Nova descoberta pode levar a cura de Alzheimer

alzheimer

A descoberta da primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios foi aclamada como um momento histórico e empolgante para o esforço científico.

Ainda é necessário maior investigação para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.

Em testes feitos com camundongos, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, mostrou que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais.

A equipe do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Toxicologia da universidade focou nos mecanismos naturais de defesa formados em células cerebrais.

Quando um vírus atinge uma célula do cérebro o resultado é um acúmulo de proteínas virais. As células reagem fechando toda a produção de proteínas, a fim de deter a disseminação do vírus.

No entanto, muitas doenças neurodegenerativas implicam na produção de proteínas defeituosas ou “deformadas”. Estas ativam as mesmas defesas, mas com consequências mais graves.

As proteínas deformadas permanecem por um longo tempo, resultando no desligamento total da produção de proteína pelas células do cérebro, levando a morte destas.

Este processo, que acontece repetidamente em neurônios por todo o cérebro, pode destruir o movimento ou a memória, ou até mesmo matar, dependendo da doença.

“Extraordinário”

Acredita-se que este processo aconteça em muitas formas de neurodegeneração, por isso, interferir este processo de modo seguro pode resultar no tratamento de muitas doenças.

Os pesquisadores usaram um composto que impediu os mecanismos de defesa de se manifestarem, e por sua vez interrompeu o processo de degeneração dos neurônios.

O estudo, divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, mostrou que camundongos com doença de príon desenvolveram problemas graves de memória e de movimento. Eles morreram em um período de 12 semanas.

No entanto, aqueles que receberam o composto não mostraram qualquer sinal de tecido cerebral sendo destruído.

A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, disse à BBC: “Eles estavam muito bem, foi extraordinário.”

“O que é realmente animador é que pela primeira vez um composto impediu completamente a degeneração dos neurônios.”

“Este não é o composto que você usaria em pessoas , mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo”, disse Mallucci.

Ela disse que o composto oferece um “novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção” e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.

O laboratório de Mallucci também está testando o composto em outras formas de neurodegeneração em camundongos, mas os resultados ainda não foram publicados.

Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso.

Qualquer medicamento humano precisará agir apenas sobre o cérebro. No entanto, o composto dá aos cientistas e empresas farmacêuticas um ponto de partida.

Estudo de referência

Comentando a pesquisa, Roger Morris da King’s College London, disse: “Esta descoberta, eu suspeito, será julgada pela história como um acontecimento importante na busca de medicamentos para controlar e prevenir o Alzheimer.”

Ele disse à BBC que uma cura para a doença de Alzheimer não era iminente, mas disse que está “muito animado, pois é o primeiro teste feito em um animal vivo que prova ser possível retardar a degeneração de neurônios.”

“O mundo não vai mudar amanhã, mas este é um estudo de referência.”

David Allsop, professor de neurociência da Universidade de Lancaster descreveu os resultados como “muito impressionante e encorajador”, mas advertiu que era necessário mais pesquisas para ver como as descobertas se aplicam a doenças como Alzheimer e Parkinson .

Eric Karran, diretor de pesquisa da organização sem fins lucrativos Alzheimer’s Research UK, disse: “Focar em um mecanismo relevante para uma série de doenças neurodegenerativas poderia render um único medicamento com benefícios de grande alcance, mas este composto ainda está em uma fase inicial.”

“É importante que estes resultados sejam repetidos e testados em outras doenças neurodegenerativas, incluindo o mal de Alzheimer.”

[Voltar]

NSA tentou invadir rede Tor, diz jornal

121040-torA Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) tentou invadir (sem sucesso) a rede Tor por anos. Os documentos com detalhes sobre a tentativa de infiltração foram divulgados pelo americano Edward Snowden. As informações são do jornal britânico The Guardian.

Os documentos vazados por Snowden detalham diversos métodos diferentes usados pela NSA na tentativa de descascar as diferentes camadas da rede. Mas nenhum dos processos teve sucesso. Isso significa que nem mesmo os hackers financiados pelo governo americano conseguiram descobrir uma maneira de invadir a rede.

A NSA assumiu que nunca será capaz de tirar a rede do anonimato, muito menos identificar todos os usuários. Mas podem descobrir a identidade de alguns, a partir de rastros deixados pela web.

Segundo o jornal, a NSA também pensou em interromper a rede Tor para tentar descobrir se existe algum método capaz de dificultar o acesso dos usuários. Mas, após explorar a estrutura da rede, a equipe percebeu que essa não era uma opção viável.

Neste processo de tentativa de invasão também estava o serviço de inteligência britânico, o GCHQ. Essa não é a primeira vez que o governo americano tenta invadir a rede. Em agosto, o FBI (Agência Federal de Investigação) também quis infiltrar Tor, embora por razões diferentes da NSA.

[Voltar]

O lado sombrio da web

Clique para ampliarSites que vendem drogas, remédios controlados e contrabando estão onde o Google não chega e desafiam a lei com criptografia e meios anônimos de pagamento. INFO entrou no submundo da internet para mostrar como funciona o tráfico na chamada Deep Web

Em cinco meses, a trajetória do portal Atlantis já pode ser comparada à dos grandes sites de e-commerce. Desde seu lançamento, em 14 de março, o Atlantis registrou 600 mil dólares em vendas, com quase 2 mil itens listados em 26 categorias. Sua atuação tem alcance global, e a equipe técnica trabalha para garantir a estabilidade da página, apesar do aumento crescente no número de acessos. Um sistema automático de recomendações também está nos planos. O objetivo é dar aos usuários a melhor experiência de compra, seguindo a estratégia de grandes companhias do varejo online, como Amazon e eBay. Mas há uma diferença importante entre o novo portal e os grandes sites de comércio eletrônico. O Atlantis vende drogas ilegais.

A variedade de substâncias encontradas no site faz com que os cartéis internacionais de drogas pareçam coisa de amador. Cocaína escama de peixe, haxixe marroquino, mescalina, pastilhas de ecstasy no formato de granadas, estampas multicoloridas de LSD e maconha, muita maconha. Afinal, esse é o produto mais popular, com exóticas variedades da erva: neblina da amnésia, sativa havaiana, diesel azedo. O portal oferece também remédios controlados, revistas eróticas, documentos falsos, contrabando, livros sobre o cultivo de cogumelos alucinógenos e até uma inocente coleção do autor Dan Brown, de O Código Da Vinci. Bem-vindo ao submundo da internet.

“As pessoas amam a conveniência de comprar pela internet”, afirma Loera, um dos fundadores do site Atlantis, em entrevista a INFO. “Elas não precisam se encontrar com estranhos ou traficantes de rua, potencialmente perigosos. Também há uma garantia de qualidade da mercadoria, com o nosso sistema de avaliação feita pelos usuários. Os produtos são extremamente puros no Atlantis, o que é raro nas ruas.” Essa pureza a que se o fundador do Atlantis tem preço: 5 gramas de viúva branca, uma variação de maconha holandesa, custam o equivalente a 240 reais.

Não há como saber se Loera é homem ou mulher nem em que país vive. O nome é falso, e remete ao sobrenome de Joaquín “El Chapo” Guzmán Loera, chefe de um cartel mexicano de drogas chamado Sinaloa. O contato de Loera com a reportagem deu-se por meio de uma série de e-mails trocados ao longo de junho.

No fim do mês, depois que o marqueteiro do Atlantis, cujo salário é pago com a moeda virtual bitcoin, lançou uma peça publicitária no YouTube que repercutiu na imprensa internacional, a conversa passou a se dar por meio de um sistema de mensagens criptografadas. O vídeo de animação postado pelo Atlantis no YouTube conta a história de um personagem chamado Charlie, que viaja muito a trabalho e acaba sem drogas. Ele descobre o site, compra a droga e fica “alto como uma pipa”. O vídeo foi logo retirado do ar pelo YouTube.

Mesmo com o barulho causado pelo lançamento do serviço, os administradores do Atlantis não se mostram intimidados com a polícia. “Queremos atrair atenção e mais clientes. As forças da lei saberão da gente, e provavelmente já sabem, independentemente da maneira como divulgamos nosso produto”, disse outro fundador do portal, que preferiu não se identificar, numa entrevista coletiva a usuários do site Reddit.

“Decidimos investir tudo o que ganhamos para transformar o Atlantis no mercado número 1”, afirma Loera. Para alcançar esse objetivo, o Atlantis precisa bater seu maior concorrente, o Silk Road, atual líder no comércio eletrônico ilegal de drogas. Inaugurado em 2011, o site tem mais de 560 vendedores de drogas, de equipamentos de espionagem e de produtos de contrabando. O nome faz referência à rota da seda, que ligou o comércio do extremo oriente, do norte da África à Europa, no início da era cristã. Estima-se que a página tenha movimentado 22 milhões de dólares somente em 2012.

“O Silk Road mostrou que é possível manter ativo esse tipo de negócio ilícito”, disse a INFO Nicolas Christin, especialista em crimes cibernéticos e professor da Universidade Carnegie Mellon, dos Estados Unidos. “Quando outras pessoas viram que, depois de dois anos, as autoridades não conseguiram tirar o Silk Road do ar, surgiu a possibilidade de competir.”

Nicolas Christin coletou dados do Silk Road ao longo de vários meses, de 2011 a 2012, para um estudo acadêmico. De acordo com o levantamento, de 30 mil a 150 mil pessoas navegavam pelo site mensalmente até o fim do ano passado. Para garantir o anonimato de seus usuários, os administradores dos portais que vendem drogas investem em duas tecnologias principais.

