Fechner

GUSTAV THEODOR FECHNER (1801-1887) foi um pensador de interesses intelectuais notavelmente diversos no decorrer de uma ativa carreira de mais de setenta anos. Foi fisiologista por sete anos, físico durante quinze, psicofísico por quatorze, esteticista experimental durante onze, filósofo por quarenta – e inválido por doze. Dentre esses empreendimentos, a obra de psicofísica foi a que lhe conferiu maior fama, embora ele não quisesse ser lembrado pela posteridade como tal. Continue lendo

Falret

JEAN P. FALRET (1794-1870), um estudante das teorias de Esquirol, e diretor do Hospital Salpêtrière, desenvolveu as técnicas de entrevista psicológica e levou a termo diversos estudos precursores sobre o suicídio. Introduziu o termo alienação mental para livrar os pacientes do estigma social e acompanhava os termos demência e insano. O novo termo levou os médicos que tratavam de doentes mentais a serem chamados, a partir de então, de alienistas.

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Esquirol

JEAN E. D. ESQUIROL (1772-1840), clínico substituto e reformador de hospitais, foi discípulo de Pinel e mestre de muitos psiquiatras importantes do século XIX. Seu livro Aspectos Médicos, Higiênicos e Médico-legais das Enfermidades Mentais, escrito em 1838, foi um texto padrão utilizado durante mais de meio século. Foi o criador do termo alucinação, usado para diferenciar as ilusões, e ainda foi um dos primeiros a recomendar tratamento em lugar de castigos para o psicótico criminoso. Continue lendo

Erikson

ERIK ERIKSON (1902- ) foi treinado em psicanálise ortodoxa pôr Anna Freud. Ele desenvolveu uma abordagem popular da personalidade que conserva muitas coisas do sistema freudiano, ao mesmo tempo em que o estende de várias maneiras. Erikson ampliou a questão dos estágios do desenvolvimento, afirmou que a personalidade continua a se desenvolver ao longo da vida e reconheceu o impacto de forças sociais, históricas e culturais sobre a personalidade.

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Egas Moniz

ANTONIO CAETANO DE ABRERO FREIRE EGAS MONIZ (1874-1955) foi o precursor da psicocirurgia (lobotomia, lobectomia) no tratamento das psicoses, por volta de 1935, na Espanha. Recebeu o prêmio Nobel em 1955 por seu trabalho nesse campo.

Atualmente a técnica de Egas Moniz, embora um pouco modificada, tem sido empregada com êxito no tratamento das epilepsias refratárias a anticonvulsivantes. Continue lendo

Ebbinghaus

HERMANN EBBINGHAUS (1850-1909) Poucos anos depois de Wundt ter afirmado não ser possível fazer experimentos com processos mentais superiores, um psicólogo então desconhecido, trabalhando sozinho e longe de qualquer centro de psicologia, começou a fazer bem-sucedidos experimentos com esses processos. Continue lendo

Dewey

Quando se considera o funcionalismo uma escola distinta de psicologia, em vez de uma orientação ou atitude, JOHN DEWEY (1859-1952) ver história da educação, quinta parte – costuma receber o crédito de incitador desse movimento. Cita-se um artigo publicado por ele em 1806 como um marco no estabelecimento formal do funcionalismo; Dewey exerceu uma grande influência nessa escola de pensamento, muito embora tenham sido poucos os seus anos de contribuição ativa à psicologia. Continue lendo

Darwin

CHARLES DARWIN (1809-1882) On the Origin of Species by Means of Natural Selection ( A Origem das Espécies por meio da Seleção Natural), de Charles Darwin , publicado em 1859, é um dos mais importantes livros da história da civilização ocidental. A teoria da evolução nele apresentada libertou os cientistas de tradições e superstições até então inibidoras, tendo-os lançado na era da maturidade e respeitabilidade das ciências da vida. A teoria da evolução também teria sido um tremendo impacto na psicologia americana contemporânea, que deve sua forma e substância tanto à influência da obra de Darwin como a qualquer outra idéia ou indivíduo. Além disso, a teoria evolutiva exerceu uma grande influência sobre a obra de Sigmund Freud. Continue lendo

