{"id":69905,"date":"2024-06-29T22:50:25","date_gmt":"2024-06-29T22:50:25","guid":{"rendered":"https:\/\/blogmed.antonini.psc.br\/?p=69905"},"modified":"2024-06-29T22:50:33","modified_gmt":"2024-06-29T22:50:33","slug":"sera-que-estes-bodes-resolveram-acordar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.ddns.net\/?p=69905","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que estes bodes resolveram acordar?"},"content":{"rendered":"\n<p>Repassando. <br \/>*O Sil\u00eancio da Ma\u00e7onaria*<br \/><br \/>_Luciano J\u00fanior_<br \/><br \/>Era uma tarde t\u00edpica, com o c\u00e9u tingido de um azul sereno, quando uma not\u00edcia impactante varreu o pa\u00eds: o STF havia decidido liberar o uso de drogas il\u00edcitas, deste jeito que a not\u00edcia corre e na pratica \u00e9 quase isso. A decis\u00e3o, cercada de pol\u00eamicas e debates acalorados, deixava um vazio inquietante. O que mais me perturbava, contudo, n\u00e3o era apenas a resolu\u00e7\u00e3o em si, mas *o sil\u00eancio ensurdecedor da Ma\u00e7onaria diante de tal acontecimento.* Lembrei-me de quando fui iniciado na Ordem DeMolay, nos idos de 1988. Participei de uma campanha promovida pela loja Ma\u00e7\u00f4nica patrocinadora, onde distribu\u00edmos 18 mil panfletos conscientizando acerca dos malef\u00edcios das drogas na cidade. *O vener\u00e1vel, tio Pinheiro, foi amea\u00e7ado de morte por traficantes locais, mas n\u00e3o desistiu,* como conterr\u00e2neo da hero\u00edna baiana Maria Quit\u00e9ria ele foi at\u00e9 o final, e vencemos. *Acho que faltam tios Pinheiros como Gr\u00e3o Mestres nas pot\u00eancias&#8230; com coragem,&nbsp; de, ao menos, dizer algo contra esta decis\u00e3o transloucada do STF,* nem precisaria arriscar a vida.<br \/>A Ma\u00e7onaria, conhecida por seus princ\u00edpios de moralidade e virtude, *sempre fora uma luz guia em tempos de escurid\u00e3o*. E, no entanto, ali estava ela, calada e inerte, enquanto um *novo tipo de liberdade, revestido de permissividade, amea\u00e7ava corromper os pilares da sociedade.*<br \/>Refleti sobre o papel do verdadeiro ma\u00e7om em um cen\u00e1rio onde os *v\u00edcios eram n\u00e3o apenas tolerados, mas liberados e quase incentivados*. O verdadeiro ma\u00e7om, aprendi desde cedo, deve ser um guardi\u00e3o de sua pr\u00f3pria moralidade, um exemplo de integridade e for\u00e7a. Mas como manter essa postura diante de uma sociedade que parecia capitular aos seus desejos mais baixos?<br \/>*O sil\u00eancio da Ma\u00e7onaria n\u00e3o podia ser um consentimento t\u00e1cito*. Era uma *omiss\u00e3o perigosa*. Porque, quando uma institui\u00e7\u00e3o que preza pela virtude e pela retid\u00e3o n\u00e3o se posiciona contra o avan\u00e7o dos v\u00edcios, ela falha em sua miss\u00e3o primordial de guiar e proteger.<br \/>Os v\u00edcios, especialmente os relacionados \u00e0s drogas il\u00edcitas, n\u00e3o s\u00e3o apenas fraquezas individuais. *S\u00e3o flagelos sociais que destroem fam\u00edlias, corrompem mentes jovens e enfraquecem o tecido moral de uma na\u00e7\u00e3o*. O uso de drogas n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de liberdade individual, mas de *escravid\u00e3o coletiva.*<br \/>Pensei nos antigos ensinamentos ma\u00e7\u00f4nicos, que nos exortam a ser vigilantes, a resistir \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es e a combater os v\u00edcios com todas as nossas for\u00e7as. Esses ensinamentos, que deveriam ecoar mais alto do que nunca, estavam agora soterrados sob o peso de uma sociedade que confundia liberdade com permissividade.<br \/>A verdadeira liberdade, como bem sabemos, n\u00e3o est\u00e1 na indulg\u00eancia dos desejos, mas na capacidade de dizer &#8220;n\u00e3o&#8221; a eles. Ser livre \u00e9 ser mestre de si mesmo, n\u00e3o escravo das pr\u00f3prias paix\u00f5es. *E \u00e9 essa li\u00e7\u00e3o que a Ma\u00e7onaria deveria estar proclamando, n\u00e3o apenas dentro de suas lojas, mas para todo o mundo ouvir.*<br \/>O sil\u00eancio da Ma\u00e7onaria, portanto, n\u00e3o era apenas um sil\u00eancio. Era *uma abdica\u00e7\u00e3o de responsabilidade.* Porque em tempos de crise moral, o sil\u00eancio \u00e9 uma forma de coniv\u00eancia. E cada ma\u00e7om, ao n\u00e3o se levantar contra essa decis\u00e3o, estava, de certa forma, permitindo que os v\u00edcios se instalassem.<br \/>Compreendi, ent\u00e3o, que a *Ma\u00e7onaria precisa despertar de seu sil\u00eancio*. Cada verdadeiro ma\u00e7om deve *ser um farol de virtude*, lutando contra a mar\u00e9 de permissividade que amea\u00e7a afogar os valores fundamentais da sociedade. Devemos erguer nossas vozes, n\u00e3o em oposi\u00e7\u00e3o cega, mas em defesa da verdadeira liberdade, que se encontra na disciplina e na resist\u00eancia aos v\u00edcios.<br \/>E assim, enquanto o pa\u00eds debat\u00eda a decis\u00e3o do STF, eu decidi que n\u00e3o poderia ficar calado. *A Ma\u00e7onaria n\u00e3o pode ser um observador passivo*. Devemos ser os arquitetos da moralidade, os guardi\u00f5es da virtude e os exemplos vivos de que a verdadeira liberdade \u00e9 a conquista de uma vida livre de v\u00edcios.<br \/>Que cada ma\u00e7om, portanto, tome essa reflex\u00e3o como um chamado \u00e0 a\u00e7\u00e3o. Porque, em tempos de permissividade, ser virtuoso \u00e9 um ato de coragem. E a Ma\u00e7onaria, mais do que nunca, precisa ser a voz da raz\u00e3o e da retid\u00e3o em um mundo cada vez mais perdido em seus pr\u00f3prios desejos.<br \/>E que assim seja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Repassando. *O Sil\u00eancio da Ma\u00e7onaria* _Luciano J\u00fanior_ Era uma tarde t\u00edpica, com o c\u00e9u tingido de um azul sereno, quando uma not\u00edcia impactante varreu o pa\u00eds: o STF havia decidido liberar o uso de drogas il\u00edcitas, deste jeito que a not\u00edcia corre e na pratica \u00e9 quase isso. 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