O que é deep web – Para entender como funciona a deep web, pense na internet pela qual você navega todos os dias: uma malha de documentos e arquivos ligados por hiperlinks, acessados por browsers como Chrome, Firefox, Internet Explorer e Safari.

Muitas páginas web, no entanto, foram desenhadas de modo a não liberar o acesso vindo de uma conexão normal nem se deixar indexar pelo Google ou por outros mecanismos semelhantes de busca. Esse conjunto de páginas e documentos foi batizado de deep web, ou rede profunda.

Existem várias organizações que utilizam a estrutura da deep web de forma lícita. Universidades, por exemplo, podem usar a rede não indexada para limitar o acesso a artigos acadêmicos. Há ainda redes secretas disponíveis apenas para as agências governamentais. Mas existe também o lado sombrio e ilegal da rede profunda, representado por fóruns para a discussão de terrorismo, pedofilia, sexo bizarro, além dos mercados de drogas, como Silk Road e Atlantis.

Uma peça fundamental nessa estrutura é o Tor, porta de entrada para muitas dessas páginas. O sistema faz conexão com os sites escondidos usando uma rede intrincada de servidores. Rastrear a origem do acesso é quase impossível, o que garante o anonimato dos usuários.

A organização WikiLeaks também depende dessa rede para que seus colaboradores continuem anônimos. Todo o ciberativismo contra regimes opressores utiliza a deep web. “Qualquer comunicação sensível precisa se manter anônima”, diz Natalia Viana, jornalista brasileira que atuou no WikiLeaks.

De forma simplificada, essa é a diferença do acesso normal e o acesso pelo Tor - clique para ampliarDe forma simplificada, essa é a diferença do acesso normal e o acesso pelo Tor – clique para ampliar

1. Deepweb – A estrutura da rede profunda, um conjunto de páginas escondidas de navegadores comuns, como o Chrome, e dos robôs de indexação do Google, é a única maneira de acessar sites como o Silk Road e o Atlantis. O browser usado é o Tor (The Onion Router). Com esse navegador, as conexões da internet passam por uma rede labiríntica de servidores, arquitetada especialmente para frustrar tentativas de monitoramento. O Tor também é usado por ciberativistas e por qualquer um que queira navegar pela web sem ter sua identidade rastreada.2. Moedas criptográficas – Usadas para fazer as transações nos sites, moedas como bitcoin e litecoin não têm uma entidade central, como um banco, para controlar origem e destino. Os portadores dessas moedas criptográficas podem fazer compras de forma anônima, viabilizando as transações ilegais.”O fundador do Silk Road foi visionário, por reunir essas tecnologias em um único lugar”, diz a australiana Eileen Ormsby, dona do blog All Things Vice, especializado em deep web. Eileen refere-se ao Dread Pirate Roberts, criador do Silk Road, que usa o nome de um personagem do romance A Princesa Prometida, de William Goldman. “Havia mercados ilegais antes, mas nenhum tão acessível”, diz Eileen.

Dread Pirate Roberts escreve avisos, dá sua opinião na comunidade e atualiza o código do site. Pouco se sabe sobre ele, nem se há mais de uma pessoa por trás do apelido. Em sua assinatura no fórum do Silk Road, há links para duas leituras recomendadas: O Novo Manifesto Libertário, no site Anarchism.net, e uma versão em PDF do livro Por uma Nova Liberdade, do teórico libertário Murray N. Rothbard. “Ele é uma figura muito carismática, e pensa que faz parte de uma revolução”, diz Eileen. A reportagem da INFO entrou em contato com Dread Pirate Roberts pelo sistema de mensagens privadas do fórum, mas, em resposta, teve a conta banida.

Na estrutura de vendas, Silk Road e Atlantis lembram o site de leilões eBay. Nenhum deles faz venda direta ou mantém um estoque próprio. Eles oferecem plataformas para a distribuição anônima. Qualquer um pode anunciar seus produtos no site, desde que pague uma taxa de até 500 dólares. No Atlantis, o vendedor paga 50 dólares de taxa. “Os vendedores são muito leais o Silk Road e suspeitam do Atlantis”, afirma Eileen. Feita a compra pelos sites, os traficantes usam os serviços de correios para enviar a droga. Nessa etapa, não há criptografia que disfarce as substâncias ilegais do olfato de cães farejadores e dos scanners dos postos de inspeção.

Por isso, há um grande esforço desses portais ilegais para desenvolver técnicas de camuflagem para as drogas. No fórum do Silk Road, por exemplo, existe uma área exclusiva para a discussão do tema. Ali, aprende-se que nem a selagem a vácuo consegue evitar o vazamento de vapor das drogas depois de alguns dias. Usuários mais experientes recomendam embalagens de alumínio e filme PET, capazes de isolar gases por um bom tempo. Cartões alsos de Natal e de aniversário que acondicionam a droga completam o disfarce. Outros membros falam em utilizar, como destinatários, o nome de antigos moradores do endereço de entrega, para evitar que o comprador seja associado ao pacote a ser entregue.

Um usuário anônimo, que se diz funcionário do sistema americano de Correios, revela detalhes das inspeções. “Elas não acontecem todos os dias, a menos que haja um grande carregamento a caminho”, diz ele. “Já vi cartas oferecidas aos cachorros. Nunca vi cães farejarem a esteira, mas eles são sempre levados a carrinhos de encomendas internacionais.”

A reportagem da INFO falou com um vendedor de ecstasy e LSD de sucesso no Silk Road e no Atlantis. Ele pede que sua identidade não seja revelada, por razões óbvias, mas conta que mora na Austrália e fatura em torno de 20 mil dólares americanos por mês usando o site. O australiano afirma que nunca vendeu drogas nas ruas e que acaba de abandonar o emprego para se dedicar totalmente ao tráfico pela internet.

“Percebi que faria mais dinheiro com isso”, diz. “Estou muito satisfeito agora. Meus clientes estão felizes, e isso me faz sentir bem pelo que faço. Muitos dos meus amigos que vendiam nas ruas foram presos. Negociar pela internet é muito mais seguro”, afirma o vendedor. É para os Estados Unidos que vai quase metade do total das drogas vendidas no Silk Road, com 43,8% das encomendas, seguidos por Reino Unido (10,1%), Holanda (6,5%), Canadá (5,8%) e Alemanha (4,5%).

Há indícios de que pacotes comprados nessas páginas ilegais cheguem ao Brasil desde 2011. Um brasileiro escreveu, no fórum do Silk Road, estar com medo de realizar sua primeira compra. Outro usuá­rio responde em seguida: “Não me preocuparia se fosse você. Comprei DMT (uma droga psicodélica) da Holanda. Levou quase dois meses para chegar. Meu envelope foi entregue selado e intacto. Não precisei assinar nada, porque foi enviado como um cartão de aniversário.” A reportagem escreveu para mais de uma dezena de usuários brasileiros no fórum do Silk Road, mas nenhum concordou em dar entrevista.

No Brasil, os Correios não revelam estatísticas de apreensão, mas a empresa detalha o esquema de checagem que implantou para detectar esse tipo de enco­ menda. “Usamos equipamentos de raios X e espec­trômetros de massa”, diz a equipe de comunicação dos Correios, referindo­se a máquinas por onde passam as cartas, capazes de captar e identificar partículas de drogas ilegais. O sistema custou 209 milhões de reais.

A Polícia Federal investiga crimes na deep web desde o início de 2013. A divisão de crimes cibernéticos é a responsável e apoia outras unidades, como a de combate ao tráfico de drogas. “Essa é uma ati­vidade recente”, diz o delegado Carlos Eduardo Miguel Sobral. “Sabemos que há crimes pratica­ dos na rede não indexada, mas não há um buscador, como o Google, que nos ajude a acessar essas infor­ mações. Precisamos desenvolver outras técnicas.”

Na avaliação de Luciana Boiteux, coordenado­ ra do Grupo de Pesquisas em Política de Drogas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a chance de chegar a esse tipo de crime no Brasil é remota. “A grande dificuldade é a investigação”, diz Luciana. “A maioria das prisões por tráfico no país acontece em flagrante. Sites como o Silk Road invertem essa lógica.” Apenas com a investigação do processo de compra e entrega é possível identificar os infratores.

Um brasileiro que for pego por comprar drogas na internet pode ser enquadrado no Artigo 28 da Lei de Tóxicos, que prevê advertência, prestação de serviços à comunidade e medidas educativas. No caso de venda, o infrator cai no Artigo 33, que prevê até 15 anos de prisão.

Se investigar consumidores e traficantes já é um problema, fechar esses sites é ainda mais complicado. O anonimato, tanto na comunicação como nos meios de pagamento, praticamente bloqueia o acesso das autoridades. Mas existem algumas brechas, segun­ do o estudo de Nicolas Christin, da Carnegie Mellon.

Uma ideia seria acabar com o anonimato oferecido pelo bitcoin, obrigando usuários a associar suas moedas a uma identidade existente. O proble­ ma é que alguns dos sites, como o Atlantis, já utilizam outras moedas criptográficas alternativas.

Outra saída seria atacar diretamente os servidores desses e­commerces, direcionando vo­ lumes anormais de tráfego, em uma espécie de ataque hacker. Nos últimos meses, o Silk Road foi alvo desses golpes, que desestabilizaram a página, tirando­a do ar diversas vezes. Mas Dread Pirate Roberts foi capaz de contornar o problema.