Cullen

W. CULLEN (1710-1790) escreveu um texto completo sobre nosologia, o qual foi amplamente utilizado. Acreditava que os distúrbios mentais eram provenientes da fragmentação do sistema nervoso. Foi o primeiro a empregar o termo neurose para denotar enfermidades sem febre ou patologia localizada. Continue lendo

Chiarugi

VICENZO CHIARUGI (1759-1820) instituiu reformas humanitárias no Asilo Bonifácio, na Itália em 1788, cinco anos antes da histórica ordem de Pinel no Asilo de Bicêtre, porém foi menos efetivo que Pinel sobre os demais no sentido de humanizar o atendimento e expurgar os tratamentos desumanos e cruéis aos alienados do asilo. Continue lendo

Charcot

JEAN MARTIN CHARCOT (1825-1893), psiquiatra a serviço de Salpêtrière, realizou os estudos precursores sobre a histeria e o emprego da hipnose no tratamento psiquiátrico. Freud e Janet foram seus discípulos. O hilário Richard Gordon se refere às sessões como o “Show de Charcot” em seu livro. Continue lendo

Cerletti

UGO CERLETTI (1877-1963) desenvolveu o uso do eletrochoque, tecnicamente chamada de Eletro-Convulsio-Terapia (ECT) no tratamento de alguns tipos de doenças mentais, por volta de 1938, na Itália.

A sensibilidade relativa e a segurança do método levou a sua ampla difusão em substituição às terapias por métodos de choques químicos. Esse tipo de tratamento, embora desumano e cruel, muitas vezes é a única saída que se encontra para salvar a vida de pessoas, especialmente aquelas acometidas de distúrbios mentais de causas metabólicas como nas hiperbilirrubinemias decorrentes de hepatites ou de cirroses hepáticas onde os níveis de bilirrubina estão exorbitantes na circulação sangüínea, acabando por atacar e impregnar os núcleos da base cerebral causando um tipo de psicose exógena do tipo toxico-metabólica e neste caso a ECT é o melhor método de tratamento.

Vejam bem: não se está defendendo a eletroconvulsioterapia aqui, se está apenas atribuindo o mérito que lhe é devido.

Equipamento de ECT (eletroconvulsioterapia) idealizado e usado por Cerletti

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Cattell

JAMES MCKEEN CATTELL (1860-1944). O espírito funcionalista da psicologia americana também foi bem representado na vida e na obra de James McKeen Cattell, que influenciou o movimento em prol de uma abordagem prática e orientada para os testes no estudo dos processos mentais. A psicologia de Cattell voltou-se mais para as capacidades humanas do que para o conteúdo consciente e, nesse aspecto, ele se aproxima muito de um funcionalista. Tal como Hall e William James, ele nunca se associou formalmente com o movimento, mas tipificou o espírito funcionalista americano em sua ênfase nos processos mentais em termos de sua utilidade para o organismo, bem como em seu desenvolvimento de testes mentais, hoje uma área importante da psicologia aplicada. Continue lendo

Bleuler

EUGEN BLEULER (1857-1939), diretor de um Hospital para doentes mentais e da Clínica Psiquiátrica Universitária em Zurich (Burgholzli), foi o primeiro diretor de clínica psiquiátrica de influência que apoiou a teoria da psicanálise e seu emprego com finalidade de tratamento. Carl Gustav Jung e A.A. Brill estiveram entre seus alunos e assistentes. Continue lendo

Berkely

GEORGE BERKELEY (1685-1753) Berkeley nasceu e foi educado na Irlanda. Homem profundamente religioso, foi ordenado diácono da Igreja Anglicana aos vinte e quatro anos de idade. Pouco depois, publicou duas obras filosóficas que iriam ter influência sobre a psicologia: An Essay Towards a New Theory of Vision (Ensaio para uma Nova Teoria da Visão) (1709) e A Treatise Concerning the Principles of Human Knowledge ( Tratado acerca dos Princípios do Conhecimento Humano) (1710). Com esses dois livros, terminou a sua contribuição à psicologia. Continue lendo