Mais um daqueles colóquios flácidos para acalentar bovinos ou conversinha mole para boi dormir, que só o médico sabe receitar como “remédio” que não faz mal.
Especialista defende que a prescrição exige conhecimento aprofundado e que farmacêuticos devem atuar dentro dos limites de sua formação
Concordo com os principais argumentos do colunista de que ‘prescrição exige conhecimento aprofundado’ e que ‘farmacêuticos devem atuar dentro dos limites de sua formação’. Se aplicados ipsis literis, isso tira dos médicos a prescrição farmacoterapêutica, pois médicos não fabricam os fármacos, não têm a mínima noção de como são produzidos e ainda, o profissional do ‘medicamento’ – outro termo errôneo – é o farmacêutico, conforme dispõe o decreto-lei nº 85.878/81, que estabelece o âmbito da profissão farmacêutica.
Começando pelo equivocado termo “remédio”, que pode ser conceituado como qualquer ato, massagem, música, relaxamento, chá, líquido, alimento ou congêneres que produza bem-estar.
Falando em segurança do paciente, como se pode confiar em médicos que não conseguem diagnosticar uma apendicite – atribuição privativa deles – sem uma ecografia e um hemograma? Quantas crianças e adolescentes não morrem em localidades sem estrutura de diagnóstico por imagens e laboratório de análises clínicas devido à insegurança ou mesmo ao despreparo de médicos?
O desespero é nítido com o fim da reserva de mercado, mas a culpa é dos médicos, pois o Conselho Federal de Farmácia não está baixando esta resolução por vontade própria, mas por necessidade, porque não há médicos nos lugares mais remotos e pobres do Brasil e que são a maioria. Simples assim. Leia mais