“Ninguém sabe quem estava por trás desses ata­ ques”, diz Eileen Ormsby, do blog All Things Vice. Forças do governo americano e o próprio Atlantis foram acusados pelos usuários do Silk Road, apesar de o concorrente negar. “Nunca usamos essas táticas contra a competição, e nunca usaremos”, disse Loera, do Atlantis. “Admiramos tudo o que o Silk Road conquistou e lutamos a mesma batalha que eles.”

Apesar dos esforços da polícia e de agências de investigação, a tendência aponta para o surgimento de novos mercados anônimos e online, e não para a extinção dos que existem. Além do Atlantis e do Silk Road, há pelo menos quatro outros em operação: Sheep Market, Black Market Reloaded, Russian Anonymous Marketplace e Buy It Now. “Provavelmente esse vai se tornar um negócio multimilionário”, afirma Loera, do Atlantis. “Pensamos no longo prazo.”

Para o professor Nicolas Christin, o Silk Road só perderá a corrida se parar de inovar. “É uma questão tecnológica. Podemos ver uma disputa semelhante à do Facebook contra o MySpace. Vence quem tem as melhores ferramentas para o usuário”, afirma Christin. No começo de julho, Dread Pirate Roberts anunciou mudanças no código para melhorar o sistema de pagamento do Silk Road, em resposta às inovações da concorrência.

Esses sites que vendem todo tipo de droga ilegal mostram que existe um lado sombrio nos avanços tecnológicos voltados para a navegação anônima, que pode chegar ao crime organizado. “Vendedores de rua também compram nesses mercados virtuais, o que enfraquece o controle que as organizações criminosas têm sobre eles”, diz o traficante australiano entrevistado por INFO.

Para o engenheiro libanês Nadim Kobeissi, criador do software de bate-papo anônimo Cryptocat, o crescimento dos portais ilegais é um sintoma da evolução tecnológica e de como a sociedade se adapta a essa evolução. “Qualquer um pode usar um carro de forma que viole a lei e até transformá-lo em bomba”, diz Kobeissi. “Assim como carros podem ser usados para o bem e para o mal, a tecnologia de privacidade também pode. Não devemos permitir que nossos medos atrasem o progresso.” Mesmo que esse progresso esteja na venda de drogas ilegais? Essa discussão está só começando.

Esta matéria está na revista INFO de agosto. Assine INFO e receba todos os meses em sua casa uma edição com o que há mais quente na tecnologia.

[Voltar]

História do Linux

O Linux é um fenômeno

Nenhum outro sistema operacional deu tanto o que falar nos últimos anos.

Até meados dos anos 90, quem comprava um computador pessoal tinha de escolher entre um PC rodando DOS e Windows ou um Macintosh.

A versão do Unix para PC e o OS/2 da IBM contavam com seus adeptos, mas nunca se tornaram realmente populares. E, qualquer que fosse a escolha, o usuário pagava por ela. O Linux mudou tudo isso e virou mercado de software pelo avesso.

Criado em 1991 por no Linus Torvalds, um estudante finlandês que tinha na programação de computadores seu passatempo predileto, ou Linux logo se espalhou pelo mundo. Desenvolvido cooperativamente por programadores de muitos países, esse sistema operacional popularizou o conceito de software livre. Pode ser obtido de graça na internet. Quem sabe programar pode modificá-lo para que atenda melhor as suas necessidades, algo impensável com os softwares comerciais.

Empresas de usuários individuais usando o Linux sem pagar nenhuma licença de uso. Companhias distribuidoras – como Red Hat, Caldera, SuSE e a brasileira conectiva – ganham dinheiro vendendo CDs com software, manuais, suporte técnico, cursos e serviços de consultoria. Um único CD com Linux pode ser usado para instalar o software em centenas de computadores. É completamente diferente do que acontece com os softwares comerciais, que exigem pagamento de uma licença para cada máquina em que vão ser instalados. É a revolução do software livre.

O mundo do pinguim tem seus heróis, como John “Maddod” Hall,. Fundador da Organização Linux Internacional. Maddod, um incansável divulgador do software livre, já esteve várias vezes realizando palestras no Brasil. ” Desenvolver software não envolve apenas tempo de estudo no desenvolvimento em si. É preciso ter tempo para identificar os bugs do seu sistema e consertá-los você mesmo. Isso o software fechado não permite . É o seu maior problema”, afirma ele.

A fama do Linux, comprovada, é de ser um sistema operacional eficiente, capaz de rodar com bom desempenho mesmo em micros um pouco de antiquados. Também tem escalabilidade, ou seja, suas várias versões rodam em máquinas que vão desde dispositivos de bolso até um grande mainframe. O fato de ser um sistema em que programadores podem alterar e melhorar o software permite corrigir rapidamente as falhas e mantém o sistema em contínua evolução.

No início, o termo Linux referia-se apenas ao kernel, a parte central do sistema operacional. Com o tempo, passou a identificar, além do kernel, uma coleção de utilitários e aplicativos que rodam sobre este núcleo . Essas coleções são chamados de distribuições. São as versões empacotadas do Linux. Além do sistema operacional propriamente dito, trazem coisas como ferramentas para administração do sistema, e desenvolvimento de aplicativos, interfaces gráficas para o usuário e servidores para internet. Há dezenas de distribuições do Linux, cada um uma com uma seleção de softwares feita por seu respectivo fabricante.

O trabalho desses fabricantes tornou o Linux mais fácil de instalar e de usar. É mais prático encontrar todos os programas básicos num mesmo CD que ficar baixando arquivos isolados na internet. Empresas como Conectiva, Red Hat e SuSE criaram, por exemplo, utilitários de instalação que já preveem a possibilidade de instalar o Linux junto com outro sistema operacional, como o Windows, no mesmo PC. Isso permite experimentar o Linux sem eliminar totalmente o sistema antigo do micro.

As distribuidoras trocam informações entre si para evitar problemas de incompatibilidade, como um aplicativo de uma distribuição não funcionar em outra , por exemplo. Esses problemas ainda acontecem, mas tem se tornado menos frequentes. O kernel tem sempre um mantenedor, o responsável por aprovar cada aperfeiçoamento. Isso garante que, pelo menos no núcleo do sistema, não vão aparecer versões conflitantes. O primeiro mantenedor foi Linus Torvalds, o segundo, o inglês Alan Cox. No fim do ano passado, os dois escolheram o brasileiro Marcelo Tosatti, 18 anos, para cuidar da versão estável do Linux, ou seja aquela que já está em uso (versão 2.4.X). Entre suas missões estão selecionar as correções que podem ser implementadas no sistema e tornar o Linux compatível com novos computadores e periféricos. Torvalds e Cox continuam responsáveis por supervisionar as versões do kernel que ainda estão em desenvolvimento.

O software que veio do frio

Era uma vez um jovem estudante de computação da Universidade de Helsinque, na Finlândia. Para sua própria diversão, em seu quarto com cortinas que protegiam do sol (mesmo morando num país notavelmente frio), achou que seria uma tarefa interessante melhorar o Minix, uma variação do sistema operacional Unix concebido para fins didáticos. Colocou a idéia em prática com a ajuda de internautas de todo o mundo e acabou criando um novo sistema operacional, o Linux. Sua criação mudou o mundo da tecnologia e popularizou o conceito de software livre. Bem, a história do Linux não é um conto de fadas, mas prova que um patinho feio como Linus Torvalds pode, sim, ter sucesso.

Linus Torvalds nasceu em 28 de dezembro de 1969 e, como ele mesmo se descreve em sua autobiografia – Só por Prazer – Linux, os Bastidores da sua Criação, escrita em parceria com o jornalista David Diamond -, era uma criança feia, de cabelos castanhos (no Brasil, seria considerado loiro), com olhos azuis, sem o menor gosto para escolher roupas e com o tradicional nariz dos Torvalds. Segundo ele, há mais nariz do que homens em três gerações da família.

Por ser gênio da matemática, na escola e tirar boas notas, cresceu e aceitou o fato de ser um nerd, muito antes de isso ser considerado um ponto positivo na personalidade de alguém. O sobrenome Torvalds veio de uma corruptela do sobrenome do avô paterno. Torvald (“domínio de Thor”), que adicionou um “s” para tornar o nome mais sonoro e confundir suecos e finlandeses, que não tem dificuldade par pronunciar a palavra do jeito que ela é atualmente. Por causa do sobrenome estranho, Linus sempre aparece na internet como Linux, não como Torvalds – ele afirma que são 21 Torvalds em todo o mundo, e todos são parentes.

Foi por meio do seu avô materno, Leo Waldemar Tornqvist, professor de estatística da Universidade de Helsinque, que Torvalds teve o primeiro contato com computadores. Quer dizer, primeiro foi a calculadora que piscava ao calcular senos e cossenos. Depois veio um Commodore VIC-20, em 1981. “O interesse pela informática começou devagar, e foi crescendo em mim”. Afirma Torvalds. Ele via o avô usando o computador, primeiro como um grande brinquedo, depois como uma calculadora melhorada. Então veio a linguagem Basic, a porta de entrada que levou Torvalds ao mundo da programação. Um dos primeiros programas escritos por ele cumpria a incrível tarefa de mostrar a palavra “Hello” na tela, infinitamente. Tinha duas linhas de código:

10 print “Hello”

20 goto 10

Depois a frase mudou para “Sara is the Best” (Sara é a melhor) para homenagear a irmã mais nova, com quem brigava bastante.

