setembro, 2016

Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

Data de Publicação: 07 de setembro de 2016

Finalmente, você colocou um disco SSD em seu computador e ele retornou à vida. Mas não se trata apenas de colocar o disco no seu sistema, para obter o melhor rendimento é preciso fazer mais alguns ajustes.

Escolha do sistema de arquivos
A escolha do sistema de arquivos é fundamental. No momento o melhor é escolher o formato ext4. É o mais estável e também o mais usado, e oferece suporte ao comando trim(*)

Opções de montagem
As partições usadas pelo seu sistema são definidas no arquivo /etc/fstab. Na definição das partições localizadas no seu disco SSD adicione as opções discard e noatime. A opção discard permite que a o comando trim seja usado, o que aumenta o desempenho e a duração do seu disco SSD. A opção noatime informa ao sistema de arquivos para não registrar o tempo de último acesso aos arquivos, mas apenas a data de modificação. Esta opção reduz o número de gravações no disco e consequentemente aumenta também a sua duração. Considerando-se que qualquer comando que você emitir como ls, find, e outros, alteram esta informação, visto que o arquivo foi acessado, na verdade não representam nenhum impacto sério e você estará ganhando e muito em desempenho e durabilidade de seu equipamento.

Caso você note que alguns programas não estão funcionando bem, você pode modificar o parâmetro noatime para relatime. Este parâmetro faz com que a data de último acesso aos arquivos seja igual ao valor da data da última modificação, e tudo isto é feito na mesma operação de gravação.

No meu sistema, a linha em que é montado o disco SSD está assim:

UUID=e613456f-3765-4653-b071-971f7b873f95 / ext4 discard,noatime,

Não aloque a partição swap no disco SSD
De forma resumida, quanto menos operações de gravação você tiver no disco SSD maior será a sua durabilidade. Dependendo da capacidade de memória e dos processadores de seu sistema, pode ser que a partição swap seja utilizada muito raramente. É verdade também que se o seu sistema fizer uso mais frequente do swap, você pode ter um bom ganho de desempenho, ao custo de encurtar a vida útil do disco.

Uma alternativa é alocar a partição swap no disco SSD mas desabilitar a hibernação, visto que a processo de hibernação de uma máquina gera um grande número de operações de leitura e gravação.

E ainda outros, instalam o sistema sem a partição swap. Com a quantidade de memória dos sistemas mais modernos, a partição swap tende a cair no esquecimento. Neste exato momento, em meu computador de meia idade, o uso da partição swap é zero. E tem mais, se você não tem uma partição swap o seu sistema não consegue hibernar, visto que este processo utiliza o swap.

(*) O TRIM é um comando que é enviado ao SSD e informa as páginas ou blocos que podem ser marcadas como inválidas. Páginas inválidas são aquelas que armazenam arquivos já apagados pelo usuário. Essas páginas inválidas passarão pelo processo chamado de “coleta de lixo”, que todo SSD realiza.

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tela5O TRIM é um comando que é enviado ao SSD e informa as páginas ou blocos que podem ser marcadas como inválidas. Páginas inválidas são aquelas que armazenam arquivos já apagados pelo usuário. Essas páginas inválidas passarão pelo processo chamado de ‘coleta de lixo’, que todo SSD realiza.

Antes de entendermos melhor como funciona o TRIM, precisamos saber como acontece o processo de gravação e de coleta de lixo nos discos de estado sólidos.

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Nos HDs tradicionais, que usam pratos magnéticos, quando é preciso atualizar os dados de um arquivo inexistente, eles simplesmente gravam as novas informações sobre os mesmos setores em que o tal arquivo estava. Já nos SSDs, estes setores teriam que ser apagados para só então gravar os novos dados neles.

Com isso, os SSDs usariam ciclos de apagamento de forma desnecessária, o que diminui a vida útil do componente. Para evitar este problema, quando um arquivo é apagado pelo usuário, a página onde ele estava é marcada como “inválida”. Assim, o SSD interpreta que pode gravar diretamente novos arquivos nela, pois teoricamente ela está vazia. Uma hora ou outra, as páginas marcadas como inválidas e que ainda não foram sobrescritas, precisam ter o seu conteúdo apagado. E este processo é conhecido como ‘coleta de lixo’ (garbage collection).

