{"id":3785,"date":"2009-05-11T00:15:51","date_gmt":"2009-05-11T03:15:51","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=3785"},"modified":"2021-04-08T00:19:00","modified_gmt":"2021-04-08T00:19:00","slug":"os-filhos-do-liberalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.ddns.net\/?p=3785","title":{"rendered":"Os filhos do liberalismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O socialismo e o comunismo, vistos como est\u00e1gios necess\u00e1rios de uma pretensa \u201cevolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica\u201d a partir da ditadura do proletariado, s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es reativas ao liberalismo.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=1102 w=320 h=240 float=left]E essa tese inicial \u00e9 bem f\u00e1cil de comprovar por redu\u00e7\u00e3o ao absurdo: n\u00e3o haveria socialismo nem comunismo se n\u00e3o existisse, antes, o liberalismo. Foi a consequ\u00eancia funesta das teorias liberais, o capitalismo selvagem e sem peias, que gerou os protestos das classes trabalhadoras, durante a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial (1750-1850), e inspiraram as obras dos socialistas dito ut\u00f3picos e, depois, os escritos revolucion\u00e1rios de Marx e Engels, considerados os pais ideol\u00f3gicos do comunismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O liberalismo \u00e9 a face econ\u00f4mica e pragm\u00e1tica da ideologia protestante que, a partir do movimento iluminista franc\u00eas do s\u00e9culo XVII, ousou contestar a influ\u00eancia da Igreja cat\u00f3lica e disseminou o capitalismo burgu\u00eas no continente europeu. O que foi o livre-exame da B\u00edblia por Lutero, Calvino e seus seguidores, transmitiu-se para ambientes sociais p\u00f3s-iluministas atrav\u00e9s de Montesquieu, Locke, Hobbes e Rousseau, na pol\u00edtica, e Adam Smith, David Ricardo e Stuart Mill, na economia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=1101 w=320 h=240 float=right]A burguesia, que vencia desde a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa (1789) a luta por influ\u00eancia pol\u00edtica, precisava de justificativas ideol\u00f3gicas para a plena atividade. At\u00e9 hoje encontra int\u00e9rpretes no mundo ocidental que s\u00f3 fizeram aperfei\u00e7oar os argumentos metaf\u00edsicos dos liberais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tais id\u00e9ias plasmaram solu\u00e7\u00f5es engenhosas como \u201ca m\u00e3o invis\u00edvel\u201d de Adam Smith, esp\u00e9cie de deus infal\u00edvel com sinal trocado e imanentista, que elegeria a raz\u00e3o e o ego\u00edsmo como os pressupostos b\u00e1sicos da natureza humana, sempre imut\u00e1vel e irredut\u00edvel de acordo com o que pensavam. Tal entidade consignaria o poder do livre jogo do \u201cmercado\u201d, entidade demi\u00fargica e milagrosa, que se movimentaria de acordo com os interesses dos ricos e poderosos, e definiria os fins da luta darwinista pelo controle do poder nas sociedades. Afinal, \u201chomem comendo homem\u201d \u2013 eis o princ\u00edpio da suprema felicidade liberal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles dizem que amam Deus e o dinheiro, n\u00e3o necessariamente nessa ordem, tentando provar que o resto s\u00e3o meros \u201cepifen\u00f4menos\u201d. O deus dos liberais \u00e9, todavia, meramente declarat\u00f3rio (para \u201cingl\u00eas ver\u201d), sem poder de disciplinar o mercado e os interesses daqueles que pretendem enriquecer a qualquer custo. Ali\u00e1s, seria prova das b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus o homem que atinge a prosperidade (segundo Calvino) e os des\u00edgnios divinos, na verdade, s\u00f3 fariam confirmar, na pr\u00e1tica, a \u201cpredestina\u00e7\u00e3o\u201d das teses liberais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mercado \u00e9, por\u00e9m, uma entidade muito fr\u00e1gil: n\u00e3o pode suportar a interfer\u00eancia estatal, que \u00e9 uma bofetada fiscal na liberdade burguesa, em seu desejo de prosperidade e lucro. O Estado teria de ser \u201cm\u00ednimo\u201d e n\u00e3o atrapalhar as atividades econ\u00f4micas, apenas cuidando da administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, da seguran\u00e7a dos cidad\u00e3os e das institui\u00e7\u00f5es que protegessem a propriedade privada. Fora