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Por Kallklen Ribeiro – 31 jul, 2017
Neste artigo listamos as distribuições Linux que atingiram o top 10 da lista mantida pelo Distrowatch.

Distrowatch iniciou o seu sistema de classificação em 2002. Embora seja apenas um guia para o sucesso de uma distribuição, ele fornece uma visão histórica interessante de como a esfera Linux mudou nos últimos 14 anos.
Cada distribuição Linux tem um contador de páginas que conta os hits que recebe todos os dias e estes são contados e usados como hits por dia para os rankings do Distrowatch. Para evitar o abuso, apenas uma contagem de página é registrada em cada endereço IP por dia. Agora, os méritos dos números e a precisão deles podem estar em debate, mas espero que a lista a seguir seja uma visão interessante da história do Linux.
Esta lista analisa os rankings desde 2002 e destaca as distribuições que atingiram os dez melhores em qualquer ano. Existem alguns fatos interessantes para acompanhar esta lista. Por exemplo, há apenas 1 distribuição que esteve no top 10 durante todos os 14 anos, embora possa contar Red Hat e Fedora como uma distribuição, então você poderia dizer 2.
Outro fato interessante é que apenas 3 distribuições Linux já ocuparam o primeiro lugar no final de um determinado ano. Hoje, 28 distribuições apareceram no top 10 nos últimos 14 anos, provando que, embora possa ser fácil alcançar o sucesso, é ainda mais fácil cair no esquecimento.

Arch Linux é uma distribuição rolling-release que sempre esteve rondando o top 10 em todos os 14 anos do ranking Distrowatch.
Uma distribuição rolling-release para o usuário avançado, o Arch cresceu em presença e possui um dos maiores repositórios de software. Como destaque, podemos incluir o AUR e a documentação incrível.
Amado por uma grande comunidade, esta distribuição fornece tudo que o usuário Linux experiente poderia precisar.
Levou até 2010 para que o Arch atingir o top 10 e sua posição mais alta foi em 2011, quando atingiu a 6ª posição. Isso pode ser atribuído à complexidade da distribuição.
2. centOS

O CentOS é uma versão da comunidade do Red Hat Linux, que fornece toda a estabilidade e poder de seu pai.
Já existe a algum tempo, mas só atingiu o top 10 em 2011.
É uma boa distribuição, sólida, sem frescura e perfeita para uso doméstico e comercial.
3. Damn Small Linux

Damn Small Linux (DSL) figura desde 2003/2004 e seu principal ponto de venda é que ele tem uma pegada incrivelmente pequena.
O tamanho de download do DSL é de apenas 50 megabytes e, durante alguns anos, esteve nas 10 principais distribuições, mas saiu da lista em 2009 e vem caindo desde então. A posição mais alta foi um 6º lugar em 2006.
O problema principal com uma imagem tão pequena é que exige muita configuração para conseguir fazer qualquer coisa. Uma idéia inovadora, mas não muito substancial no mundo real.
4. Debian

Sua posição mais alta é de 2º lugar e essa é a classificação atual.
Debian é um pai fundador do Linux e fornece a base para muitas das outras distribuições disponíveis hoje, incluindo Ubuntu e Linux Mint.
Usado por profissionais e grandes empresas, isso a torna uma distribuição fundamental para as pessoas que pensam em entrar no Linux como uma escolha de carreira.
É relativamente fácil de instalar e é altamente personalizável e é fácil de usar.
5. Dream Linux

O Dream Linux saiu de cena em 2012. É difícil encontrar informações sobre ela. A captura de tela foi tirada do LinuxScreenshots.org.
Dream Linux atingiu o top 10 em 2008 e foi a versão 3.5 que foi responsável por sua ascensão. Com base no Debian Lenny, o Dream Linux veio com o ambiente de trabalho XFCE com uma opção para instalar o desktop GNOME.
O melhor tributo que pode ser dado a esta distribuição brasileira é do Unixmen que descreveu “Dream Linux tão rápido e bonito”.
6. Elementary OS

Elementary é um recém-chegado ao bloco. Primeiro alcançou os rankings do Distrowatch em 2014 e sua posição mais alta até o momento foi o 7º lugar.
A chave para Elementary é a área de trabalho visualmente agradável e altamente estética. O conceito é simples, mantenha-o simples.
7. Fedora

Fedora é uma ramificação da Red Hat. É a distribuição dos entusiastas do Linux porque é completamente vanguardista, trazendo todos os novos conceitos à mesa primeiro.
Tal como acontece com o Debian, é uma boa ideia usar o Fedora ou o CentOS, pois fornecem a plataforma perfeita para qualquer pessoa que deseje obter uma carreira no Linux.
O Fedora foi uma das primeiras distribuições à introduzir o Wayland e SystemD.
É relativamente fácil de instalar e a área de trabalho GNOME é fácil de usar. No entanto, nem sempre é o mais estável.
O Fedora entrou no Top 10 do Distrowatch em 2004 e não ficou abaixo do 5º desde o pico na posição 2 em 2010.
8. Gentoo

