{"id":26348,"date":"2016-07-05T10:35:02","date_gmt":"2016-07-05T10:35:02","guid":{"rendered":"http:\/\/192.168.1.4\/blogmed\/?p=26348"},"modified":"2021-03-31T21:05:49","modified_gmt":"2021-03-31T21:05:49","slug":"cientistas-descobrem-como-os-caes-detectam-diabetes-em-seus-donos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.ddns.net\/?p=26348","title":{"rendered":"Cientistas descobrem como os c\u00e3es detectam diabetes em seus donos"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"..\/img\/cao-isopreno.JPG\" width=\"560\" height=\"315\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os c\u00e3es podem ser grandes parceiros de pacientes com diabetes; e se treinados, eles s\u00e3o capazes de alertar sobre quadros iminentes de hipoglicemia. Cientistas finalmente descobriram como os animais conseguem realizar essa fa\u00e7anha \u2014 e agora podem desenvolver novos sensores para substituir os atuais medidores de glicose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossos companheiros caninos possuem cerca de 25 vezes mais receptores olfativos do que n\u00f3s. Se tiv\u00e9ssemos essa capacidade, poder\u00edamos perceber uma colher de ch\u00e1 de a\u00e7\u00facar dissolvida em duas piscinas ol\u00edmpicas. Tamanha sensibilidade permite que os c\u00e3es avisem quando os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue est\u00e3o baixos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pessoas com diabetes tipo 1 podem ter tremedeira, desorienta\u00e7\u00e3o e fadiga quando passam por hipoglicemia. Se elas n\u00e3o receberem glicose rapidamente, o quadro pode avan\u00e7ar para convuls\u00f5es e at\u00e9 mesmo perda de consci\u00eancia. Alguns pacientes sofrem ataques repentinos, e os cachorros ajudam a evitar esses casos, alertando seus donos ao realizar uma tarefa predeterminada, como latir, deitar ou colocar a pata sobre um dos ombros.<\/p>\n<div align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"..\/img\/cao-isopreno2.JPG\" width=\"560\" height=\"350\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">C\u00e3o treinado para identificar hipoglicemia (Medical Detection Dogs\/Agenda Screening Services)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas como eles sabem que seus donos precisam de ajuda? Um estudo de pesquisadores da Universidade de Cambridge e do Instituto de Ci\u00eancia Metab\u00f3lica da Wellcome Trust finalmente encontrou a resposta: c\u00e3es conseguem identificar um qu\u00edmico natural presente na respira\u00e7\u00e3o humana, o isopreno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cientistas conduziram um estudo com oito mulheres que possuem diabetes tipo 1 e, sob condi\u00e7\u00f5es controladas, reduziram os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue delas. Utilizando espectrometria de massa, eles procuraram por assinaturas qu\u00edmicas para detectar a presen\u00e7a de mol\u00e9culas espec\u00edficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao observar os dados, os pesquisadores descobriram que os n\u00edveis de isopreno subiram significativamente durante a hipoglicemia \u2013 em alguns casos, chegavam a dobrar. Eles acreditam que o isopreno \u00e9 um subproduto da produ\u00e7\u00e3o de colesterol; mas ainda n\u00e3o sabem ao certo porque sua presen\u00e7a aumenta quando os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar caem.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/02M4tj70Ju0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><br \/>\nCom essa descoberta, os pesquisadores pretendem desenvolver novos sensores m\u00e9dicos que poderiam realizar a mesma tarefa dos c\u00e3es. Al\u00e9m disso, um dispositivo desse tipo poderia substituir a atual glicemia capilar, o teste da picada no dedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante tamb\u00e9m n\u00e3o superestimarmos as habilidades dos c\u00e3es em detectar doen\u00e7as. Eles parecem ser muito bons em indicar certos tipos de c\u00e2ncer (como c\u00e2ncer urol\u00f3gico e c\u00e2ncer de mama), al\u00e9m da diabetes. Por\u00e9m, muitas das pesquisas relacionadas a essas habilidades caninas ainda est\u00e3o em seus primeiros est\u00e1gios. Alega\u00e7\u00f5es de que cachorros conseguem farejar c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, c\u00e2ncer colorretal e at\u00e9 mesmo a doen\u00e7a de Parkinson ainda est\u00e3o sob investiga\u00e7\u00e3o e longe de serem provadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, \u00e9 um tipo de pesquisa muito bacana que, como esse estudo, pode levar a novas descobertas cient\u00edficas e novas tecnologias.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os c\u00e3es podem ser grandes parceiros de pacientes com diabetes; e se treinados, eles s\u00e3o capazes de alertar sobre quadros iminentes de hipoglicemia. 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