disso, a sua influ\u00eancia sempre representaria um perigo nefasto para a dinamiza\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios e a universaliza\u00e7\u00e3o dos ego\u00edsmos individuais que gerariam, afinal, a competi\u00e7\u00e3o e a riqueza das na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contra esse estado de coisas, opuseram-se os defensores das ideologias socialistas e comunistas que, por seu turno, engendraram com o seu desenvolvimento a pior das contradi\u00e7\u00f5es: com o objetivo de retirar da mis\u00e9ria os \u201cmenos capazes\u201d (a maioria, as massas, a multid\u00e3o) propunham o cancelamento da liberdade geral por uma ditadura do proletariado, como se essa fac\u00e7\u00e3o, por ser majorit\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 minoria burguesa, detivesse o monop\u00f3lio da verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A evolu\u00e7\u00e3o do pensamento socialista foi lenta e levou duzentos anos, da mesma maneira que a ideologia do irm\u00e3o-g\u00eameo liberal. A princ\u00edpio, os socialistas s\u00f3 investiam contra o poder absolutista da Igreja, grande propriet\u00e1ria de terras, argumentando, como os chamados \u201cfisiocratas\u201d, dentre eles Fourier, que a terra \u00e9 de todos, inaugurando um princ\u00edpio que hoje inspira todas as reformas agr\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois, Proudhon protestou contra a natureza da propriedade privada, argumentando que ela seria \u201cum roubo\u201d em seu in\u00edcio, ou seja, determinada pela lei dos mais fortes, desautorizando assim o mandonismo burgu\u00eas, que dividia a sociedade de acordo com o poder financeiro e econ\u00f4mico dos bar\u00f5es da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale dizer, na origem do socialismo e do comunismo existia um clamor leg\u00edtimo em favor da justi\u00e7a e da corre\u00e7\u00e3o das distor\u00e7\u00f5es que sobrevinham nas sociedades burguesas, sustentadas pelos princ\u00edpios liberais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Karl Marx e Friedrich Engels levaram essa tend\u00eancia ao paroxismo, denunciando a aliena\u00e7\u00e3o do homem em rela\u00e7\u00e3o aos frutos de seu trabalho (tese do jovem Marx), a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem, que degenerava na escravid\u00e3o individual e no colonialismo das na\u00e7\u00f5es fora do teatro europeu, e a \u201cmais-valia\u201d, conceito que explicaria as pervers\u00f5es da acumula\u00e7\u00e3o capitalista e da reprodu\u00e7\u00e3o marginal de seus lucros, que conspirava sempre contra a sobreviv\u00eancia dos trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contrariando os fil\u00f3sofos de sua \u00e9poca, Marx afirmava, em pleno s\u00e9culo XIX, que o que interessava n\u00e3o era interpretar o mundo e sim, transform\u00e1-lo, sonhando com a tomada do poder pelos prolet\u00e1rios despossu\u00eddos atrav\u00e9s da viol\u00eancia. Tal viol\u00eancia, a express\u00e3o da natureza do homem social, seria uma esp\u00e9cie de altru\u00edsmo revolucion\u00e1rio necess\u00e1rio para destruir a falsa democracia burguesa, que s\u00f3 privilegiava as elites e concentrava nos latifundi\u00e1rios o dom\u00ednio majorit\u00e1rio das terras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As id\u00e9ias de Marx e Engels n\u00e3o prosperaram, por\u00e9m, nos pa\u00edses protestantes da Europa, que possu\u00edam ex\u00e9rcitos e institui\u00e7\u00f5es poderosas para sustentar o colonialismo e a pr\u00f3pria expans\u00e3o do capitalismo liberal, que se transformava celeremente em monopolista, ou seja, comandado por grandes empresas e projetado sobre m\u00faltiplas na\u00e7\u00f5es. Por ironia da hist\u00f3ria, tais id\u00e9ias revolucion\u00e1rias inspiraram pa\u00edses subdesenvolvidos ou arruinados por aristocracias decadentes, como a R\u00fassia do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, que, no fundo, teimavam em n\u00e3o acolher os ideais da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem conhece bem a complexa hist\u00f3ria do sindicalismo europeu sabe que correu muito sangue em torno da discuss\u00e3o do que os trabalhadores, que dormiam e pariam filhos junto \u00e0s m\u00e1quinas de produzir, poderiam receber em troca da explora\u00e7\u00e3o do capitalismo