Em 2002, o Gentoo foi a terceira distribuição Linux mais popular. Claro, isso foi um tempo antes dos instaladores gráficos.
O Gentoo não é para os fracos e é usado por uma comunidade básica de pessoas que vivem para compilar o código. Ele saiu dos 10 melhores em 2007 e atualmente esta na posição 34.
9. Knoppix

Knoppix é uma distribuição Linux projetada para ser executada a partir de um DVD ou unidade USB. Atingiu o top 10 em 2003, atingindo o 3º lugar antes de deixar a lista em 2006.
Ainda está em andamento e está atualmente na versão 7.6 e reside na posição 55.
10. Lindows

A única coisa que tem sido consistente nos últimos 14 anos é a obsessão de fazer distribuições Linux que se parecem com o Windows.
Um dos primeiros foi chamado Lindows, mas o nome teve que ser alterado porque estava muito perto da marca registrada de outra empresa.
A aparição do Lindows no top 10 foi apenas em 2002 na posição 9, embora tenha se tornado Linspire.
11. Lycoris

Lycoris era uma distribuição Linux de desktop baseada em OpenLinux Workstation e projetada para se parecer muito com o Windows. Mesmo o plano de fundo foi projetado para emular o Windows XP.
Lycoris estava na posição 8 no ranking em 2002 e manteve a posição top 10 em 2003 antes de desaparecer na obscuridade.
12. Mageia

Mageia começou como um fork do Mandriva (uma das distribuições mais populares no início da década). Mageia apareceu pela primeira vez no top 10 em 2012, onde alcançou a segunda distribuição mais popular do ano.
Ele permaneceu no top 10 desde então, embora nos últimos 6 meses tenha caído para o número 11, provando de uma vez por todas que é uma coisa entrar no top 10, mas uma coisa completamente diferente é ficar lá.
13. Mandrake / Mandriva

Mandrake Linux foi a distribuição número 1 entre 2002 e 2004 e há uma boa razão para isso. Mandrake foi a primeira a ser compatível com dispositivos de hardware, como impressoras e modems. (Para os mais novos, os modems eram coisas que costumávamos conectar à Internet para a experiência total de 56k).
Mandrake mudou seu nome para Mandriva e foi uma distribuição de top 10 até 2011, quando, infelizmente, chegou ao fim.
14. Manjaro

Manjaro é atualmente minha distribuição preferida de Linux. A beleza de Manjaro é que ele pega o Arch Linux e torna simples para o cara normal comum do dia a dia.
Ele atingiu as 10 principais distribuições em 2013 e está definido neste ano para terminar em sua posição mais alta.
15. Mepis

Mepis esteve entre as 10 melhores entre 2004 e 2007 e atingiu o pico na posição 4 em 2006. Ainda está em andamento hoje e é baseado no Debian Stable.
Mepis afirma ter o instalador mais fácil e vem como uma versão Live DVD para experimentá-lo antes de mergulhar completamente.
16. Mint

A distribuição atualmente no número 1 do ranking Distrowatch. O sucesso do Linux Mint é baixo pela sua facilidade de uso e a interface de desktop tradicional.
Com base no Ubuntu, o Linux Mint traz uma boa inovação e é muito estável. O Linux Mint atingiu o top 10 em 2007 e atingiu o primeiro lugar pela primeira vez em 2011 (provavelmente devido ao desastre inicial da Ubuntu Unity) e ficou lá desde então.
17. OpenSUSE

No início dos anos 2000, havia uma distribuição chamada SUSE, que garantiu um top 10 até 2005. Em 2006, o OpenSUSE nasceu e rapidamente assumiu o mantra.
O OpenSUSE é uma distribuição estável que é apropriada para todos usarem, com bons repositórios e suporte. Existem duas versões disponíveis, Tumbleweed e Leap. Tumbleweed é uma versão rolling-release, enquanto a Leap segue o método de lançamento tradicional.
18. PCLinuxOS

O PCLinuxOS atingiu o top 10 em 2004 e permaneceu no top 10 até 2013. Ainda é uma distribuição realmente boa, que segue o mantra de ser fácil de instalar e fácil de usar. A compatibilidade de hardware também é muito boa.
O PCLinuxOS possui uma ótima rede de suporte e sua própria revista mensal. Atualmente, está fora das 10 principais distribuições na 12ª posição.
19. Puppy Linux

O Puppy Linux é uma das distribuições Linux mais inovadoras já criadas. Projetado para executar um CD ou unidade USB, o Puppy fornece uma solução de desktop Linux completa com centenas de ótimas ferramentas para apenas algumas centenas de megabytes.
Puppy atingiu o top 10 em 2009 e ficou lá até 2013. Atualmente, está em 15º lugar.
20. RedHat Linux

A Red Hat é uma distribuição comercial usada por grandes empresas em todo o mundo. No início dos anos 2000, estava nas 10 principais distribuições ocupando o 2º lugar em 2002 e 2003 antes de sair do top 10.
A Red Hat continua a ser popular no mundo dos negócios, mas os usuários mais ocasionais são mais propensos a usar o Fedora ou o CentOS que são versões da comunidade do Red Hat.
21. Sabayon

