00eancia e-l\u00eanica. Restam a n\u00f3s, devidamente  unzerizados e movidos pela  \u00e9tica do respeito ao pr\u00f3ximo, os doze trabalhos,  entre eles os de  limpar a barra de nossa ci\u00eancia (pra n\u00e3o falar dos currais do  rei  A\u00fagias) e de enfrentar as feras que aterrorizam a popula\u00e7\u00e3o, como a  Hidra de  Lerna, o Javali de Erimanto e a mais apavorante das criaturas,  o Le\u00e3o da Realeza  Fiscal de Nem\u00e9ia.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[Dicas-L] &#8211; Mitologia Grega &#8211; Mist\u00e9rios de e-L\u00eausis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Colabora\u00e7\u00e3o:  Alexandre Oliva<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Data  de Publica\u00e7\u00e3o: 02 de maio de 2010<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  plan\u00edcie do Peloponeso habitada pelo Le\u00e3o fica a meio caminho entre Atenas e  Esparta, uma famosa pelo esp\u00edrito guerreiro agressivo, a outra ber\u00e7o da  democracia, devendo seu nome \u00e0 deusa da sabedoria. Lamentavelmente, os  princ\u00edpios democr\u00e1ticos da capital parecem n\u00e3o ter chegado \u00e0 terra do Le\u00e3o.  Carente tanto da estrat\u00e9gia espartana quanto da sabedoria ateniense, os monarcas  da Realeza Fiscal cultuam pr\u00e1ticas ocultistas Mitikas e, do alto de seu empinado  Olimpo imagin\u00e1rio, imp\u00f5em seus caprichos aos mortais, de forma ofensiva \u00e0  democracia e \u00e0 liberdade, em flagrante descompasso com o lema nacional hel\u00eanico:  &#8220;Liberdade ou Morte&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os  Mist\u00e9rios de e-L\u00eausis s\u00e3o rituais ainda n\u00e3o completamente desvendados,  executados entre mar\u00e7o e abril, ao final do inverno grego. Enquanto alguns  estudiosos sustentam que s\u00e3o conduzidos para agradar as deusas da agricultura,  para que proporcionem boas colheitas na Fazenda, outros afirmam que as  ofe-rendas visam a apaziguar o Le\u00e3o. Cr\u00ea a Realeza Fiscal que as instru\u00e7\u00f5es dos  rituais, em grego acess\u00edvel aos alfabetizados, devem permanecer exclusivamente  nas m\u00e3os de seus sacerdotes, pois s\u00f3 o segredo sobre elas garantiria o retorno  seguro de Pers\u00e9fone \u00e0 Fazenda, ou das ofe-rendas ao Le\u00e3o. Mitos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  grande preocupa\u00e7\u00e3o manifestada pela Realeza Fiscal \u00e9 a falsifica\u00e7\u00e3o dos .jarros  com papiros que trazem as Instru\u00e7\u00f5es para Rituais de Prepara\u00e7\u00e3o e Frete (IRPF)  de ofe-rendas, compiladas num javan\u00eas cr\u00edptico, dif\u00edcil de entender mesmo para  gregos iniciados, mas que os sacerdotes garantem que, executados pelos  int\u00e9rpretes javaneses recomendados, produzir\u00e3o o efeito divino almejado pela RF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o  t\u00eam os mortais como saber se os rituais que executam s\u00e3o de fato os impostos  pela RF, pois nada nos .jarros autentica a origem das instru\u00e7\u00f5es. \u00c9 f\u00e1cil  fabricar .jarros semelhantes aos fornecidos pela RF, por\u00e9m com instru\u00e7\u00f5es  totalmente diferentes, que possam at\u00e9 deixar os int\u00e9rpretes possu\u00eddos por  esp\u00edritos mal\u00e9ficos. Mesmo que mortais percebam a adultera\u00e7\u00e3o rapidamente, o  dano j\u00e1 estaria feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por  mais que a RF mistifique o javan\u00eas, \u00e9 evidente que publicar as instru\u00e7\u00f5es em  grego em nada aumentaria ou reduziria esses riscos. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 permitir aos  mortais autenticar a origem das instru\u00e7\u00f5es, conforme os preceitos da ci\u00eancia e  da tecnologia e-l\u00eanica: Hellas Tele Trans Porte Seguro (HTTPS) e assinaturas  confi\u00e1veis baseadas em Spartan-Hellenic Authentication (SHA) e criptografia  assim\u00e9trica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teme  a RF tamb\u00e9m a adultera\u00e7\u00e3o pontual das instru\u00e7\u00f5es. Segundo mitos e crendices da  RF, publicar as instru\u00e7\u00f5es somente em javan\u00eas cr\u00edptico evita esse risco.  