{"id":9584,"date":"2015-09-11T15:11:34","date_gmt":"2015-09-11T15:11:34","guid":{"rendered":"http:\/\/192.168.1.3\/arquivo\/?p=9584"},"modified":"2021-04-02T04:56:24","modified_gmt":"2021-04-02T04:56:24","slug":"minha-saga-na-microinformatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.ddns.net\/?p=9584","title":{"rendered":"Minha saga na microinform\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Vinte anos se passaram&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mar\u00e7o de 1995 fiz um curso de introdu\u00e7\u00e3o ao microcomputador, ministrado por um professor titular de uma universidade federal, com dura\u00e7\u00e3o de quatro horas, sendo duas horas te\u00f3ricas e duas pr\u00e1ticas. O professor entendia muito de microinform\u00e1tica, mas apenas de Macintoch. N\u00e3o entendia nada de PC, a n\u00e3o ser como formatar um disquete. A parte te\u00f3rica ele ministrou utilizando um Mac Performa 630 e a parte pr\u00e1tica em quatro PCs ligados e rede, e devido ao tempo ex\u00edguo e aos quase quarenta inscritos, a \u00fanica coisa que foi poss\u00edvel demonstrar era como formatar um disquete de 3,5&#8243; na linha de comando do M$-DOS 6.2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de o curso ter sido bem atabalhoado, o professor foi muito convincente e sa\u00edmos do laborat\u00f3ria achando que sab\u00edamos tudo de microinform\u00e1tica e tr\u00eas meses depois eu vi um an\u00fancio no jornal e no dia 18 de julho de 1995, h\u00e1 exatos vinte anos, \u00a0comprei o meu primeiro microcomputador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como pr\u00eamio pela aquisi\u00e7\u00e3o, voltando para casa com minha preciosa (e car\u00edssima) mercadoria, levei uma multa de tr\u00e2nsito por furar sinal fechado em uma via que n\u00e3o tinha sem\u00e1foro naquele lugar. Pelo jeito o agente de tr\u00e2nsito que me multou estava t\u00e3o feliz e com a cabe\u00e7a t\u00e3o nas nuvens quanto eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era uma daquelas m\u00e1quinas chamadas de &#8220;cinza&#8221; porque n\u00e3o era de marca, mas sim montada com componentes escolhidos de acordo com minhas necessidades, todos eles de marcas renomadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As especifica\u00e7\u00f5es da m\u00e1quina eram:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li dir=\"ltr\">Processador: AMD-PC 80486 DX-II 66MHz 16 bits de apenas um n\u00facleo (mono-core)<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Mem\u00f3ria RAM: 4MB (era megabytes mesmo)<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Disco r\u00edgido: Quantum Maverick de 540MB (megabytes mesmo, mas era um espa\u00e7o enorme na \u00e9poca, pois o sistema e os aplicativos ocupavam apenas 22MB)<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Placa de v\u00eddeo: Trident VLB de 128KB de VRAM (permitia uma resolu\u00e7\u00e3o de 256 cores apenas, algo mais que suficiente na \u00e9poca)<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Armazenamento externo: 1 drive de disco 5,25&#8243;, que armazenava at\u00e9 1,2MB, e 1 drive de disco 3,5&#8243;, que armazenava at\u00e9 1,44MB<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Monitor: CRT 14&#8243; (lembram-se das televis\u00f5es com tubo de imagem?), enorme para a \u00e9poca, marca Continental (tenho ele at\u00e9 hoje).<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Teclado: padr\u00e3o US Internacional. N\u00e3o tinha &#8220;\u00c7&#8221; e para digit\u00e1-lo, tinha primeiro que pressionar a tecla (teclar) do acento agudo e depois a do &#8220;C&#8221;, para obter este caractere que n\u00e3o \u00e9 de uso exclusivo da lingua portuguesa. At\u00e9 no alfabeto vietnamita usa-se o &#8220;\u00c7&#8221;.