maio, 2017

No seguimento da nossa colaboração com a INMotion hoje vamos ensinar como transformar o Raspberry PI num servidor de e-mail.

Nas empresas, ou em grande partes delas, não existe um serviço dedicado para tratar o email. E se um simples Raspberry PI fosse a solução para o problema? Hoje vamos ensinar como criar um servidor de e-mail eficaz, recorrendo a um simples raspberry PI e ao Citadel (software gratuito).

Já conhece o Citadel?
Sem entrar em muitos detalhes, o Citadel é um projecto de código aberto,alternativo ao MS Exchange, que foi desenvolvido com o intuito de ser simples, versátil e completo. Apesar da ideia inicial deste projecto consistir na criação de um BBS (bulletin board system), rapidamente o projecto cresceu e ganhou funcionalidades viradas para o serviço de mail. Das funcionalidades que hoje suporta destaca-se:

  • Suporte para os protocolos: SMTP, IMAP e POP3.
  • Suporte para XMPP (Citadel pode funcionar como um servidor Jabber para mensagens instantâneas)
  • Interface Web muito intuitivo
  • Possibilidade de integrar com o spamassassin e ClamAV para filtragem de spam e vírus
  • Suporte para LDAP e Active Directory
  • Funcionalidade básicas de groupware (Calendários, Reuniões, catálogos de endereços, notas, tarefas)

Como instalar o Citadel no RPI?
Para instalarem o Citadel no RPI devem seguir os seguintes passos:

1) Instalar o Citadel
Para instalar o Citadel devem usar os seguintes comandos:

sudo apt-get update
sudo apt-get install citadel-suite

2) Instalação/Configuração
Durante o processo de instalação, o utilizador deverá indicar alguns parâmetros. Primeiro é solicitado que indique em que interface o servidor vai estar a escuta.

No caso que a configuração assuma todas as interfaces, devem indicar 0.0.0.0

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Devemos agora indicar qual o modo de autenticação dos utilizadores. Por omissão o citadel usa a sua própria base de dados. No entanto, como referido, o serviço tem também suporte para LDAP e Active Directory.

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Vamos agora criar um utilizador com privilégios administrativos para gestão do serviço.

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Indicamos agora uma password para o utilizador criado anteriormente.

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No passo seguinte, relativo ao webcit – Citadel Servlet Engine, seleccionamos Internal para que seja usado o próprio servidor HTTP do serviço. Caso já tenham um servidor web apache montado no sistema, podem escolher a opção Apache2.

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Vamos agora indicar a porta de comunicação (ex. 80) para HTTP.

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Para HTTPS, devem escolher a porta 443.

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Vamos agora escolher o idioma da interface. Quem pretender português, basta que escolha a opção Brazilian Portuguese.

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Uma vez realizadas as configurações anteriores é provável que apareça o seguinte erro.

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Nota importante: Por alguma razão Citadel não criou o directório referido durante a instalação, mas podemos ir em frente e execute os seguintes comandos para corrigir isso (Tentamos contactar os responsáveis pelo Citadel mas ainda não obtivemos resposta).

sudo mkdir /etc/citadel/netconfigs
sudo chown citadel:citadel /etc/citadel/netconfigs
sudo service citadel restart

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Uma vez que a configuração relativamente às interfaces à escuta foi perdida, temos de proceder a uma configuração manual. Para isso executamos o setup do citadel

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Voltamos a indicar o utilizador com privilégios administrativos para gestão do serviço e indicamos também a respectiva password.

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E a indicação para que o serviço fique à escuta em todas as interfaces.

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Nos próximos passos será solicitado as portas e também modo de autenticação. Devem por isso indicar a mesma informação iniciar (Na verdade o processo manual sobrepõe-se à configuração que deveria ter sido realizada inicialmente).

Uma vez realizadas as configurações, o raspberry deve recarregar o servidor Citadel.

Nota: Se precisarmos de alterar a porta do WebCit (por questões de conflito), basta abrir o ficheiro/etc/default/WebCit e modificar o parâmetro WEBCIT_HTTP_PORT = 80 .

