Primeiros médicos cubanos desembarcam no Recife e em Brasília

Clique para amplairMédicos cubanos chegam ao Brasil para participar do programa Mais Médicos. Segundo o Ministério da Saúde, 206 profissionais fizeram escala em Recife e devem desembarcar em Brasília no início da noite

Os primeiros médicos cubanos que integram o programa do governo federal Mais Médicos desembarcaram no Aeroporto Internacional de Recife, em Pernambuco, por volta das 13h55 deste sábado (24). Após a parada na capital pernambucana, com o desembarque de alguns profissionais, o voo fretado seguiu para Brasília e pouso no Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek por volta das 18h50. Esse grupo é composto por 206 médicos cubanos.

No domingo (25), outro grupo de 194 médicos cubanos chega em voo que fará escalas em Fortaleza e Recife antes de chegar a Salvador. Em Fortaleza, os profissionais desembarcam no Aeroporto Internacional Pinto Martins às 13h20. Em Recife, eles chegam às 16h05 no Aeroporto Internacional Gilberto Freyre. E em Salvador, os médicos desembarcam às 18h50 no Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães.

Os cubanos, assim com os demais profissionais estrangeiros, serão encaminhados para alojamentos militares nas respectivas cidades. A chegada dos médicos de Cuba, no entanto, tem gerado algumas polêmicas no país. Eles serão direcionados para atuar nos 701 municípios que não foram escolhidos por nenhum médico na etapa de chamamento individual do programa, tanto de brasileiros quanto de estrangeiros.

Uma delas está relacionada ao pagamento desses profissionais. Ao contrário dos demais contratados do programa Mais Médicos, os cubanos não receberão o salário integral de R$ 10 mil, mas apenas uma parte deles – R$ 4.000, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O pagamento do Brasil é integral, mas os recursos são repassados à Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que paga ao governo de Cuba e esse sim repassa apenas uma parte às famílias – que ficam na ilha – e outra aos médicos em si.

Em tom de ameaça, representantes regionais da classe médica rotularam de “ilegal” a atuação de profissionais cubanos no Brasil e prometeram acionar a polícia quando eles começarem a trabalhar no país. Presidentes de CRMs (Conselhos Regionais de Medicina) também chamaram o programa de “afronta” e disseram que eventuais erros cometidos por cubanos não serão corrigidos por brasileiros.

A principal crítica da classe médica é a dispensa aos estrangeiros do Revalida, exame de revalidação dos diplomas obtidos no exterior. A AMB (Associação Médica Brasileira) chegou inclusive a entrar com nova ação no Supremo Tribunal Federal para pedir a suspensão da medida provisória que criou o programa do governo federal.

Outros desembarques

Neste final de semana, também estão chegando ao país os 244 médicos estrangeiros e brasileiros com registro profissional no exterior inscritos na seleção individual na primeira etapa do programa.Esses profissionais desembarcam em oito capitais onde participarão do módulo de avaliação do programa sobre saúde pública brasileira e língua portuguesa: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza.

Todos eles passarão por um período de treinamento e avaliação antes de serem encaminhados aos municípios carentes onde irão trabalhar. Durante três semanas, eles terão aulas sobre saúde pública brasileira, com foco na organização e funcionamento do SUS (Sistema Único de Saúde), e língua portuguesa, totalizando uma carga horária de 120 horas.

Os médicos vão participar de aulas expositivas, oficinas e simulação de consultas e de casos complexos. Os profissionais também farão visitas técnicas aos serviços de saúde. Nas aulas, serão abordados temas como legislação, funcionamento e atribuições do SUS, doenças prevalentes e aspectos éticos e legais da prática médica.

Aos profissionais que vão atuar em áreas indígenas, além do módulo que será oferecido a todos os profissionais estrangeiros, haverá aulas complementares específicas sobre a saúde desses povos. Nesse caso, as aulas ocorrerão em Brasília.

Todo o material que será usado foi elaborado por uma comissão formada por professores de universidades federais inscritas no programa, escolas de saúde pública e programas de residência, sob orientação do MEC (Ministério da Educação).

Após a capacitação, os médicos aprovados receberão um registro provisório do CRM (Conselho Regional de Medicina). O documento terá validade restrita à permanência do médico no projeto e para atuar na atenção básica apenas na região indicada pelo programa.

Por isso, segundo argumenta o governo, esses profissionais não precisarão passar pelo chamado Revalida (Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior), que se aplica para o trabalho por período indeterminado de médico com diploma de instituição estrangeira.

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Pessoas têm memórias que nunca existiram, diz estudo

Excelente argumento para ser usado na defesa de acusações de abusos sexuais por crianças.

Tenho notado que a Ana Luísa fala coisas que não aconteceram, como por exemplo:

  1. “O João aperta meu pescoço enquanto eu estou comendo e depois me dá vontade de vomitar”,
  2. “O pai dela, o João Vitor (duvido) e o Lucas (não duvido) colocou o pipi na piriquita dela e saiu sangue.” Não duvido do Lucas porque o hímen dela tem dois rasgos laterais.

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Pesquisadores ‘fabricam’ memórias alterando estrutura do cérebro de ratos

Um time de pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu que é possível criar memórias ao manipular certas áreas do cérebro de camundongos.

Os pesquisadores descobriram ser possível inserir memórias nos cérebros dos animais ao alterar células do córtex cerebral dos roedores. A descoberta é destaque na mais recente edição do periódico científico Neuroscience.

Essa é a primeira evidência documentada de que memórias podem ser criadas por meio da manipulação direta dessa área do cérebro.

Projeto Conectoma Humano faz estudo detalhado do cérebro - Clique para ampliar

Planos coronal (à esquerda) e axial (à direita) mostram os caminhos neurais dentro do cérebro – o tensor é mostrado com forma de uma elipse na imagem 3D Leia mais Human Connectome Project

Para chegar à descoberta, os pesquisadores reproduziram um som específico que estimulava nos camundongos uma parte do cérebro chamada núcleo basal, produzindo acetilcolina, substância química ligada à formação de memórias. O procedimento aumentou o número de células do cérebro dos animais que respondiam a esse som específico.

No dia seguinte a esse experimento, os pesquisadores reproduziram diversos outros sons aos camundongos e perceberam, ao analisar a reação dos animais, que eles tinham a respiração alterada ao ouvir o som que havia sido tocado durante o experimento.

Isso os mostrou que memórias ligadas ao som haviam sido criadas por meio do estímulo à produção de acetilconina. As memórias criadas têm as mesmas características das memórias já existentes, incluindo a retenção de longo termo.

“Problemas relacionados ao aprendizado e à memorização afetam muitas pessoas e já que encontramos não só a forma como o cérebro constrói memórias mas também o que fazer para criá-las esperamos poder agora prevenir e solucionar esse mal”, disse na divulgação do estudo o professor de neurobiologia Norman Weinberger, que liderou a pesquisa.

Weinberger vem estudando a formação de memórias há anos —anteriormente, o pesquisador participou de estudo que revelou que a intensidade da memória é controlada pelo número de células presentes na área do cérebro dedicada ao processamento sons.

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Pesquisadores britânicos acreditam que o brócolis pode reduzir o avanço da artrose

O brócolis encontrado nos supermercados tem o composto glucoraphanin, mas em menor quantidade

O brócolis encontrado nos supermercados tem o composto glucoraphanin, mas em menor quantidade

Pesquisadores britânicos acreditam que comer uma grande quantidade de brócolis pode diminuir, e até mesmo prevenir, a artrose.

Depois do sucesso de estudos feitos em laboratórios, uma equipe da Universidade de East Anglia, no leste da Inglaterra, está iniciando os testes em humanos.

Testes feitos em células e em ratos mostraram que um composto encontrado no brócolis – que os seres humanos também podem obter a partir da couve de bruxelas e do repolho – bloquearam uma enzima fundamental destrutiva, que causa danos à cartilagem.

Os pesquisadores estão pedindo a 20 pacientes para comer uma dose diária de um brócolis “super-carregado” de nutrientes, conhecido como Beneforte – criado a partir do cruzamento entre o brócolis padrão e um parente selvagem da Sicília.

Super-dose

O corpo humano pega esse composto encontrado no vegetal, o glucoraphanin, e o transforma em outro, chamado sulforafano, que parece proteger as articulações.

Os voluntários farão a dieta por duas semanas antes de se submeterem a cirurgia para ter seus joelhos artríticos reparados.

Rose Davidson e sua equipe vão examinar o tecido que for removido para ver o impacto, se houver, que o brócolis teve.

Ela disse: “Nós estamos pedindo aos pacientes para comer uma dose diária de 100g do brócolis durante duas semanas. Essa é uma dose normal, de bom tamanho – cerca de um punhado – e é uma quantidade que a maioria das pessoas ficaria feliz em comer todos os dias.”