Voltando ao comando TRIM, se ele não for ativado, o SSD vai interpretar que as páginas que continham arquivos que foram deletados pelos usuários continuam com esses arquivos. Assim, durante o processo de coleta de lixo, essas páginas são aproveitadas, ou seja, movidas para áreas vazias. Isso faz com que o SSD perca tempo de forma desnecessária, pois tais páginas contém dados que já foram apagados.

Em outras palavras, o comando TRIM é essencial para o SSD, pois aumenta o seu desempenho, gera mais espaço livre e, além disso, aumenta a vida útil do dispositivo, já que menos ciclos de apagamento são usados.

Desde o Windows 7 que este comando é automaticamente executado. Placas-mães mais modernas também já oferecem suporte a este recurso por padrão. De qualquer forma, se você quer se certificar de que o TRIM está ativado em seu PC, siga estes passos:

Passo 1. Use a combinação de teclas WinKey + X e clique em “Prompt de Comando (Admin)” para abrir o prompt com permissões de administrador. É necessário fornecer uma permissão antes de continuar;

Passo 2. Na janela do Prompt de Comando, digite o seguinte, sem as aspas: “fsutil behavior query disabledeletenotify” e tecle “Enter”;

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Conferindo se o TRIM está ativado

Passo 3. Se a resposta for DisableDeleteNotify = 0, o TRIM está habilitado. Se for =1 ele está desabilitado.

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Se a resposta for 0, o TRIM está ativado

No caso dele estar desabilitado, pode ser que o modelo do seu SSD não suporte esta função. Verifique no site da fabricante se há alguma atualização de firmware que implementa o suporte ao TRIM. Se não, o jeito será adquirir um SSD mais moderno.

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Adquirir um SSD ainda é relativamente caro para o consumidor. Modelos com armazenamentos de 120 GB, por exemplo, podem facilmente ter o mesmo custo de um HD de 500 GB a 1 TB. No entanto, apesar do preço, o dispositivo, com ajuda de um software instalado no computador, pode transferir um sistema operacional do HD para o SSD de forma fácil, sem precisar reinstalar tudo novamente.

O procedimento, que pode ser feito também de HD para HD, consiste em dar “boost” na execução do sistema operacional utilizando o SSD apenas para rodar o Windows. Porém, antes de começar, é importante verificar se o disco sólido já está conectado no seu computador, além de ter certeza de que tem espaço disponível igual ou maior em relação ao utilizado pelo sistema operacional no HD em uso. O ideal é que sempre sobre cerca de 15% do total de espaço do SSD livre para que o disco possa rodar o sistema operacional de maneira eficiente.

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Para a realização do tutorial a seguir foi utilizado o programa EaseUS ToDo Backup Free 9.2 e um computador de mesa com Windows 10, com a placa mãe Gigabyte GA-Z97MX-Gaming 5.

Passo 1. Ao abrir o programa, clique na opção “Clone” e aguarde a próxima tela;

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Tela inicial do programa EaseUS Todo Backup Free 9.2 (Foto: Reprodução/Heloisa Facin)

Passo 2. Selecione a origem de sua transferência. No caso, o local onde atualmente roda o seu sistema operacional. Clique em Next;

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Tela para a seleção do disco de origem da transferência (Foto: Reprodução/Heloisa Facin)

Passo 3. Selecione o disco de destino, para onde deseja transferir seu Windows e clique em Proceed;

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Seleção do disco de destino da transferência (Foto: Reprodução/Heloisa Facin)

Passo 4. Tenha bastante atenção ao realizar a seleção, pois a execução da transferência vai deletar qualquer arquivo existente anteriormente no disco (caso exista). Clique em OK.