Sabayon é uma distribuição baseada no Gentoo e, em grande parte, faz para o Gentoo o que o Manjaro faz para o Arch. Sabayon atingiu o Top 10 do Distrowatch em 2007, onde alcançou o 5º lugar. Ele saiu dos 10 melhores em 2011 e atualmente reside em 34º.
22. Slackware

O Slackware é uma das distribuições mais antigas e continua a ser popular entre os seus principais usuários. Foi iniciado em 1993 e, de acordo com o seu site, tem os dois objetivos de facilidade de uso e estabilidade.
O Slackware esteve no top 10 do Distrowatch entre 2002 e 2006, atingindo a posição 7 em 2002. Atualmente, fica na posição 33.
23. Sorcerer
Sorcerer esteve no ranking de Distrowatch em 2002, atingindo o pico na posição 5. Poucas informações podem ser encontradas sobre ela, exceto pelo fato de que usou palavras mágicas como uma maneira de instalar o software.
24. Suse

Tal como aconteceu com o Red Hat no início dos anos 2000, a SUSE foi uma das principais 10 distribuições, ocupando a 3ª posição em 2005.
SUSE é uma distribuição comercial, e é por isso que o openSUSE nasceu como uma distribuição comunitária. Começou em 1992 e, de acordo com seu site, tornou-se a principal distribuição em 1997.
Em 1999, anunciou parcerias com IBM, SAP e Oracle. SUSE foi adquirida em 2003 pela Novell e o openSUSE nasceu.
25. Ubuntu

O Ubuntu destacou-se em 2004 e rapidamente subiu para o número 1 em 2005, onde ficou ali por 6 anos. O Ubuntu levou o Linux a um nível totalmente novo. Em 2004, Mandrake foi o primeiro lugar com 1457 hits por dia. Quando o Ubuntu ocupou o número 1 em 2005, teve 2546.
Ainda hoje é uma das distribuições mais populares, o Ubuntu mistura inovação, um desktop moderno, um bom suporte e compatibilidade de hardware. O Ubuntu está atualmente no terceiro lugar atrás do Mint e do Debian.
26. Xandros

Xandros PC

Xandros lançado no eee-pc da ASUS, o primeiro netbook de 7″
Xandros foi baseado no Corel Linux e estava nas 10 principais distribuições em 2002 e 2003, ocupando o 10º lugar.
27. Yoper

A Yoper foi uma distribuição independente que atingiu o top 10 em 2003. Foi construído para computadores i686 ou melhor. De acordo com a Wikipedia, seu recurso definidor era um conjunto de otimizações personalizadas destinadas a tornar a distribuição mais rápida. Infelizmente, rapidamente desapareceu na obscuridade.
28. Zorin