Com a morte do avô, o Commodore passou a ser de Linus. Chegou um momento em que sua mãe, jornalista, assim como o pai, dizia aos amigos que tinha um filho com baixo custo de manutenção em casa. Para deixá-lo feliz bastava guardá-lo em um quarto escuro com um computador e ocasionalmente alimentá-lo com macarrão velho. Linus afirma que os computadores de sua época, por serem menos sofisticados, permitiam às crianças como ele fuçar nos sistemas, o que não ocorre hoje. E os joguinhos eram uma forma de demonstrar isso. Eram feitos sempre em seu quarto com cortinas pretas, uma cama e, ao lado dela, o computador. Contatos com garotas? Só aquelas do colégio que queriam aprender com o gênio da matemática. “Sim, eu era um geek. Sentava na frente do micro e ficava feliz”.

Assim que esgotou os recursos do Commodore VIC-20, Linus Torvalds decidiu que era hora de comprar um novo computador. Ele faz aniiversário próximo do Natal. Na adolescência ganhava dinheiro dos parentes. Juntou mais alguns trocados que optou por comprar um Sinclair QL (isso por volta de 1986/87), que rodava o sistema operacional Q-DOS, tinha processador 6808 de 8 MHz, 128 Kbytes de memória e vinha com Basic avançado – mas nessa época Linus já dominava programação em Assembly. Nada modesto, ele diz que os programas que escrevia, nesta época, já eram perfeitos: “Comprei um controlador de disquetes, mas o Driver para ele era tão ruim que acabei escrevendo meu próprio. Nesse processo, encontrei bugs no sistema operacional, ou pelo menos uma discrepância entre o que a documentação dizia e o que o sistema fazia”, relata em só por prazer. Foi assim que Torvalds mergulhou de cabeça no mundo dos sistemas operacionais, uma aventura que acabaria por levá-lo a desenvolver seu próprio sistema, o Linux .

Minix ou Linux?

Quando entrou na universidade em 1990, o computador de Linus era um velho Sinclair QL. Mas, nesta época, os PCs 386 já eram micros atraentes. Fazendo tudo o que Sinclair fazia e eram produzidos em massa, logo, tinham um preço menor. Começou se desfazer do Sinclair aos poucos, ele pensava que seria divertido comprar uma nova CPU, apesar de não ter dinheiro. Nessa mesma época ele conheceu o livro que mudaria sua vida para sempre e, um tempo depois, o faria ter uma discussão (via Internet, claro) com o autor. O livro era “Sistemas Operacionais: projeto e implantação”, de Andrew Tanenbaum, professor em Amsterdã. A obra descrevia o Minix, projeto criado pelo autor para ser um clone do Unix. Após devorar as 719 páginas, Linus decidiu que queria um computador para rodar Unix. Apesar de a universidade ter máquinas rodando Unix e a partir daquele semestre ter um professor tão novato quanto os alunos no assunto, a versão escolhida para brincar em casa seria o Minix, mesmo.

Chega 1991 e Linus quer comprar um computador que 3500 dólares. O dinheiro recebido no aniversário/Natal não dava para isso, mas era possível financiar o micro, de topo de linha. Ele descreve o computador, que chegou em 5 de janeiro: “Não apenas é um micro sem nome, mas também sem descrição. Era um bloco cinza básico. Não comprei esse computador porque era bonitinho”. O micro funcionava a 33 MHz, tinha 4 MB de memória RAM e rodava MS-DOS. Na livraria local havia um livro sobre Minix, mas o programa teria de ser encomendado. Um mês de espera soou como seis anos.

O Minix chegou numa sexta-feira, e Linus passou o final de semana inteiro descobrindo do que gostava e, principalmente, do que não gostavam do sistema operacional. O emulador de terminal era um ponto que o irritava, pois precisava se conectar ao computador da universidade e a versão criada por Tanembaum não era das melhores. E era inverno na gelada Helsinque.

O projeto do emulador cresceu. Já dava para se conectar com o computador da universidade, ler e-mails e participar do grupo de discussão sobre Minix, mas não para fazer a upload ou download e para isso, precisava gravar os dados em disco. Logo, teria de criar um sistema de gerenciamento de arquivos. Isso deu trabalho, mas ele já via que o projeto se tornaria um sistema operacional. Linux afirma que não se lembra se era dia ou noite quando teve essa idéia, afinal as cortinas cobriam a luz solar. Em 3 de julho, ele envia uma mensagem para um grupo de discussão na Internet pedindo informações sobre regras Posix – padrões que definem o funcionamento do Unix, e a resposta estava na sua própria universidade, em manuais da Sun Microsystems. Começava a nascer o Linux.

GNU não é Unix

No princípio, era o Unix. O sistema operacional que a de 1969 foi a base de muita coisa que conhecemos hoje, incluindo o Linux. O Unix nasceu nos Laboratórios Bell, da AT&T, nos EUA. Em 1974, tornou-se um o primeiro sistema próxima ao escrita em linguagem C. É antes dele, o software básico do computador era sempre escritor em Assembly, linguagem específica para cada plataforma de hardware. O uso da linguagem C permitiu criar o primeiro sistema operacional potável, ou seja, capaz de rodar em diferentes computadores. O Unix foi, também, o primeiro sistema operacional totalmente modular. Isso permitiu acrescentar novas funções a ele por meio de módulos adicionais. Com essas características, o Unix pode evoluir junto com o hardware. É significativo o fato de continuar fazendo sucesso 33 anos depois de criado.

O Unix espalhou-se por várias empresas e universidades, e ganhou muitas variantes. No início dos anos 70, Richards Stallman trabalhava como programador no laboratório de inteligência artificial do instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT). Ele já fazia parte de uma comunidade de troca de software. seu trabalho? Melhorar o sistema operacional do digital PDP-10 um supercomputador dos anos 70, que parou de ser fabricado no início dos anos 80. Com o fim do PDP-10, e da comunidade criada em torno dele, havia duas opções para Stallman. A primeira a entrar no mundo do software comercial, com suas licenças de uso restritivas, e “Descobrir que, no final da carreira, teria passado a vida fazendo do mundo um lugar pior”, na visão do próprio Stallman. Ele cogitou até abandonar a profissão. A segunda possibilidade vislumbrada por ele era criar sua própria comunidade e, por conseqüência, um novo sistema operacional.

Enquanto estava no MIT, os computadores modernos da época, como o VAX e o 68020, tinham seus próprios sistemas operacionais, mas nenhum software era livre. O usuário tinha de assinar um termo de compromisso para obter uma cópia, sem poder compartilhar os programas livremente. Para mudar algo, teria de pedir ao desenvolvedor. Stallman não concordava com as regras do mercado e decidiu fazer um sistema compatível com o Unix, pois isso tornaria fácil, para os usuários de Unix usá-lo e modificá-lo. Em 1984, Stallman criou a Free Software Foundation (FSF). Seu objetivo era desenvolver o sistema operacional GNU, sigla que vem de “GUN não é Unix”, nome irônico escolhido por uma tradição hacker. A FSF nunca concluiu totalmente seu projeto. Mas Linus Torvalds usou muitos dos utilitários, ferramentas de desenvolvimento e e aplicativos do GNU em seu Linux. Sem GNU, não existiria o Linux como o conhecemos hoje.

O pinguim vira símbolo

Por que um pinguim? A ideia surgiu com uma mordida de um deles no dedo de Linus, num zoológico da Austrália. Depois disso, a ave, apelidada de Tux, virou símbolo do sistema operacional.

Linus descreve que pensava que o sistema operacional seria um substituto do Minix, com melhorias naquilo que ele achava ruim ou insuficiente. Quando viu, havia criado um shell, o termo UNIX para interface entre o usuário sistema operacional. E a primeira coisa que o kernel, o núcleo do sistema criado por Linus, fazia era acionar o shell, que era um clone do Bourne Shell, um dos shells originais do Unix. Em meados de agosto, o shell estava pronto e com ele era fácil criar e compilar outros programas. O verão na Finlândia e estavam no auge e Linus continuava trancado no quarto, chamando sistema secretamente de Linux, embora tivesse o nome Freax reservado.

Com a ajuda dos grupos de discussão na web, Linix pedia aos colegas que dissesse o que gostariam de ver no Minix, já que estava criando um sistema operacional como hobby para PCs. Em 17 de setembro de 1991, o shell funcionava o Linux passava a ser distribuído gratuitamente em um servidor da Internet. A versão era a 0.01, o que indicava que o software não estava tão pronto assim. Eram cerca de 10.000 linhas de código. Hoje, são mais de 10 milhões.

Em outubro, vem a versão 0.02, depois a 0.03. No mês de novembro o software já estava na versão 0.10. Os internautas apareciam com dúvidas para instalar e melhorar o sistema, que começava a fazer barulho na comunidade underground de tecnologia. “De repente, as pessoas começavam a substituir o Minix pelo Linux”, relata Torvalds. O número de usuários cresceu de 5, 10, 20 pessoas identificáveis a centenas de anônimos que, a pedido do Linus, mandavam cartões-postais para sua casa. Os cartões chegavam do mundo inteiro. Daí para o reconhecimento e adoção mundial do Linux por empresas como IBM, e a criação de companhias como Red Hat, VA Linux e tantas outras foi um pulo.

Linus foi o primeiro desenvolvedor do Linux e ainda coordena os trabalhos. Depois dele, Alan Cox foi escolhido como guardião do pinguim e, no ano passado o brasileiro Marcelo Tosatti, de 18 anos, foi indicado para coordenar as atualizações do kernel estável, ou seja, daquele que já está em uso. Torvalds e Cox continuam cuidando do desenvolvimento de novas versões. Se não fosse pelo esforço do estudante Linus Torvalds, talvez o mundo dos sistemas operacionafosse um pouco mais insegura em menos divertido. Hoje Linus trabalha na Transmeta, uma fabricante de chips. Mora n.o vale do silício, nos estados unidos, e, como sua mãe previa, a mãe natureza fez seu serviço: Linus casou-se com Tove, uma aluna que o convidou para sair por e-mail. Ele tem três filhas e uma BMW Z3. Se houvesse um conto de fadas geek, poderíamos dizer que é o primeiro do gênero, com um final até o momento feliz. Ou que está na versão 2.4. X, como o kernel do Linux.