Vamos agora abrir o browser e introduzir o endereço do RPI onde está o Citadel instalado. Aparecerá a interface de autenticação, na qual devem introduzir as credenciais criadas.

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E aqui está a interface de Administração.

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Depois de ensinarmos a instalar o Citadel, hoje vamos ensinar a configurar o mesmo.

Configurar o domínio
Agora que temos o Citadel em funcionamento, há alguns passos que devemos fazer ao nível da configuração. Para começar, precisamos de configurar o nome de domínio. Para isso, fazemos o login, e clicamos no botão Administration.

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Depois nas configurações globais selecionamos a opção Domain names and Internet mail configuration

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Agora no campo seguinte configuramos o nome do nosso domínio.

Exemplo: (pplware.no-ip.org sem o prefixo www.)

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Instalar e configurar spamassassin, amavisd e clamaV

Adicionar o host do Spamassassim

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Adicionaro host do ClamaV

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Configuração de contas de utilizadores
Para criar, apagar ou editar contas de utilizadores, voltamos ao menu de Administração e escolhemos (Adicionar, alterar, excluir contas de utilizador no painel de gestão de contas de utilizadores)

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No painel seguinte vamos a adicionar um novo nome de utilizador. Este nome de utilizador que configuramos vai servir para endereços de e-mail.

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No ecrã seguinte, adicionamos uma password e damos permissão para enviar e-mails. Clicamos no botão guardar alterações.

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Agora a nossa nova conta de e-mail tem acesso a calendários partilhados, notas, tarefas, chat, etc.

Atualizar o e-mail do administrador

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No final destas configurações, não nos podemos esquecer de abrir as portas onde funcionam os protocolos de e-mail no nosso router e redirecionar os pedidos para o nosso raspberry pi.

SMTP porta 25
IMAPporta 143
POP3porta 110

Por David Jesus para Pplware.com

*Artigo interessante sobre a instalação do Citadel

*Instalação do Citadel com Apache2, NGINX ou LightHTTPD


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O ano era 1916. Crescia o número de soldados feridos na 1ª Guerra Mundial e o algodão usado para tratá-los começava a ficar escasso nas trincheiras dos Países Aliados. Foi quando um cirurgião e um botânico escoceses redescobriram as propriedades de uma simples planta, que acabou sendo usada em larga escala pelo Reino Unido para tratar os feridos em combate.

Trata-se do Sphagnum, tipo de musgo conhecido pelo nome de esfagno.

Algumas espécies de esfagno seco podem absorver e reter até 20 vezes o equivalente a seu peso em água. Ou em sangue.

Os especialistas do Exército perceberam que a planta era duas vezes mais absorvente que o algodão e, em dois anos, o Reino Unido, que produzia 200 mil bandagens de esfagno por mês em 1916, passou a produzir um milhão em 1918.

Na 1ª Guerra Mundial, as ataduras de esfagno (abaixo à esquerda), eram consideradas as mais eficazes Na 1ª Guerra Mundial, as ataduras de esfagno (abaixo à esquerda), eram consideradas as mais eficazes. Em seguida, as bandagens foram enviadas para mais de 50 hospitais de campanha em diferentes pontos da frente de batalha, como Alexandria, no Egito, de acordo com relatos da época.

Na verdade, o cirurgião Charles Walker Cathcart e o botânico Isaac Bayley Balfour não fizeram nada além de redescobrir algo que povos antigos já usavam para curar feridas de soldados há mil anos.

Os alemães, inimigos na guerra, também adotavam o recurso desde o início dos combates, em 1914.

Mas o Reino Unido deu início a uma operação em larga escala sem precedentes.

Dever patriótico
O musgo de esfagno é uma planta não-vascular (que não apresenta mecanismos de condução de fluidos) que se desenvolve especialmente em climas úmidos e frios.

Cathcart e Balfour fizeram testes até concluir que duas espécies Sphagnum papillosum e Sphagnum palustre eram consideradas as melhores para estancar sangramentos e ajudar a curar feridas.

A estrutura do esfagno permite que suas paredes porosas absorvam grandes quantidades de líquidos A estrutura do esfagno permite que suas paredes porosas absorvam grandes quantidades de líquidos.