Zorin é uma distribuição Linux que fornece ao usuário um desktop personalizado. O usuário pode escolher emular muitos outros sistemas operacionais, como Windows 7, OSX e Linux, com uma área de trabalho do GNOME 2.
Zorin veio em 2 sabores, incluindo a versão principal e uma versão LITE para computadores mais antigos. Alcançou o número 10 em 2014, e seu atual ranking de 6 meses é o 8º lugar.
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Este artigo irá explicar como configurar um servidor de e-mails desde o princípio em um ambiente Linux baseado na distribuição Debian. O texto é longo e há muitos passos, mas tentei resumir e explicar o que é mais importante para o funcionamento do serviço. Este passo a passo é baseado em vários artigos que li e por sinal é a solução de e-mails que uso hoje em alguns servidores, as principais referências estão no final do artigo.
O serviço de e-mail é composto por várias aplicações, cada uma com uma função específica, e a configuração do grupo de aplicativos é o maior desafio. Aqui irei abordar desde a configuração do hostname e DNS até a configuração do webmail e espero que ajude a qualquer um que queira montar seu próprio servidor de e-mails e largar de mão serviços gratuitos (que sempre lhe cobram/leem algo, mesmo sem você saber).
O funcionamento de um servidor de e-mail depende de vários serviços, e muitos são necessários para garantir uma boa qualidade do serviço, filtrando e identificando por exemplo SPAMs. Abaixo uma lista de aplicações e qual a responsabilidade de cada uma delas.
Postfix: O postfix é responsável por despachar os e-mails através do protocolo SMTP. Sua aplicação de e-mail e os servidores externos irão conectar neste serviço para enviar novos e-mails para sua caixa de e-mail ou encaminhar a outro servidor de e-mails;
Dovecot: O Dovecot é responsável por gerenciar as caixas de e-mail no seu servidor. Quando você conecta sua caixa de e-mail por IMAP ou POP3 é este serviço que estará utilizando. O Postfix também usa o Dovecot para armazenar novos e-mails recebidos;
MySQL: O MySQL é a base de dados utilizada pelo Postfix e Dovecot para armazenar as informações de caixas de domínios, caixas de e-mail e senhas destas caixas de e-mail;
Amavisd-new: Normalmente servidores de e-mail possuem um aplicativo de checagem de vírus e SPAM. O Amavisd-new é a interface entre o MTA (Mail Transfer Agent) e estes filtros. O Postfix encaminha um e-mail recebido ao Amavisd-new e este interage com um ou mais serviços para identificar e marcar possíveis problemas no e-mail.
ClamAV: Este serviço é um famoso anti-virus open source utilizado por muitos servidores para filtrar rapidamente uma grande quantidade de arquivos;
Postgrey: O Postgrey tem como função controlar e-mails suspeitos, os deixando em quarentena até que outros e-mails de mesma origem cheguem ou o tempo de identificação de novos vírus seja atingido. Isto evita que SPAMs ou vírus novos se propaguem rapidamente pela Internet enquanto outros serviços não tem suas assinaturas de vírus atualizadas;
SpamAssassin: O Postfix também usa o serviço do SpamAssassin para detectar com base em pontuação possíveis SPAMs. Este serviço é um dos mais utilizados e possui diversas formas de detecção, desde SPF até análise estatística de palavras suspeitas;
PostfixAdm: Esta aplicação web é usada apenas para gerenciar as caixas de e-mail na base MySQL. É através dela que você fará o cadastro dos domínios e das caixas de e-mail, podendo também criar aliases e limitar as contas;
Roundcube: O Roundcube é a aplicação web utilizada como webmail. Para que os usuários do servidor de e-mail não sejam obrigados a utilizar uma aplicação cliente como Thunderbird ou Outlook;
Apache: O Apache é um servidor web utilizado para servir outros dois serviços, o RoundCube e o PostfixAdm. Junto ao Apache também instalaremos os módulos do PHP, linguagem na qual ambos serviços web foram desenvolvidos;
OpenSSL: Esta aplicação é responsável por gerar os certificados e CSRs utilizados para garantir a criptografia tanto na conexão HTTP como nas conexões SSL/TLS do IMAP, POP e SMTP;
Iptables: Esta aplicação será utilizada para configurar o firewall do servidor.
Note que além destas aplicações todas você precisará configurar o DNS do domínio o qual irá criar as caixas de e-mail. Para tal você pode utilizar qualquer serviço que lhe permita configurar as entradas do tipo A, MX e TXT.
Como já citei no início do artigo, este tutorial é voltado a distribuição Debian (6 ou 7). Algumas variações devem acontecer em outras distribuições porém não há grandes diferenças, e o Google é seu amigo caso fique preso em algum dos passos. Esta configuração já utilizei para um VPS (Virtual Private Server)) de 512Mb de RAM e um vCore na DigitalOcean e acredito que suporta muito bem cerca de 50 contas de médio uso com IMAP, seu limite é apenas o espaço em disco. Em um servidor um pouco melhor como de 2Gb e 8 vCores do Linode você pode muito bem instalar este mail server e configurar várias páginas web de uso moderado sem medo de ter atrasos consideráveis no recebimento de e-mails.
Para começar, você precisa decidir qual será o nome do seu servidor de e-mails. Isto é importante pois você baseará toda sua instalação neste mesmo nome e configurará no DNS dos seus domínios este mesmo nome.
Normalmente domínios como exemplo.com possuem um servidor separado para gerenciar os e-mails, como mail.exemplo.com. Isto é natural visto que o serviço de e-mail é considerado crítico na maioria das empresas, sendo assim é ideal um servidor dedicado a esta função, tanto por segurança quanto por questões de desempenho. No nosso exemplo iremos considerar o nome mail.exemplo.com. Lembre-se que ter um servidor dedicado ou adicionar “mail” ao nome do domínio não é regra, só uma boa prática.
Comece acessando o servidor em modo root, e defina o hostname do servidor com o nome que escolheu para o seu mail server.
Note que em alguns serviços de hospedagem seu servidor irá trocar o hostname automaticamente devido ao DHCP instalado por padrão. Para evitar que o hostname mude edite o arquivo /etc/default/dhcpcd e comente a linha onde há algo parecido com SET_HOSTNAME='yes'.
Não esqueça de editar seu arquivo de hosts (/etc/hosts) e de configurar os nomes da própria máquina para o endereço loopback.
Este artigo irá armazenar tanto as caixas de e-mail como as aplicações de webmail e configuração de contas em um diretório comum no /var do servidor chamado mailserver. Aproveite e atualize os pacotes instalados no servidor com o apt-getpois precisará instalar várias aplicações nos próximos passos.