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Veja se selecionou o disco correto para o qual deseja transferir seu sistema (Foto: Reprodução/Heloisa Facin)

Pronto. Agora, aguarde a finalização da transferência dos arquivos. Após ter realizado o procedimento, você vai observar que seu sistema operacional estará disponível nos dois discos, HD e SSD.

Como alterar o disco de boot

Após ter a transferência realizada com sucesso, é preciso que o usuário identifique para o computador qual disco deseja que o sistema operacional seja executado. Caso não altere, o PC vai continuar utilizando o antigo disco na inicialização. Para isso, é necessário que o usuário entre na BIOS e realize a troca.

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Abra sua BIOS e clique na opção “selecionar sequência” (Foto: Reprodução/Heloisa Facin)

Vale lembrar que cada placa-mãe vai oferecer uma visualização e opções diferentes em sua BIOS. Caso não saiba fazer a alteração sozinho, confira sempre os manuais que acompanham a placa.

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Coloque o SSD em primeiro na sequência de discos (Foto: Reprodução/Heloisa Facin)

Movimente o disco que representa o seu SSD e coloque-o em primeiro na sequência. Assim, no caso dessa placa-mãe utilizada, ficará registrado qual deve ser o disco de boot do computador para a próxima inicialização.

Relembrando: principais diferenças entre HD e SSD

Vale lembrar que a principal diferença entre um disco rígido (HD) e uma unidade de estado sólido (SSD) é a sua forma física e a velocidade de leitura e escrita.

Os HDs são formados por uma bandeja de metal com um revestimento magnético onde circula o disco de gravação e a agulha, responsável pela gravação e leitura dos arquivos. Já os SSDs são compostos por inúmeros chips de memória que retêm os dados mesmo quando não há energia, além de serem muito mais velozes ao ler e escrever novos arquivos. O segundo tende a ter um tamanho muito mais compacto do que o primeiro.

Como recriar repartição SSD em cache original de fábrica? Comente no Fórum do TechTudo

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Por: Alex Cranz | 1 de setembro de 2016 às 10:31

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Na feira IFA, em Berlim, a Lenovo anunciou vários tablets e laptops com processadores Intel de 7ª geração, mas um dispositivo se destacou entre os demais. É o menor laptop exposto pela Lenovo, tão pequeno que a empresa o classifica como um tablet.

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O Yoga Book tem 96 mm de espessura, tornando-o o laptop mais fino do mercado, e faz até o Samsung Notebook 9 e o MacBook parecerem robustos. Além disso, seu teclado é sensível ao toque e funciona como um tablet para desenho.

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Oficialmente ele se chama Halo Keyboard, e se você já tentou digitar rapidamente no teclado virtual de um tablet, você estará familiarizado com a experiência. Só que ele é um pouco melhor porque está separado da tela, de modo que não ocupa espaço na interface, e tem uma textura agradavelmente áspera. Ele também tem feedback háptico – o que, no caso de um teclado touch, não parece adiantar tanto.

O teclado não serve apenas para deixar o dispositivo mais fino: com o toque de um botão, ele se torna um tablet de desenho.

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Ele se comporta muito como um tablet da Wacom (a tecnologia é dela, aliás), transferindo para seu app favorito o que você escrever à caneta. Na verdade, ele consegue até mesmo identificar sua escrita com uma caneta comum no papel, desde que você o coloque por cima do teclado.

O “tablet” (isso é um laptop) tem processador Intel Atom, 64 GB de armazenamento com suporte a microSD, 13 horas de vida útil, suporte a 4G, Wi-Fi 802.11ac, câmeras frontal e traseira, e tela de 10,1 polegadas com resolução 1980×1200.

Eu tive a oportunidade de experimentar o dispositivo na IFA, e observei alguns momentos bugados em que o dispositivo não alternava facilmente de teclado para tablet de desenho – não funcionava tão bem como prometido, mas é algo que a Lenovo pode resolver até o final de outubro, quando o Yoga Book será lançado. Ele estará disponível em duas versões: com Android por US$ 500, e com Windows 10 por US$ 550.

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