{"id":19017,"date":"2013-09-22T09:03:11","date_gmt":"2013-09-22T09:03:11","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=19017"},"modified":"2021-04-08T01:30:20","modified_gmt":"2021-04-08T01:30:20","slug":"a-forma-das-pestes-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.ddns.net\/?p=19017","title":{"rendered":"A forma das pestes do futuro"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Por mais de um s\u00e9culo a peste bub\u00f4nica matou indiscriminadamente em Malta, Viena, Praga, Vars\u00f3via e Copenhague. Em 1720 dizimou quase metade da popula\u00e7\u00e3o de Marselha. Na d\u00e9cada de 1930 estava matando ainda em Uganda, onde haviam plantado algod\u00e3o e a semente armazenada aumentou sensivelmente o n\u00famero de ratos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A peste come\u00e7ou a diminuir, mas houve quatro graves epidemias de gripe na Gr\u00e3-Bretanha, no s\u00e9culo XVII, 10 no s\u00e9culo XVIII, seis no s\u00e9culo XIX e, no s\u00e9culo XX, a pandemia de 1918, que matou 0,5% da popula\u00e7\u00e3o da Gr\u00e3-Bretanha e dos EUA e 25 milh\u00f5es de pessoas no mundo todo. A guerra h\u00e1 pouco terminada, havia matado 8.538.313 soldados, portanto o v\u00edrus da gripe matou tr\u00eas vezes mais em um quarto do tempo que durou a guerra. Ent\u00e3o esse tipo de v\u00edrus mortal da gripe desapareceu. Talvez tenha recuado para os procos, de onde pode voltar de modo alarmante, como voltaram os vencidos da Grande Guerra.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Nada cura a gripe. Por\u00e9m, hoje, os antibi\u00f3ticos podem evitar a pneumonia, assim como podem deter o tifo, a disenteria e a peste bub\u00f4nica. Na nossa parte confort\u00e1vel do mundo, onde estamos acostumados com a limpeza e com os m\u00e9dicos, e onde os bacteriologistas subiram de posto para se tornar \u201cmicrobiologistas\u201d, os v\u00edrus atacam especialmente os computadores. Podemos olhar com complac\u00eancia para a peste.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Podemos?<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Em 1967 o mundo se espantou com o aparecimento de uma nova doen\u00e7a. Era trazida pelos macacos verdes importados para experi\u00eancias de laborat\u00f3rio num instituto de pesquisa em Marburg, na Alemanha Ocidental. Sete seres humanos morreram, entre o pessoal do laborat\u00f3rio e as enfermeiras que tratavam deles. Os macacos trouxeram um v\u00edrus desconhecido da \u00c1frica Central, de algum lugar ao norte do Lago Vit\u00f3ria, provavelmente origin\u00e1rio de aranha de teia de t\u00fanel, um inseto que, evidentemente, deve ser evitado. Dessa \u00e1rea &#8211; onde, infelizmente o sexo n\u00e3o \u00e9 feito exclusivamente em colch\u00f5es Terra dos Sonhos e atr\u00e1s de cortinas de Laura Ashley, quando terminam os programas de televis\u00e3o &#8211; veio o v\u00edrus da AIDS. N\u00e3o h\u00e1 cura para nenhum desses v\u00edrus importados. Nem vai haver cura para outro, e mais outro, que aparecer\u00e3o misteriosamente para nos dar mais uma forma de morte\u2026<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">H. G. Wells, um s\u00e9culo mais tarde, confortavelmente instalado na m\u00e1quina do tempo, est\u00e1 muito ocupado com a s\u00e9rie sobre os marcianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem algumas bact\u00e9rias bondosas. Elas ajudam o crescimento dos legumes que os homens comem, e da relva do pasto que o gado come. Sem as bact\u00e9rias, talvez jamais pud\u00e9ssemos ter o prazer de comer ervilhas, feij\u00e3o, nem o assado dos domingos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por mais de um s\u00e9culo a peste bub\u00f4nica matou indiscriminadamente em Malta, Viena, Praga, Vars\u00f3via e Copenhague. Em 1720 dizimou quase metade da popula\u00e7\u00e3o de Marselha. Na d\u00e9cada de 1930 estava matando ainda em Uganda, onde haviam plantado algod\u00e3o e a semente armazenada aumentou sensivelmente o n\u00famero de ratos da regi\u00e3o. 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