Observe que neste tutorial estarei referenciando sempre o domínio
exemplo.comemail.exemplo.com. Substitua estes domínios pelos domínios que você escolheu para seu servidor!
Entenda que serviços de e-mails foram desenvolvidos em um tempo onde a preocupação com segurança não era o maior foco. Portanto os protocolos de comunicação comuns como SMTP, IMAP e POP3 não possuem nenhuma criptografia no nível de protocolo em sua implementação inicial, tanto que as senhas são passadas de forma aberta e qualquer usuário mal intencionado pode ler estas senhas. Com o tempo o SSL e o TLS foram desenvolvidos nestes protocolos para garantir um mínimo de proteção.
Neste artigo precisaremos utilizar um conjunto de certificado e chave privada para garantir esta segurança. O ideal seria que você adquirisse um certificado digital em uma autoridade certificadora, da mesma forma que faz com um certificado digital HTTP para o Apache por exemplo, porém isto irá lhe gerar um custo que pode variar entre 10 a 1000 reais dependendo muitas vezes da fama da autoridade certificadora.
Se você já tem um certificado digital SSL para seu servidor web você pode utilizar o mesmo para as configurações de e-mail. O único inconveniente é que você precisa usar o mesmo nome de domínio do seu servidor web para o servidor de e-mail. É claro que você pode também utilizar um certificado wildcard para utilizar em todos os casos, mas aí o valor do certificado é maior ainda.
Para nosso tutorial vamos criar um certificado digital assinado por uma entidade certificadora criada por nós mesmos. Na prática só há dois problemas relacionados a isso. O primeiro é que todos os clientes que conectarem no seu servidor verão uma mensagem de certificado emitido por uma certificadora desconhecida (a famosa tela vermelha ou o aviso para confirmar a exceção de segurança, que há um risco). E o segundo é que certificados deste tipo não servem muito bem para conexões iniciadas em SSL/TLS.
Há três formas, falando em questões de segurança, de um cliente conectar ao serviço de SMTP/IMAP/POP3: [LIST] Insegura: Quando o cliente conecta e não pede por criptografia da conexão, deixando tudo se passar em conexão de texto puro, onde qualquer um pode ler a informação enviada;
Segura por STARTTLS: Que se parece muito com a insegura no início da conexão, porém logo que conecta pede por um “upgrade” na conexão. Nesta situação o cliente conecta como no primeiro caso e antes de enviar qualquer dado sensível o cliente solicita o início da comunicação criptografada (pelo comando STARTTLS);
Segura por SSL/TLS: Onde o cliente já conecta o servidor requisitando uma conexão 100% criptografada. Neste caso o servidor já inicia o processo de conexão enviando os dados de certificado com a chave pública para criptografia por parte do cliente; [/LIST]
O último método com certeza é o mais seguro, porém exige que o certificado digital tenha uma autoridade válida. Você pode tentar gerar certificados e instalar em todas as máquinas, porém ainda precisará distribuir os certificados para todos que usarem o servidor. Nesta situação o ideal é adquirir um certificado digital de uma autoridade certificadora. Neste artigo iremos garantir que ocorra pelo menos o nível de segurança do STARTTLS que em todo caso é suficiente para garantir que ninguém roube sua senha de e-mail. Para tal utilize os seguintes comandos para gerar um certificado que permite assinar outros certificados e também criar um certificado assinado por esta certificadora.
Para instalar os pacotes necessários execute o comando seguinte. Em algum momento será solicitado que preencha uma senha para o usuário root do banco de dados, não perca esta senha!
Após instalar todos os pacotes recomendo ajustar alguns parâmetros no PHP. Edite o arquivo /etc/php5/apache2/php.iniajustando os seguintes valores.
Será preciso ativar alguns módulos do Apache para que o webmail funcione e o servidor aceite conexões HTTPS. Para tal ative tanto o módulo rewrite, que permite que URLs sejam sobrescritas como o módulo ssl.
No Apache também recomendo ajustar alguns parâmetros de segurança, evitando que identifiquem qual é a versão e tecnologia usada. Para tal edite o arquivo /etc/apache2/conf.d/security e ajuste os dois parâmetros abaixo.
Após precisamos criar um Virtualhost para o webmail e também para o aplicativo usado para gerar as contas de e-mail. Crie um novo arquivo de texto chamado de mailserver dentro pasta de virtualhosts (/etc/apache2/sites-available/mailserver) e insira o seguinte conteúdo.
Em alguns casos é necessário configurar também o ServerName e instruir o apache de forma que ele use virtualhosts para os domínios. Para isso edite o arquivo /etc/apache2/ports.conf e ajuste conforme o conteúdo a seguir:
Não esqueça de criar a pasta do webmail e ativar o virtualhost criado.
Após configurar os domínios e o PHP você precisa ajustar algumas configurações do MySQL, recomendo editar o arquivo /etc/mysql/my.cnf e comentar a linha do bind-address e também evitar que o MySQL consulte o nome de todos os clientes que consultam o banco de dados, adicionando o skip-name-resolv.
Não esqueça de reiniciar o banco de dados para que ele carregue as configurações. Aproveite para conectar o banco de dados e criar a base de dados que armazenará as preferências do webmail e as próprias contas de e-mail.
Após digitar a senha um terminal do MySQL irá abrir. Execute o SQL abaixo para criar tanto as bases como os usuários. Lembre-se do usuário, senha, e nome dos bancos. Você precisará destas informações nas configurações dos demais aplicativos.
O Dovecot cria uma determinada estrutura de pastas e arquivos para armazenar os e-mails no disco rígido. Porém é preciso criar as pastas básicas e criar um usuário específico do Linux. Note o UID 150 informado no comando useradd, é importante usar um UID não existente, caso não queira informar anote o UID criado pois você precisará dele para as configurações de segurança dos próximos passos.
Agora que criamos as pastas, você precisa usar o apt-get mais uma vez para baixar todos os pacotes relacionados ao Dovecot, aproveite para instalar os pacotes do Postfix, ClamAV, Amavis e SpamAssassin.
Durante a instalação do pacote do Postfix você será questionado quanto ao tipo de mail server que estará configurando, selecione Internet Site. Também será questionado sobre o nome do mail server, digite no campo o seu hostname.