Embora seja altamente improvável que essa quantidade seja o suficiente para causar qualquer grande mudança em duas semanas, Davidson espera que seja o suficiente para oferecer alguma evidência de como o “super” brócolis pode beneficiar os seres humanos.

“Eu não acredito que vá reparar ou reverter a artrose … mas pode ser uma maneira de previni-la”, disse ela.

Sua equipe quer verificar se o sulforafano chegou até a articulação, e se está causando mudanças benéficas nas células.

Dieta especial

Outros 20 pacientes, que também serão submetidos à cirurgia de joelho, e que não estão fazendo a dieta, serão utilizados como um grupo de comparação.

Alan Silman, da Arthritis Research UK, que está financiando o trabalho de Davidson, disse: “Até agora, pesquisas não conseguiram demonstrar que alimentos ou dietas podem desempenhar qualquer papel em reduzir a progressão da artrose, por isso, se estes resultados puderem ser replicados em humanos , seria um enorme avanço.”

“Nós sabemos que praticar exercício, e manter um peso saudável, podem melhorar os sintomas e reduzir as chances da doença progredir, mas a pesquisa adiciona uma nova informação, que diz como uma dieta especial pode desempenhar um papel.”

Os resultados dos testes feitos em animais encontrados por Davidson estão na publicação científica Arthritis & Rheumatism.

Mais de 8,5 milhões de pessoas na Grã-Betanha têm artrose, uma doença degenerativa que afeta em particular as mãos, os pés, a coluna, os quadris e os joelhos.

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Nova droga na África do Sul mistura heroína, maconha e veneno para rato

Em um espaço aberto próximo à estação de trem na cidade de Soweto, na África do Sul, vários jovens em seus 20 e poucos anos fumam nyaope, um novo coquetel de drogas.

Alguns deles parecem mortos-vivos de tão alterados.

“Estava estudando, mas abandonei por causa das drogas. Deixei a escola aos 14 anos”, diz Thuli, com os olhos vidrados.

Ela diz não ver futuro para si própria.

Thuli tem apenas 16 anos e está dependente de uma droga extremamente viciante que está se espalhando pelo país, fazendo novas vítimas diariamente.

O nyaope é um pó esbranquiçado – heroína de baixa concentração misturada com ingredientes como veneno para rato e, em alguns casos, até mesmo farelos de remédios para pacientes com HIV.

Polvilhado sobre maconha, faz um coquetel altamente viciante e destrutivo.

“Eu preciso fumar esta coisa. É nosso remédio. Não podemos viver sem. Se eu não fumar, fico doente”, diz outro usuário, que prefere não dar seu nome, entre baforadas da droga.

Aprisionados

Apesar de estarem trastornados, esses dependentes dizem que querem largar o nyaope porque percebem que foram aprisionados por uma droga que os está levando para um caminho sem volta.

“Quando éramos jovens, fumamos maconha primeiro, no colégio, antes de começar com as coisas mais pesadas”, diz Kabelo, um depedente de 32 anos.

“Agora a juventude está começando com o nyaope – direto com as coisas pesadas”, observa.

Enquanto enrola outro cigarro da droga com seus dedos de unhas pintadas de rosa, Nomyula, de 23 anos, comenta o futuro: “Minha família quer me ajudar. Eles acham que a prisão será boa para mim como uma reabilitação”.

Ao custo de cerca de R$ 4,50 a dose, a droga é relativamente barata.

Mas conforme ela vai afetando a vida dos usuários, muitos deles logo começam a roubar para sustentar o vício.

Eles fazem inimigos em suas próprias famílias e na comunidade.

Recuperação

Ephraim Radebe, um dependente em fase de recuperação, diz que foi agredido por pessoas da rua de cima de sua casa.

“Eles me perseguiram, ma bateram com tijolos, dizendo que eu precisava morrer. Um homem trouxe gasolina e eles queriam me queimar”, conta.

Radebe diz que ficou “doente e cansado de estar doente e cansado” o tempo todo, e agora já está livre das drogas há dois meses – para alívio de sua mãe, cuja vida havia se transformado em um inferno.

“Quando eu voltava para casa, tirava meus brincos e os colocava na bolsa”, lembra a mãe de Ephraim, Rose Radebe. “Na manhã seguinte, eles tinham sumido. Ele roubava de mim e até mesmo da casa da minha mãe ou dos vizinhos.”

“Essa coisa está destruindo os pais ainda mais que os filhos, porque todos os dias você se pergunta: ‘Onde eu errei?'”, afirma.

Campanhas educacionais

Apesar de conter heroína, o nyaope ainda está em processo de ser qualificado como substância ilegal. O governo diz que isso prejudica os esforços de levar à Justiça os casos envolvendo a droga.

Também há denúncias sobre policiais trabalhando em conjunto com os traficantes.

O nyaope é principalmente encontrado na província de Gauteng, onde estão Johannesburgo e Soweto. Mas um coquetel semelhante, conhecido como whoongais, também é encontrado nas ruas de Durban, na costa leste do país, enquanto comunidades na província do Cabo Ocidental, no sudoeste, sofrem com a droga Crystal Meth, conhecida localmente como tik.

Acompanhando o rápido aumento na dependência de drogas, o governo prometeu estabelecer um centro de reabilitação em cada uma das nove províncias sul-africanas e investir em campanhas educacionais.

A julgar pela velocidade na qual o nyaope está se espalhando, parece claro que a estratégia do governo não está funcionando.

Ajuda

Percebendo que a ajuda disponível não é suficiente, Radebe e outro dependente em recuperação, Anwar Jones, estão ajudando outros viciados a parar de fumar nyaope.

Eles os encontram quando estão fumando ou em lixões nos quais procuram coisas para vender e financiar a próxima dose.

“Eu não me vejo como um ser humano”, diz um jovem ao retirar fios de cobre de um equipamento elétrico.

“Mas você é”, responde Jones, que passou por um treinamento gratuito para oferecer terapia a dependentes.

“E a mudança pode acontecer. A mudança vai acontecer”, diz ele. “Queremos ajudar você a ficar limpo, a se reconciliar com sua família e ter uma vida melhor.”

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Morre aos 93 o médico americano Joseph Murray, pioneiro no transplante de órgãos

murray

O médico norte-americano Joseph Murray, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 1990 e primeiro cirurgião a realizar um transplante de órgão bem-sucedido em seres humanos, morreu nesta segunda-feira (26), aos 93 anos, em Boston, nos EUA.

Murray morreu após sofrer um derrame na última quinta-feira, informou o porta-voz do Brigham and Women’s Hospital, onde estava internado.

Murray e sua equipe realizaram o primeiro transplante de órgão humano em 1954, substituindo o rim doente de um paciente por outro sadio, doado pelo irmão gêmeo univitelino.

“O mundo é um lugar melhor por tudo o que o doutor Murray realizou. Seu legado ficará para sempre em nossos corações e em qualquer paciente que receber o presente da vida através de um transplante”, disse a presidente do hospital, doutora Elizabeth Nabel, em comunicado.

Durante sua carreira, Murray pesquisou formas de controlar a reação de rejeição aos transplantes, o que lhe rendeu, junto com o compatriota Donnell Thomas, o Prêmio Nobel de Medicina em 1990.

“Dificuldades são oportunidades. Esta é uma frase que fica em cima da mesa de meu pai em casa. Isso reflete o otimismo inabalável de um grande homem que foi generoso, curioso, e sempre humilde”, disse seu filho Rick em um comunicado.

Murray começou sua carreira na medicina após se formar na Harvard Medical School, na década de 1940, e desenvolveu o interesse em transplantes durante um período em que trabalhou com feridos na 2ª Guerra Mundial.

“Meu único desejo seria ter mais 10 vidas para viver neste planeta. Se isso fosse possível, eu gastaria uma vida cada em embriologia, genética, física, astronomia e geologia”, disse Murray em uma breve autobiografia para a organização do Prêmio Nobel.

Mais de 600.000 pessoas em todo o mundo receberam transplantes desde a inovação de Murray, informou o hospital.

=> http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1191807-morre-aos-93-o-medico-americano-joseph-murray-pioneiro-no-transplante-de-orgaos.shtml

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Mulheres terão limites mais rígidos para colesterol “ruim”

DÉBORA MISMETTI
EDITORA DE “CIÊNCIA+SAÚDE”

As metas para os valores máximos de colesterol LDL, o famoso colesterol “ruim”, vão ficar mais rígidas para boa parte dos brasileiros, em especial para as mulheres.

As novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia para o controle dos níveis de colesterol e a prevenção das doenças cardiovasculares vão encaixar mais delas no perfil de alto risco para problemas cardíacos.