Qual é o nome mesmo?

Para completar o sistema operacional Linux, Linus Torvalds e sua equipe usaram componentes desenvolvidos pela Free Software Foundation, como parte do projeto GNU. e isso causa uma confusão de nomenclatura: se Linux e o núcleo, mas utilitários do GNU susstentam o software, porque não chamá-lo de GNU/Linux? Pelo menos essa é a visão de Richard Stallman, criador da FSF. “No início dos anos 90, já tínhamos ocupado todo o sistema, exceto o núcleo (e nós ainda estamos trabalhando num kernel, o GNU/Hurd).

Desenvolver esse núcleo tem sido bem mais difícil do que esperávamos, e nós ainda estamos trabalhando em sua finalização. Felizmente, você não precisa esperar por ele, por que o Linux e está funcionando agora. Quando Linus Torvalds escreveu o Linux, ele completou a última grande lacuna”, explica Stallman. “Pessoas pudera, então, colocar o Linux junto com GNU para compor um sistema livre completo, um sistema GNU baseado em Linux, ou GNU/Linux, para simplificar”, diz.

Essa visão causa polêmica, claro. Grande parte da comunidade linuxista, apesar de não questionar a grande contribuição do GNU para o Linux, acha essa nomenclatura uma bobagem. joe Kaplenk, especialista no assunto e autor de livros sobre sistemas operacionais, lembrou que, para fazer realmente justiça, o Linux deveria se chamar GNU/BSD/AT&T/Unix/Multics/Minix/Linux. Afinal, antes do GNU, já existia software livre. E o Linux incorpora, em suas distribuições, muita coisa do GNU, mas também muito software que não há GNU. Considerando tudo isso, o nome Linux está de bom tamanho, diz Kaplent.

[Voltar]

Ventosidade intestinal….

A pior audiência da minha vida

por Paulo Rangel Des. TJRJ

A minha carreira de Promotor de Justiça foi pautada sempre pelo princípio da importância (inventei agora esse princípio), isto é, priorizava aquilo que realmente era significante diante da quantidade de fatos graves que ocorriam na Comarca em que trabalhava. Até porque eu era o único promotor da cidade e só havia um único juiz. Se nós fôssemos nos preocupar com furto de galinha do vizinho; briga no botequim de bêbado sem lesão grave e noivo que largou a noiva na porta da igreja nós não iríamos dar conta de tudo de mais importante que havia para fazer e como havia (crimes violentos, graves, como estupros, homicídios, roubos, etc).

Era simples. Não há outro meio de você conseguir fazer justiça se você não priorizar aquilo que, efetivamente, interessa à sociedade. Talvez esteja aí um dos males do Judiciário quando se trata de “emperramento da máquina judiciária”. Pois bem. O Procurador Geral de Justiça (Chefe do Ministério Público) da época me ligou e pediu para eu colaborar com uma colega da comarca vizinha que estava enrolada com os processos e audiências dela.

Lá fui eu prestar solidariedade à colega. Cheguei, me identifiquei a ela (não a conhecia) e combinamos que eu ficaria com os processos criminais e ela faria as audiências e os processos cíveis. Foi quando ela pediu para, naquele dia, eu fazer as audiências, aproveitando que já estava ali. Tudo bem. Fui à sala de audiências e me sentei no lugar reservado aos membros do Ministério Público: ao lado direito do juiz.

E eis que veio a primeira audiência do dia: um crime de ato obsceno cuja lei diz:

Ato obsceno
Art. 233 – Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:
Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa.

O detalhe era: qual foi o ato obsceno que o cidadão praticou para estar ali, sentado no banco dos réus? Para que o Estado movimentasse toda a sua estrutura burocrática para fazer valer a lei? Para que todo aquele dinheiro gasto com ar condicionado, luz, papel, salário do juiz, do promotor, do defensor, dos policiais que estão de plantão, dos oficiais de justiça e demais funcionários justificasse aquela audiência? Ele, literalmente, cometeu uma ventosidade intestinal em local público, ou em palavras mais populares, soltou um pum, dentro de uma agência bancária e o guarda de segurança que estava lá para tomar conta do patrimônio da empresa, incomodado, deu voz de prisão em flagrante ao cliente peidão porque entendeu que ele fez aquilo como forma de deboche da figura do segurança, de sua autoridade, ou seja, lá estava eu, assoberbado de trabalho na minha comarca, trabalhando com o princípio inventado agora da importância, tendo que fazer audiência por causa de um peidão e de um guarda que não tinha o que fazer. E mais grave ainda: de uma promotora e um juiz que acharam que isso fosse algo relevante que pudesse autorizar o Poder Judiciário a gastar rios de dinheiro com um processo para que aquele peidão, quando muito mal educado, pudesse ser punido nas “penas da lei”.

Ponderei com o juiz que aquilo não seria um problema do Direito Penal, mas sim, quando muito, de saúde, de educação, de urbanidade, enfim… Ponderei, ponderei, mas bom senso não se compra na esquina, nem na padaria, não é mesmo? Não se aprende na faculdade. Ou você tem, ou não tem. E nem o juiz, nem a promotora tinham ao permitir que um pum se transformasse num litígio a ser resolvido pelo Poder Judiciário.

Imagina se todo pum do mundo se transformasse num processo? O cheiro dos fóruns seria insuportável.

O problema é que a audiência foi feita e eu tive que ficar ali ouvindo tudo aquilo que, óbvio, passou a ser engraçado. Já que ali estava, eu iria me divertir. Aprendi a me divertir com as coisas que não tem mais jeito. Aquela era uma delas. Afinal o que não tem remédio, remediado está.

O réu era um homem simples, humilde, mas do tipo forte, do campo, mas com idade avançada, aproximadamente, uns 70 anos.

Eis a audiência:

Juiz – Consta aqui da denúncia oferecida pelo Ministério Público que o senhor no dia x, do mês e ano tal, a tantas horas, no bairro h, dentro da agência bancária Y, o senhor, com vontade livre e consciente de ultrajar o pudor público, praticou ventosidade intestinal, depois de olhar para o guarda de forma debochada, causando odor insuportável a todas as pessoas daquela agência bancária, fato, que, por si só, impediu que pessoas pudessem ficar na fila, passando o senhor a ser o primeiro da fila.

Esses fatos são verdadeiros?

Réu – Não entendi essa parte da ventosidade…. o que mesmo?

Juiz – Ventosidade intestinal.

Réu – Ah sim, ventosidade intestinal. Então, essa parte é que eu queria que o senhor me explicasse direitinho.

Juiz – Quem tem que me explicar aqui é o senhor que é réu. Não eu. Eu cobro explicações. E então.. São verdadeiros ou não os fatos?

O juiz se sentiu ameaçado em sua autoridade. Como se o réu estivesse desafiando o juiz e mandando ele se explicar. Não percebeu que, em verdade, o réu não estava entendendo nada do que ele estava dizendo.

Réu – O guarda estava lá, eu estava na agência, me lembro que ninguém mais ficou na fila, mas eu não roubei ventosidade de ninguém não senhor. Eu sou um homem honesto e trabalhador, doutor juiz “meretrício”.

Na altura da audiência eu já estava rindo por dentro porque era claro e óbvio que o homem por ser um homem simples ele não sabia o que era ventosidade intestinal e o juiz por pertencer a outra camada da sociedade não entendia algo óbvio: para o povo o que ele chamava de ventosidade intestinal aquele homem simples do povo chama de PEIDO. E mais: o juiz se ofendeu de ser chamado de meretrício. E continuou a audiência.

Juiz – Em primeiro lugar, eu não sou meretrício, mas sim meritíssimo. Em segundo, ninguém está dizendo que o senhor roubou no banco, mas que soltou uma ventosidade intestinal. O senhor está me entendendo?

Réu ¬– Ahh, agora sim. Entendi sim. Pensei que o senhor estivesse me chamando de ladrão. Nunca roubei nada de ninguém. Sou trabalhador.

E puxou do bolso uma carteira de trabalho velha e amassada para fazer prova de trabalho.

Juiz – E então, são verdadeiros ou não esses fatos.

Réu – Quais fatos?

O juiz nervoso como que perdendo a paciência e alterando a voz repetiu.

Juiz – Esses que eu acabei de narrar para o senhor. O senhor não está me ouvindo?

Réu – To ouvindo sim, mas o senhor pode repetir, por favor. Eu não prestei bem atenção.

O juiz, visivelmente irritado, repetiu a leitura da denúncia e insistiu na tal da ventosidade intestinal, mas o réu não alcançava o que ele queria dizer. Resolvi ajudar, embora não devesse, pois não fui eu quem ofereci aquela denúncia estapafúrdia e descabida. Típica de quem não tinha o que fazer.

EU – Excelência, pela ordem. Permite uma observação?

O juiz educado, do tipo que soltou pipa no ventilador de casa e jogou bola de gude no tapete persa do seu apartamento, permitiu, prontamente, minha manifestação.

Juiz – Pois não, doutor promotor. Pode falar. À vontade.

Eu – É só para dizer para o réu que ventosidade intestinal é um peido. Ele não esta entendendo o significado da palavra técnica daquilo que todos nós fazemos: soltar um pum. É disso que a promotora que fez essa denúncia está acusando o senhor.