Após instalar os pacotes recomendo ajustar as permissões da pasta do Dovecot para que o usuário vmail (que criamos anteriormente) possa ler estas informações também.
Agora o processo mais trabalhoso começa, você precisará criar/editar os arquivos de configuração do módulo SQL do Dovecot, para que ele leia os domínios e caixas de e-mail do banco de dados que criamos anteriormente. O primeiro passo é criar o arquivo /etc/dovecot/conf.d/auth-sql.conf.ext e preenche-lo com o seguinte conteúdo. Este arquivo irá definir os arquivos que contêm as Querys de banco para usuários e senhas.
O arquivo que referênciamos agora precisa ser criado. Crie /etc/dovecot/dovecot-sql.conf.ext e preencha com as informações abaixo. Note que neste arquivo precisamos passar o usuário e senha do banco de dados mail, que criamos anteriormente. Caso você tenha trocado a pasta das caixas de e-mail você também precisará ajustar as Querys de acordo.
Com as Querys configuradas precisamos alterar algumas configurações no arquivo /etc/dovecot/conf.d/10-auth.conf. Neste arquivo você pode configurar várias definições de autenticação do Dovecot. Por enquanto só altere as informações citadas abaixo. Não substitua o arquivo inteiro.
Agora você precisa ajustar as configurações de segurança do Dovecot, para que ele use apenas os arquivos que estão nas caixas de e-mail dele. Edite o arquivo /etc/dovecot/conf.d/10-mail.conf e ajuste os parâmetros abaixo.
O Dovecot irá servir também conexões criptografadas, para que isso aconteça corretamente você precisa configurar o arquivo /etc/dovecot/conf.d/10-ssl.conf, ajustando os caminhos para os certificados que criamos no início do artigo. Caso você tenha um certificado intermediário provido pela sua autoridade certificadora não se esqueça de configurar o ssl_ca. Este arquivo pode ser tanto um arquivo .pem como um .crt.
Ajuste o arquivo /etc/dovecot/conf.d/10-master.conf para que o Postfix possa consultar as caixas de e-mail. Verifique o trecho onde há o service auth e substitua apenas o conteúdo deste bloco.
A última configuração necessária do Dovecot é o e-mail do postmaster. Caso você não ajuste este parâmetro é bem provável que tenha vários erros a cada recebimento de e-mail /etc/dovecot/conf.d/15-lda.conf.
Quanto ao Dovecot, era isso pelo momento. O próximo passo é configurar o Postfix.
O Postfix também precisa que todas as SQLs responsáveis pelo mapeamento de caixas e e-mails sejam configuradas. Para isso edite os seguintes arquivos. Note que todos eles precisam do usuário, senha e nome da base mail que criamos anteriormente. Você pode substituir o conteúdo destes arquivos completamente caso eles já existam.
Arquivo /etc/postfix/mysql_virtual_alias_domainaliases_maps.cf
Arquivo /etc/postfix/mysql_virtual_alias_maps.cf
Arquivo /etc/postfix/mysql_virtual_domains_maps.cf
Arquivo /etc/postfix/mysql_virtual_mailbox_domainaliases_maps.cf
Arquivo /etc/postfix/mysql_virtual_mailbox_maps.cf
O Postfix também pode realizar uma limpeza de cabeçalhos no seu e-mail. Sempre que você envia um e-mail as aplicações costumam adicionar vários cabeçalhos identificando a aplicação que você usa de e-mails e o IP da sua máquina. Na configuração do Postfix iremos configurar para que alguns destes cabeçalhos sejam removidos, para tal crie o arquivo /etc/postfix/header_checks e adicione o seguinte conteúdo.
Agora vamos para as configurações do Postfix de fato. Há muitos parâmetros ajustáveis, porém recomendo editar os seguintes no /etc/postfix/main.cf. Irei explicar brevemente os mais importantes através de comentários.
Você precisará editar também o arquivo /etc/postfix/master.cf. Este arquivo configura todos os processos que devem ser usados pelo Postfix para gerenciar o recebimento e envio de e-mails. Recomendo que faça um backup do arquivo original para consultar posteriormente e substitua todo o arquivo com o seguinte conteúdo.
As opções usadas neste arquivo sobrescrevem as configurações do arquivo principal. Portanto caso mude algo no arquivo de configuração e o parâmetro não parece ter efeito, verifique aqui se o parâmetro não foi sobrescrito.
A configuração destes três aplicativos é bem mais simples comparadas as configurações do Dovecot e Postfix. Para iniciar adicione os usuários do clamav e amavis aos grupos de cada um deles.
Edite o arquivo /etc/amavis/conf.d/15-content_filter_mode para indicar ao Amavis quais são as filtragens que ele deve realizar.
O Amavis também vai precisar consultar os domínios existentes no servidor. Edite o arquivo /etc/amavis/conf.d/50-userpara ajustar o acesso ao banco de dados, indicar qual é o número máximo de processos paralelos e a pontuação de SPAM necessária (feita pelo SpamAssassin) para que o filtro adicione os cabeçalhos de pontuação. Neste caso colocamos um valor negativo para que o cabeçalho esteja sempre disponível.
O SpamAssassin já está configurado para integrar com os outros aplicativos, basta editar o arquivo /etc/default/spamassassin para que o processo seja ativado e a rotina que atualiza as tabelas de probabilidade de SPAM sejam atualizadas automaticamente.
Após toda a instalação reinicie todos os serviços que configuramos.
Caso observe algum erro, verifique os arquivos /var/log/mail.log e /var/log/mail.err.
Agora que todas as aplicações já foram configuradas podemos instalar o gerenciador de caixas de e-mail. Esta ferramenta open source é muito prática e basicamente gerencia as tabelas que foram criadas na base mail.
Você precisará configurar alguns parâmetros no arquivo /var/mailserver/webmail/postfixadm/config.inc.php para que a aplicação conecte a base de dados corretamente.
Entre em http://mail.exemplo.com/postfixadm/setup.php e digite algo no campo setup password (esta senha será útil apenas na instalação do PostfixAdm) e clique em criar administrador. Copie o Hash que será informado na tela e cole no parâmetro $CONF['setup_password'] conforme instruções.