Hoje, de acordo com as orientações da entidade, as mulheres são classificadas dessa forma quando têm uma probabilidade de mais de 20% de sofrer algum evento cardiovascular, como infarto, derrame e insuficiência cardíaca, nos dez anos seguintes. Agora, uma chance maior do que 10% de problemas vai acender o sinal amarelo no consultório médico.

Essa probabilidade de risco é calculada de acordo com fatores como idade, tabagismo, histórico de doenças cardíacas e histórico familiar, diabetes, entre outros.

“O maior impacto da mudança será entre as mulheres com mais de 45 anos. O risco das mulheres a partir da menopausa está aumentando. Elas estão chegando nesse patamar mais gordas e com um estilo de vida complicado. Nas capitais, já estão quase empatando com os homens em número de infartos”, afirma o cardiologista Hermes Toros Xavier, editor da 5ª Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que serão publicadas em setembro no periódico “Arquivos Brasileiros de Cardiologia”.

Além de mais mulheres entrarem no perfil de alto risco, as metas máximas de colesterol LDL para quem está nesse patamar ou no intermediário (a partir de 5% de risco de evento cardiovascular em dez anos) vão mudar.

Antes, alguém classificado como de alto risco podia ter como meta um LDL de até 100 mg/dl. Agora, o limite recomendado será de 70 mg/dl.

Já quem está no perfil intermediário passa a ter como meta 100 mg/dl de LDL em vez de 130 mg/dl, como previam as diretrizes anteriores, publicadas em 2007.

A consequência é clara: mais pessoas devem receber a indicação de tomar remédios para baixar o colesterol, as estatinas.

“Até 2020, podemos ter um ‘boom’ de mortes cardiovasculares. Precisamos ter uma atividade preventiva mais proativa”, afirma Xavier.

O uso das estatinas em pessoas que já sofreram infartos já se provou eficaz em muitos estudos, reduzindo o risco de novos eventos cardiovasculares e mortes.

O emprego desses remédios para evitar um primeiro infarto ou derrame continua a ser tema de estudos. Uma recente revisão de 18 pesquisas envolvendo 57 mil pessoas conduzida pela rede Cochrane, no entanto, mostrou que o uso de estatinas raramente causa efeitos colaterais graves e reduz em 14% o risco de morte por todas as causas.

Alguns dos efeitos colaterais associados com o remédio são dores musculares e problemas no fígado.

“Alguns dizem que a gente já prescreve estatina demais, mas no Brasil a maioria dos que precisam não toma, e a maior parte dos infartados não tem o colesterol controlado”, afirma Raul Santos Filho, diretor da Sociedade Internacional de Aterosclerose.

Segundo Xavier, o objetivo da publicação das novas diretrizes é fazer os médicos correrem atrás das metas e saírem da chamada “inércia terapêutica”. “Não adianta só dar o remédio. Precisa atingir a meta. Hoje a maioria dos que tomam estatina tem uma redução pequena no LDL.”

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Condeito de Metaplasia escamosa madura

Metaplasia é uma alteração reversível quando uma célula adulta, seja epitelial ou mesenquimal é substituida por outra de outro tipo celular.

Pode ser interpretado como uma tentativa do organismo de substituir um tipo celular exposto a um estresse a um tipo celular mais apto a suportá-lo. Por exemplo, uma forma comum de metaplasia, o epitélio colunar do trato respiratório, submetido cronicamente a irritação pela fumaça do cigarro , passa a ser do tipo escamoso. Deficiência de vitamina A, doença do refluxo gastroesofágico, litíases, entre outros fatores, também podem levar a metaplasia.

Embora a metaplasia leve ao surgimento de um epitélio mais apto ao ambiente hostíl geralmente isto se dá as custas de perdas. No caso do trato respiratório, o epitélio substituto (metaplásico) é desprovido da capacidade de secreção de muco e da ação ciliar. Portanto, a metaplasia é uma faca de dois gumes, representando geralmente uma mudança indesejada.

Além disso, o mesmo estímulo, hostíl, que gerou a metaplasia, se persistir, pode induzir a transformação neoplásica. Dessa forma temos o carcinoma de células escamosas no trato respiratório e o adenocarcinoma no esôfago de Barrett.

Metaplasia também ocorre em células do tecido conjuntivo com a formação de cartilagem, tecido adiposo ou osso (tecidos mesenquimais) em tecidos que originalmente não possuem esses elementos.
Fonte(s):
Retirado de “http://pt.wikipedia.org/wiki/Metaplasia…

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Menstruar ou não?

Essa é a principal dúvida de boa parte das mulheres, especialmente daquelas que todo mês sofrem com os sintomas da TPM. O problema é que mesmo entre médicos ainda não há um consenso quanto à resposta. Viva Saúde levantou a opinião de especialistas que são a favor e contra a interrupção para tentar esclarecer um pouco mais sobre a polêmica

Há cerca de 15 anos, quando os médicos ginecologistas Malcolm Montegomery, de São Paulo, e Elsimar Coutinho, de Salvador (autor do livro Menstruação, a Sangria Inútil, de 1996), divulgaram em programas de televisão que estavam usando em suas pacientes um método contraceptivo que suspendia a menstruação, a classe médica entrou em polvorosa. A maioria dos ginecologistas e obstetras defendia que bloquear o sangramento mensal era ir contra a natureza da mulher e que o organismo feminino poderia sofrer prejuízos com o método. “Naquela época, não conhecíamos a formulação que esses dois médicos utilizavam (até hoje eles a mantêm em segredo), mas sabíamos que incluíam em seus implantes doses altas de testosterona, hormônio masculino que provoca efeitos colaterais, como o crescimento de pêlos. Por isso havia uma grande preocupação. Hoje, existem novos procedimentos e sabemos que a interrupção não provoca alterações no período fértil nem na menopausa”, explica a ginecologista e obstetra Lúcia Helena de Azevedo, professora assistente do Departamento de Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo.

Isto quer dizer que toda mulher nasce com um número determinado de óvulos e que estes são solicitados a cada mês, mesmo que não ocorra a ovulação propriamente dita. “Eles não atingem um estágio de maturação, mas as células envolvidas na sua produção são recrutadas e por isso dizemos que os óvulos vão sendo gastos todo mês”, explica a médica. Na prática, isso significa que a ocorrência ou não do sangramento não adianta nem retarda a menopausa. Além disso, assim que o método usado for suspenso há um retorno imediato da fertilidade. Ou seja, mulheres que deixam de menstruar por opção não têm mais dificuldade do que outras para engravidar.

“Isso acontece apenas no caso de ocorrer depósito de progesterona, hormônio utilizado no método de suspensão menstrual feito por meio de injeções aplicadas a cada três meses. Como a substância tem efeito residual no organismo, a mulher que a usa demora mais tempo para voltar a menstruar e ovular e, conseqüentemente, para engravidar”, esclarece a especialista.

Também já existe um certo consenso entre os especialistas sobre bloquear a menstruação quando estão em jogo doenças como endometriose (caracterizada pela presença de endométrio – camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação – em locais fora da região uterina). Antigamente, as mulheres tinham de 40 a 80 ciclos menstruais ao longo de toda a vida, o que acontecia porque cada mulher tinha cerca de dez gestações. Hoje, esse número de ciclos é dez vezes maior (uma média de 400 a 500 ciclos) em função do menor número de gestações e também do fato de a mulher moderna menstruar mais cedo e iniciar a menopausa mais tarde. “A endometriose é fruto dessa grande quantidade de ciclos e uma das causas da infertilidade e de câncer ginecológico”, diz o especialista Malcom Montgomery

Por que, então, não parar

Apesar de todos os pontos a favor, boa parte dos médicos ainda se recusa a receitar a interrupção nos casos de tensão pré-menstrual (TPM) ou quando a paciente quer deixar de menstruar simplesmente por uma questão de praticidade. E eles têm suas razões para discordar.

Segundo especialistas, o ciclo menstrual funciona como uma amostra de como anda nosso organismo. Afinal, para que a menstruação ocorra, é necessário um perfeito entrosamento entre vários sistemas do corpo, desde o hipotálamo e a hipófise (estruturas que regem uma série de reações orgânicas) e estão localizadas no cérebro, até o útero, ovários, vagina e demais glândulas endócrinas, tais como a supra-renal e a tireóide. A ausência de sangramento, portanto, quando não indica uma possível gravidez pode sinalizar inúmeros problemas de saúde.

Mas não é só. Para a ginecologista Mara Solange Carvalho Diegoli, do Ambulatório de Tensão Pré-Mestrual, do Hospital das Clínicas de São Paulo (ligado à USP), não existe método hoje disponível que realmente consiga interromper a menstruação de todas as mulheres (muitas irão apresentar pequenos sangramentos irregulares). Além disso, ainda não há tratamento de interrupção que deixe a mulher livre de efeito colateral.