selvagem. Na verdade, se dependesse dos liberais, n\u00e3o s\u00f3 o Estado seria m\u00ednimo, uma esp\u00e9cie de mal necess\u00e1rio desde que lhes garantisse o poder, mas os direitos trabalhistas deveriam ser magros e desimportantes, vez que, caso estimulados, atrapalhariam a soberania dos neg\u00f3cios, os investimentos e a sagrada vontade de empreender da burguesia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma esp\u00e9cie de socialismo \u201creal\u201d, ditatorial e truculento, instalou-se na R\u00fassia, em 1917, atrav\u00e9s de L\u00eanin e de seu partido bolchevique. O revolucion\u00e1rio russo, a princ\u00edpio, foi financiado por capitalistas alem\u00e3es, que preferiam exportar o agitador para fora do solo europeu ocidental. Mais tarde, foram tamb\u00e9m capitalistas europeus os financiadores dos regimes socialistas de direita, comandados por Hitler e Mussolini, e assim procederam por temer a influ\u00eancia do comunismo internacionalista que havia se instalado na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No espa\u00e7o de 30 anos, os comunistas sovi\u00e9ticos varreram a aristocracia russa, assassinaram a fam\u00edlia real e implantaram um regime de for\u00e7a t\u00e3o brutal que gerou a ditadura de Yosef St\u00e1lin, l\u00edder sovi\u00e9tico que coletivizou a agricultura e eliminou mais de 30 milh\u00f5es de advers\u00e1rios, transformando-se num dos ditadores mais monstruosos da hist\u00f3ria. Entretanto, segundo o historiador ingl\u00eas Robert Conquest, o ditador, chamado carinhosamente de \u201cKoba\u201d por seus seguidores, tomou para si um pa\u00eds puxado por arados e o deixou com pilhas at\u00f4micas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, mesmo os crimes de St\u00e1lin, denunciados em 1953, n\u00e3o detiveram o fanatismo dos comunistas e a ideologia de expans\u00e3o de sua doutrina atrav\u00e9s do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro historiador ingl\u00eas, o socialista Eric Hobsbawn, por seu turno, cunhou at\u00e9 um famoso \u201cparadoxo\u201d: ele demonstrou que foi o ex\u00e9rcito sovi\u00e9tico, na frente oriental, que destruiu o poder de Hitler e salvou a democracia liberal europ\u00e9ia, em 1945, enquanto, quarenta anos mais tarde, a mesma democracia liberal europ\u00e9ia destruiria enfim o ex\u00e9rcito vermelho (1992)!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Guerra Fria (1945-1989) foi o per\u00edodo mais intenso de conflito entre o capitalismo liberal, europeu e norte-americano, e o mundo socialista, comandado pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, decidindo o novo mapa de for\u00e7as na Europa atrav\u00e9s do Tratado de Potsdam (1944). O medo do comunismo tornou-se o fantasma gen\u00e9rico que produziu, no Ocidente, o chamado Estado de Bem-Estar e o Plano Marshall (1948), duas provid\u00eancias que cuidavam de reconstruir a Europa no p\u00f3s-guerra e concediam direitos importantes \u00e0s classes trabalhadoras para que n\u00e3o fossem tentadas pelo sonho do comunismo, que, mesmo sendo violento e sanguin\u00e1rio, como sugeria a sua doutrina, espalhava-se pelo mundo como rastilho de p\u00f3lvora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sindicatos floresceram, os trabalhadores puderam ver suas lutas recompensadas por direitos trabalhistas e sociais e as empresas foram obrigadas a reduzir as jornadas de trabalho, melhorando o padr\u00e3o de vida de classes antes v\u00edtimas da espolia\u00e7\u00e3o desenfreada do capital nos s\u00e9culos precedentes. Tais conquistas foram paulatinamente exportadas tamb\u00e9m para pa\u00edses subdesenvolvidos, que se libertavam dos grilh\u00f5es do colonialismo europeu, constituindo sociedades independentes que ansiavam pela conquista de menor coeficiente de desigualdade entre seus habitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto os Estados Unidos, que se transformaram em superpot\u00eancia ap\u00f3s a 2\u00aa Guerra Mundial, se debatiam internamente contra o comunismo e, no exterior, tentavam deter a expans\u00e3o sovi\u00e9tica, o capitalismo dos monop\u00f3lios e oligop\u00f3lios se agigantava, transformando empresas nacionais norte-americanas em grandes firmas multinacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos 70, a partir dos esfor\u00e7os idealistas de N\u00e9lson Rockfeller