<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Dispositivo apontador gr\u00e1fico (o famigerado mouse): de esfera, com dois bot\u00f5es.<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Placa de som: n\u00e3o tinha. O micro era surdo e mudo.<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Sistema operacional: M$-DOS 6.22 com ambiente gr\u00e1fico M$-Windows 3.11 pr\u00e9-instalados. O DOS da Micro$oft era um sistema operado em modo texto igual o kernel (n\u00facleo) do Linux.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que se costuma chamar de Linux na verdade \u00e9 uma distribui\u00e7\u00e3o que tem o n\u00facleo empacotado com diversos programas e um servidor de modo gr\u00e1fico. Na verdade, Linux \u00e9 apenas o n\u00facleo do sistema que cuida da rela\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina com os programas, executando as opera\u00e7\u00f5es destes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje aquele microcomputador &#8220;top&#8221; de linha (e de pre\u00e7o) para a \u00e9poca \u00e9 uma piada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas para se ter uma ideia, este netbook que estou utilizando para editar este post tem uma configura\u00e7\u00e3o bem simples ou elementar:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li dir=\"ltr\">Processador: ARM de 32bits com dois n\u00facleos, cada um deles com 1,2GHz cada, ou seja, o processador desta maquininha de 10,1&#8243; que estou utilizando tem uma frequ\u00eancia 36,4 vezes maior que o processador da minha primeira m\u00e1quina (2,4GHz \u00e9 o mesmo que 2400MHz e divididos por 66MHz d\u00e1 aproximadamente 36,4). Lembrem-se: a unidade do processador \u00e9 MHz ou GHz, uma unidade de frequ\u00eancia e n\u00e3o de pot\u00eancia, esta sendo o inverso da frequ\u00eancia. O que se fale e escreve coisas e conceitos errados na \u00e1rea de inform\u00e1tica \u00e9 uma temeridade.<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Mem\u00f3ria RAM: 2GB (500 vezes mais mem\u00f3ria)<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Disco r\u00edgido: 16GB de armazenamento interno (quase 30 vezes mais) em um chip menor que um cart\u00e3o de cr\u00e9dito, enquanto o disco r\u00edgido Quantum Maverick \u00a0de 540MB que acompanhava o meu primeiro micro tinha 3,5&#8243; de largura (quase 9 cent\u00edmetros) e pesava quase meio quilo.<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Placa de v\u00eddeo: n\u00e3o tem placa de v\u00eddeo dedicada. O v\u00eddeo com resolu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo full HD, maior que as 16,7 milh\u00f5es de cores que os olhos humanos conseguem enxergar \u00e9 gerenciado em um SoC (sistema em um chip) ou processador gr\u00e1fico, menor que uma moeda de 1 centavo de real, enquanto a placa VLB (Vesa Local Bus) que veio no meu primeiro micro media quase 25 cent\u00edmetros de comprimento e quase 4 cent\u00edmetros de largura.<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Monitor: uma tela de toque capacitiva integrada ao teclado por meio de uma &#8220;dobradi\u00e7a&#8221; e que dispensa o uso de um dispositivo apontador (mouse).<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Teclado: embutido e padr\u00e3o ABNT 2, com tecla de &#8220;\u00c7&#8221; e teclas de acentua\u00e7\u00e3o no padr\u00e3o brasileiro.<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Dispositivo apontador: apesar da tela capacitiva, que funciona na base da &#8220;dedada&#8221;, ou seja, \u00e9 uma tela de toque, este equipamento ainda tem um sensor onde se arrastando um dedo, simula o movimento ou caminhar da flecha do &#8220;mouse&#8221; e um toque mais forte com a ponta de um dedo simula o clique do bot\u00e3o esquerdo do mouse. Este dispositivo se chama &#8220;touchpad&#8221;.