O juiz ficou constrangido com minhas palavras diretas e objetivas, mas deu aquele riso de canto de boca e reiterou o que eu disse e perguntou, de novo, ao réu se tudo aquilo era verdade e eis que veio a confissão.

Réu – Ahhh, agora sim que eu entendi o que o senhor “meretrício” quer dizer.

O juiz o interrompeu e corrigiu na hora.

Juiz – Meretrício não, meritíssimo.

Pensei comigo: o cara não sabe o que é um peido vai saber o que é um adjetivo (meritíssimo)? Não dá. É muita falta de sensibilidade, mas vamos fazer a audiência. Vamos ver onde isso vai parar. E continuou o juiz.

Juiz – Muito bem. Agora que o doutor Promotor já explicou para o senhor de que o senhor é acusado o que o senhor tem para me dizer sobre esses fatos? São verdadeiros ou não?

Juiz adora esse negócio de verdade real. Ele quer porque quer saber da verdade, sei lá do que.

Réu – Ué, só porque eu soltei um pum o senhor quer me condenar? Vai dizer que o meretrício nunca peidou? Que o Promotor nunca soltou um pum? Que a dona moça aí do seu lado nunca peidou? (ele se referia a secretária do juiz que naquela altura já estava peidando de tanto rir como todos os presentes à audiência).

O juiz, constrangido, pediu a ele que o respeitasse e as pessoas que ali estavam, mas ele insistiu em confessar seu crime.

Réu – Quando eu tentei entrar no banco o segurança pediu para eu abrir minha bolsa quando a porta giratória travou, eu abri. A porta continuou travada e ele pediu para eu levantar a minha blusa, eu levantei. A porta continuou travada.

Ele pediu para eu tirar os sapatos eu tirei, mas a porta continuou travada. Aí ele pediu para eu tirar o cinto da calça, eu tirei, mas a porta não abriu. Por último, ele pediu para eu tirar todos os metais que tinha no bolso e a porta continuou não abrindo.

O gerente veio e disse que ele podia abrir a porta, mas que ele me revistasse. Eu não sou bandido. Protestei e eles disseram que eu só entraria na agência se fosse revistado e aí eu fingi que deixaria só para poder entrar.

Quando ele veio botar a mão em cima de mim me revistando, passando a mão pelo meu corpo, eu fiquei nervoso e, sem querer, soltei um pum na cara dele e ele ficou possesso de raiva e me prendeu. Por isso que estou aqui, mas não fiz de propósito e sim de nervoso.

Passei mal com todo aquele constrangimento das pessoas ficarem me olhando como seu eu fosse um bandido e eu não sou. Sou um trabalhador. Peidão sim, mas trabalhador e honesto.

O réu prestou o depoimento constrangido e emocionado e o juiz encerrou o interrogatório. Olhei para o defensor público e percebi que o réu foi muito bem orientado. Tipo: “assume o que fez e joga o peido no ventilador. Conta toda a verdade”. O juiz quis passar a oitiva das testemunhas de acusação e eu alertei que estava satisfeito com a prova produzida até então.

Em outras palavras: eu não iria ficar ali sentado ouvindo testemunhas falando sobre um cara peidão e um segurança maluco que não tinha o que fazer junto com um gerente despreparado que gosta de constranger os clientes e um juiz que gosta de ouvir sobre o peido alheio. Eu tinha mais o que fazer. Aliás, eu estava até com vontade de soltar um pum, mas precisava ir ao banheiro porque meu pum as vezes pesa e aí já viu, né?

No fundo eu já estava me solidarizando com o pum do réu, tamanho foi o abuso do segurança e do gerente e pior: por colocarem no banco dos réus um homem simples porque praticou uma ventosidade intestinal.

É o cúmulo da falta do que fazer e da burocracia forense, além da distorção do Direito Penal sendo usado como instrumento de coação moral. Nunca imaginei fazer uma audiência por causa de uma, como disse a denúncia, ventosidade intestinal. Até pum neste País está sendo tratado como crime com tanto bandido, corrupto, ladrão andando pelas ruas o judiciário parou para julgar um pum.

Resultado: pedi a absolvição do réu alegando que o fato não era crime, sob pena de termos que ser todos, processados, criminalmente, neste País, inclusive, o juiz que recebeu a denúncia e a promotora que a fez. O juiz, constrangido, absolveu o réu, mas ainda quis fazer discurso chamando a atenção dele, dizendo que não fazia aquilo em público, ou seja, ele é o único ser humano que está nas ruas e quando quer peidar vai em casa rápido, peida e volta para audiência, por exemplo.

É um cara politicamente correto. É o tipo do peidão covarde, ou seja, o que tem medo de peidar. Só peida no banheiro e se não tem banheiro ele se contorce, engole o peido, cruza as perninhas e continua a fazer o que estava fazendo como se nada tivesse acontecido. Afinal, juiz é juiz.

Moral da história: perdemos 3 horas do dia com um processo por causa de um peido. Se contar isso na Inglaterra, com certeza, a Rainha jamais irá acreditar porque ela também, mesmo sendo Rainha… Você sabe.

Rio de Janeiro, 10 de maio de 2012.

Paulo Rangel
(Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

[Voltar]

Velório da Loira

Estava de passagem por uma capela moderníssima toda em cor de rosa, quando percebi que uma pessoa havia morrido..

… Fiquei curioso para saber como eram os velórios naquela capelinha.

Ao chegar, vi milhões de buquês de flores – das mais variadas e mais sofisticadas às mais kits – e notei que no caixão estava a morta inteiramente nua, loiríssima, e ao lado um grande pote cheio de creme muitíssimo perfumado, do qual cada uma das presentes – também loirézimas reluzentes – pegava um pouquinho e passava na defunta.

Surpreendido pela cena, coisa inusitada, aproximei-me de uma das mulheres eperguntei:
– Desculpe-me a ignorância, mas porque estão passando creme na defunta? É tradição aqui?

A moça respondeu:
– Não! É inédito! Nunca fizemos isso. Ela é que pediu para ser cremada!!!!!!!!!!

[Voltar]

Um exemplo de caráter: O Burocrata

O burocrata acorda e abre a boca, segundo ordena a RIPD – Regras Imediatas Para o Despertar. Confere os botões do pijama, vê que está faltando um, anota a quantia deles numa folha ao lado, data, assina e carimba.

Tranca-se no banheiro, até que lá fora se forma uma fila imensa (mulher, empregada e cinco filhos) que começa a agitar. O burocrata dá um sorriso (ele só consegue sorrir diante de filas insatisfeitas). A mulher grita: “escova os dentes”. E ele escova. “Toma banho”. E ele toma. O burocrata adora cumprir ordens. Confere o número de furos do chuveiro, anota, data, assina e carimba.

Senta-se à mesa da copa, também chamada de RDPD – Repartição Doméstica do Pão Diário, lê seu jornal favorito – o Diário Oficial da União. Encaminha um ofício à empregada solicitando um pedaço de pão com manteiga. A manteiga vem estragada e imediatamente é instaurado um inquérito administrativo. Em seguida ele palita os dentes e com o palito confere o número de molares, pré-molares e caninos. Anota, data, assina e carimba.

Deixa com a esposa o dinheiro, também chamado de previsão orçamentária – do dia: um real. O burocrata é notoriamente um pão-duro.

A mulher quer beijá-lo, mas ele olha o relógio – oito horas – sente muito, o expediente está encerrado, agora só amanhã, pois agora tem que ir para a repartição e aguentar aquela monotonia o dia inteiro.

[Voltar]

Tá explicado!

Isso sim é uma forma didática e simples de explicar a crise americana.

É assim: O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo suposto crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi nos EUA, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO , CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro e que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (mas seriam as tais cadernetas do seu Biu ).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bebum da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as suas contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E arrastra toda a cadeia de créditos fajutos……. Afinal sifu quem acreditou ….

[Voltar]

Ocê gósdevinho?

Degustação de vinho em Minas

– Hummm…

– Hummm…

– Eca!!!

– Eca?! Quem falou Eca?

– Fui eu, sô! O senhor num acha que êsse vinho tá com um gostim estranho?

– Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas…

– Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!

– Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?

– Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!

– Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!

– O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?

– Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então…

– E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!

– O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no…

– Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!

– Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens…

– Hã-hã… Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta…

– O senhor poderia começar com um Beaujolais!

– Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!

– Então, que tal um mais encorpado?

– Óia lá, ocê tá brincano com fogo…

– Ou, então, um suave fresco!

– Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!

– Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!

– Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, messs! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta…

– Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?

– E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?

– Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?

– Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia!

– Mole e redondo, com bouquet forte?

– Agora, ocê pulô o corguim! E é um… e é dois… e é treis! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!..
Luiz Fernando Veríssimo

[Voltar]

Nostradamus conhecia Lula

nostradamus2-217x300

Em suas Centúrias, Nostradamus escreveu com tamanha exatidão, que nos faz acreditar que conhecia o Lula.

Fragmentos de um texto de Nostradamus:
‘…e próximo do terceiro milênio, uma besta (seria o Lula????) barbuda (céus,é ele!!!) descerá triunfante sobre um condado do hemisfério sul (Brasil???); espalhando desgraça e miséria .’ (acho que se trata da reforma da previdência ou a corrupção institucionalizada ou, ainda, o mensalão).

‘…Será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos.'(epa!!! Cadê o dedinho?)