Todos os medicamentos que bloqueiam a menstruação atuam em outros órgãos interferindo no corpo inteiro. Por isso, segundo ela, os hormônios usados para interromper o ciclo também podem causar retenção de líquidos, inchaço, alteração de humor, aumento de apetite e até sintomas semelhantes aos do climatério, como calores, dores de cabeça, desânimo. Sem contar aqueles que bloqueiam totalmente a produção de estrogênio, hormônio feminino importante para a manutenção do metabolismo do osso, da pele, das mamas e do cabelo, sem falar do humor.

As afirmações da médica têm aval científico. Há três anos, ela coordena um estudo com 300 mulheres que sofrem de TPM intensa e desejam ficar sem menstruar para conter o distúrbio. “O objetivo é saber se ao interromper a menstruação das pacientes haveria melhora dos sintomas típicos e/ou efeitos colaterais significativos”, conta Mara Diegoli. Para isso, as voluntárias foram divididas em grupos e se submeteram a tratamentos com injeção trimestral de progesterona, implante de progesterona e pílulas anticoncepcionais de uso contínuo (tanto aquelas contendo estrogênio e progesterona de média dosagem quanto as que contêm pequena quantidade de progesterona).

Resultado: todos os métodos apresentaram vantagens e desvantagens. “Todas as mulheres que interromperam a menstruação, por exemplo, tiveram os sintomas de TPM (dores de cabeça, cólicas, irritabilidade, entre outros) amenizados. Por outro lado, nenhum dos métodos utilizados garantiu com eficácia o bloqueio da menstruação (os mesmos métodos funcionaram para algumas e falharam com outras)”, revela. E a médica acrescenta: houve sim efeitos colaterais significativos, entre eles os mais freqüentes foram aumento de peso e diminuição da libido. “Algumas pacientes, aliás, apresentaram hemorragia contínua e precisaram suspender o tratamento”, conta Mara Diegoli.

Por isso tudo, a médica é relutante: só recomendo a suspensão em casos extremos, para mulheres com doenças que se agravam com a gravidez, problemas de coagulação do sangue ou que sofram de convulsões durante a menstruação. No caso de endometriose, cefaléia intensa e anemia, Mara Diegoli até recomenda a interrupção, mas só quando os sintomas são muito intensos e outros métodos tenham falhado.

“Ainda aguardamos a droga milagrosa que acabará com o sofrimento da mulher, sem provocar nenhum efeito colateral. Até lá, médicos e pacientes devem conversar e analisar todos os prós e contras de um método antes de optar por ele. E mais: a paciente deve saber que a reação ao método é individual e que não há como saber se a paciente deixará de menstruar ou terá sangramento, por exemplo”, alerta.

IMPLANTES PERSONALIZADOS

Diretor da regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina, da qual o médico Elsimar Coutinho é presidente, Malcolm Montgomery conta como surgiram os implantes que fizeram sucesso entre as famosas. “Na década de 80, a equipe de Coutinho, da qual eu fazia parte, pesquisava anticoncepcionais para tratar da endometriose. Testávamos contraceptivos de uso contínuo porque observou-se que, diminuindo os níveis de estrogênio, ocorria uma atrofia do endométrio. Com o tempo, notamos que o uso do contraceptivo sem a pausa habitual de uma semana fazia com que as mulheres não sangrassem. Depois, constatou-se outros benefícios como alívio da TPM e a alegria das mulheres que não gostavam de menstruar”, lembra. Em 1995, ele colocou um implante em uma atriz global e a novidade se espalhou. Segundo Malcolm, suspender a menstruação por meio desse tipo de implante (colocado sob a pele da nádega e que dura de seis meses a um ano) oferece muitas vantagens. Uma delas é o fato de ele utilizar concentração hormonal menor do que as pílulas de uso contínuo. “O implante vai direto para a circulação sangüínea e por isso pode ser manipulado com uma dose de hormônios menor”, explica. “Além disso, eles são personalizados. A concentração e o tipo de hormônios variam de acordo com idade, peso e hábitos (fumante ou não) da paciente e dos benefícios que ela pretende atingir. Combinando estrogênio, progesterona, testosterona, conseguimos reduzir a celulite, definir a musculatura e aumentar a libido. Mas há casos em que o ideal para a paciente é um implante de progesterona. Por isso, após a colocação do produto recomendamos que as pacientes retornem após dois meses para avaliar a necessidade de algum ajuste hormonal”, conclui.

PRODUÇÃO: LUANA PRADE

TIPOS DE IMPLANTES

Abaixo, os métodos de interrupção da menstruação mais usados pelos ginecologistas:

IMPLANTE SUBCUTÂNEO (IMPLANON)
O que é: um pequeno bastonete flexível do tamanho de um palito de fósforo, elaborado à base de progesterona, é colocado sob a pele no antebraço e tem validade de até três anos.
Vantagens: além de ser prático e de interromper a menstruação, melhora os sintomas da TPM e da endometriose.
Desvantagens: pode ocorrer sangramento contínuo e um discreto aumento de peso.

DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU) MIRENA
O que é: um endoceptivo que libera doses pequenas de progesterona e dura cinco anos.
Vantagens: é prático e pode provocar amenorréia (interrupção da menstruação), diminuindo as dores da endometriose e das cólicas menstruais.
Desvantagens: costuma ocorrer sangramento e aumento do peso.

ANÁLOGO
O que é: substância injetada por especialista, mensalmente, por via intramuscular ou subcutânea. Atua inibindo a produção dos hormônios pelos ovários.
Vantagens: consegue interromper a menstruação quase sempre.
Desvantagens: a queda dos níveis hormonais pode desencadear os sintomas do climatério (como calores, aumento de peso, redução da libido e da massa óssea, a osteopenia). Não deve ser usado por mais de seis meses.

PÍLULAS DE USO CONTÍNUO
O que é: existem dois tipos.
As que contém pequenas doses de progesterona devem ser administradas diariamente, sem que haja interrupção.
Vantagens: podem ser usadas na amamentação pois não interrompem a lactação.
Desvantagens: não bloqueiam a ovulação e por isso a eficácia como anticoncepcional é menor.

As pílulas que contêm estrogênio e progesterona e que, ao invés de serem interrompidas como de costume, são administradas de forma contínua. Vantagens: o uso contínuo por dois meses ou três pode ser útil em casos de viagens.
Desvantagens: após três a cinco meses de uso seguido pode ocorrer hemorragia. O uso contínuo costuma causar os mesmos efeitos colaterais das pílulas normais (como dor de cabeça, retenção hídrica e mais raramente hipertensão).

INJEÇÃO DE PROGESTERONA
O que é: injeção contendo grande quantidade de progesterona, no organismo fica em depósito, sendo liberada continuadamente em pequenas doses diárias. É aplicada a cada três meses.
Vantagens: ser administrada em mulheres que correm riscos com o uso de estrogênio, como no caso de fumantes e cardiopatas.
Desvantagens: aumento de peso significativo (dois a seis quilos ou mais) e diminuição da libido.

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Médicos alemães criam método complementar à quimioterapia

thumb-33408170903-cancer-resizedBerlim – Uma equipe de pesquisadores do hospital universitário Charite de Berlim junto com membros do Centro Max Delbrück para medicina molecular (MDC) descobriram um novo modo de eliminar células cancerosas, que sobrevivem ao tratamento de quimioterapia.

Em alguns casos a quimioterapia – explicaram os pesquisadores na apresentação do método – não consegue eliminar todas as células malignas, quando algumas delas entram no estado de senescência (situação de envelhecimento programada), momento que, apesar de as células estarem inativas e não se reproduzirem mais, pode ocasionar uma inflamação não desejada e produzir uma recaída.

O diretor da pesquisa, Clemens Schmitt, disse que sua equipe descobriu que as células em estado de senescência, após a quimioterapia produzem mais energia e dependem da aceleração de sua atividade metabólica. Por isso, uma técnica para eliminá-las seria através da inibição de seu metabolismo para que não consigam sobreviver.

A razão do aumento da atividade metabólica está na produção de grande quantidade de proteínas que as células em estado de senescência produzem e têm de eliminar com o grande desdobramento de energia.

Com uma inibição do metabolismo em bloco dessas atividades as células em estado de senescência não conseguem sobreviver.

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Farinha de banana verde: emagrece e reduz risco de diabetes

O amido resistente dessa fruta evita picos de glicose no seu sangue e traz saciedade.

Farinha de banana verde evita acúmulo de gordura e picos de glicose no sangue

Farinha de banana verde evita acúmulo de gordura e picos de glicose no sangue

 

A farinha de banana verde é feita justamente com a fruta que ainda não amadureceu. Mas comer uma fruta verde não faz mal? No caso da banana, ela está cheia de benefícios e o principal deles é o tal do amido resistente. Por ser digerido apenas no intestino, e não no estômago, ele traz uma série de benefícios para o nosso organismo, como turbinar a imunidade, melhorar a digestão e até fazer bem aos índices glicêmicos.