<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Placa de som: integrado no processador com som est\u00e9reo qualidade razo\u00e1vel e microfone integrado de alta sensibilidade, permitindo o uso de aplicativos de ditado que convertem voz em texto, como o Dictus ou o Google Voice.<\/li>\n<li dir=\"ltr\">Sistema operacional: Linux Android KitKat, vers\u00e3o 4.4.4. Os usu\u00e1rios de dispositivos com Android podem espernear \u00e0 vontade, mas o n\u00facleo da distribui\u00e7\u00e3o Google Android \u00e9 o Linux.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center;\">[singlepic id=431 w=408 h= float=center]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 25 de agosto de 1995 a Micro$oft lan\u00e7ou o &#8220;revolucion\u00e1rio&#8221; M$-Windows 95 e apesar de eu estar satisfeito com meu M$-DOS 6.22, eu tive um problema causado por uma &#8220;burrada&#8221; que fiz ao escutar um conselho de um colega pilantra e mau intencionado que me orientou a dar o comando &#8220;undelete&#8221; no &#8220;prompt&#8221; (linha de comando) do sistema para evitar apagar arquivos tempor\u00e1rios que podiam ser vitais ao sistema. Na verdade isso era uma mentira do colega e o que aconteceu foi um desastre. Em menos de tr\u00eas meses o disco r\u00edgido de 540MB da m\u00e1quina, que era enorme no dia em que comprei, ficou sem espa\u00e7o e travou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No desespero, outro colega tamb\u00e9m pilantra deu outra dica criminosa que culminou na formata\u00e7\u00e3o do disco. N\u00e3o me lembro exatamente qual o comando, mas era algo parecido com um &#8220;rm -rf \/&#8221; que no Linux apaga tudo sem te perguntar nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perdi meu sistema operacional e fui obrigado a comprar uma licen\u00e7a do &#8220;revolucion\u00e1rio&#8221; M$-rWindows (isso mesmo, o &#8220;r&#8221; na frente do Windows \u00e9 para demonstrar a tremenda porcaria que ele era). A licen\u00e7a custou R$265,00, muito caro para a \u00e9poca e na caixa vieram 14 disquetes que levaram quase oito horas para serem instalados. Como tinha pago a licen\u00e7a e aprendido a instalar o sistema sozinho, comecei a &#8220;fu\u00e7ar&#8221; sem medo no r-Windows 95 e descobri que ele tinha suporte a multim\u00eddia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em maio de 1996 comprei um kit multim\u00eddia Creative Sound Blaster 16 (16 bits). Paguei uma fortuna nele. Na embalagem vinha uma unidade de CD-ROM apenas leitura, n\u00e3o gravava. Uma placa de som para slot ISA, menor que o VLB, duas caixas ac\u00fasticas est\u00e9reo para ligar na placa de som e diversos CDs com bibliotecas, jogos, m\u00fasicas e outras quinquilharias para valorizar o produto e com isso fui obrigado a aumentar a mem\u00f3ria RAM para 8MB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em julho de 1996 comprei um scanner de m\u00e3o da Logitech e como este equipamento usava muita mem\u00f3ria RAM e precisava de muito poder de processamento, o DX-II 66MHz n\u00e3o aguentava processar as imagens capturadas pelo scanner e travava constantemente. A sa\u00edda foi fazer uma atualiza\u00e7\u00e3o (upgrade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em dezembro de 1996 troquei praticamente tudo dentro do gabinete original em que veio o 486, restando apenas a fonte original. Troquei a placa m\u00e3e; coloquei dois discos r\u00edgidos de 1,2GB Quantum Fireboll; um processador Intel Pentium 100MHz, de 32bits e 64MB de mem\u00f3ria RAM. A minha m\u00e1quina era uma das que tinha mais mem\u00f3ria RAM em toda a cidade e no Estado. Apenas os servidores da falecida CONEX Servi\u00e7os de Internet Ltda, uma provedora de acesso e de