Volte a página de setup (dê um F5 se já estiver nela) e crie o usuário administrador. Através deste usuário é que você poderá configurar os domínios e caixas de e-mail em http://mail.exemplo.com/postfixadm/login.php.
Acesse a URL de login e configure o domínio em Dominios > Adicionar. Depois clique em Virtual > Criar conta de e-mail para configurar sua primeira conta de e-mail.
Por segurança apague o arquivo setup.php, evitando assim que qualquer outro usuário tente configurar a conta de administrador.
Para instalar o Roundcube o processo é simples. Baixe a versão atual e descompacte na pasta do webmail. Os comandos abaixo podem variar caso a versão do Roundcube seja outra (que não a 0.9.5).
Acesse http://mail.exemplo.com/installer/ e verifique se há algum detalhe faltando na configuração do servidor. Não se preocupe com bases, você precisará apenas do MySQL.

No próximo passo configure o SMTP/IMAP e banco de dados.



Após as configurações clique em Create config. Será apresentada uma tela com dois arquivos de configuração. Crie e preencha ambos arquivos com os respectivos conteúdos apresentados na tela.
No caso edite o arquivo /var/mailserver/webmail/config/main.inc.php e /var/mailserver/webmail/config/db.inc.php. E depois de salvar ambos arquivos você já pode apagar a pasta do instalador do Roundcube, ela não é mais necessária.
Para garantir que nenhum usuário acesse o webmail sem estar em ambiente seguro (já que configuramos o SSL para HTTPS no passo de configuração do Apache) edite o arquivo /var/mailserver/webmail/.htaccess e adicione o seguinte conteúdo ao início do arquivo.
Este redirecionamento forçará sempre o usuário a usar a porta 443 do Apache quando entrar no webmail. O que é o ideal, assim evitamos que um usuário desavisado tenha sua senha roubada por algum usuário mal intencionado.
Recomendo também a configuração de um Firewall, você pode ver o esquema de um Firewall básico aqui. E adicionar regras para liberar as portas importantes do serviço de e-mail. Nesta configuração que realizamos teremos as seguintes portas:
[LIST] 25 (SMTP): Porta de envio de e-mail sem criptografia;
80 (HTTP): Porta do servidor web, usada para acessar o Roundcube e o PostfixAdm sem criptografia;
110 (POP3): Porta do serviço POP3, usada normalmente para baixar e remover os e-mails baixados de uma caixa de e-mail, sem criptografia;
143 (IMAP): Porta do serviço IMAP, usada normalmente para consultar as caixas de e-mail, sem realizar o download e remoção dos e-mails baixados, com criptografia opcional por STARTTLS;
443 (HTTPS): Porta do servidor web, criptografada;
465 (SMTPS): Porta de envio de e-mails com camada de criptografia obrigatória por SSL/TLS;
587 (SMTP/SMTPS): Porta de envio de e-mail com camada de criptografia opcional por STARTTLS;
993 (IMAPS): Porta do serviço IMAP, com camada de criptografia obrigatória por SSL/TLS;
995 (POP3S): Porta do serviço POP3, com camada de criptografia obrigatória por SSL/TLS; [/LIST]
As regras do Iptables para liberar estas portas estão a seguir.
Observação importante sobre a porta 25: O Antispam.br indica que os provedores de Internet residenciais bloqueiem o acesso a porta 25 dos servidores, em uma medida para diminuir o uso de bots e ferramentas mal intencionadas que geram SPAM (veja mais aqui). Porém você não deve de forma alguma bloquear esta porta no seu Firewall. Caso você o faça poderá ter problemas no recebimento por parte de muitos domínios.
Após toda a configuração do servidor ainda é importante configurar um serviço fora do seu servidor de e-mails. Neste caso o DNS. Este é responsável por indicar que seu servidor de e-mails para o domínio configurado no PostfixAdm (exemplo.com) é o mail.exemplo.com.
A primeira coisa que você deve fazer é configurar a entrada A e AAAA (se disponível IPv6) para o mail.exemplo.com. Recomenda-se usar uma entrada A ao invés de uma entrada CNAME por questões de verificação de antispam. Além desta configuração, você precisará configurar o DNS reverso.