e mais 200 capitalistas, foi constitu\u00eddo o movimento \u201cTrilateral\u201d (Estados Unidos, Europa e Jap\u00e3o), cujo objetivo era deter o poder da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, transformada em superpot\u00eancia nuclear, e o poder dos sindicatos, dentro e fora dos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, com a queda do muro de Berlim (1989) e a dissolu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (em 1992), o capitalismo liberal sentiu a sensa\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria e p\u00f4de fazer predominar a sua vis\u00e3o de mundo. O comunismo passou a ser express\u00e3o meramente regional e local, praticamente circunscrito a tr\u00eas pa\u00edses: China, Cor\u00e9ia do Norte e Cuba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o que fizeram os liberais vitoriosos? Com Reagan, Thatcher e Kohl (1982) passaram a cobrar as d\u00edvidas externas dos pa\u00edses perif\u00e9ricos e a reconstituir o poder das empresas j\u00e1 ent\u00e3o globais, que se transformaram em polvos gigantescos. Cuidaram, ainda, de liquidar os pressupostos do Estado de Bem Estar instalado na Europa, porque concess\u00f5es aos trabalhadores n\u00e3o eram mais necess\u00e1rias, em raz\u00e3o de n\u00e3o haver mais um inimigo externo a combater.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veio a Internet, a automa\u00e7\u00e3o das empresas e da sociedade, passando as democracias ditas liberais a combater novo inimigo externo, desta vez corporificado no terrorismo isl\u00e2mico. Sob o temor dos recentes advers\u00e1rios, os governos ocidentais, incorporando Estados extremamente equipados para a guerra, passaram a cancelar pouco a pouco os direitos individuais antes defendidos pelos ide\u00f3logos liberais. Paradoxalmente, s\u00e3o essas sociedades que, em defesa da sobreviv\u00eancia e da administra\u00e7\u00e3o de seus estados, est\u00e3o projetando pelo caminho sociedades que est\u00e3o esquecendo, em nome da seguran\u00e7a, os preceitos de liberdade e competi\u00e7\u00e3o que procuravam proteger para pessoas e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E de tal modo que, neste in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, estamos assistindo, conforme antecipou o grande soci\u00f3logo russo, radicado nos Estados Unidos, Pitirim Sorokin, j\u00e1 falecido, a converg\u00eancia contradit\u00f3ria das id\u00e9ias liberais e comunistas dentro de uma s\u00f3 sociedade afluente, que \u00e9, ao mesmo tempo, exemplo e motivo de disc\u00f3rdia, os Estados Unidos da Am\u00e9rica. Do desdobramento do conflito interno dessa grande sociedade advir\u00e1, talvez, a solu\u00e7\u00e3o para o porvir do mundo. E o destino natural de todos os filhos do liberalismo, designados aqui!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O socialismo e o comunismo, vistos como est\u00e1gios necess\u00e1rios de uma pretensa \u201cevolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica\u201d a partir da ditadura do proletariado, s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es reativas ao liberalismo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27,33],"tags":[],"class_list":["post-3785","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-waldo-luis-viana"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.ddns.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3785","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.ddns.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.ddns.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.ddns.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.ddns.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3785"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonini.ddns.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3785\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17728,"href":"https:\/\/antonini.ddns.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3785\/revisions\/17728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.ddns.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3785"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.ddns.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3785"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.ddns.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}