hospedagem, tinham a mesma quantidade de mem\u00f3ria que meu &#8220;micr\u00e3o&#8221;. O que ouvi de piadinhas e chacota na \u00e9poca&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1997 conheci um tal de M$-Windows NT 4.0 Workstation, lan\u00e7ado no ano anterior e que era bem mais est\u00e1vel que o M$-rWindows 95. Comprei uma licen\u00e7a por R$369,00 e parti para a instala\u00e7\u00e3o. Na caixa vieram um disquete de inicializa\u00e7\u00e3o e um CD com o sistema. A instala\u00e7\u00e3o em m\u00e1quinas com interface IDE foi f\u00e1cil, mas de cara tive problema com a placa de som, que n\u00e3o era reconhecida pelo Windows NT 4. Formatei a m\u00e1quina e reinstalei o r-Windows 95.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1997 a internet come\u00e7ou a se popularizar em minha cidade e fiz uma assinatura do Universo On Line. Fui um dos primeiros assinantes do UOL na regi\u00e3o. Para acessar a internet, tive que comprar um moden discado da marca US Robotics, atual 3COM, com velocidade de 33,3Kbps (quilo baulds por segundo. Baulds era o mesmo que bits). A minha assinatura no UOL me dava direito a 50 horas de internet por m\u00eas. Era bastante. O moden discado consumia pulsos de telefonia e a conta das 50 horas de internet mensais saia por &#8220;m\u00f3dicos&#8221; R$140,00 por m\u00eas, aproximadamente. Era muito caro e a velocidade era um terror. Uma imagem de 500KB levava cerca de 10 minutos para descarregar (download) na tela do micro. Download de filmes e m\u00fasicas? Nem pensar. N\u00e3o abaixava nem com o mais forte eb\u00f3 despachado na encruzilhada. A regra da ANATEL, j\u00e1 existente na \u00e9poca e in\u00fatil at\u00e9 hoje, de 10% de velocidade m\u00ednima de download proporcionava a &#8220;incr\u00edvel&#8221; (inacredit\u00e1vel, mesmo) velocidade de 3,4kbps.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 5 mar\u00e7o de 1998 obtive o registro de um dom\u00ednio comercial, o antonini.com.br, um dos poucos existentes na \u00e9poca, ap\u00f3s um processo que come\u00e7ou em janeiro daquele ano e levou quase dois meses. O registro custou R$250,00, at\u00e9 que n\u00e3o foi t\u00e3o caro, mas a FAPESP &#8211; Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo, o \u00f3rg\u00e3o gestor da Internet brasileira na \u00e9poca, exigiu tanto documento que eu quase desisti. Eu tinha uma empresa na \u00e9poca e exigiram desde c\u00f3pias autenticadas de documentos pessoais at\u00e9 declara\u00e7\u00e3o da Junta Comercial comprovando o registro da empresa, al\u00e9m de c\u00f3pia autenticada do DUC (documento \u00fanico de contribuinte) da empresa, emitido pela Secretaria da Receita Estadual. Contratei como provedor de hospedagem uma empresa chamada Interway que logo abandonei e contratei a Conex, da minha cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquele tempo tinha-se a impress\u00e3o que as empresas n\u00e3o acreditavam na internet e a consideravam com uma brincadeira de hackers ou de desocupados e poucas foram as empresas que requereram registro de dom\u00ednio comercial, at\u00e9 a explos\u00e3o da internet no come\u00e7o dos anos 2000, quando fui procurado por parentes que perguntaram se eu queria vender o dom\u00ednio para eles, que tinham na \u00e9poca uma ind\u00fastria de equipamentos rodovi\u00e1rios e tinham conseguido apenas o registro com o dom\u00ednio &#8220;.ind.br&#8221;. N\u00e3o vendi o dom\u00ednio, mas coloquei o logo da empresa deles com o &#8220;link&#8221; em meu &#8220;website&#8221; apontando para o dom\u00ednio deles e o mantive at\u00e9 eles venderem a empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho de 1998 resolvi trocar de micro. Encomendei \u00e0 empresa Tritton Inform\u00e1tica um micro com processador Intel