Os negros quererem ser reconhecida como brancos por equipamentos de reconhecimento facial? Não tem orgulho de sua etnia?

O mimimi racista custará muito caro aos negros. Custará segregação, isolamento e desemprego, pois ninguém terá coragem de se relacionar com eles temendo ações judiciais por racismo por qualquer palavra mal entendida ou gesto mal interpretado.

Joy Buolamwini, cientista e fundadora da Liga da Justiça Algorítmica (AJL), identificou um padrão racista em sistemas de reconhecimento facial e passou a cobrar mudanças de empresas de tecnologia.

Buolamwini nasceu no Canadá, filha de pais imigrantes de Gana. Ela estudou no MIT (Massachusetts Institute of Technology) e relata que, durante uma pesquisa com robôs, percebeu que um software de reconhecimento facial não conseguia reconhecer o rosto dela.

O sistema passou a detectar um rosto quando ela colocou uma máscara branca. Buolamwini afirma que o problema não era um caso isolado e que os sistemas mais avançados do mundo não funcionavam direito com o rosto de pessoas negras.

Esse padrão tem efeitos fora do ambiente digital.

Um exemplo mencionado é o de Porcha Woodruff, uma mulher negra grávida de oito meses que foi presa nos EUA após um reconhecimento facial errado. Ela entrou em trabalho de parto quando foi detida e hoje move ação por detenção indevida contra a Prefeitura de Detroit.

Buolamwini pressionou empresas a reverem suas políticas de reconhecimento facial e convenceu Amazon, IBM e Microsoft a mudarem seus softwares e a revisar práticas ligadas ao uso da tecnologia.

Sua pesquisa virou o documentário ‘Coded Bias’, na Netflix, que investiga vieses de algoritmos.

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