Ambas cresciam em abundância na Escócia, Irlanda e Inglaterra, onde um pequeno exército de voluntários formado em sua maioria por mulheres e crianças se reunia para colher e secar as plantas, que seriam usadas posteriormente em ataduras e compressas.

De acordo com a historiadora britânica Thelma Griffiths, era um trabalho árduo. O musgo é encontrado no entorno de riachos e pequenos lagos e em regiões pantanosas. Eram coletados em sacos, que depois eram pisoteados para extrair a água.

“As mulheres deviam sentir frio e estar encharcadas, arrastando suas saias longas molhadas”, afirmou Griffiths à BBC.

“Mas acreditavam que era um dever patriótico”, completou.

Esse batalhão de voluntários logo se espalhou pelos Estados Unidos e Canadá.

Duas propriedades impressionantes
A capacidade do esfagno em absorver água como uma esponja se deve a sua estrutura celular 90% do volume de suas  folhas são formados por células mortas, cuja função é exatamente armazenar água.

 Essas ataduras pouparam muitos esforços. Por serem mais absorventes, não precisavam ser trocadas com tanta frequência, o que significava menos trabalho para a equipe médica e menos dor para os pacientes.

Mas, além da impressionante capacidade de absorção, o esfagno tinha outra enorme vantagem sobre o algodão, que também era mais caro: propriedades antissépticas.

As células do esfagno têm a capacidade de diminuir o pH do ambiente a seu redor, tornando-o ácido o suficiente para inibir a proliferação de colônias de bactérias.

Essa propriedade tinha um valor inestimável em tempos de guerra, quando médicos e enfermeiros do exército travavam uma batalha particular contra a infecção de feridas, que muitas vezes levava à amputação de membros ou à morte de soldados por sepse.

Assim, as ataduras e compressas de musgo permitiam, de forma natural, a criação de um ambiente esterilizado em torno da lesão, que era curada com mais facilidade.

Simplesmente um musgo
Com o fim da guerra, a demanda por ataduras diminuiu, e o exército de voluntários desapareceu.

O trabalhoso processo de produção deixou de valer a pena e as compressas deixaram de ser usadas.

Apesar de terem sido produzidos em pequena escala na 2ª Guerra Mundial, os curativos de esfagno voltaram para o reduto da medicina alternativa. E por ali ficaram.

Atualmente, a planta é usada na horticultura e como biocombustível, mas não salva mais vidas.

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Segundo Android Police, empresa comprada pela Lenovo estaria desenvolvendo um novo tablet, mesmo com o segmento atingindo 10 trimestres consecutivos de baixas.

Mesmo com o mercado de tablets estar em baixa há um bom tempo, tendo registrado nada menos do que 10 trimestres consecutivos de queda nas vendas, a Motorola estaria disposta a tentar ressuscitá-lo.

Segundo o site especializado Android Police, a Motorola prepara um novo tablet Moto, seu primeiro em muitos anos. E, de acordo com a imagem que a página recebeu de uma fonte, o novo tablet não será apenas mais um aparelho padrão de 10 polegadas com um design de vidro e metal. O aparelho pode inclusive trazer um recurso novo legal que talvez faça muita gente querer comprá-lo.

Uma ferramenta chamada Productivity Mode (Modo de Produtividade, em tradução livre) poderia mudar a maneira como vemos tablets Android. Conforme a reportagem, haverá uma chave que muda a interface do Nougat, te permitindo fixar aplicativos na barra de navegação, mudar rapidamente entre eles sem precisar ficar abrindo o carrossel multitarefa, e fechar apps ao segurar o ícone de um deles apertado e então deslizar o dedo.

O Android Police não oferece nenhuma informação sobre uma possível data de lançamento, mas apenas o fato de que a Motorola possui um protótipo de um aparelho do tipo já é algo interessante.
Apesar de terem sido dados como mortos algumas vezes, os tablets Android estão experimentando uma espécie de renascimento em 2017, com a Samsung lançando o Galaxy Tab S3 (foto acima) e a Google mudando a maneira como o Pixel C funciona.

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