Pentium 200MHz MMX, placa SCSI e dois discos r\u00edgidos SCSI de 3,2GB, que segundo diversos colegas de trabalho, eram muito mais seguros e dur\u00e1veis que os IDE; coloquei outro moden US Robotics V90 de 56,6kbps e aproveitei os demais componentes que eu j\u00e1 possu\u00eda. O grande desafio desta m\u00e1quina foi instalar o M$-Windows NT 4.0 Workstation. O pessoal da Tritton n\u00e3o sabia como fazia a instala\u00e7\u00e3o do Windows NT 4 em interface SCSI e eu acabei descobrindo sozinho, ap\u00f3s fu\u00e7ar nos tr\u00eas disquetes que vieram junto com a placa Adaptec AHA-9740. O segredo era: no meio do carregamento de drives, na inicializa\u00e7\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o do sistema pelo disquete &#8211; quatro disquetes, em um determinado momento, durante a leitura do disquete 3, aparecia uma mensagem de &#8220;tecle F6 para instalar drivers ou controladores de outros fabricantes ou enter para continuar a instala\u00e7\u00e3o&#8221;. Tinha que teclar F6, retirar o disquete de inicializa\u00e7\u00e3o, colocar o disquete com o driver AHA-9740 para WinNT e teclar enter para instalar o driver da placa SCSI. Ap\u00f3s terminada a instala\u00e7\u00e3o do driver, aparecia a mensagem para colocar o disco 4 de inicializa\u00e7\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o. Da\u00ed em diante a instala\u00e7\u00e3o prosseguia normalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final de 1999, n\u00e3o lembro exatamente o m\u00eas, descobri um tal de Conectiva Linux, de um pessoal de Curitiba e que estava fazendo um &#8220;baita&#8221; sucesso aqui pelo sul, th\u00ea! Em sua vers\u00e3o 5.0, a caixona imponente, decorada com fotografias em preto e branco de um renomado fot\u00f3grafo curitibano, vinha repleta de disquetes e CDs, al\u00e9m de dois manuais. Comprei-a por m\u00f3dicos R$190,00. M\u00f3dicos, sim, pois a licen\u00e7a do M$-Windows 2000 Pro que comprei na mesma \u00e9poca (o Windows 2000 foi lan\u00e7ado em setembro de 1999) tinha custado R$450,00 e s\u00f3 podia ser instalado em um micro, enquanto o certificado de autenticidade que companhava a caixa do Conectiva Linux dizia que eu poderia instalar o sistema em quantos micros eu quisesse sem ter que pagar nada a mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resolvi instalar em dual-boot (dois sistema em um mesmo micro), em discos diferentes, j\u00e1 que eu tinha dois discos SCSI na minha m\u00e1quina, na \u00e9poca. Ap\u00f3s cerca de uma hora trocando disquete, colocando e tirando CD, apareceu a mensagem, em ingl\u00eas, dizendo &#8220;sistema instalado com sucesso, retire todas as m\u00eddias de instala\u00e7\u00e3o e reinicie o computador&#8221;. Tirei o disquete da unidade e o \u00faltimo CD do leitor de CDROM e apertei o bot\u00e3o de reset para reiniciar&#8230;. Surpresa: iniciou direto o Windows 2000 que acusava ter um disco n\u00e3o formatado no computador. Nem sinal do Conectiva Linux 5.0. O que aconteceu? Levei anos para descobrir. O gerenciador de boot do Linux utilizado naquela \u00e9poca, o Lilo, tinha que ser instalado &#8220;no bra\u00e7o&#8221; a partir de um disquete, mas isso n\u00e3o estava escrito em lugar nenhum na documenta\u00e7\u00e3o. Formatei o disco secund\u00e1rio do micro e guardei a caixona do CL-5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fiquei com este micro at\u00e9 janeiro de 2001, quando adquiri um gravador de CDROM, marca Philips, modelo Golden com velocidade de grava\u00e7\u00e3o de 4 vezes &#8211; demorava 50 minutos para gravar um CD de 650MB &#8211; e custou R$2.100,00. Comprei pela internet de uma empresa chamada Fera.com e o perif\u00e9rico custava mais caro que o micro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comprei pela