Há dois poréns aqui:
- São os farmacêuticos que fabricam os “medicamentos” (fármacos), e não os médicos que não tem a mínima noção de como são produzidos;
- há lugarejos onde não há médico e os farmacêuticos tem que ser virar para tratar a população. Médicos só vão onde dá dinheiro, tem uma estrutura mínima de saúde e tem conforto. Não vão às regiões ribeirinhas e às favelas ou ainda, às cidades pequenas, sem estrutura;
- se tivesse ao menos um médico em todos os rincões deste país de dimensões continentais, o Conselho Federal de Medicina até teria alguma razão e direito de pleitear, mas enquanto não se resolve a ausência de médicos em TODO o Brasil, não há como impedir que o farmacêutico, o profissional do fármaco por definição legal, não possa prescrevê-los.
Outro fato que deve ser deixado claro é que em grande parte desses povoados não há, além do médico, sequer farmacêutico, enfermeiro ou mesmo um auxiliar de enfermagem, podendo ter alguém com alguma experiência como balconista de farmácia que faz de tudo, até partos e suturas. Isso o Conselho Federal de Medicina não leva em conta e até omite em sua representação judicial. Leia aqui
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