Enganam-se! H\u00e1 muit\u00edssimos falantes fluentes de javan\u00eas, capazes de compreender  o suficiente das instru\u00e7\u00f5es cr\u00edpticas a ponto de adulter\u00e1-las para que se  dirijam as ofe-rendas a outras divindades, ou at\u00e9 mesmo a outros mortais, sem  que os ofertantes sequer percebam. O risco existe com ou sem instru\u00e7\u00f5es em  grego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  adultera\u00e7\u00e3o n\u00e3o requer nem a tradu\u00e7\u00e3o de todo o javan\u00eas cr\u00edptico para grego,  como fez uma vez este que vos escreve; basta conhecer algumas palavras chaves de  javan\u00eas, encontr\u00e1-las no papiro e fazer as pequenas altera\u00e7\u00f5es, adicionando  outros papiros conforme necess\u00e1rio. Para dar seguran\u00e7a ao mortal, s\u00e3o  necess\u00e1rios meios para autenticar a origem das instru\u00e7\u00f5es. Poder ler as  instru\u00e7\u00f5es em grego, ao inv\u00e9s de aumentar o risco, o reduz, pois ao menos os  alfabetizados poderiam notar diverg\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas  e a seguran\u00e7a da Realeza Fiscal? Com as instru\u00e7\u00f5es em grego, mortais poderiam  alterar os procedimentos em benef\u00edcio pr\u00f3prio, reduzindo as ofe-rendas para o  Le\u00e3o! Sem as instru\u00e7\u00f5es em grego, ao contr\u00e1rio dos mitos cultuados pelos  monarcas, tamb\u00e9m. \u00c9 n\u00e3o s\u00f3 poss\u00edvel como f\u00e1cil. Este que vos escreve sabe como  zerar o valor da ofe-renda anual, alterando apenas uma letra nas instru\u00e7\u00f5es em  javan\u00eas. Mas funciona, mesmo? Claro que n\u00e3o, nem poderia!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O  Le\u00e3o, que recebe as oferendas, n\u00e3o sup\u00f5e que os c\u00e1lculos foram feitos conforme  suas exig\u00eancias, assim como n\u00e3o o fazia quando os recebia em papiro. Se o  fizesse, privilegiaria indevidamente os iniciados, os falantes de javan\u00eas e os  suficientemente abastados para contrat\u00e1-los. O sistema da RF \u00e9 constru\u00eddo de  forma a verificar o cumprimento das exig\u00eancias legais, ap\u00f3s a entrega das  ofe-rendas. Por isso mesmo, a facilita\u00e7\u00e3o de adultera\u00e7\u00e3o das instru\u00e7\u00f5es,  propiciada por instru\u00e7\u00f5es em grego, n\u00e3o aumentaria o risco para os monarcas: se  o aumentasse, mortais j\u00e1 estariam adulterando as instru\u00e7\u00f5es em javan\u00eas e negando  as ofe-rendas ao Le\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De  outro lado, aqueles que quiserem se certificar de que as ofe-rendas que  entregam, discriminadas tamb\u00e9m em idioma desconhecido, cumprem suas obriga\u00e7\u00f5es  fiscais, n\u00e3o podem, ainda que sejam responsabiliz\u00e1veis e pun\u00edveis caso desviem  da lei. Nega-se aos mortais essa seguran\u00e7a, mediante desrespeito ao princ\u00edpio  democr\u00e1tico e constitucional da transpar\u00eancia. Se o respeito representasse algum  risco, as instru\u00e7\u00f5es em grego disponibilizadas por este que vos escreve,  traduzidas e atualizadas do javan\u00eas das instru\u00e7\u00f5es de anos anteriores, j\u00e1  haveriam materializado o risco, demandando a\u00e7\u00e3o corretiva imediata. N\u00e3o houve,  nem precisa haver: os riscos n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o alguma com o acesso \u00e0s instru\u00e7\u00f5es  em grego, sen\u00e3o com a falta de outras medidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como  justificar, ent\u00e3o, que os mortais n\u00e3o possam sequer cumprir o dever democr\u00e1tico  de fiscalizar a RF e seus sacerdotes, verificando se os rituais codificados nas  instru\u00e7\u00f5es de fato cumprem o que demanda a lei? Para que pudessem faz\u00ea-lo, as  instru\u00e7\u00f5es para os rituais precisariam ser publicadas tamb\u00e9m em grego. Mas n\u00e3o  s\u00e3o. O que dizem, s\u00f3 Zeus sabe. Pelo amor de Afrodite, j\u00e1 Hera hora, Cronos!<\/p>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p>Copyright  2010 Alexandre Oliva<\/p>\n<p>C\u00f3pia literal, distribui\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o da \u00edntegra  deste artigo s\u00e3o permitidas em qualquer meio, em todo o mundo, desde que sejam  preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de  permiss\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.fsfla.org\/svnwiki\/blogs\/lxo\/pub\/misterios-de-eleusis\">http:\/\/www.fsfla.org\/svnwiki\/blogs\/lxo\/pub\/misterios-de-eleusis<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publicado  na <a href=\"http:\/\/www.revista.espiritolivre.org\/?p=420\">d\u00e9cima edi\u00e7\u00e3o<\/a>, de  janeiro de 2010, da <a href=\"http:\/\/www.revista.espiritolivre.org\/\">Revista  Esp\u00edrito Livre<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem n\u00e3o programa computadores, as linguagens parecem grego. 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