Internet, da empresa ATERA, de S\u00e3o Paulo, um gabinete midi-tower (meia torre), uma placa m\u00e3e SIS S-530, um processador AMD K6-II de 500MHz, um pente de mem\u00f3ria de 256MB e um disco r\u00edgido Quantum Fireboll IDE de 20GB de 80 vias e 7.200rpm (rota\u00e7\u00f5es por minutos), mais r\u00e1pido que os SCSI que eu tinha e que eram de 3,2GB. rodavam a 5.400rpm e tinham taxa de leitura\/escrita de 40kbps. A placa SIS tinha v\u00eddeo, som e moden integrados e tinha todos os drivers, em um CD que a acompanhava, para o Windows NT 4 e Windows 2000, este \u00faltimo eu j\u00e1 tinha instalado no lugar do WinNT 4. Todos os sites especializados e todos os jornalistas ditos especializados em inform\u00e1tica &#8220;malhavam&#8221; esta placa m\u00e3e, escrevendo horrores sobre ela, mas para mim ela foi muito boa e n\u00e3o tive nenhum problema durante o ano inteiro e mais quatro meses que a utilizei, quando troquei o micro por outro mais poderoso. Como n\u00e3o tinha o que fazer com a placa m\u00e3e SIS S-530, a placa SCSI Adaptec e os discos SCSI, doei os para a CMIV (Central de Misturas Intravenosas) do antigo Servi\u00e7o de Farm\u00e1cia Hospitalar do HC. Junto com o Farm. Dr. Jo\u00e3o Carlos Seratiuk, que comprou um processador K6-II 500MHz, montei outro micro para fazermos registro de prepara\u00e7\u00f5es de quimioter\u00e1picos e nutri\u00e7\u00f5es parenterais. A m\u00e1quina funcionou at\u00e9 meados de 2007, quando foi trocada por um Dell Optiflex.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em maio de 2002 troquei a placa-m\u00e3e SIS por uma Soyo K7VTA-PRO com processador AMD Athlon Thunderbird 1.33GHz, um verdadeiro trator, o mais poderoso da \u00e9poca. Mantive o mesmo chip de mem\u00f3ria RAM e gabinete, mas tive que trocar a fonte, colocar uma placa de v\u00eddeo e uma placa de rede para conectar em um modem de banda larga da 3COM, pois eu j\u00e1 tinha feito uma assinatura de estonteantes 256Kbps de banda larga ao custo de R$290,00 reais mensais. Uma fortuna para o tipo de servi\u00e7o, naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em em setembro de 2001 a Micro$oft lan\u00e7ou o sucessor dos Windows Millenium Edition (ME) e Windows 2000 Pro, chamado de Windows XP (XP de eXPerience). O Windows XP nada mais \u00e9 que uma fus\u00e3o do Windows ME com o Windows 2000 Pro. Todos os recursos inovadores de multim\u00eddia e interface gr\u00e1fica, al\u00e9m de recursos como restaura\u00e7\u00e3o do sistema que apareceram no Windows XP foram testados no Windows ME. Do Windows 2000 aproveitaram o kernelNT.dll, o n\u00facleo do sistema que tinha sistema NTFS com journaling que o tornava mais est\u00e1vel que o kernel32.dll do Windows ME, baseado em FAT32, sistema herdado do MS-DOS, sem journaling e que parecia muito com o EXT2 dos primeiros kernels do Linux. O sistema de arquivos com jounarling \u00e9 essencial quando o computador \u00e9 desligado acidentalmente ou um programa trava, pois os dados s\u00e3o gravados em um &#8220;journal&#8221; e recuperados ap\u00f3s o religamento do sistema ou fechamento e reabertura do programa. O FAT n\u00e3o tem esse recurso. Eu s\u00f3 comprei uma licen\u00e7a do Windows XP Pro em 2002, uma licen\u00e7a de atualiza\u00e7\u00e3o das diversas vers\u00f5es de Windows que eu j\u00e1 tinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinte anos se passaram&#8230; Em mar\u00e7o de 1995 fiz um curso de introdu\u00e7\u00e3o ao microcomputador, ministrado por um professor titular de uma universidade federal, com dura\u00e7\u00e3o de quatro horas, sendo duas horas te\u00f3ricas e duas pr\u00e1ticas. O professor entendia muito de microinform\u00e1tica, mas apenas de Macintoch. 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