Os primórdios da Farmácia Atual

A vinda da Família Real portuguesa, juntamente com toda sua corte ao Brasil, covardemente refugiada após sua expulsão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte, todavia, iria modificar este estado de coisas e eis que a 2 de abril de 1808 o Príncipe Regente D. João VI (filho de Da. Maria I-a Louca) nomeia JOAQUIM DA ROCHA MAZARÉM para o cargo de lente das cadeiras de anatomia e cirurgia do Hospital Militar (o lente daquelas épocas é o mesmo que o professor titular de hoje). Continue lendo

As origens da Farmácia no Brasil

O descobrimento do Brasil se deu, oficialmente em 22 de abril de 1500, já dentro da idade moderna. Digo oficialmente porque Cabral viajou para cá apenas para tomar posse das terras em nome da Coroa de Portugal, representando Sua Majestade El’Rey, mas sabidamente não foi ele que as descobriu, visto que é conhecido por todos os historiadores o fato de que antes dele, estiveram aqui naus e marinheiros espanhóis como Sebastião Orellana (1493) e Vicente Yanes Pinzon (1494), que descobriu a foz do Rio Amazonas, chamado por ele de Mar Dulce, ou Mar Doce, pois como não conseguiu ver suas margens, pensou ser um mar de águas doces. Continue lendo

The Food and Drug Administration

A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos é um órgão criado, constituído e dirigido essencialmente por Farmacêuticos e tem como missão principal, testar, aprovar, homologar resultados, licenciar e fiscalizar a pesquisa, fabricação e dispensação de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. Continue lendo

Paul Ehrlich

A descoberta dos microorganismos patogênicos levou à invenção das vacinas por Pasteur, Robert Koch, e muitos outros, mas as vacinas apenas preveniam doenças, não as curavam. Isso trouxe um problema novo à farmacologia: conhecia-se o causador da moléstia, mas como exterminá-lo sem danificar também o organismo onde se localizava? As substâncias capazes de eliminar os micróbios, quando aplicadas a um doente, geralmente matavam a ambos. Continue lendo

Robert Koch

Enquanto Pasteur era responsável por uma onda de entusiasmo nas Universidades européias, entre os anos 1860 e 1870, o recém formado Heinrich Hermann Robert Koch (Clausthal, 11 de dezembro de 1843 — Baden-Baden, 27 de maio de 1910) estava fora desse mundo científico. Andava à cavalo à noite pelas estradas da Prússia (atualmente parte integrante da República Federal da Alemanha), para atender às mulheres de fazendeiros que davam à luz. Era um mero médico de província, que, para se casar com Emmy Freatz, pusera de lado a ambição de ter uma vida de aventuras, longe dali. Continue lendo

Louis Pasteur

Louis Pasteur, um dos grandes revolucionários das ciências biológicas, nasceu em 1822 numa cidadezinha do leste da França chamada Dôle. Seu pai era um curtidor que gostava muito de seu ofício de tal forma que desde cedo planejou a carreira do filho no mesmo ramo de peles de couros. Assim, quando Louis atingiu a idade escolar, o velho Pasteur mudou-se com a família para a cidade de Arbois e ali alugou um curtume. Tão logo o filho terminasse os estudos primários, seria iniciado nos mistérios da arte de curtir. Continue lendo

A Farmácia nos primeiros tempos da idade atual

Durante muitos anos as farmácias conservaram seus estilos e no século XVIII, tanto as farmácias públicas, quanto as hospitalares, são descritas da seguinte maneira: os corpos das estantes suportadas pôr colunas no estilo barroco, apresentando gavetas na parte inferior, destinadas a receber as plantas medicinais, enquanto as prateleiras se encontrando cheias de potes, jarros, frascos, todos ricamente trabalhados e, no geral, pintado à mão ou decorados com inscrições latinas ou com flores de grande beleza. A mesa de recepção não era um simples balcão, mas uma banca ornada de artísticas obras de talha, em cima da qual as balanças, os pesos, os frascos, pintados com gosto, ocupavam o lugar de honra. Nesse século, onde as preparações de fórmulas já eram mais rápidas, bancos com decoração em relevo e cadeiras, encontrava-se dispostos ao longo das paredes com a finalidade de permitir aos clientes aguardarem comodamente o aviamento de suas receitas, sem perturbar os preparadores. Grandes espelhos eram colocados nos ângulos e nas paredes da oficina, variando o seu estilo segundo o estilo dos móveis da farmácia. Continue lendo

A Revolução Francesa

Após os governos de Luís XIV e Luís XV a França estava empobrecida. A faustosa corte real e a guerra dos 7 Anos foram um encargo demasiado grande para o país. Com o tesouro do estado quase falido, a perda do Canadá e da Índia para os ingleses foi um rude golpe para a economia francesa. Continue lendo

A Real Sociedade dos Apotecários de Londres

A primeira Sociedade de Farmacêuticos que se sabe, foi criada por decreto de Sua Majestade o Rei James I, em Londres em 1617, formada pelos Apotecários que foram desligados da Guilda dos Comerciantes, à qual integravam, mas que por força do julgamento pessoal e correto, ao que tudo indica, do Rei James I que os considerava profissionais especiais e que diferiam em muito dos comerciantes comuns e por isso necessitavam de uma associação particular e específica, servindo essa como um protótipo das associações de farmácia e até mesmo como um modelo para os Conselhos Regionais. Continue lendo

A Reforma e suas consequências

Durante a Idade Média se acreditou em tudo o que o clero dizia e esse era um dos personagens utilizados pela Igreja Católica, que o copiou da mitologia grega, para aterrorizar os fiéis e mantê-los sob seu julgo cego, no decurso de toda a Idade Medieval, na chamada “IDADE DA FÉ DEMAIS” e que acabou desembocando na Reforma, quando o povo começou a enxergar os desmandos e abusos do Clero Continue lendo

O Renascimento

Após longos séculos passados na preocupação de cultivar os ideais cristãos através da vida piedosa, da arte sacra bizantina e das miniaturas que ilustravam os pergaminhos medievais, começa a surgir na Europa um novo movimento cultural. Conhecido por Renascimento” teve seu berço na Itália e propagou-se por outros países da Europa. Representou tal revolução nas artes e nas ciências, que alguns autores o consideram como o verdadeiro marco entre a Idade Média e a Idade Moderna. Continue lendo

As grandes navegações

Os descobrimentos marítimos no início da Idade Moderna somente podem ser comparados com os de hoje, visando a conquista do espaço. E, na verdade, a descoberta da América ou do caminho marítimo para as Índias exigiu muito mais esforço e coragem dos homens daquela época do que, dos astronautas que viajam para a Lua. As dificuldades eram enormes e de toda a sorte. Era preciso vencer as idéias dominadas pelas superstições e fantasias. A ciência praticamente não existia, pois estava misturada com crendices e absurdos. Os poucos que discordassem das verdades oficiais corriam risco de vida, sendo punidos por heresia. Além disso, ainda eram raros os recursos materiais à disposição dos que desafiavam todas essas dificuldades, pelos mares desconhecidos “nunca d’antes navegados”. Continue lendo