Principais nutrientes da farinha de banana verde

Banana maçã – Composição nutricional (100 g)

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Fonte: Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP)

A banana verde pode ter de 55 a 93% de seu amido na forma resistente, uma forma de carboidrato muito mais saudável para o organismo e responsável pela maior parte de seus benefícios à saúde, por ser digerido apenas no intestino delgado e não se converter em glicose que será liberada na corrente sanguínea. Além disso, ela apresenta menos sacarose, um tipo de açúcar natural da fruta.

Além disso, a banana verde tem menos calorias e carboidratos, como é possível verificar na tabela acima, o que ajuda a reverter o ganho de peso. E possui zero gorduras, o que permite a inclusão de outros alimentos com gorduras boas na refeição. Para completar, ela possui mais fibras do que a banana madura também, o que melhora também o trânsito intestinal.

A farinha mantém os principais nutrientes da banana verde, mas não se sabe ao certo o quanto ela conserva do aminoácido triptofano, por exemplo, precursor da serotonina, neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar.

Não existe uma tabela oficial da farinha de banana verde, mas dois estudos computaram seu teor de nutrientes e chegaram a mesma composição:

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Fonte: Estudo Caracterização da farinha de banana verde. Ciênc. Tecnol. Aliment. vol. 29 no.2 Campinas Abril/Junho 2009; Estudo Composição química de misturas de farinhas de banana verde com castanha do brasil. Rev. Inst. Adolfo Lutz;69(3):396-402, jul.-set. 2010 – Adaptados para porção de 30 gramas

Além do amido resistente, uma das vantagens da farinha de banana verde são suas fibras. A quantidade recomendada diária de ingestão desse nutriente é de 25 gramas. Duas colheres de sopa de farinha de banana verde (ou 30 gramas), a quantidade diária recomendada, contêm 2,66 gramas de fibras, ou seja, 10% do que você precisa consumir no dia.

Veja qual porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes a porção dessa farinha traz:

  • 10% de fibra
  • 8% de fósforo
  • 7% de carboidrato
  • 6% de ferro
  • 5% de cálcio
  • 3% de magnésio
  • 2% de manganês
  • 1% de proteína.

banana_verde-1Benefícios da farinha de banana verde

Ajuda a emagrecer A banana verde e sua farinha são ricas no tal do amido resistente, e é justamente esse composto que ajuda a controlar a fome. Isso porque eles retardam o processo de digestão, pois sua estrutura cristalina torna sua digestibilidade mais difícil. Dessa forma, ele fica mais tempo pelo estômago, melhorando a saciedade e reduzindo o consumo de alimentos nas refeições seguintes. O que ajuda a reduzir aquela fome que aparece fora de hora, auxiliando o emagrecimento.

Reduz a produção de insulina Esse é o hormônio que coloca o açúcar para dentro das células. Portanto, quanto mais glicose for liberada na digestão feita estômago, maior a produção dessa substância no organismo. Mas o amido resistente tem uma função semelhante a das fibras, segurando a absorção desse nutriente, e evitando picos glicêmicos. Por isso, ela é considerada um alimento de baixo índice glicêmico.

Mas por que é bom reduzir a produção da insulina? O problema é que quando ela começa a ficar em alta no corpo constantemente, alguns órgãos começam a se tornar tolerantes a ela, sendo preciso cada vez mais para cumprir a mesma função, gerando o quadro de resistência a insulina, que se não for combatido, pode evoluir para o diabetes tipo 2. Como se não bastasse, a simples presença da insulina em altas quantidades no nosso corpo nos faz depositar a gordura no tecido adiposo, ou seja, aumenta a “massa gorda”.

Melhora o funcionamento do intestino O amido resistente também guarda semelhanças com as fibras nesse aspecto, ele não é digerido no estômago, apenas no intestino delgado. Assim, ele atua no processo fermentativo no cólon, através da ação das bactérias probióticas da microbiota intestinal (flora intestinal). No saldo final, isso ajuda o desenvolvimento dessas bactérias do bem, em detrimento dos micro-organismo presentes no intestino que fazem mal para nossa saúde. Como resultado, temos uma melhor absorção de nutrientes, o que dá ao corpo tudo que ele precisa para funcionar de forma correta.

Evita constipações Esse efeito positivo no intestino também melhora o trânsito intestinal, o que é acentuado pela presença de fibras.

Reforça a imunidade No intestino são produzidas cerca de 60% das imunoglobinas, células de defesa do nosso corpo. Portanto, quando o órgão está funcionando bem, nosso corpo fica mais protegido. Além disso, estudos mostram que o consumo de farinha de banana verde pode levar a produção de ácidos graxos de cadeia curta no intestino. Quando eles estão em falta, fica mais fácil para as bactérias nocivas da microbiota intestinal se deslocarem para a corrente sanguínea, aumentando a chance de infecções pelo corpo.

Diminui o colesterol Assim como a glicose demora mais para ser enviada para a corrente sanguínea, o mesmo ocorre com o colesterol. Além disso, aqueles ácidos graxos de cadeia curta são responsáveis pela redução da absorção do colesterol no intestino. O resultado é que há uma redução do LDL (colesterol ruim). Quem sai ganhando com isso é a nossa saúde, já que o LDL em excesso pode acarretar no acúmulo de placas de gordura nas artérias do corpo, entupindo-as, um quadro chamado aterosclerose. Isso aumenta a chances de infarto ou de AVC, se o bloqueio ocorrer perto do coração ou do cérebro.

Quantidade recomendada de farinha de banana verde

Os especialistas indicam a ingestão de até duas colheres de sopa ao dia da farinha, o que equivale a 30 gramas do alimento.

Como consumir a farinha de banana verde

O ideal é consumir essa farinha com outros alimentos. Ela pode ser misturada a sucos, vitaminas e sopas, consumida com frutas, ou integrar massas de tortas e bolos.

Compare a farinha de banana verde com outros alimentos

A maior parte das farinhas funcionais não contém tabela nutricional oficial, portanto não é possível comparar a farinha de banana verde com elas. Porém, as quantidades de nutrientes deste alimento pode ser comparada com outros tipos:

  • A banana verde é o alimento com mais amido resistente. Para ter uma comparação, uma colher de arroz de ervilha cozida (equivalente a 60 gramas) tem 1,2 gramas desse nutriente, enquanto 30 g de farinha de banana nanica verde tem 7 g de amido, ou seja, quase 6 vezes mais. Uma fatia de 30 g de pão integral, por sua vez, tem 0,37 g de amido resistente, ou seja, a farinha tem quase 18 vezes mais desse nutriente.
  • Quando falamos em fibras, a farinha de banana verde tem um número equivalente a alguns grãos. 30 gramas desse item têm 2,66 g de fibras, contra 2,73 g presentes em 30 g de aveia. Portanto, eis uma boa forma de aliar esse componente à dieta.

Contraindicações

Não existe contraindicação ao consumo dessa farinha, a não ser que se tenha alergia a algum componente da banana.

Riscos

A farinha de banana verde é um alimento fonte de carboidrato, portanto, em excesso pode levar ao excesso de peso e acumulo de gordura. Além disso, o excesso de fibras e amido resistente pode levar a constipação.

Onde encontrar

A farinha de banana verde pode ser encontrada em supermercados, lojas de produtos naturais ou mesmo comprada em lojas virtuais. Porém, sempre compre de marcas e locais de confiança.

Como fazer a farinha de banana verde

Como as farinhas prontas podem conter conservantes e corantes, ela também pode ser feita em casa. Normalmente a banana prata é a mais recomendada para o preparo da farinha, mas podem ser usados outros tipos de banana.

Para fazer, primeiro escalde as bananas verde em água fervente por dois minutos, com casca e tudo. Tire da água, descasque-a, dispense a casca e corte a banana em tiras. Coloque essas tiras em uma forma antiaderente, dispostas lado a lado. Leve ao forno e deixe torrar até ficarem esturricadas, endurecidas, quebradiças e esfarinhando na mão, mas sem ter um aspecto de queimado. Bata tudo no liquidificador e depois passe em uma peneira fina. Guarde em local seco e arejado por até uma semana.

Receitas com Farinha de Banana Verde

banana_verde-2Depois de obter a farinha não sabe o que fazer com ela? Nossos nutricionistas sugeriram receitas deliciosas com o alimento para você.

Fontes Consultadas
Nutricionista Israel Adolfo
Nutricionista Patrícia Bertolucci, da PB Consultoria Nutricional, em São Paulo

http://minhavida.uol.com.br/alimentacao/tudo-sobre/16804-farinha-de-banana-verde-emagrece-e-reduz-risco-de-diabetes#.UjA0lT8a5hc

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Estudo propõe técnica para detectar câncer de ovário em estágio precoce

Uma nova estratégia de rastreamento do câncer de ovário pode ajudar no diagnóstico precoce da doença, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira na revista “Cancer”.

