Patologia mamária
18 de fevereiro de 2009 | Autor:

Os aspectos mais importantes da patologia mamária na adolescência referências anomalias do desenvolvimento das mamas. Outras entidades patológicas, tais como inflamações, displasias e tumores são raros antes dos 16 anos.

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O desenvolvimento mamário é um dos primeiros sinais da puberdade. Comece em torno dos 9 anos de idade e depende da ação de esteróides sexuais (estrogênios e progestogênios) e de outros hormônios: prolactina, somatotropina, tireoxina, insulina e corticóides.

Tanner divide o desenvolvimento mamar em cinco fases:
Primeira fase – elevação da papila, sem crescimento da aréola e do parênquima.
Segunda fase – aumento da aréola e início do crescimento do parênquima, sob a forma de “broto mamário”.
Terceira fase – aumento da pigmentação areolar e desenvolvimento do parênquima.
Quarta fase – elevação da aréola em placa, acima do parênquima; esboça se a conformação do órgão adulto, porém de pequenas proporções.
Quinta fase – a mama assume forma adulta, a papila se torna eréctil e aparecem as glândulas areolares.

Anomalias do desenvolvimento

Algumas formas clínicas de anomalias podem manifestar-se na puberdade.

1 – Amastia

É a ausência completa de uma ou de ambas as mamas, e constitui a anomalia rara. As estruturas vizinhas podem encontrar-se afetadas: os músculos peitorais, geralmente, estão ausentes.

2 – Hipotrofia

Também denominada hipomastia, decorre de hipogonadismo ou de falta de resposta do parênquima mamária os esteróides sexuais. A hipotrofia é encontrada em casos de disgenesia gonádica e de maturação sexual tardia, mas encontra-se também no desenvolvimento mamário deficiente, sem origem conhecida. Se a causa da hipomastia é o hipogonadismo, o tratamento com estrogênios e progestogênios promove o crescimento das mamas. Quando o nível estrogênico normal, o resultado do tratamento hormonal não é satisfatório. Nestes casos, admite-se que os receptores hormonais a nível citoplasmático sejam em número insuficiente para permitir a ação estrogênica.

3 – hipertrofia

O crescimento súbito e exagerada das mamas na puberdade, é também denominado hipertrofia virginal (figuras 53 e 54). Nestes casos, haveria aumento da sensibilidade do parênquima a ação do estrogênio endógeno ou exógeno. Nesta última eventualidade, a hipertrofia é iatrogênica. Não é possível prever nem prevenir a hipertrofia mamária em virtude de sua instalação abrupta. Seu crescimento foi exagerado, de forma molestar a paciente, indica se a mamoplastia redutora. Esta operação deve ser realizada, de preferência, após 16 anos, época em que se completa desenvolvimento mamário.

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Hipertrofia mamária: frente

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Hipertrofia mamária: lateral

4 – Assimetria

O desenvolvimento desigual das mamas caracterizado por discreta assimetria é frequente, não se revestido de importância clínica. No entanto, se as mamas são, quanto ao volume, manifestamente desiguais entre si , trata-se de malformação.

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Assimetria mamária

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Assimetria suspeita

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Assimetria normal


Ao iniciar seu puberdade é comum o crescimento desigual das mamas, diz ódio que, em geral, se corrige espontaneamente. No entanto, a conduta expectante aconselhável, porque se assimetria vai se acentuando, torna-se necessário tratamento específico. Se a origem da simetria não for esclarecida, adota se terapêutica visando bloquear, parcialmente, a ação estrogênica. Pode-se administrar acetato de medroxiprogesterona na dose de 5 mg, por via oral, diariamente, verificando se periodicamente os resultados do tratamento. No caso de a assimetria já se encontrar instalada, a cirurgia plástica reparadora está indicada. Avalia-se, cuidadosamente, o volume de ambas as mamas, para verificar qual delas requer cuidados cirúrgicos: se a maior, que pode ser hipertrófica ou menor, que pode ser hipotrófica.

5 – Polimastia e politelia

Ao longo da linha mamária, pode ser encontrados:

a) formações globosas de parênquima mamário revestido por pele, constituindo a polimastia;

b) aréolas e papilas, em geral rudimentares, sem tecido mamários subjacente, caracterizando a politelia.

As mamas acessórias são encontradas mais frequentemente na região axilar, enquanto que nas aréolas e papilas acessórias aparecem, mais comumente, na fase anterior do tórax, logo abaixo do sítio normal de crescimento das mamas. O tratamento de ambas as formas de anomalia em questão é cirúrgico.

Mama acessóriaMama acessória

As acessórias desenvolvem-se acentuadamente durante a gravidez e podem apresentar inflamação secundária, razão pela qual se indica sua extirpação antes da fase de maturidade sexual.

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Inflamações

Discrasias mamárias um mastopatias acompanhadas de alterações histológicas do parênquima mamário. Tais alterações têm caráter benigno, são comumente encontradas na fase de maturidade sexual, e atribuídas a distúrbios do metabolismo dos hormônios que influem no desenvolvimento das mamas. As formas clínicas caracterizadas pela adenose e pelo cistos são raramente encontrados na adolescência. Neste período, constata-se a existência de mastodínia pré-menstrual: as mamas se tornam túrgidas e dolorosas nos dias que precedem a menstruação. Do ponto de vista histológico, os fenômenos proliferativos são discretos e destituídos de importância. A turgidez se deve ao edema conseqüente a ação estrogênica. O tratamento da mastodínia será feito com administração de acetato de medroxiprogesterona e promazina, um comprimido diariamente, nos oito ou dez dias que antecedem o início da menstruação. No mesmo período de tempo, recomenda-se dieta pobre em sal, prescrevendo se diurético.

Tumores

Os tumores mamários são raros na adolescência e, quando aparecem, são em geral, fibroadenomas. estes tumores benignos se constituem de ductos e envolvidos por tecido conjuntivo. Seu crescimento depende da ação dos estrogênios. Apresentou-se sob a forma de nódulos bem delimitados, de consistência dura, relativamente móveis. A Propedêutica dos referidos tumores se completa com mastografia, e a terapêutica consiste na sua exérese. No ato cirúrgico, adota si incisão periareolar, a mais recomendável do ponto de vista estético.

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