Há muitos poréns neste vídeo.
- Não existe um estudo sério que demonstre que vitamina B12 está envolvida nos processos de memória. Se ela realmente fosse indispensável nos processos de memorização, bastava comer carne em abundância que ninguém teria demência senil, o verdadeiro nome do tal “mal de Alzheimer”, o que vai contra o mantra insano dos ecovigaristas e ecochatos que pregam o veganismo (abreviatura elegante para vegetarianismo).
- Não se sabe como a memória se processa. Vocês sabem como é feita a pesquisa em neurofisiologia da memória? Com ratos e camundongos, nos quais se da choques elétricos nas patas sob certas condições, se aplicam vírus que exprimir canais de iônicos específicos no tecido cerebral , especialmente no hipocampo, para-hipocampo, amígdala nervosas e núcleos da rafe, estruturas bioquímicas chamadas de “engramas”. A “ciência” está engatinhando na pesquisa da memória e tem gente pregando a cura para os distúrbios de memorização e aprendizado. Quem iniciou os estudos modernos de memória foi Eric Kandel, que ganhou o Nobel de fisiologia e medicina de 2000 com suas pesquisas com a “Aplysia fasciata”, uma espécie de lesma do mar.
- Qual a bibliografia base deste “artigo”? Quais os estudos científicos publicados em periódicos de alto impacto que validam as teses aqui apresentadas?
- Outra crença insana é a dos males da automedicação. O efeito de um fármaco (o termo correto) depende unicamente de seu mecanismo de ação e não da vontade de que o prescreve. Médicos não tem varinha de condão e ordenam que um comprimido ou injeção façam no organismo o que ele quer. O mecanismo de ação de um fármaco é matemático: 2+2=4, mas o efeito sobre o organismo é incerto sendo qualquer coisa entre 3 e 5, passando obrigatoriamente pelo 4.
- Outro mantra que viola a mais elementar regra da bioquímica é o do estresse oxidativo. Vocês conhecem os mecanismos de reação que convertem a androstenediona em testosterona no homem? Se dá pela protonação, ou seja, um RADICAL LIVRE H+ que nada mais é que um hidrogênio faltando um elétron, protona a terminação hidroxila da androstenediona formando a testosterona. Esta protonação por radical livre é essencial para a formação do hormônio masculino. Este é apenas um exemplo de como os tão demonizados radicais livres são essenciais no funcionamento do organismo e se não fossem necessários, a natureza não os teria criado.
- Pesquiso psicofarmacologia há mais de 40 anos. O primeiro trabalho que apresentei em congresso, há quase 36 anos, tinha o título de “farmacologia e comportamento humano” e já vi tudo quanto é teoria esdrúxula, fajuta e fantasiosa sobre memória, aprendizado e farmacoterapia que, na prática, não passam de sensacionalismo barato para catapultar carreiras.
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