‘…Trará com ele uma horda (faz sentido: Dilma,Palocci, Zé Dirceu, Dulci, Genoíno e Cia Ltda) que dominará e exterminará as aves bicudas (já tô ficando assustado…PSDB = Tucanos = ave bicuda!!!); e implantará a barbárie por muitas datas (REELEIÇÃO???) sobre um povo tolo e leviano.'(PUTA QUE PARIU, é “nóiiiiiiis”!!!)…

[Voltar]

Mineirez

29 de abril de 2009 | Autor: heinz | Editar

Quem entender esta mensagem é um verdadeiro mineiro.

“Sapassado, era sessetembro taveu na cozinha tomandu uma pincumel e cuzinhano um kidicarne cumastumate pra fazer uma macarronada com galinhassada.

Quascaí de susto quanduvi um barui vindo denduforno paracenum tidiguerra.

A receita mandopô midipipoca denda galinha prassá; o forno isquentô, o mistorô e o fiofó da galinhispludiu!

Nossinhora! Fiquei branco quinein um lidileite. Foi um trem doidimais!

Quascaí dendapia! Fiquei sensabê dondovim, nocotô, proncovô.

Ópacevê quilocura! Grazadeus niguém simaxucô”

Tradução

“Sábado passado era sete de setembro. Eu estava na cozinha tomando uma pinga com mel e cozinhando um quilo de carne com massa de tomate para fazer uma macarronada com galinha assada.

Quase caí de susto quando ouvi um barulho vindo de dentro do forno, parecendo um tiro de guerra.

A receita mandou por milho de pipoca para assar dentro da galinha; o forno esquentou, o milho estourou e o “fiofó” (a cloaca) da galinha explodiu!

Nossa senhora! Fiquei branco igual a um litro de leite. Foi uma loucura!

Quase caí dentro da pia! Fiquei sem saber de onde vim, onde eu estava e para onde eu iria.

Veja só, que loucura! Graças a Deus ninguém se machucou.

[Voltar]

Lição do Rato

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.

Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.

Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.

Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
– Há ratoeira na casa, ratoeira na casa !!

A galinha:
– Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e:
– Há ratoeira na casa, ratoeira !
– Desculpe-me Senhor Rato, mas não há nada que eu possa fazer; a não ser orar. Fique tranqüilo que o Senhor será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca e:
– Há ratoeira na casa !
– O que ? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou abatido para casa; para encarar a ratoeira.

Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.

A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher…

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.

Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.

Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos!

PS: excelente fábula para ser divulgada na família e em grupos de trabalho!
“Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos”.

[Voltar]

Hemorróidas… Ardem!

Vejam o que um amigo me mandou. O pai dele operou e escreveu!

Sem comentários … esse texto foi feito pós-operação do traseiro dele !!!!

Deixei exatamente como ele mandou. Afinal são pequenas palavrinhas sem maldade… Ri demais…

HEMORRÓIDAS

Ptolomeu em 150 d.C. falava que a terra era o centro do universo e que tudo girava em torno dela, foram precisos cerca de 1400 anos para esta teoria ser rebatida por Nicolau Copérnico provando para a humanidade que o Sol sim era o centro.

Eu, simplesmente eu, descobri em apenas três dias, após 56 anos, que ambos estavam redondamente enganados: o centro do universo é o cú. Isso mesmo, o cú!

Operei das hemorróidas em caráter de urgência algumas semanas atrás. No domingo à noitinha, o que achava que seria um singelo peidinho, quase me virou do avesso.

É difícil, mas vamos ver se reverte, falou meu médico. Reverteu merda nenhuma, era mais fácil o Lula aceitar que sabia do mensalão do que aquela lazarenta bolinha (?) dar o toque de recolher.

Foram quase 2 horas de cirurgia e confesso não senti nadica de nada, nem se me enrabaram durante minha letargia!

Dois dias de hospital, passei bem embora tenham tentado me afogar com tanto soro que me aplicaram, foram litros e litros; recebi alta e fui repousar em casa.

Passados os efeitos anestésicos e analgésicos, vem a primeira vez. PUTA QUI PARIU!!! Parece que você ta cagando um croquete de figo da Índia, casca de abacaxi, concha de ostra e arame farpado. É um auto-flagelo.

Por uns três dias dói tanto que você não imagina uma coisinha tão pequena e com um nome tão reduzido (cú) possa doer tanto. O tamanho da dor não é proporcional ao tamanho do nome, neste caso, cú deveria chamar dobrovosky, tegulcigalpa, nabucodonosor.

Passam pela cabeça soluções mágicas:
– Usar um ventilador! Só se for daqueles túneis aerodinâmicos.
– Gelo! Só se eu escorregar pelado por uma encosta do Monte Everest.
– Esguichinho dagua! Tem que ser igual a da Praça da Matriz, névoa seguida de jatos intercalados.

Descobri também que somos descendentes diretos do bugio, porque você fica andando como macaco e com o cú vermelho; qualquer tosse, movimento inesperado, virada mais brusca o cú dói, e como!

Para melhorar as idas à privada, recomenda-se dieta na base de fibras, foi o que fiz: comi cinco vassouras piaçaba, um tapete de sisal e sete metros de corda. Agora sei o sentido daquela frase: quem tem medo de cagar não come!

Tudo valeu, agora já estou bem, cagando como manda o figurino, não preciso pensar para peidar, o cú ficou afinado em ré menor, uma beleza!

O foda é que usei Modess por 20 dias após a cirurgia e hoje to sentindo falta dele!

Meu Deus !!!!

Professor Sérgio L. Lacerda
MICTMR

[Voltar]

Frases sinistras… Ótimas

… Liquidação de Muletas – Venha correndo!

… A febre tifóide é aquela febre que, ou você cura ou ela ti fóide!

… Mamãe, por que você bateu naquela mulher que a gente viu chorando no túmulo do papai?

… O amor é como a gasolina da vida. Custa caro, acaba rápido e pode ser substituída pelo álcool.

… Ex-namorado é que nem vestido: você vê em foto antiga e não acredita que teve coragem de um dia sair com aquilo!.

… Eu sempre quis ter o corpo de um atleta. Graças ao Ronaldo isso já é possível.

… Espermatozóides se cumprimentando: E aí, seu porra?!.

… Troque seu coração por um fígado, assim você se apaixona menos e bebe mais.

… Os ursos polares adoram o frio. Os bipolares às vezes adoram, às vezes não.

… Antes eu não era perfeito. Faltava-me a modéstia.

… Gostaria de saber o que esse Jeová fez de errado pra ter tantas testemunhas assim…

… O amor não é aquilo que te pega de surpresa e te deixa totalmente sem ar. O nome disso é asma.

… O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez.

… O amor não torna as pessoas mais bonitas. O nome disso é maquiagem.

… Se beber fosse pecado, Jesus teria transformado água em Fanta Uva!.

… Se você não quer ouvir reclamações, trabalhe no SAC da empresa que fabrica paraquedas.

… Calculei meu IMC e constatei que minha altura está 20 cm abaixo da ideal.

… Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic: Gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar.

… Dizem que a bebida resolve todos os problemas. Pra mim ainda não resolveu, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca!.

… As melhores crianças do mundo são as japonesas. Estão a 20 mil quilômetros de distância e quando estão acordadas eu estou dormindo.

… Se acupuntura adiantasse, porco-Espinho viveria para sempre.

… Calorias são pequenos vermes inescrupulosos que vivem nos guarda-roupas, e que a noite ficam costurando e apertando as roupas das pessoas.

… Se você se lembra de quantas bebeu ontem, então você não bebeu o bastante.

… Se vegetarianos amam tanto assim os animais, por que eles comem toda comida dos pobrezinhos?

[Voltar]

Direto de Portugal

Diz a mãe à filha:
‘Minha filha… as vizinhas andam a dizer que andas a deitar-te com o teu noivo!’
‘Ai, mamã, esta gente é muito maldizente… A gente deita-se com um qualquer e dizem logo que é noivo…’

—————————————————

‘ Maria, o teu marido vai atirar-se da janela.’
‘Diz ao tarado que eu só lhe puz os chifres e não as asas’

—————————————————

‘Carmen, estás doente?… Pergunto-te isto porque hoje de manhã vi um médico sair da tua casa…’
‘Olha, minha amiga, ontem de manhã vi um militar sair da tua casa e não é por isso que estás em guerra, pois não?’
—————————————————

– Diga-me uma coisa: Qual é o motivo por que quer divorciar-se do seu marido?
– O meu marido trata-me como se eu fosse um cão.
– Maltrata-a, bate-lhe ?
– Não, quer que eu lhe seja fiel…

—————————————————

A meio de um assalto um ladrão grita para o outro:
– Vem aí a policia!
– E agora o que fazemos?
– Saltamos pela janela!
– Mas estamos no 13º andar!
– Este não é o momento para supertições!

—————————————————

Numa festa um empregado aproxima-se e oferece mais whisky a uma rapariga:
– Menina, aceita outro copo?
– Não, muito obrigada, faz-me mal às pernas.
– Adormecem?
– Não. abrem-se!

—————————————————

Uma jovem rebelde e muito liberal entra num bar, completamente nua. Pára em frente do barman e diz:
– Dê-me uma cerveja bem gelada!
O barman fica a olhar para ela sem se mexer.
– O que é que se passa? -diz ela- Nunca viu uma mulher nua ??
– Muitas vezes !
– E então, está a olhar para onde ???
– Quero ver de onde é que vai tirar o dinheiro para pagar a cerveja !
—————————————————

Um passageiro toca no ombro de um taxista para lhe fazer uma pergunta.
O taxista grita, perde o controlo do carro, quase choca com um caminhão, sobe o passeio e entra por uma porta adentro partindo o vidro em pedaços.
Por um momento não se ouve nada dentro do táxi até que finalmente o taxista diz:
– ‘Olhe amigo, não volte a fazer isso nunca mais! Quase que me matou com o susto!’
O passageiro pede desculpa e diz:
– ‘Nunca pensei que fosse assustar-se tanto só porque lhe toquei no ombro’
Responde o taxista:
– ‘O que se passa é que hoje é o meu primeiro dia de trabalho como taxista’
– E o que é que fazia antes?
– Fui condutor de um carro funerário durante 25 anos’

——

AVISO: É proibido ficares com as anedotas só para ti, os outros também querem rir.

