{"id":18713,"date":"2013-09-22T05:30:48","date_gmt":"2013-09-22T05:30:48","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=18713"},"modified":"2021-04-08T01:28:53","modified_gmt":"2021-04-08T01:28:53","slug":"18713","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.ddns.net\/?p=18713","title":{"rendered":"Estamos ficando cada vez mais burros, diz cientista"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 0px 5px 5px 0px; float: left; cursor: pointer;\" title=\"Clique para ampliar\" onclick=\"window.open('http:\/\/antonini.med.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Cerebro-Raio-X-20121119180528.jpg', 'pop', 'toolbar=0, location=0, directories=0, status=0, menubar=0, scrollbars=0, copyhistory=0, resizable=1, width=685, height=469, left=0, top=0'); if((navigator.appName=='Microsoft Internet Explorer' &amp;&amp; navigator.appVersion.substring(0,3)=='4.0')==false) pop.focus();\" alt=\"Clique para ampliar\" src=\"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Cerebro-Raio-X-20121119180528.jpg\" width=\"300\" \/>Diz o senso comum que pessoas que criaram coisas t\u00e3o complexas como os smartphones, as espa\u00e7onaves e o GPS t\u00eam uma intelig\u00eancia elevada, que n\u00e3o pode ser comparada \u00e0 dos nossos primitivos ancestrais das cavernas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o \u00e9 o que pensa Gerald Cabtree, cientista que lidera um laborat\u00f3rio de gen\u00e9tica na universidade de Stanford, na Calif\u00f3rnia. Para ele, a intelig\u00eancia humana atingiu seu \u00e1pice milhares de anos atr\u00e1s, e vem diminuindo desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabtree explica sua pol\u00eamica teoria num artigo intitulado \u201cNosso fr\u00e1gil intelecto\u201d na publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Trends in Genetics (Tend\u00eancias em Gen\u00e9tica). Para ele, o problema \u00e9 que a sobreviv\u00eancia se tornou f\u00e1cil demais. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito diferente da que havia no tempo das cavernas, quando a sele\u00e7\u00e3o natural era implac\u00e1vel com os que falhavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando um humano pr\u00e9-hist\u00f3rico n\u00e3o encontrava uma maneira de escapar de uma fera amea\u00e7adora ou de um guerreiro de uma tribo inimiga, ele era morto. Quando n\u00e3o era capaz de ca\u00e7ar ou encontrar alimentos, ele e seus filhos morriam de fome. S\u00f3 os mais inteligentes sobreviviam e geravam descendentes. Assim, a intelig\u00eancia se desenvolveu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO desenvolvimento de nossas habilidades intelectuais e a otimiza\u00e7\u00e3o de milhares de genes ligados \u00e0 intelig\u00eancia provavelmente ocorreram em grupos dispersos, sem muito dom\u00ednio da linguagem, antes de nossos ancestrais emergirem da \u00c1frica\u201d, diz Crabtree num comunicado \u00e0 imprensa. No entanto, segundo seus estudos, aqueles milhares de genes que determinam a intelig\u00eancia s\u00e3o relativamente fr\u00e1geis e sofrem muta\u00e7\u00f5es com o passar do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca das cavernas, s\u00f3 os mutantes mais aptos sobreviviam, aprimorando a esp\u00e9cie. Hoje, n\u00e3o \u00e9 mais assim. \u201cCom o desenvolvimento da agricultura, veio a urbaniza\u00e7\u00e3o, que pode ter enfraquecido o poder da sele\u00e7\u00e3o natural de peneirar as muta\u00e7\u00f5es que trazem defici\u00eancia intelectual\u201d, diz. Sua conclus\u00e3o \u00e9 que esse processo, agindo nos \u00faltimos 3 mil anos, vem erodindo lentamente nossas habilidades intelectuais e emocionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teoria de Crabtree \u00e9 contestada por outros cientistas, que veem nela apenas uma hip\u00f3tese n\u00e3o comprovada. Para eles, faltam evid\u00eancias de que isso est\u00e1 mesmo acontecendo. \u201cA hip\u00f3tese n\u00e3o importa muito. Quero ver os dados. E n\u00e3o h\u00e1 nenhum\u201d, diz Steve Jones, geneticista do University College London, numa entrevista ao jornal brit\u00e2nico The Independent.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Crabtree diz que a perda de intelig\u00eancia n\u00e3o \u00e9 motivo para preocupa\u00e7\u00e3o. Para ele, o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico deve trazer alguma solu\u00e7\u00e3o para o problema. Conforme o conhecimento gen\u00e9tico avan\u00e7a, essas muta\u00e7\u00f5es que reduzem a intelig\u00eancia tendem a se tornar conhecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTalvez sejamos capazes de corrigir magicamente qualquer muta\u00e7\u00e3o que tenha ocorrido em todas as c\u00e9lulas de um organismo, em qualquer est\u00e1gio de desenvolvimento. Assim, o processo brutal da sele\u00e7\u00e3o natural n\u00e3o ser\u00e1 mais necess\u00e1rio\u201d, conclui ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diz o senso comum que pessoas que criaram coisas t\u00e3o complexas como os smartphones, as espa\u00e7onaves e o GPS t\u00eam uma intelig\u00eancia elevada, que n\u00e3o pode ser comparada \u00e0 dos nossos primitivos ancestrais das cavernas. 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