{"id":67565,"date":"2023-12-06T11:15:42","date_gmt":"2023-12-06T11:15:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blogmed.antonini.com.br\/?p=67565"},"modified":"2023-12-06T11:15:42","modified_gmt":"2023-12-06T11:15:42","slug":"quem-foi-o-brasileiro-que-einstein-indicou-para-o-nobel-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.ddns.net\/?p=67565","title":{"rendered":"Quem foi o brasileiro que Einstein indicou para o Nobel da Paz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Conhecido como um dos maiores exploradores dos tr\u00f3picos, esse brasileiro viajou mais de 40 mil km (do jeito que desse), defendeu ind\u00edgenas amaz\u00f4nicos e foi pioneiro em registros de campo. E Einstein sabia muito bem o que isso significava.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma \u00e9poca em que o miolo do Brasil ainda eram terras sem comunica\u00e7\u00e3o com o restante do pa\u00eds, C\u00e2ndido Mariano da Silva Rondon esteve em dezenas de expedi\u00e7\u00f5es, &#8220;a p\u00e9, em canoas e no dorso de mulas&#8221;, na \u00e1rdua tarefa de instalar tel\u00e9grafos em \u00e1reas remotas.<\/p>\n<div id=\"attachment_67574\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-67574\" class=\"wp-image-67574\" src=\"https:\/\/blogmed.antonini.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/176126120-rondonnarev24-25a-1-1.webp\" alt=\"C\u00e2ndido Rondon\" width=\"560\" height=\"350\"\/><p id=\"caption-attachment-67574\" class=\"wp-caption-text\">C\u00e2ndido Rondon<\/p><\/div>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Fundador do SPI (Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o aos \u00cdndios), mais tarde substitu\u00eddo pela FUNAI, Rondon seria lembrado tamb\u00e9m como um dos mais importantes defensores dos direitos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Esse pacificador era conhecido pelos contatos n\u00e3o-violentos e respeitosos com ind\u00edgenas brasileiros que nunca haviam visto um homem branco, trazendo-os para a civiliza\u00e7\u00e3o sem tir\u00e1-los de suas pr\u00f3prias terras (nem que para isso tivesse que se ausentar no dia do nascimento de todos os seus sete filhos).<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Morrer, se preciso for. Matar, nunca&#8221;, era seu lema, mesmo ap\u00f3s ser atingido por uma flecha nhambiquara envenenada, naquele mesmo 1913.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-67575\" src=\"https:\/\/blogmed.antonini.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/1928443117-marechalrondon-1.webp\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"350\"\/><\/p>\n<p>Assim como definiu um membro da Cruz Vermelha, ap\u00f3s a morte do militar, em 1958, a abordagem n\u00e3o-violenta de Rondon era in\u00e9dita desde Mahatma Gandhi.<\/p>\n<p>Suas atitudes se resumiam em aproxima\u00e7\u00f5es desacompanhadas nas aldeias, pedidos de permiss\u00e3o para constru\u00e7\u00e3o de postos telegr\u00e1ficos em terras ind\u00edgenas, participa\u00e7\u00e3o em rituais e, mais tarde, at\u00e9 inclus\u00e3o de \u00edndios Parecis no trabalho de conserva\u00e7\u00e3o dos tel\u00e9grafos de Utiariti, no Mato Grosso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo nos encontros com \u00edndios hostis \u00e0 presen\u00e7a branca, como os Nambikw\u00e1ra, o &#8220;soldado caboclo&#8221; punha em pr\u00e1tica sua habilidade de se comunicar com grupos ind\u00edgenas e inclui-los, de acordo com a cultura deles, em novos contextos da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que, em 1925, Albert Einstein chegou a indicar Rondon para o Nobel da Paz, ap\u00f3s a visita do cientista alem\u00e3o ao Brasil. O brasileiro ficaria apenas na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-67576\" src=\"https:\/\/blogmed.antonini.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/856489016-roosevelt-e-rondon.webp\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"350\"\/><\/p>\n<p><strong>A Expedi\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica Rondon-Roosevelt<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das viagens mais famosas de Rondon aconteceu entre dezembro de 1913 e abril de 1914, durante a expedi\u00e7\u00e3o que mapearia o Rio da D\u00favida, curso d&#8217;\u00e1gua de extens\u00e3o desconhecida, entre Rond\u00f4nia e o Amazonas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O &#8220;Domador dos Sert\u00f5es&#8221; seria acompanhado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt que, acostumado aos &#8220;trabalhos de gabinete&#8221; colecionou\u2026 perrengues, durante (penosos) cinco meses, dos quais 48 dias sem ver um ser humano sequer naquelas florestas intrat\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma flotilha de sete canoas e 22 homens, a comitiva testou n\u00e3o s\u00f3 seus limites f\u00edsicos como tamb\u00e9m mentais, em uma viagem com ataques de animais selvagens, encontro com ind\u00edgenas, corredeiras mortais, doen\u00e7as e uma floresta amaz\u00f4nica inteira que sempre cobra ingresso.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-67577\" src=\"https:\/\/blogmed.antonini.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/1314207473-1roosevelt-no-barco.webp\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"350\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das sete embarca\u00e7\u00f5es do in\u00edcio da viagem, cinco foram perdidas em r\u00e1pidos e cachoeiras, obrigando a comitiva a construir outras novas. Em certos trechos, a comitiva precisava caminhar por dias por dentro da mata, arrastando canoas sobre &#8220;paus roli\u00e7os&#8221;, impossibilitadas de seguir pelo rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Longas (e lentas) travessias, tripula\u00e7\u00e3o doente e refei\u00e7\u00e3o limitada &#8211; que chegou a ser sopa de tartaruga e carne de macaco &#8211; eram alguns dos perrengues que faziam aqueles homens desafiarem a morte, constantemente, naquela aventura de &#8220;sabor esquisito&#8221;, &#8220;em terra estranha&#8221;, como descreve o pref\u00e1cio de Apol\u00f4nio Sales da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o do livro de Roosevelt em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Leia <a href=\"https:\/\/www.terra.com.br\/amp\/vida-e-estilo\/turismo\/quem-foi-o-brasileiro-que-einstein-indicou-para-o-nobel-da-paz,bc0ed0f7e4726410f561874783e49176pl2v4i6t.html#amp_tf=De%20%251%24s&amp;aoh=17018601412329&amp;csi=0&amp;referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecido como um dos maiores exploradores dos tr\u00f3picos, esse brasileiro viajou mais de 40 mil km (do jeito que desse), defendeu ind\u00edgenas amaz\u00f4nicos e foi pioneiro em registros de campo. 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