Hoje, não há exame que rastreie esse tipo de tumor precocemente do mesmo modo que, por exemplo, o papanicolaou identifica câncer do colo do útero. Além disso, a doença costuma não ter sintomas no início, o que faz com que 75% dos casos sejam diagnosticados em estágios avançados, segundo o Instituto Nacional de Câncer.

A proposta do novo estudo, feito pelo MD Anderson Cancer Center (EUA), é usar dados de exames de sangue simples, aplicados a um algoritmo, para classificar mulheres em faixas de risco baixo, intermediário ou alto. Dependendo dessa classificação, as pacientes, mesmo sem sintomas, seriam encaminhadas à ultrassonografia transvaginal e, se necessário, à cirurgia.

A pesquisa foi feita com 4.051 mulheres que já tinham feito a menopausa, quando o câncer é mais comum. Em 11 anos de acompanhamento, foram descobertos quatro casos da doença, um no estágio mais inicial.

“Já é um avanço em relação ao que temos hoje”, diz o oncologista Rafael Kaliks, do Hospital Israelita Albert Einstein. “É um câncer raro, com sintomas que podem ser relacionados a outras doenças. Esse método é barato e pode evitar a realização de ultrassonografias desnecessárias.”

MARCADOR

A estratégia do estudo é baseada em um cálculo que considera a variação do nível da proteína CA125 no sangue. A substância, que aumenta na presença de tumores malignos, é um marcador já usado no diagnóstico de câncer, mas de forma isolada, o que tem se mostrado pouco efetivo.

“O nível de CA125 pode subir por outras doenças que não câncer, como endometriose, e pode continuar normal em tumores em estágio inicial”, diz Glauco Baiocchi Neto, cirurgião oncologista do A.C.Camargo Cancer Center. Ao considerar a variação da proteína a partir de duas medições, o rastreamento ficou mais preciso. “Estudos já relataram que a variação da substância, mesmo dentro da normalidade, pode indicar risco aumentado do câncer.”

Para Kaliks, a pesquisa não traz novidade: é uma validação de um modelo já proposto em outros trabalhos e não justifica uma mudança na forma de rastrear a doença.

“De qualquer forma é interessante. Acho que já vale a pena o ginecologista pensar em comparar o CA125 ano a ano, colocando nesse modelo que o estudo usou”, diz.

Na opinião do oncologista Jesus Paula Carvalho, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), a estratégia só faz sentido se tiver impacto na redução da mortalidade. “Ainda precisa ser provado em um estudo grande que isso teria um impacto na sobrevida a longo prazo”, diz. “Ao que parece, os casos foram diagnosticados mais precocemente, mas não tanto quanto gostaríamos.”

O estudo definitivo sobre o modelo, segundo os próprios autores do trabalho, será publicado em 2015 e está sendo feito com mais de 200 mil mulheres no Reino Unido.

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Estamos ficando cada vez mais burros, diz cientista

Clique para ampliarDiz o senso comum que pessoas que criaram coisas tão complexas como os smartphones, as espaçonaves e o GPS têm uma inteligência elevada, que não pode ser comparada à dos nossos primitivos ancestrais das cavernas.

Mas não é o que pensa Gerald Cabtree, cientista que lidera um laboratório de genética na universidade de Stanford, na Califórnia. Para ele, a inteligência humana atingiu seu ápice milhares de anos atrás, e vem diminuindo desde então.

Cabtree explica sua polêmica teoria num artigo intitulado “Nosso frágil intelecto” na publicação científica Trends in Genetics (Tendências em Genética). Para ele, o problema é que a sobrevivência se tornou fácil demais. É uma situação muito diferente da que havia no tempo das cavernas, quando a seleção natural era implacável com os que falhavam.

Quando um humano pré-histórico não encontrava uma maneira de escapar de uma fera ameaçadora ou de um guerreiro de uma tribo inimiga, ele era morto. Quando não era capaz de caçar ou encontrar alimentos, ele e seus filhos morriam de fome. Só os mais inteligentes sobreviviam e geravam descendentes. Assim, a inteligência se desenvolveu.

“O desenvolvimento de nossas habilidades intelectuais e a otimização de milhares de genes ligados à inteligência provavelmente ocorreram em grupos dispersos, sem muito domínio da linguagem, antes de nossos ancestrais emergirem da África”, diz Crabtree num comunicado à imprensa. No entanto, segundo seus estudos, aqueles milhares de genes que determinam a inteligência são relativamente frágeis e sofrem mutações com o passar do tempo.

Na época das cavernas, só os mutantes mais aptos sobreviviam, aprimorando a espécie. Hoje, não é mais assim. “Com o desenvolvimento da agricultura, veio a urbanização, que pode ter enfraquecido o poder da seleção natural de peneirar as mutações que trazem deficiência intelectual”, diz. Sua conclusão é que esse processo, agindo nos últimos 3 mil anos, vem erodindo lentamente nossas habilidades intelectuais e emocionais.

A teoria de Crabtree é contestada por outros cientistas, que veem nela apenas uma hipótese não comprovada. Para eles, faltam evidências de que isso está mesmo acontecendo. “A hipótese não importa muito. Quero ver os dados. E não há nenhum”, diz Steve Jones, geneticista do University College London, numa entrevista ao jornal britânico The Independent.

Crabtree diz que a perda de inteligência não é motivo para preocupação. Para ele, o avanço tecnológico deve trazer alguma solução para o problema. Conforme o conhecimento genético avança, essas mutações que reduzem a inteligência tendem a se tornar conhecidas.

“Talvez sejamos capazes de corrigir magicamente qualquer mutação que tenha ocorrido em todas as células de um organismo, em qualquer estágio de desenvolvimento. Assim, o processo brutal da seleção natural não será mais necessário”, conclui ele.

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Descubra os malefícios que o refrigerante traz à saúde

Além de engordar e ser o grande responsável pelas celulites femininas, os refrigerantes também trazem danos mais graves à saúde

Você já deve estar cansado de ouvir que os refrigerantes fazem mal à saúde e que são capazes de acabar, em pouco tempo, com a sua boa forma, mas ainda assim, não consegue eliminá-los de vez da sua rotina, não é?! Assim como você, milhares de outras pessoas passam por isso, já que o refrigerante é a segunda bebida mais consumida no mundo – atrás apenas da água.

Além de seu alto teor de açúcar, que eleva também o valor calórico da bebida, os compostos presentes nos refrigerantes, como sódio, corantes, acidulantes e conservantes, podem apresentar sérios riscos à saúde do indivíduo a médio e longo prazo. “O consumo da bebida pode resultar em retenção hídrica, visível inchaço nas pernas e membros inferiores, comprometimento do trato gastro intestinal, sensação de empachamento durante a refeição, desconforto gástrico, etc.”, explica a nutricionista Vanessa Suzuki.

Andréa Santa Rosa Garcia, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, completa: “Além de possuir muitas substâncias artificiais em sua composição, o refrigerante contém valor nutricional quase nulo. As variações cola, em especial, contam com uma grande quantidade de fosfatos, que em excesso, provocam o enfraquecimento dos ossos através da liberação do cálcio. Dessa forma, é facilitada a incidência de doenças ósseas, como a osteoporose. A bebida ainda é rica em açúcar, que além de prejudicar a boa forma, propicia o surgimento de cáries, principalmente nas crianças”.

Light e zero
Ainda que o nome soe menos agressivo, os refrigerantes light e zero também são prejudiciais em muitos aspectos. Apesar do teor de açúcar ser reduzido – no caso do light – e eliminado – no caso do zero – e, portanto, o valor calórico dos dois ser bem menor do que o do refrigerante normal, eles contam com uma quantidade de sódio muito maior em sua composição. “Na versão light, 25% do valor calórico ou de algum componente do refrigerante foi reduzido e na versão zero o açúcar foi totalmente excluído. Mas vale ressaltar que essas versões têm uma quantidade de sódio muito elevada, colaborando para a retenção de líquido e aumento da pressão arterial”, aponta a Dra. Andrea.

A nutróloga Liliana Oppermann enxerga uma semelhança muito grande entre as duas versões: “Não há muita diferença entre light e zero. Ambos têm um teor calórico muito baixo, mas também não oferecem nutrientes”, acredita.

E se depois de tudo isso, você ainda não conseguir tirar o refrigerante da sua alimentação, a Dra. Vanessa recomenda: “O ideal seria incluir diariamente na alimentação muita água pura e sucos de frutas e folhas. No entanto, para quem precisa diminuir o consumo ou vai estar numa festa de final de ano e deseja consumir, a dica é no máximo um copo de 100mL, sem esquecer de ingerir água pura logo depois!”. Anotado?!