O DNS reverso é configurado através de uma entrada PTR, porém estas entradas só a empresa que lhe disponibilizou o IP pode configurar. É neste passo que algumas pessoas enfrentam problemas. Em provedores de serviço como Linode e DigitalOcean você possui uma opção no painel de controle para configurar você mesmo o nome do servidor. Em provedores como a Amazon AWS você precisará enviar um formulário requisitando a alteração do nome. Se você está tentando configurar um servidor em uma conexão ADSL com IP dinâmico você pode esquecer, seu provedor não irá atribuir um nome para seu IP.
Quando um serviço de e-mail recebe um e-mail informando que é de determinado IP com determinado domínio o servidor que recebeu o e-mail pode realizar uma consulta de DNS reverso, para tentar identificar o nome do seu servidor e associa-lo a uma lista de servidores “limpos” ou “sujos”, caracterizando como e-mail legítimo ou SPAM. Por isso é importante configurar o DNS reverso.
Após configurar o domínio exemplo.com no PostfixAdm você deve criar uma entrada MX neste domínio para o endereço mail.exemplo.com. Normalmente junto a esta configuração você terá a opção de definir um número relacionado a prioridade. Esta prioridade faz mais sentido quando você tem mais de um servidor de e-mails para um mesmo domínio (quando usar um servidor de backup) e quanto menor o valor, mais prioridade ele terá. Normalmente se usar apenas um servidor de e-mail configure com a prioridade 10.
Outra configuração muito importante para evitar que seus e-mails sejam caracterizados como SPAM é a configuração de uma entrada TXT chamada SPF. Esta entrada nada mais é que uma entrada TXT com um conteúdo similar ao informado abaixo.
"v=spf1 mx ip4:111.222.333.444 ip6:2600:aaaa::bbbb:cccc:dddd:eeee/64 a:exemplo.com -all"
Não vou explicar aqui a sintaxe do SPF pois é um pouco longa, você pode consultar EL{http://antispam.br/admin/spf/{a documentação completa do SPF no site do Antipam.br}LE. Basicamente o que indicamos acima é que se qualquer servidor de e-mail receber um e-mail do domínio onde este SPF está configurado, ele poderá confiar nos servidores MX configurados, ou no IPv4 indicado, ou no IPv6 indicado, ou ainda no IP do servidor exemplo.com. Caso contrário ele deverá considerar SPAM (-all).
Lembre-se que qualquer alteração de DNS que fizer você pode estar sujeito a esperar de 2 a 48 horas até que as regras de DNS propaguem pelos servidores de DNS. Então tente configurar certo de primeira =].
Com tudo configurado, hora de testar o envio e recebimento de e-mails. Acesse https://mail.exemplo.com e faça login com o e-mail completo e a senha que você configurou quando criou a conta no PostfixAdm.
Tente enviar um e-mail para uma conta do Gmail ou de um e-mail que você já possui e verifique se o e-mail chega adequadamente. Depois tente fazer o processo reverso, respondendo o e-mail em questão. Caso veja alguma mensagem de erro ou o e-mail não chegue, tente observar os logs de erro. Com certeza eles lhe darão a pista do que está errado, se não lhe der exatamente o ponto que está falhando.
Você também pode tentar configurar o seu e-mail no Gmail ou no Thunderbird/Outlook. Mas preste atenção nos endereços usados e o tipo de criptografia. Caso não tenha configurado um certificado válido ou tenha algum bloqueio de Firewall você pode perder muito tempo tentando configurar o e-mail com SSL/TLS, use o STARTTLS.
Dê uma olhada nos logs, eles podem lhe ajudar a identificar qualquer problema. O mail.log lhe expõe exatamente o que acontece com os e-mails recebidos ou enviados, indicando inclusive a mensagem que o servidor destino enviou quando aceitou o e-mail enviado.
Todos os e-mails enviados que estão pendentes de envio para outro servidor ficam na fila de envio chamada “mailqueue”. Para ver esta fila use o comando mailq no servidor.
Caso faça algum ajuste no postfix você pode forçar o reenvio dos e-mails na fila usando o comando sendmail -v -q.
Este artigo foi baseado principalmente nos artigos de ExRatione e Flurdy, que possui um dos artigos mais completos que já ví relacionados a servidores de e-mail baseados em Postfix.
Com certeza você encontrará outros tutoriais interessantes por aí caso não queira usar o Postfix ou o Dovecot. Na biblioteca do Linode há vários tutoriais.
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