[Voltar]

Uma opinião sobre a Maçonaria

Responder até Mario Santos em 5 janeiro 2012 at 12:03

De fato, a democracia moderna é filha do século das revoluções. O modelo ideológico fundado pelos iluministas foi muito bem encaixado às visões contrárias aos regimes opressivos à classe ascendente, o que permitiu uma escorreita adequação (em sentido pragmático) ao instituto político grego.

A maçonaria, por sua vez, desconsiderando-se todos os mitos que a contornam quanto a seu advento, soube muito bem mesclar duas vertentes importantes da história humana: o misticismo (suas lendas, estórias e alegorias que causam o torpor da reverência ao desconhecido absoluto) e o apelo à ciência (com os métodos avançados de conhecimento, filosofia, a crença na razão, etc.). Neste ínterim, a maçonaria aliou à suas bases de formação os ideais defendidos pelos iluministas, bem como os ritos e cerimoniais presentes na vida religiosa do homem desde mesmo a primitividade. Isto tudo encanta. Eis o poder atrativo da maçonaria. Eis as razões elementares, é bom que se diga, de seu ápice no dito “século das luzes”. O maçom era aquele que não estava mais sob o domínio exclusivo da “Rainha da Noite” (Mozart que o diga!).

Assim, ser maçom não era tão-somente pertencer a uma irmandade secreta com influências políticas. Ser maçom seria mais do que tudo estar na moda. Bem encaminhado nas raias do mundo intelectual de então. Desse modo, não podendo ser diferente, não podemos reputar por acertada a afirmação de que “o Brasil é uma invenção da maçonaria”. Assim como os usos europeus, moda da época, “pegaram” no Brasil, a maçonaria, moda da época, também “pegou”. Sim, nossos maiores líderes foram maçons, sim, nossos princípios constitucionais, por isso maiores, estão pautados nos princípios ensinados sob a “luz da maçonaria”, no entanto, é forçoso lembrar: esses princípios foram erigidos por uma burguesia ascendente que desejava mais do que tudo o poder político e a liberação econômica, e eram esses escopos que definiam os significados das palavras “liberdade”, “igualdade” e “fraternidade”.

[Voltar]

Trinta anos antes de Ronaldinho, Xuxa já comandava Carnaval do Galo

Essa é uma tremenda puta. Deu para o Pelé, que alavancou sua carreira artística; para o Ayrton Senna. Teve uma filha com o Zafir. Fez filme pornô com garoto de 12 anos e ainda tem a cara de pau de dizer que foi abusada dos 8 aos 13 anos. Ainda se intitula rainha dos baixinhos.

 

Trinta anos antes de Ronaldinho, Xuxa já comandava Carnaval do Galo

UOL Esporte
23/08/2013 10:39
Compartilhe61698
Imprimir Comunicar erro

Crédito: Reprodução

Circulou e fez sucesso pelas redes sociais um vídeo em que a apresentadora global Xuxa Meneghel, comandou o Carnaval do Atlético-MG trinta anos atrás, quando o meia Ronaldinho Gaúcho tinha apenas três anos.

No vídeo, Xuxa aparece apenas de biquini segurando a bandeira do Atlético-MG em cima de um carro alegórico durante o Baile do Galo, realizado no Mineirinho e transmitido pela TV Bandeirantes.

Na época do Baile, Xuxa tinha apenas 19 anos e iniciava sua carreira como apresentadora na TV Manchete, conciliando com o seu ofício de modelo.

Confira o vídeo:

[/video]

[Voltar]

Ex-nadadora Rebeca Gusmão está internada na UTI no Distrito Federal

Não foi esta atleta que “chocou” o mundo ao revelar, no dia da morte do seu técnico, que ele tinha abusado sexualmente dela quando ela era criança?

É moda as mulheres acusarem técnicos de as terem abusado para esconder ou justificar seus fracassos atléticos.

——————————

A ex-nadadora Rebeca Gusmão está internada na UTI do Hospital Regional de Saúde de Samambaia, situado no Distrito Federal.

A informação foi confirmada ao UOL Esporte por uma pessoa do setor, que disse estar proibida de dar mais notícias a pedido da família de Rebeca Gusmão.

De acordo com o blog Eixo Capital, existe a suspeita de que ela tenha sofrido envenenamento. O estado de Rebeca Gusmão é grave.

Rebeca foi um dos grandes nomes da natação brasileira até 2007. Dona do primeiro ouro feminino da natação brasileira em Pan-Americanos, a atleta foi pega no exame antidoping por uso de esteroides anabolizantes. Desde então, enfrentou uma série de batalhas judiciais e terminou banida do esporte.

Rebeca sempre alegou inocência. Ela acusa a comissão antidopagem brasileira de manipulação de uma das contraprovas e questiona os relatórios que fizeram o TAS (Tribunal Arbitral do Esporte, instância máximo do setor) a encerrar a carreira dela.

http://esporte.uol.com.br/natacao/ultimas-noticias/2013/08/30/ex-nadadora-rebeca-gusmao-esta-internada-na-uti-no-distrito-federal.htm

[Voltar]

Essa é para a vida toda

Um professor de filosofia parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e o encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro. Olhou para os alunos, e perguntou se o vidro estava cheio.

Todos disseram que sim.

Ele então, pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os dentro do vidro agitando-o levemente, os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras.

Tornou a perguntar se o vidro estava cheio.

Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio!

Dessa vez, pegou uma caixa com areia e despejou dentro do vidro preenchendo o restante.

Olhando calmamente para as crianças o professor disse:

– Quero que entendam, que isto, simboliza a vida de cada um de vocês.

As pedras, são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a vida.

Os pedregulhos, são as outras coisas que importam: como o emprego, a casa,um carro…

A areia, representa o resto: as coisas pequenas…

Experimentem colocar, a areia primeiro no vidro, e verão que não caberá as pedras e os pedregulhos…

O mesmo vale para suas vidas.

Priorizem, cuidar das pedras, do que realmente importa.

Estabeleçam suas prioridades.

O resto é só areia!

Após ouvirem a mensagem tão profunda, um aluno perguntou ao professor se poderia pegar o vidro, que todos acreditavam estar cheio, e fez novamente a pergunta:

– Vocês concordam que o vidro esta realmente cheio?

Onde responderam, inclusive o professor:

– Sim está!

Então, ele derramou uma lata de cerveja dentro do vidro.

A areia ficou ensopada, pois a cerveja foi preenchendo todos os espaços restantes, e fazendo com que ele, desta vez ficasse realmente cheio.

Todos ficaram surpresos e pensativos com a atitude do aluno, incluindo o professor.

ENTÃO ELE EXPLICOU:

NÃO IMPORTA O QUANTO SUA VIDA ESTEJA CHEIA DE COISAS E PROBLEMAS, SEMPRE SOBRA ESPAÇO PARA UMA CERVEJINHA !!!!!!

[Voltar]

Documentário sobre lambada conta história do gênero e paradeiro de integrantes do Kaoma

“Depois de muitos anos, descobri nos videoclipes da época que o imaginário visual que tornou a lambada uma febre havia sido criado por um cineasta francês, que passava férias nessa cidade perdida ao sul da Bahia”, contou em entrevista ao Virgula, em São Paulo. Segundo ele, Olivier Lorsac ficou deslumbrado com um casal de crianças que, tarde da noite, na década de 1980, dançava na praia. Olivier viu ali um possível hit para o verão europeu e montou a banda ao lado do francês Jean Karacos e do diretor musical Jean-Claude Bonaventure.

A vocalista Loalwa, hoje em carreira solo, foi encontrada em audições na França. Já o corpo de baile foi, primeiramente, recrutado em São Paulo. Não deu certo. Olivier queria que a dança tivesse sensualidade genuína, e portanto, voltou a Porto Seguro, onde encontrou Marilei da Silva e os irmãos Brás e Didi dos Santos, que dão seus depoimentos no filme.

No curta-metragem, rodado de forma independente com apoio de amigos e familiares, os integrantes do Kaoma falam do sucesso mundial – eles se apresentaram em mais de 110 países e venderam 30 milhões de discos, transformando a vocalista Loalwa em uma das 20 vozes mais ouvidas do mundo. A bem-sucedida estratégia de marketing dos franceses para promover – e lucrar – com o imaginário de um lifestyle tropical também é citada pelos ex-integrantes, muitas vezes com certo ressentimento.

Outra questão abordada é a origem de Chorando se Foi, uma versão não autorizada da dupla boliviana Los Kjarkas. Após um processo por plágio, os autores foram indenizados e receberam direitos autorais.

Após o lançamento em Porto Seguro, previsto para o fim de 2013, o plano é disponibilizar o documentário na íntegra na internet. “Acho importante fazer esse resgate neste momento, precisamos nos reapropriar desse fenômeno cultural e dar o devido valor a esses personagens”, conclui Yuri.

http://virgula.uol.com.br/diversao/cinema/documentario-sobre-lambada-conta-historia-do-genero-e-paradeiro-de-integrantes-do-kaoma

[Voltar]