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As versões light e zero também trazem alguns danos à saúde
Foto: Shutterstock

http://corpoacorpo.uol.com.br/dieta/nutricao/descubra-os-maleficios-que-o-refrigerante-traz-a-saude/3030

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Delegado do Amazonas diz que vítimas de pedofilia são “meninas rodadas”

O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Josué Rocha, usou a expressão “meninas rodadas” ao ser questionado nesta segunda-feira (26) pela Folha se empresários e políticos investigados por crimes de pedofilia e prostituição de crianças e adolescentes tinham preferência por menores virgens.

Essa questão [compra] da virgindade não foi detectada, até porque, quando uma menina começou com 13 anos, ela não era mais virgem. São meninas rodadas, exatamente, são meninas que tiveram passagens por vários clientes”, afirmou, em Manaus, o delegado-geral.

Na última sexta-feira (23), a Polícia Civil desencadeou operação contra esse tipo de crime. Oito pessoas, suspeitas de agenciar as meninas, continuam presas, preventivamente. Cerca de 30 garotas, com idades de 12 a 17 anos, já prestaram depoimentos.

Josué Rocha disse que o número de “clientes” investigados chegou a 18. Eles foram denunciados pelas menores, entre os quais empresários do ramo da educação e da construção e donos de hotéis, boates e supermercados.

Segundo a polícia, os “clientes” pagavam os programas com roupas, celulares, máquinas fotográficas e dinheiro.

“As vítimas não relutaram em declarar seus algozes”, afirmou o delegado-geral.

Procurado pela reportagem, o coordenador do Centro de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Amazonas, promotor Fábio Monteiro, criticou a declaração do delegado-geral Josué Rocha sobre a virgindade das meninas.

“É uma visão completamente equivocada e infeliz [do delegado]. Pessoas nessa faixa etária não têm experiência de vida suficiente, daí ser proibido por lei a prostituição infantil e a pedofilia”, afirmou.

A operação “Estocolmo” é dirigida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente. Os crimes investigados são estupro de vulnerável, exploração sexual e rufianismo (obtenção de lucro através de exploração sexual).

FRONTEIRA

Em São Gabriel da Cachoeira, fronteira com a Colômbia, a Polícia Civil abriu inquérito em 2011 para investigar crime de exploração sexual contra meninas indígenas. Elas denunciaram nove homens, mas nenhum deles foi preso ou indiciado.

Devido a morosidade da investigação na Civil, a Procuradoria Geral da República pediu a federalização de três inquéritos. O Tribunal de Justiça do Amazonas ainda não se posicionou sobre o deslocamento dos inquéritos à Polícia Federal. Até o momento os suspeitos não prestaram depoimentos na polícia.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1191664-delegado-do-amazonas-diz-que-vitimas-de-pedofilia-sao-meninas-rodadas.shtml

PF assume caso de índias que venderam a virgindade no AM
A Justiça do Amazonas informou nesta sexta-feira (7) que decidiu levar à esfera federal dois inquéritos da Polícia Civil sobre relatos de meninas indígenas que dizem ter vendido a virgindade.

As menores dizem ter trocado a virgindade por R$ 20 e caixas de bombom, conforme revelou a Folha em novembro. O caso está em segredo de Justiça.

A juíza Tânia Mara Granito, da comarca de São Gabriel da Cachoeira, acatou pedido da Procuradoria-Geral da República, sob o argumento de que a Polícia Federal é competente para investigar crimes contra os índios e de repercussão sociocultural na vida deles.

A solicitação também se baseou em críticas do Conselho Tutelar da Infância e Juventude da cidade sobre o andamento da apuração da Polícia Civil. O primeiro inquérito foi aberto em 2011, mas até hoje ninguém foi preso. Os suspeitos são empresários locais, um ex-vereador e um taxista.

Uma terceira investigação, sobre suposta participação de dois militares do Exército nos crimes de exploração sexual e estupro de vulnerável, continuou na esfera estadual.

A Polícia Federal já havia aberto um inquérito para investigar denúncias, mas diz que com o deslocamento poderá ampliar o trabalho.

O delegado Normando da Rocha Barbosa, responsável pelas investigações na Polícia Civil, disse que chegou a pedir a prisão de um dos suspeitos, mas ele continua foragido.

Para a Polícia Civil do Amazonas, a federalização do caso não significa um atestado de incompetência de sua apuração. Entende que se trata apenas de entendimento sobre a esfera mais competente.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1197972-pf-assume-caso-de-indias-que-venderam-a-virgindade-no-am.shtml

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De 2000 para cá, leishmaniose visceral matou mais que a dengue

Desde que a epidemia de dengue se intensificou no país, há alguns anos, todo mundo ouve o Ministério da Saúde anunciar medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti. Mas pouca gente sabe o que tem sido feito para combater o Lutzomyia longipalpis, espécie de mosquito-palha responsável por uma doença que, de 2000 a 2011, causou mais mortes que a dengue em nove Estados – a leishmaniose visceral.

Também conhecida como calazar, a doença, que antes era limitada a áreas rurais e à Região Nordeste, hoje encontra-se em todo o território e, segundo especialistas ouvidos pelo UOL, está fora de controle. Levantamento feito com base em números do Ministério da Saúde mostra que, nos últimos 11 anos, a leishmaniose provocou 2.609 mortes em todo o país, enquanto a dengue foi responsável por aproximadamente 2.847 mortes (veja quadro abaixo).

O médico Carlos Henrique Costa, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, professor da Universidade Federal do Piauí e autor de vários estudos sobre a leishmaniose visceral, conta que doença era considerada tipicamente rural até 1980. A partir de então, a enfermidade começou a invadir algumas cidades grandes, como Teresina (PI) e São Luís (MA). Em pouco tempo, passou a afetar áreas urbanas de outras regiões, como Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Araçatuba e Bauru (SP), entre outras.

Sudeste
A expansão da doença no Sudeste, região mais populosa do país, preocupa ­ ­- os dados indicam que o total de casos quase dobrou de 2000 para 2011 (foram 314 e 592, respectivamente). E, o que é mais alarmante, o número de mortes foi quase seis vezes maior: saltou de 9 para 52.

A situação mais preocupante é a de Minas, que de 2000 a 2011 registrou 445 mortes pela doença – o número de vítimas da dengue não chega a metade disso.

O vetor já se instalou na periferia de Belo Horizonte, segundo especialistas. “Houve um ‘boom’ de condomínios com grandes jardins e essa terra provavelmente foi trazida de locais com presença do L. longipalpis”, afirma o pesquisador Reginaldo Brazil, do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Estudos sugerem que a leishmaniose visceral canina precede casos da doença em humanos no Brasil. Se a hipótese for verdadeira, a periferia de São Paulo também corre risco de virar foco, já que há registros de animais contaminados em cidades vizinhas como Campinas e Embu das Artes. Cidades um pouco mais distantes, como Araçatuba, são consideradas endêmicas (casos ocorrem frequentemente na região) há bastante tempo.

Recentemente, um foco importante da leishmaniose também foi encontrado em um canil no cemitério do Caju, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, todos os animais – ao todo 26 cachorros – foram sacrificados e o ambiente foi dedetizado. “O local vem sendo monitorado constantemente e nenhum outro caso foi notificado até o momento”, informou a pasta.

Adaptação
Uma vez que a espécie de mosquito-palha causadora da leishmaniose visceral acompanhou a migração populacional para o Sudeste, como um mosquito do campo foi capaz de se adaptar tão bem ao ambiente urbano?

Existem várias hipóteses, nenhuma delas comprovada. “Alguns pesquisadores acreditam que se trata de uma população de vetores geneticamente distinta”, diz Costa.

Mas também pode ser que o L. longipalpis seja simplesmente um inseto de fácil adaptação. “É um vetor robusto, que teve capacidade de se adaptar às mudanças do homem”, sugere Brazil.

Inseticida
Os famosos “fumacês” promovidos para combater a dengue não ajudam a combater o mosquito-palha? Infelizmente, não. O pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz explica que o L. longipalpis é mais noturno – aparece depois que o fumacê já passou, e os inseticidas usados para controlar o Aedes não têm efeito residual. “O vetor percebe o cheiro e se esconde”, descreve. Ou seja: o fumacê pode até desalojar o vetor da leishmaniose temporariamente, mas não o elimina.

A substância mais eficaz para o controle do L. longipalpis é o DDT, que também já ajudou muito o Brasil no combate à malária, mas o composto foi banido por causar riscos à saúde e ao meio ambiente.

“Os piretroides, usados atualmente, também são tóxicos para humanos, mas bem menos que o DDT”, diz a biomédica Clara Lúcia Mestriner, professora associada de parasitologia da Universidade Federal de São Paulo.

Os inseticidas disponíveis hoje, no entanto, parecem não ter tanta eficácia contra o vetor, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Além disso, há outras limitações, como a possibilidade de o inseto se tornar resistente.

Material orgânico
Medindo de 2 a 3 milímetros, o L. longipalpis é um inseto que gosta de sombra e material orgânico em decomposição. A destinação incorreta do lixo, tão comum no país, é o chamariz perfeito para o vetor. Mas não é o único foco.

Se é fácil achar o Aedes aegypti, que deposita suas larvas em locais onde há acúmulo de água, a missão é mais ingrata no caso do vetor da leishmaniose, cujas larvas podem estar escondidas na terra, ao lado de um arbusto ou de uma árvore frutífera.

As preferências e a capacidade de adaptação do vetor fazem com que a doença não esteja restrita a áreas de pobreza e sem saneamento, apesar do estigma. Mas essa é a população que continuará a ser a mais prejudicada, já que a doença é mais grave em pessoas com saúde debilitada e baixa nutrição.

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/11/22/de-2000-para-ca-leishmaniose-visceral-matou-mais-que-a-dengue-em-nove-estados.htm

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Cientistas conseguem restaurar neurônio “atrofiado” do autismo

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Pesquisadores da Universidade Brown, nos Estados Unidos, identificaram uma deficiência genética entre os neurônios e os circuitos cerebrais de pessoas com um tipo severo de autismo, chamado de síndrome de Christianson, e conseguiram restaurar o crescimento neuronal em camundongos para compensar esse deficit. Na sequência acima, as duas imagens superiores comparam um neurônio normal (à esquerda) com um que tem o defeito genético (à direita); enquanto as duas imagens de baixo mostram neurônios que receberam o tratamento, deixando o gene defeituoso (à direita) tão ramificado quanto o normal (à esquerda)

Os cientistas descobriram que a mutação de um gene, que é associado com alguns tipos de autismo em humanos, pode dificultar o crescimento e a conectividade de células cerebrais de camundongos.

O estudo publicado nesta quinta-feira (12) na revista especializada Neuron ressalta, ainda, que o grupo conseguiu restaurar o crescimento neuronal nas cobaias ao compensar o problema nos mecanismos moleculares que eles identificaram.

Essa mutação, que produz a proteína NHE6, está diretamente associada à síndrome de Christianson, um tipo raro e severo de autismo, mas os pesquisadores afirmam que esse gene pode estar ligado a casos mais comuns da doença.

A NHE6 ajuda a regular a acidez do endossomo nas células. Essas organelas transportam o material das células e também degradam proteínas, até mesmo as que são necessárias para que os neurônios cresçam seus braços, os axônios e os dendritos, para formar as conexões dentro do cérebro.

“No autismo generalizado essa proteína é desregulada. Isso significa, para nós, que a regulação baixa de NHE6 é relevante para um subgrupo considerável de autismo”, explica Eric Morrow, professor da Universidade que liderou a pesquisa.

A equipe constatou menos sinapses nos camundongos que tinham essa proteína desregulada, além de uma maior degradação de um receptor de proteína, responsável pelo BDNF (ou fator neurotrófico derivado do cérebro), que regula a sobrevivência neuronal e a plasticidade das conexões do sistema nervoso.

Para reverter a falha genética, eles deram uma “carga extra” do BDNF, o que ajudou aumentou a ramificação dos neurônios mutantes, deixando-os com axônios e dendritos próximos aos de um neurônio normal.

“Neste trabalho, nós mostramos que a sinalização da BDNF é atenuada em camundongos mutantes, mas não está bloqueada. Você pode resgatar [o crescimento neuronal] transformando essa sinalização”, conclui o pesquisador.

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Cibercirurgia é a operação médica do futuro

cibercirurgiaFígado e esôfago operados com máquinas digitais, pescoço tratado com a ajuda de imagens em 3D: a cibercirurgia, uma técnica de operação menos invasiva e que pode ser feita à distância, é a cirurgia do futuro, afirma um especialista francês.

“Esta cirurgia híbrida é a convergência de técnicas e especialidades [cirúrgicas, de gastroenterologia, radiologia etc] e de uma mistura de instrumentos, material de imagens e robôs”, explica o professor Jacques Marescaux, fundador do Instituto de Pesquisas contra Cânceres no Aparelho Digestivo, em Estrasburgo, no leste da França.

Estas técnicas inovadoras – que há alguns anos seriam ficção científica – permitem ampliar as capacidades do cirurgião no momento de operar, afirma o especialista, que fez quatro cirurgias pouco invasivas entre janeiro e julho deste ano. “É a cirurgia do futuro!”

O francês deu muito o que falar em 2001, quando operou de Nova York a vesícula biliar de uma paciente que estava em Estrasburgo, com a ajuda de um console robotizado, no procedimento conhecido como ‘Operação Lindbergh’. Esta intervenção, realizada com total sucesso, foi a primeira do gênero na história da medicina.

As quatro operações “mini-invasivas” realizadas foram feitas no Instituto Hospital Universitário de Estrasburgo, um estabelecimento dotado de aparelhos técnicos muito sofisticados, que estão revolucionando a cirurgia tradicional.

Realidade virtual

Em três destas operações, assegura Marescaux, a realidade virtual foi usada no diagnóstico e na estratégia cirúrgica, como na intervenção no pescoço de uma paciente de 66 anos que sofria de uma patologia em uma glândula da paratireóide. As outras duas pacientes fizeram cirurgias de câncer no cólon, realizada com técnicas digitais, e de fígado, feita com uma máquina que ampliou as imagens.

Para a operação no pescoço, a exploração cirúrgica virtual – uma reconstrução a partir de imagens de escâner ou ressonância magnética em três dimensões da glândula – permitiu detectar uma anomalia em uma artéria. A anomalia, sistematicamente associada a um problema no trajeto do nervo da voz, não tinha sido detectada no check-up pré-operatório padrão.

Para o especialista, este tipo de programa poderia ser utilizado em operações de próstata para evitar que se alcancem os nervos nos quais as lesões poderiam provocar impotência. “O uso de realidade virtual permitiu guiar o gesto cirúrgico de forma personalizada e preservar o nervo oculto”, destacou.

A intervenção “mini-invasiva” no esôfago de uma paciente de 82 anos que já não conseguia se alimentar foi feita com a ajuda de um instrumento flexível introduzido pela boca (endoscópio), ao invés de recorrer à laparoscopia. A paciente, que voltou para casa três dias depois da cirurgia, já consegue se alimentar normalmente.

Em dez anos, estes tipos de intervenções serão a regra, prevê Marescaux. Ele destaca ainda que as novas técnicas permitem reduzir o tempo de hospitalização e o trauma cirúrgico.

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Cervicite cronica com metaplasia escamosa madura e imatura e focos de erosão do epitélio?

Me parece estar tudo bem!
A cervicite crônica com metaplasia escamosa é apenas uma descrição das células do colo do útero. Não tem nada de grave ou de anormal nisso. É uma achado NORMAL!!! O que não é normal é a metaplasia escamosa ser atípica (mas isso vem escrito no laudo), aí sim terá que ser vista, ok?

É importante esclarecer essa divisão entre cervicite aguda e crônica. A cervicite crônica é um diagnóstico histológico, ou seja, é feita somente através da leitura do material colhido durante o exame preventivo. Nem sempre precisa de tratamento ou é sinal de algum problema grave. Isso é completamente diferente da cervicite aguda, em atividade, que só pode ser observada no momento do exame ginecológico. Ao contrário do que muita gente pensa, ela não aparece no resultado do exame preventivo! e esse sim que pode ser causado por diversos tipos de bactérias.

Quanto a Erosão, é uma zona “desnuda” de epitélio escamoso no colo do útero de maior ou menor extensão; São de ocorrência rara e podem ser causadas por inflamações, traumatismos (mais freqüentes), Não podendo ser químicas (tratamentos intempestivos das viroses) e nem neoplásicas, no seu caso, por nao ter no laudo uma atipia celular.

Não se preocupe,
Se vc nao está sentindo nada de anormal, nao tem porque se preocupar. Espere o retorno da consulta e aí sim vc poderá conversar com sua médica!
Abraços!
Fonte(s):
estudante de medicina

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Câmara lança frente parlamentar e promove seminário sobre endometriose

O que o Congresso Nacional e os parlamentares tem a ver com isso? Endometriose é uma doença do aparelho genital feminino não muito frequente e muito menos um caso de saúde pública ou de calamidade pública. Na falta do que ter o que fazer ou de coragem e vontade política (interesses pessoais em risco), os parlamentares tupiniquins se debruçam sobre assuntos que não colocam a sobrevivência política e as fontes de captação de dinheiro e de corrupção em risco. Continue lendo